Imagem: Rob Marquardt – Swiss Cheese (Cc)

Ontem assisti “Maze Runner: Prova de Fogo” graças a uma promoção do Nível épico (valeu Nível Épico!) – Se liga lá no site/FB/Instagram deles!

Antes de qualquer coisa: com spoilers, ok? Não tem como listar os furos de uma história sem entregar a história quase toda, né? Se bem que a graça desse filme na minha opinião não está na história.

Em segundo lugar tem justamente isso: ser um filme cheio de furos não quer dizer que seja um filme chato ou até mesmo ruim. Eu pelo menos me diverti :-)

Afinal de contas o lance do filme é correria (de zumbis, de humanos, de explosões), labirintos e zumbis. É para se divertir, não é para ficar pensando “é uma metáfora para as nossas estruturas políticas e sociais” que outros filmes distópicos ou pós apocalípticos conseguem inspirar.

Por falar nisso aí está um mérito da história. A primeira parte parece distópica, mas a segunda nos revela que estamos mesmo é em um mundo que passou por dois apocalipses (queimado pelo sol e devorado por zumbis) e criou os labirintos distópicos.

Ou seja, ele é um emaranhado de labirintos e isso é legal, pelo menos para quem adora um labirinto (e quase todo mundo gosta, né?).

Antes dos furos vamos entender a história do filme (não li os livros e pode ser que o terceiro desminta coisas do primeiro e segundo e aí terei que me retratar aqui, mas vamos com o que temos até aqui):

Acontece alguma coisa com o Sol que mata um monte de gente queimada, quando ele volta ao normal surge um vírus que transforma as pessoas em zumbis enlouquecidos e irracionais.

Descobrem que alguns jovens são imunes e, se submetidos a um ambiente hostil (os labirintos, sim tem vários e não só o do primeiro filme), produzem um paliativo para o vírus zumbi que pode ser a chave para a cura. Os jovens, então, são tipo gado para produzir a tal vacina (que não vacina, só retarda).

A WCKD (traduzida como CRUEL por causa das iniciais) cultiva os jovens (quanto mais jovens melhor) e o Braço Direito os resgata e leva para um tipo de santuário. É para lá que os heróis querem ir durante essa segunda parte.

Agora vamos aos furos

Veja bem, todo filme tem furos, mas é um problema quando o furo viola as leis do próprio universo ou não tem uma explicação.

Antes desse só lembro de Prometheus com tantos furos assim.

A primeira sequência já mostra que ninguém gastou muito tempo para tornar as coisas coerentes: eles chegam de helicóptero a uma enorme fortaleza e pousam do lado de fora, no meio de um enxame de zumbis…

Por quê, né? Ora! Para eles já começarem o filme correndo, claro!

Mas não podiam fazer uma tempestade obrigar o helicóptero a pousar? Talvez um tiro certeiro do tal Braço Direito (que aparece mais à frente) no tanque de combustível.

  1. A vacina só pode ser extraída dos imunes por tubos implantados em seus cérebros dentro de avançadíssimas instalações, a menos que você seja a Lili Taylor em um acampamento de cabanas de trapos. Aí basta tirar um pouco de sangue de um imune, misturar num vidrinho e boom!
  2. Os infectados são totalmente irracionais, a menos que sejam a mãe da mocinha-traidora e precisemos de uma desculpa para sua traição, aí a mãe se torna consciente de novo depois de arrancar os próprios olhos. Ah! Não funciona com menininhas fofas que continuam sendo zumbis selvagens para comover a plateia.
  3. Os imunes são imunes até que sejam contaminados hehehe. Todos que são expostos nos dois filmes contraem a praga
  4. A mocinha entrega o acampamento do Braço Direito na véspera deles partirem para o santuário com todos os imunes que eles resgataram. Em vez de esperar para acabar com tudo de uma vez a WCKD ataca apenas aquele grupo. A menos que eles tenham dito que iriam a um novo santuário e entendi mal, vamos dar um desconto.
  5. Apesar dos imunes serem essenciais a WCKD chega bombardeando o acampamento sem dó.
  6. Temos a mega-corporação ou mega-divisão governamental (não fica bem claro) e vamos contra ela. Temos também a lista de todas as instalações. O que fazemos? Vamos matar a diretora… Mas só na terceira e última parte da história. Não consigo imaginar como matar a diretora causará algum problema para a tal WCKD ou salvará alguma pessoa

Não é tão ruim

Os furos em Prometheus são bem piores pois deixam a história realmente sem sentido, em Maze Runner é só um descaso com a coerência.

Acho que não custava nada dar boas explicações para casa coisa, mas não prejudica a animação da correria do filme.

Vale para quem curte ação e não quer perder tempo com críticas à nossa sociedade.

Você sai do cinema até sem notar os furos porque não estava prestando atenção nisso.

Ah! Gostei das atuações e mais ainda dos personagens que são fortes e independentes. Gosto de histórias que nos animam a não ficarmos de #mimimi.

Minha personagem predileta, claro, é a Brenda (Rosa Salazar) e me amarrei também no Jorge (Giancarlo Esposito) que é tipo um tio-pai da Brenda.

Atualizando em 22/09/15

Acabei de ver a crítica abaixo e notei duas coisas.

Primeiro que pelo jeito só eu me incomodei com os furos (e tinha esquecido de um já que até o imune de onde é tirado soro a certa altura também foi contaminado no primeiro filme).

Segundo que tem uma interessante jornada de transição na trilogia.

Eles começam em um tipo de útero materno protetor, ainda que cercado de mistérios, perigos e um difícil caminho para o mundo exterior. Passam por um nascimento já fadado a conduzi-los à decepção com sua “mãe” e mergulham em um mundo inóspito onde são ignorados pela maioria. E por aí vai. Ok. Bem interessante. Me deu vontade de ler os livros e ver se isso é mais bem explorado neles.

Segue a crítica:

Maze Runner – Prova de Fogo – A crítica