O hábito de repassar emails é um dos que mais me incomoda, vejo como uma hipocrisia e um desencargo de consciência que sai muito barato e sem qualquer esforço além de dois cliques de mouse.

Leia o que os pais do Pedro dizem no site do Pedro:

Se você
recebeu este e-mail peço a gentileza de não repassá-lo.
Apenas divulgue o site por estar atualizado.

Em outras palavras: Não repasse o email! Repasse este link: http://www.sitelogo.com.br/pedro/

Foto do Pedro
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Pedro nasceu 18 anos atrás com sérios problemas que lhe causavam convulsões, mais de 20 por dia. Na época foi tratado pelo Dr. Salomão Schwartzmam e por seus pais, Liane e Manoel que, na época, moravam na rua Conselheiro Brotero em São Paulo.

Donos de uma força e determinação invejáveis fizeram um site para o Pedro e escreveram uma carta direcionada a médicos para buscar um diagnóstico para a doença do Pedro.

Dezesseis anos depois aquela carta ainda circulava pela Internet e chegou ao CAT que fez o que nenhuma das pessoas que repassaram a mensagem nos anos anteriores fez: se importou a ponto de ligar e se informar, descobrir como poderia ajudar de fato o pequeno Pedro.

Entendo que muita gente repassa estas mensagens com a melhor das intenções, que geralmente é falta de experiência com esta coisa nova de Internet, mas em muitos outros casos o que eu creio que ocorre é um incômodo rapidamente seguido por uma compulsão de se livrar da sensação de responsabilidade.

O mínimo que podemos fazer ao receber um pedido de socorro não é passá-lo adiante! O mínimo que podemos fazer é nos importar o bastante para gastar 30 segundos no Google para descobrir o site ou email original da pessoa! E se não encontrarmos gastar uma ligação telefônica de um minuto para falar com a pessoa e dizer “eu me importo! Como posso ajudar?”

Menos do que isso, me desculpem, é entregar nosso desprezo a quem precisa de ajuda.