Zika: Nossa melhor ferramenta é a informação


Photo credit: Martin_Duggan via Visual Hunt / CC BY

Estou mantendo um post no meu blog de cibercultura sempre atualizado com as principais perguntas e respostas bem resumidas e com links para fontes: Tudo sobre a Zika (post atualizado sempre que houver novidades) – Em 2020 o 37 Graus fez um excelente podcast sobre a epidemia de Zika.

A gente está num turbilhão, né?

Olhando friamente a situação não chega a ser ruim, afinal 80% das pessoas passam pela Zika sem ao menos ter qualquer sintoma. Posso ter tido e nem sei!

Das pessoas que tem sintomas são poucas as que ficam mal.

Das que ficam mal são poucas que ficam muito mal.

Das que ficam muito mal são pouquíssimas que apresentam problemas piores mais tarde como a Guillaim-Barré (que aliás pode ser causada por outros vírus também, nem descobri ainda se o da Zika causa mais do que outros).

Enfim, tudo indica que a possibilidade real de eu, você ou alguém que a gente conhece ter uma complicação é ínfima.

Mas…

Se der complicação é MUITA complicação!

Uma criança com microcefalia e suas famílias podem ter uma longa vida de sofrimento pela frente. Quem contrai uma forma severa de Guillaim-Barré pode ficar anos em um hospital incapaz de mover mais do que os olhos e respirando por aparelhos.

Além disso, vírus se adapta, evolui… Desde a década de 40 o da Zika tava lá, quieto, na dele. Repentinamente deu essa zika (desculpe). Vai que ele resolve mudar mais e fazer outras coisas?

Vi até amigo brincando meio nervosa e timidamente que parece começo de apocalipse zumbi. Provavelmente estavam assim porque sabem que não dá para brincar com algo tão sério, mas que parece… parece.

O que a gente faz no meio disso?

Bem, falei do apocalipse zumbi, coisa que poderia muito bem ter omitido e não correr risco de parecer um desses insensíveis que brincam com coisa séria, porque essas histórias sempre nos mostram que entrar em pânico só piora as coisas.

Tá, a gente não decide entrar em pânico, né?

“Opa! Bom dia! Vou tomar um banho, tomar café e entrar em pânico, certo? Até já!”

É o pânico que entra na gente.

No entanto, assim como podemos fazer algumas coisas para os mosquitos e os vírus não entrarem em nós, podemos fazer alguma coisa para manter o pânico de fora também.

A coisa mais importante que podemos fazer é nos informar sobre as dimensões reais do problema. Ah! Mas não entrar em pânico não tem nada a ver com se iludir! Por favor, né? Numa escala de 0 a 100 de desastre a Zika pode estar, sei lá, em 10, mas pode chegar a 100 e devemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para voltar para zero.Então, #comofaz para não entrar em pânico?

  • Primeiro: Lembre-se que pânico não nos deixa mais espertos, mais ágeis. Só nos congela, emburrece e até prejudica nosso sistema imunológico.
  • Segundo: Reconheça seu pânico. Isso que vc tá sentindo é preocupação ou começo de pânico? Normalmente pânico gruda na nossa cabeça e não sai, não conseguimos pensar em outra coisa.
  • Terceiro: Informação é o melhor remédio. Não use jornais! Infelizmente, no mundo todo, jornalistas e políticos são conhecidos por sua dificuldade em ver as coisas de forma realista. Sugiro os sites da Fiocruz e do Ministério da Saúde (links diretos para as sessões sobre Zika).
  • Quarto: Se distraia, medite, relaxe. Dedique uma hora ou até mais por dia a se informar sobre o surto, mas saiba parar e descansar a cabeça.
  • Quinto: faça um post como esse em suas redes online e offline, ajude os amigos a se informarem e se acalmarem.
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Uma resposta para “Zika: Nossa melhor ferramenta é a informação”

  1. Gostei de como foi colocada a questo to comentada e explorada pela imprensa escrita, falada e televisada…Reprteres, com sua tica muitas das vezes distorcida, como bem lembrado pelo Sr. Roney Belhassof…
    NADA DE PNICO !!!…
    Manter a calma sempre um bom remdio nas crises e nas demais circunstncias…
    Wanderley

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