Cinema: como eu era antes de você

Imagem: material promocional do filme

Nem todo filme que eu assisto merece um post. São justamente os mais difíceis de comentar que acabam vindo para cá!

Pode seguir em frente sem medo de spoiler!

O vídeo que fiz também não tem spoiler, pode assistir se quiser:

No vídeo eu comento que, para mim, é uma história sobre amar a vida, sobre se encantar com a diversidade do mundo, mas para a maioria das pessoas é uma história triste, e isso é tudo que direi só para você poder decidir: gosta de filme triste? Pode ir. Não gosta? Bem, até vá, mas se prepare para fungar junto com as pessoas ao redor.

A gente tem essa coisa moderna de querer viajar o mundo, de tirar fotos ao lado de tudo que é monumento do planeta, né?

O filme tem um pouco a ver com isso e podemos até criticar esse deslumbramento porque conhecer o mundo não é a parte legal de viajar. A parte legal é a gente sair do nosso viés, da nossa cultura, e experimentar outros.

Infelizmente é muito fácil viajar pelo mundo sem sair dos nossos próprios sapatos. Não faça isso! Tire os sapato! Hummm… Você sabe que isso é uma metáfora, né? Pode tirar os sapatos se quiser, mas a ideia aqui é empatia, certo? Entendido?

Na minha opinião tem uma boa dose subliminar disso no filme. É só olhar com carinho.

Tá certo, é um drama água com açúcar, com uma personagem caricata com suas roupas espalhafatosas (que achei cheias de personalidade) e super-expressiva (fiquei surpreso com a flexibilidade da Emilia Clarke! Ela deve ter mais músculos no rosto que eu!), só que é uma forma de aliviar o peso do drama que costura a história e tem a ver com a não aceitação do par da protagonista de sua limitação de movimento.

A propósito tem um bocado de gente reclamando que a história passa a impressão de que as pessoas que perdem os movimentos não tem mais motivo para viver, mas não consigo ver isso, pelo contrário.

No entanto é claro que não cabe a mim dizer como uma pessoa que tem algum tipo de paralisia vai ver esse filme… Pode não ser indicado, ok?

Acho que, para quem não vive essa experiência o que marca mais é que muitas vezes desperdiçamos nossa vida.