Hoje ele teria 78 anos se uma bala não tivesse interrompido sua vida aos 39 anos.

Impulsionando a bala não havia pólvora, mas medo. É no medo que está a raiz da maioria das violências e nada causa mais medo à nossa cultura do que as mudanças.

Ele era um mensageiro das mudanças que a bala não pode impedir.

Mas o medo persiste e outras balas são disparadas. Balas de metal, balas de recriminação e policiamento do pensamento.

Ainda hoje uma moral do corpo conservador se impõe à moral da alma transformadora e dispara furiosamente contra os que levantam sua voz para nos conclamar a mudanças, para nos convidar a sonhar com um mundo onde as diferenças não sejam toleradas, mas apreciadas como sinais da diversidade da nossa alma humana.

Hoje ele teria 78 anos, mas seus ideais de igualdade e transformação são imortais.