Antes de qualquer coisa: pode ler sem medo de spoilers.

Está à venda na Amazon: Sempre vivemos no castelo.

Terminei de ler sem fôlego. Não que seja uma história de ação, mas porque é uma história de… perturbação. No sentido de que nos apresenta personagens que talvez não consigamos decifrar, com motivações e vidas interiores que podemos praticamente apalpar com as nossas mãos, mas que só podem ser sentidas, não entendidas.

A primeira coisa a saber é que é uma história para quem coleciona perguntas com paixão entendendo que elas estão sempre vivas nos despertando novas respostas a cada vez que as olhamos. Se isso te soa interessante pode clicar ali no link e comprar porque aposto que você vai gostar do livro! Mas por via das dúvidas continue lendo…

Os acontecimentos são bem claros e vários mistérios são desvendados, mas o mistério maior que é a mente e a qualidade do relacionamento de Mary e Constance se impõe como uma dimensão que podemos visitar, mas não perceber em toda sua amplitude.

Shirley Jackson vai nos permitindo entrar aos poucos na história encontrando os acontecimentos e a cronologia aos poucos como se fôssemos voyeurs se intrometendo na pequena família composta por Mary, Constance e o tio Julian.

E por falar na autora…

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Shirley Jackson

1916 – 1965

É uma das escritoras de mistério e horror mais influentes da literatura americana tendo influenciado escritores modernos como Neil Gaiman e Stephen King.

Imagem: ASSOCIATED PRESS via Time

E esse livro? É mistério ou horror?

Aí está mais uma qualidade da história: vai depender de você. Para mim é uma história de horror, mas pode facilmente ser vista como um mistério dependendo dos caminhos de associação de sentimentos que se formarem na sua mente.

Mas respondendo objetivamente para quem tem preconceito com sobrenatural cheio de sangue (o que acho um erro, mas entendo): pode ler.

Está dando para notar que estou me esforçando para não fazer spoilers? Quando você ler verá que tem coisas tão originais e instigantes naquelas pessoas que dá vontade de perguntar a todo mundo “você viu isso? Notou aquilo?”

Então, para não ceder à tentação, vamos falar da tradução e produção editorial.

Calha de eu conhecer a tradutora, Débora Landsberg, mas não faço elogios se não forem sinceros: tem várias soluções de tradução que achei ótimas principalmente pela principal característica da boa tradução: não percebermos que foi traduzido. A outra é trazer uma outra língua o espírito de outra.

Claro que a tradução não é a primeira e nem a última etapa de uma produção editorial e sempre tem ajustes que são feitos na revisão, seja como for achei a edição fluida e competente! Obrigado a todas as pessoas envolvidas pelas horas de boa leitura!

Antes que eu volte ao livro e acabe fazendo um spoiler vou ficando aqui. Talvez faça um post com spoilers depois de assistir o filme.

P.S.: não tive tempo de revisar, então se achar algum “typo”, por favor, me avise ;-)

Imagem: Material promocional da editora