Houve um tempo que fiz coro com a ladainha geral para falar mal dos EUA. É fácil falar de quem você não conhece.

Depois fui lá algumas vezes a trabalho, conheci alguns viajantes e amigos foram morar por lá.

Acho que, na falta de boa educação e boa filosofia, todo mundo devia assistir Buffy, a caça vampiros ;-)

Uma das poucas certezas que nós não deviamos ter é que existem demônios e que um humano pode deixar de ser humano… Por mais deformado e demoníaco que se torne.

Acabo de assistir Lions for Lambs que talvez devesse ser traduzido como Os leões dos cordeiros, mas ficou Leões e Cordeiros.

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Falar de guerra, da mídia espetacular (sempre o velho Guy Debord se fazendo ecoar), democracia, cidadania, guerras de interesses escusos e objetivos ainda mais suspeitos e da natureza das pessoas em cada um dos papéis nessa obra perturbadora que é o AGORA não é uma tarefa simples.

Esse filme é um exemplo do que torna os Estados Unidos uma nação notável. Tão notável quanto todas as outras nações pois todas enfrentam seus problemas e encontram caminhos para resolvê-los graças a um instrumento precioso e a mão certa para utilizá-lo. Estou falando da arte e da humanidade.

O que você faria diante de um conflito como o do Afeganistão? Se alienaria? Se alistaria? Venderia sua opinião em troca de um conforto volátil? Por que vale a pena viver? Como você pretende nortear sua vida?

Fiquei impressionado como, apesar de ser uma clara crítica à guerra, Leões e Cordeiros consegue nos conduzir a perguntas sem nos impor respostas.

Essa ai uma obra para ser vista e discutida nos bares no lugar de “quem vai ganhar o brasileirão?”