Ela não vai parar! Não vai parar!
A noite já segue sob o sopro gelado da madrugada e ela não mostra sinais de diminuir seu ritmo febril.
Saem carros das ruas, mas não todos, sempre há os corcéis tardios. O movimento barulhento do dia se concentra em esquinas e portas estreitas de onde escapam os tambores techno-trance dos festivais urbanos. Os edifícios, cujos olhos permanecem opacos durante o dia, piscam obedecendo os ritmos e cores da caverna global.
A cidade fervilha.
Os postes sustentam esferas amarelas que enchem a paisagem noturna de ilhas luminosas cercadas de noite além das quais todos se transformam em sombras indistinguíveis.
Ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas solitárias ilhas de luz constroem a ilusão de uma cidade adormecida. Ali ela parou… Parou?
por RoneyB.