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Isso quer dizer que você pode usar e adaptar o que acha aqui desde que sempre me dê o crédito de criação e NÃO use comercialmente.

Hairspray

19th, May 2008


Capa do DVD
Fui pego totalmente de surpresa por este filme.

Peguei na locadora sem esperar muito, nem tinha feito questão de ver no cinema, mas descobri uma pequena jóia que merece morar aqui na prateleira de filmes úteis.

Quem acompanha este blog sabe que não estrago o prazer de um bom filme entregando a história ou qualquer coisa importante, então pode ler o resto sem medo.

O que não pode deixar de ser dito sobre este filme não tem nada a ver com ele, mas com a nossa forma de ver o mundo.

Uma das qualidades do nosso tempo é nossa coragem de vê-lo sem alienação, de não ignorar o que fomos acumulando ao longo de alguns milênios de perplexidade assustada diante do mundo que nossa razão descortinava diante de nós. Só que esta qualidade tem um terrível efeito colateral: pessimismo crônico.

Não é fácil ver que há preconceito contra gordos, magros, sexuados, assexuados, pobres, ricos… A lista é enorme e todos nós a conhecemos, quase todos nós podemos inclusive nos incluir entre alguma categoria de preconceito.

Nossa arte não poupa esforços em nos confrontar com a necessidade premente de dissolvermos os equívocos dos “ismos”, mas não nos ajuda a encontrar energia e esperança lá do fosso do nosso pessimismo.

Hairspray é uma excessão!

O filme tinha tudo para ser alienado, para tratar superficialmente do que trata e fica claro logo nos primeiros 15 minutos: preconceito com a aparência, cor e classe social.

É surpreendente que uma história seja capaz de lidar com estes assuntos sem ser nem pesada e nem alienada nem mesmo por um minuto.

Aliás… Além de não ser alienado ainda nos sugere algumas posturas que podem nos ajudar a fazer a transição que nossa espécie, ao meu ver, está fazendo.

De todas as posturas interessantes a que mais me agradou foi… Foram duas.

Em primeiro lugar está a tranquilidade do amor próprio, não do orgulho, mas do amor próprio, aquele que nos torna aptos a ter bons amigos e estarmos satisfeitos conosco sem ter que diminuir os outros.

A segunda qualidade comum a quase todos os personagens é a maneira como colocam os sonhos típicos de uma sociedade do consumo e princípios em categorias totalmente diferentes. É como a diferença entre ver uma comédia na TV e salvar aquela amiga que liga em desespero. Ninguém normal pensa duas vezes e a maioria de nós c
Capa do CD
ertamente simplesmente se esquecerá da TV.

Para entender o parágrafo acima (ou até para discordar de mim) só vendo o filme, então vá logo na sua locadora ou clique na imagem lá em cima para comprá-lo.

Ah! Em tempo… A trilha sonora também é excelente!

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China, Jogos Olímpicos e Tibete

3rd, May 2008

Uma das coisas que gosto em nosso tempo é que grande parte - talvez a maioria - das pessoas já é capaz de aceitar e se preocupar genuinamente com os direitos de outros povos e culturas com quem jamais terão contato.

Você pode viver em tranquilidade sabendo por exemplo que o povo do Tibete não pode seguir livremente seu curso pois a China o mantém sob o seu controle? Não lhe incomoda que as mulheres na Índia sejam levadas a ter vergonha da sua bela cor a ponto de haver propagandas da Unilever (a mesma que é dona da Dove da ‘beleza natural’) enfatizando isso?

Ao meu ver não se trata somente de estarmos julgando as outras culturas de acordo com a nossa, mas principalmente da certeza de que cada ser (humano ou não) deve ter direito a liberdade e isso já não é mais uma questão cultural! Muito embora uma mulher possa escolher a liberdade de usar com orgulho uma burca.

A questão aqui é justamente esta, o direito que temos de seguir a nossa história socio-cultural. Liberdade que o Tibete não tem tido.

Em resposta a isso temos pensado em boicotar os Jogos Olímpicos (acabo de aprender com o Thiago que olimpíadas é o nome do intervalo de 4 anos entre os jogos) e muitos já falam em violência durante os jogos.

Calar-nos não é uma opção e tenho pensado nisso e tentado pesquisar já faz uns dois meses, mas não vou precisar mais pois o Thiago fez melhor do que eu e escreveu este post:

Presente de Chinês e um negócio da Grécia

 É um longo post, mas vale cada linha.

Ao que ele disse só tenho a acrescentar (concordando com ele) como deixei em seus comentários que…

“A celebração do nosso esforço conjunto para superar nossos limites e nos unirmos sem fronteiras não deve se recolher em forma de protesto, muito pelo contrário! Tem que se expandir! Com todos os olhares voltados para a China talvez tenhamos chance de ver atletas e personalidades dando lições ao governo e olhos podem se abrir entre o povo de lá.”

Filed under: Atualidades, Sociedade | 1 Comment »

Lugares legais para ir: Twitter

8th, January 2008


Logo do Twitter
 

Me rendi ao Twitter

Quando ouvi falar nele pela primeira vez achei besteira, afinal vi como um tipo de nanoblog onde as pessoas podiam falar o que estavam fazendo a cada momento, como por exemplo “Saindo para a praia” ou “Acabei de tomar um caixote”.

Só gosto de usar a Internet para coisa séria… Bem, acredite ou não eu acho sério quase tudo que escrevo neste blog! ;-)

Para diversão eu gosto do mundo real, para trocar palavras com os amigos também.

O tempo passou e vi que muita gente muito legal estava “twittando”. A primeira dessas pessoas foi o Cris Dias e veio depois o Interney e o Inagaki (não sei qual deles foi o primeiro a entrar, esta é a ordem que eu fiquei sabendo).

Quer saber? Se você souber escolher os twitters a acompanhar (e já achei uma meia dúzia novos lá) terá a garantia de pequenas doses de coisas interessantes.

É claro que pintam comentários sobre tendinite, dias de exercício e compras de notebooks marshmallow, mas gente interessante fala de trivialidades de uma forma interessante.

Para ser bem claro hoje o Twitter é a minha principal fonte de coisas interessantes e olha que só estou acompanhando uma dúzia de twitters…

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