A Oxford de Lyra
15th, October 2008
É uma obra singela que só deve ser apreciada mesmo pelos fãs da trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman e não tem as mesmas pretensões filosóficas da trilogia, mas há um quê de Will Eisner ou mesmo de Borges na maneira que a cidade em si se torna um personagem.
Também tenho essa relação com as cidades e lugares… Eles, para mim, tem um espírito que lhes é conferido por sua história e pela história das pessoas que passam, vivem e morrem em suas esquinas.
A Oxford de Lyra não é uma cidade tão mítica quanto a de Borges em O Aleph, nem tão viva quanto o Edifício de Will Eisner, mas é suficintemente carismática para nos deixar com vontade de caminhar por suas calçadas à noite.
Mesmo não sendo uma obra de leitura obrigatória é bom rever uma personagem forte que nos apresenta um bom modelo de comportamento para o século XXI.
Além disso a boa tradução de Daniel Estill consegue manter o ritmo e o clima da trilogia original garantindo uma leitura fluida para o fã voraz por mais um pouco da cativante Lyra Belaqua.
Quem não leu a trilogia deve evitar o livro pois contém alguns spoillers.
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Na falta da densa filosofia resta a fantasia
31st, October 2007
As criações literárias ou cinematográficas de fantasia ou ficção científica são alvo freqente do desdém dos cultos, mas talvez se esqueçam ou não tenham lido A Odisséia, Sonhos de Uma Noite de Verão, Dom Quixote e outras obras imortais. Talvez não tenham percebido que, em plena guerra fria nenhum outro programa na TV foi capaz de atingir mais gente criticamente do que a série original de Jornada nas Estrelas.
As densas e nobres filosofias raramente tocam diretamente a nossa civilização. Antes elas atingem homens como Tolkien, Straczinsky e Pullman que criam fantasias capazes de sintetizar metaforicamente os novos mundos que se descortinam diante dos olhos dos nossos mais brilhantes cientistas e filósofos.
Tenho dito que a mais recente destas obras é a trilogia literaria Fronteiras do Universo e a adaptação do primeiro volume chega aos cinemas no dia 25 de dezembro deste ano aqui no Brasil.
Como já disse a Igreja tem feito pressão e conseguiu retirar a palavra “Igreja” do filme, mas ainda assim pode ser uma boa adaptação (apesar de uma tradução desagradavelmente mal feita para a nossa língua).
Um trailer não é capaz de transmitir tudo que está por trás desta saga, mas há algumas pistas… E tem um novo trailer que descobri hoje, ligeiramente, mas substancialmente, diferente do anterior que já publiquei aqui:
Trailer de A Búsola Dourada (ou de Ouro, argh)
Publiquei também no Multiply para quem tem banda mais estreitinha:
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