Eu não tenho fé, mas estava lá!
21st, September 2008
Duvido que algum deus real interfira em nossas vidas, desconfio que ao morrer nossa consciência se dissolve e deixamos de existir. Por isso me defino como ateu apesar dos protestos dos amigos mais íntimos que me lembram que acredito em formas de consciência superiores à nossa e que o Universo a desenvolve naturalmente assim como desenvolve matéria e vida.
Eles estão certo, mas em termos práticos prefiro me definir como ateu.
Então o que eu estava fazendo no meio de 50 mil pessoas que berravam EU TENHO FÉ!!!! AXÉ!!!!! ???
É muito simples! Tenho dois grupos de razões! As que me levaram lá e as que descobri depois de algum tempo lá.
Porque fui?
Como humanista eu defendo até as últimas forças o seu direito de pensar e sentir livremente, mesmo que eu não concorde com você! Este movimento foi organizado por tradições culturais e religiosas que vem sendo perseguidas e demonizadas sistematicamente por alguns grupos que se dizem crsitãos.
Estes mesmos grupos querem impor o ensino das suas crenças como se fossem ciência e proibir o ensino de ciência como se fosse crença e isso me atinge diretamente. Nada comparado com o que a Ubanda, o Cadonblé, a Wicca e outras tradições sofrem, mas ainda assim é uma boa razão para me unir ao movimento.
Curiosidade. Eu também fui por curiosidade.
Porque fiquei?
Cheguei lá às 10h. Fiquei em pé andando lentamente ao lado deles por mais de 4h. Porque fiz isso?
Ao chegar lá percebi que havia motivos muito melhores para ter ido.
Tive vontade de me oferecer para subir no palanque deles e dizer porque havia pelo menos um ateu entre eles.
Era uma festa tão bonita que achei que não era o melhor momento para causar este tipo de comoção e portanto mantive silência, mas o discurso que imaginei explica porque acho que todos nós (religiosos ou ateus) deveríamos estar lá!
Sou ateu e aqui estou entre tantas pessoas de tantas crenças e tradições do espírito. Estou aqui em defesa do fim da intolerância. para manifestar meu apoio à causa de tranformá-la em tolerância (que é intolerâncai educada), depois em respeito e, finalmente, em uma extasiante admiração da riqueza e diversidade da nossa espécie!
Sejamos ateus ou religiosos, todos nós buscamos o desenvolvimento da consciência e ao chegar aqui percebi que a consciência não pode ser plenamente explorada pela ciência. Precisamos aliar a ela a arte e a transcendência da arte e da ciência que nos aponta o futuro da nossa consciência, que nos fornece modelos utópicos a almejar.
O que chamo céticamente de modelo utópico pode ser apenas o resultado da miopia da minha visão quando olho para os seus Deuses!
E são Deuses no plural sim! Além de não podermos esquecer dos neo-pagãos que louvam ao menos dois Deuses (o Deus e a Deusa) cada um de vocês é o brilho e e cores de uma parte do grande e complexo mosaico que seria Deus.
Ver a diversidade de manifestações da consciência humana em sua jornada até a consciência suprema ou Deus é emocionante e já tive que segurar as lágrimas nos olhos uma dúzia de vezes hoje.
A diversidade das nossas manifestações científicas, filosóficas, artísticas e espirituais é a essência da busca por Deus e combater esta diversidade é mais do que combater a ciência, a filosofia ou uma religião: é combater Deus.
Filed under: Crenças | No Comments »
Punição
31st, August 2008
Esta semana recebi alguns emails de um grupo de amigos falando sobre o caso do menino de 11 anos que foi preso depois de roubar um carro e fugir da polícia por 2,5Km.
…não pode ser preso
e nem encaminhado à Fundação Casa, que só recebe infratores de 12 a 17
anos. Ele poderá ser incluído em programas comunitários. Os pais não
respondem criminalmente, apenas civilmente pelos atos do filho. Eles
podem perder a guarda da criança.
As opiniões se dividiam, mas quase todos estavam revoltados por não poder ser aplicada uma punição mais rígida ao menino.
Eu pretendia ficar calado porque acho um desperdício falar neste tipo de assunto por email e o que eu tenho a falar sempre vai além da esfera individual.
Explico. Não estou preocupado com o menino… Quando essas coisas acontecem logo se formam dois grupos, o do "mata esfola lincha" e o do "tadinho é só uma vítima do sistema".
Pois não me importa muito o caso individual deste garoto embora preferisse que ele tivesse um tratamento diferente do que provavelmente terá (punição ou impunidade).
É um erro querer mudar o sistema à partir de casos individuais e no furor das emoções.
Este garoto é o padrão das crianças marginalizadas? Não creio.
O que precisamos observar é (percentuais meramente ilustrativos): 90% dos jovens infratores são de famílias de baixa renda, 88% dos políticos corruptos foram mimados por seus pais, 10% de ambos os casos sofrem de psicopatias sérias tratáveis apenas com remédios.
Somente com este tipo de informação podemos entender o que está transformando humanos em marginais.
Depois disso podemos penser em punições adequadas. Mas…
Tenho um cão. Sempre tive cães, mas hoje tenho um grande (é magro de pesa mais de 30 Kg) e percebi que ele teria que ser melhor adestado que os outros. Como você adestra pela punição um animal grande, um leão por exemplo?
Foi então que descobri o livro Adestramento Inteligente de Alexandre Rossi e aprendi que a punição não precisa ser uma forma de tortura, não precisa envolver dor, vergonha ou qualquer tipo de maltrato, mas simplesmente ser a privação de um prêmio, por exemplo. Graças a ele hoje temos um cão extremamente dócil e obediente sem ter recebido qualquer castigo físico, e olha que certamente não aplicamos com perfeição os ensinamentos do livro.
Também vale a pena ouvir (em Inglês) a palestra de Ian Dunbar no TED:
A questão é que - e lamento falar mais uma vez em crenças e humanismo engordando ainda mais as palavras-chave ai do lado - a crença judaico-cristã de que a moral pode imposta pelo temor a Deus, ao inferno ou castigo está obsoleta. Precisamos de razões humanistas para não cometermos crimes e respeitar os limites e necessidades dos outros, mas como fazer isso em uma sociedade espetacular (vide Guy Debord) e consumista marcada pelo individualismo?
Do último email que troquei com os amigos:
A medida sócio educativa ao meu ver passa por uma visão humanista que
mostre à criança e à família novos horizontes. Note-se que o pai
afirmou ter batido bastante no garoto, mas que isso não adiantou! Mas é
claro que adiantou! Mostrou a ele que tem razão quem é mais forte, mais
esperto e é o que ele está fazendo, se aproveitando dos outros. O
garoto é a maior vítima nesta história toda pois se encaminha para um
futuro curto e sem perspectivas.Não vejo caminho para nossa civilização através do uso da força,
vingança, castigo, raiva ou fundamentalismos que demonizam os
criminosos, não existem demônios, apenas humanos perturbados ou
confusos. Para os prmeiros há tratamento psiquiátrio, para os outros -
a maioria - há a razão.O problema é que é difícil alimentar a razão em um mundo dividido
entre dois fortes movimentos fundamentalistas, ambos cristãos: o
protestantismo ocidental e o islamismo oriental…Vivemos um
momento maravilhoso em que cada um de nós tem a chance de fazer algo
para conduzir nossa espécie para um mundo mais humano e esse caminho
começa pela não ação de Ghandi ou pelo amar ao próximo como eu vos
amei… Sim, há muito de bom e positivo na essência das religiões, mas
não no sequestro que foi feito pelos que se dizem cristãos hoje em
dia…
Filed under: Atualidades, Comportamento, Sociedade | 2 Comments »
Em busca do pó: Parte 14 e final (acho)
7th, August 2008
Portanto a espiritualidade, ao meu ver, é a busca de uma consciência melhor e a busca do pó é a busca desta espiritualidade.
Que fique claro que, não importa em que acreditemos hoje, o que importa é que tenhamos humildade de saber que isso é apenas um passo a mais em nossa evolução. Sendo assim o que tenho a dizer é apenas uma visão espiritual que me parece útil para este início do século XXI.
Em primeiro lugar acredito que, coletivamente, nossa consciencia ainda é muito frágil para o completo ateísmo. Pode ser que alguns indivíduos funcionem bem assim, mas a nossa civilização precisa dos Deuses.
Acontece que nenhum Deus autoritário será aceito coletivamente, nenhum Deus pirracento que não aceita ser questionado será coletivamente aceito.
Além de precisar dos Deuses nós somos capazes de conversar com eles. Qualquer um que tenha experimentado um aletômetro (I Ching, Runas ou similares) sabe disso.
Se estamos falando com Deuses ou explorando uma curiosa habilidade da nossa mente para perceber tendências meméticas, não importa: nos comunicamos com um tipo de consciência superior à nossa.
E é isso que vejo nos Deuses, uma forma de consciência superior à nossa, um alvo, uma meta em que podemos nos fixar.
Coletivamente falando os Deuses modernos (não importa que sejam apelidados de Jesus, Alah, Brigite ou A Força) são humanistas e nos falam em apreciar as diferenças em vez de tolerá-las, em compreender que não há monstros ou demónios, mas apenas humanos perdidos ou doentes.
Individualmente falando, como eu já disse, pode ter gente que funcione bem assumindo o ateísmo, mas eu não sou uma delas. Considero a minha consciência ainda frágil demais para não precisar da ajuda dos arquétipos divinos.
A cada solstício e equinócio eu olho ao meu redor e curvo meu espírito ante à sabedoria dos Deuses que habitam as estações e a vida. Sempre que me sinto perdido e não consigo abraçar um problema com a minha consciencia eu recorro a um aletômetro para conversar com o que quer que seja esta consciência superior.
Um dia talvez nós humanos possamos compreender o mecanismo desta superconsciência, pode ser uma complexa engrenagem de memes, mas por hora temos um problema maior para resolver: Nossa espécie precisa de direção!
No século XV as religiões começaram a virar mitos juntando-se a Zeus e seu panteão. No fim do século XX o véu terminou de se descortinar. O que ocupará o vazio deixado? Ao meu ver uma visão de espiritualidade que cultua o questionamento e a consciência humana
| Parte 2 | |
| Parte 3 | Parte 4 |
| Parte 5 | Parte 6 |
| Parte 7 | Parte 8 |
| Parte 9 | Parte 10 |
| Parte 11 | Parte 12 |
|
Parte 13 |
Filed under: Crenças, Filosofia, Fogo | 1 Comment »
Em Busca do Pó: parte 12
8th, June 2008
Doze é um ótimo número cabalístico e com ele vou começar a parte fácil desta série: qual é o sentido da vida, quem é Deus e o que vai acontecer agora?
É muito fácil responder isso pois, como tentei mostrar em algum post anterior da série, ela é quase totalmente subjetiva e uma escolha pessoal.
Bom, pessoalmente acho sem graça buscar Deus nas coisas como em “quem criou o Universo” ou “Como explicar a Matéria Escura?”, afinal de contas um dia chegaremos a respostas meramente científicas para isso e, além de ficarmos com cara de tacho Deus vai morrendo aos poucos.
O Deus que me interessa é o da alma. Aquele (ou aqueles) de onde emana nossa consciência e desejo de ir além dela.
Um animal, um vegetal ou uma rocha tem níveis de consciência muito baixos e se satisfazem em correr atrás de uma bola, fazer fotossíntese ou simplesmente ficar lá erodindo.
Humanos e outros seres mais conscientes querem se perguntar o sentido disso tudo e, ao nos perguntarmos, damos sentido a isso tudo. Este, para mim, é o maior milagre do Universo! A transformação de matéria inerte em consciência.
Como isso acontece? Como uma mistura dos 118 elementos se organizou na forma de organismos e como eles desenvolveram consciência?
Sabemos a resposta para boa parte do processo físico disso, mas é incrível que algo tão ímpar como a consciência apareça.
É claro que não conhecemos consciências não terráqueas, mas aqui entra meu insight (ou fé se preferir embora eu não veja assim).
Da mesma forma que tando uma caneta quanto uma pena caem em direção à Terra por causa da gravidade creio que se a consciencia surgiu aqui é porque de alguma forma ela é uma tendência natural do Universo e, onde há fatores básicos para que os elementos se organizem para produzir vida, logo haverá consciência.
Qual é a característica desta consciência? Existe uma consciência perfeita Platônica? Ela é um fenômeno individual em que cada consciência existe independente das outras e solitária?
Por séculos (milênios até) temos esbarrado em sinais de que a consciência extrapola os limites do nosso corpo. Temos oráculos, profetas que enxergam além e, mais recentemente, Jung com seu inconsciente coletivo.
O Universo como escolhi ver é um tipo de encubadora da consciência, ela existe fora de nós parcialmente nos criando e criada por cada ser vivo (talvez até uns não tão vivos) conforme desenvolve sua própria consciência. E podemos conversar com um tipo de consciência coletiva usando aletômetros como o I Ching ou um bocado de tranquilidade mental.
Logo vou defender mais especificamente cada um destes pontos de vista, mas o importante neste post é que…
O Pó é Deus, o Pó é consciência, Consciência é o fogo que alimenta nossa alma e ela é parte, senão função, do Universo.
O restante da série:
| Parte 1 |
Parte 2 |
| Parte 3 | Parte 4 |
| Parte 5 | Parte 6 |
| Parte 7 | Parte 8 |
| Parte 9 | Parte 10 |
| Parte 11 |
Filed under: Crenças, Filosofia | No Comments »
Em busca do Pó: Parte 11
5th, June 2008
É bom recapitular rapidamente.
- Decidi falar tudo que tenho a falar sobre religião para não ficar falando mais nisso no blog
- Não sou autoridade em nada disso. Não passo de uma pessoa que gosta de refletir e ler um pouco a respeito
- Pó é uma metáfora para a consciência na obra Fronteiras do Universo de Philip Pullman (uma trilogia literária humanista de fantasia)
- Até agora só falei onde acho que o Pó e os Deuses “reais” não estão
Se este assunto te interessa muito você pode ler os outros posts na tabelinha abaixo:
Antes de dizer onde acho que o Pó está e onde vejo a nossa espiritualidade tem mais uma coisa que prometi comentar nos posts anteriores… Este deve ser o meu post mais estranho EVER!!! ![]()
Uma consciência não humana em nosso caminho
Calma! Não acredito em interfência alienígena em nosso desenvolvimento!
Alguns teólogos (como Nilton Bonder de A Alma Imoral) parecem crer que a nossa alma é transgressora e deseja a transformação.
Realmente, olhando nossa história fica claro como mudamos! Não faz muito tempo as mulheres não tinham almas, os Deuses estavam presos a espaços geográficos, escravidão era normal e sacrifícios humanos um desejo dos Deuses.
Nossa consciência tem uma sede desesperada de compreender o Universo e transcender todos os nossos limites.
No entanto a transformação descontrolada produziria um caos incontrolável. É necessário atrito contrário ao impulso mutante da consciência. Este atrito até hoje era garantido pelas tradições; as religiões guardiãs não da alma transgressora, mas do corpo conservador (ainda parafraseando Nilton Bonder).
As tradições não são o único atrito e, na verdade, a cada dia elas me parecem mais frágeis e fadadas a perder o seu poder.
Muitos discordam de mim quando digo isso e afirmam que as religiões nunca foram tão fortes. Creio que estão errados… Basta que você pense em quantas pessoas deixam de fazer coisas por medo de Deus.
O religioso médio só crê em deus quando quer se colocar como seu escolhido e superior aos outros. Raramente um corrupto deixa de se corromper, um sádico deixa de torturar por medo das consequências. Muito pelo contrário! Eles podem fazer isso pois o deus deles o permite.
Existe um outro sistema de “crenças” atuando (e substituindo o antigo) sobre a nossa civilização. Trata-se das crenças espetaculares (ne sentido dado por Guy Debord).
Na Sociedade do Espetáculo descrita por Debord a nossa atenção é controlada por um mundo virtual criado por uma profusão de espetáculos. A própria Internet com os mesmos textos alienados ecoados à exaustão por email ou em blogs é um ótimo exemplo.
Além do mais quantas pessoas conseguem trabalhar para a máquina econômica e ainda pensar em questões metafísicas? O normal (no sentido de comum) é que aceitemos ser instrumentos de uma grande sociedade consumista-capitalista-espetacular e que alimentemos a necessidade de transgressão da nossa alma com jargões prontos.
Estas coisas (tradições, religiões etc.) são criadas por uma consciência não humana
Bem, ao menos este é o meu insight. Não lembro de ver outra pessoa falando nisso.
Prefiro a minha suposição da consciência não humana às numerosas teorias da conspiração que atribuem poderes de manipulação absurdos à elite econômica do planeta.
A teoria é simples.
Nós temos o impulso institntivo de atender as espectativas do nosso grupo social.
Coloque pessoas normais em uma sociedade onde todos acham idiota ler e logo a maioria dessas pessoas atormentarão quem gosta de ler. Faça o teste! Pergunte ao seu amigo que sempre faz piada com gays, negros ou nordestinos porque ele acha que estas pessoas são inferiores. Ele certamente dirá que é só brincadeira ou jeito de falar.
A consciência não humana que eu vejo é um tipo de consciência coletiva formada pela interação das nossas consciências individuais.
Esta consciência coletiva formaria hoje uma resistência ao pensamento criativo independente absurdamente mais poderosa do que as religiões (também criadas do mesmo jeito) jamais tiveram, afinal agora temos possibilidades exponencialmente maiores de interação entre as consciências individuais.
Ok, este deve ser um dos meus posts mais estranhos EVER!
Talvez nem devesse tentar abordar estas idéias tão rapidamente, mas acredito que esta consciencia coletiva tem um papel importante em nossa busca pelo Pó. Seja individual ou coletivamente.
Há ainda uma outra característica desta consciência coletiva que devo citar: ela é moldada para atender as necessidades do poder vigente. O poder vigente não é mais o Rei. O poder vigente é o capital e, principalmente o consumo.
Assim como no filme Matrix a nossa espécie se tornou bateria para uma civilização de máquinas que não precisa de O2 para viver, hoje somos baterias a serviço de um tipo de consciência corporativa que deseja ardentemente aumentar o consumo, os mercados e os lucros acreditando que isso é bom, mas ela ainda é uma consciência jovem e ingênua. Não sabe que as unidades de carbono conhecidas como humanos devem ser preservadas.
Se você chegou até aqui e entendeu tudo que eu quis dizer provavelmente se deve mais à sua inteligência do que à minha abilidade com as palavras. Se você entendeu tudo e discorda de mim por favor me dê a boa notícia!
Se entendeu e concorda talvez possa me ajudar a humanizar mais as corporações a a nossa cultura para que todos possamos caminhar para uma nova forma de consciência.
Filed under: Crenças, General, Sociedade | 1 Comment »


