Em defesa da família ou dançando com o demônio

Tem pouco tempo que falei sobre as famílias que temos que defender, mas essa semana até parecia que eu estava enganado ao dizer que os grupos que atacam as famílias não tem chance de vencer pois a comissão especial que discute o estatuto da família aprovou por votação com larga vantagem a definição de família como uma estrutura meramente reprodutiva e sem ligação afetiva.

Nossas timelines explodiram em protestos e muita gente se entregou novamente ao fatalismo “esse é um país que anda para trás” e outras formas de “O fim está próximo”.

Quando eu era adolescente era comum ver nos filmes de Hollywood uns malucos com uns cartazes apocalípticos pendurados no pescoço, na época soava ridículo, hoje vemos muita gente praticamente achando legal pensar assim.

Bem, eu continuo dizendo que nem o Brasil, nem a humanidade está andando para trás (aliás é muito difícil achar um período da história em que tenhamos andado para trás).

Se for falar nas mulheres que jogam futebol no Irã, em como o ciberfeminismo está mudando a publicidade, no “Airbnb para refugiados” e tantas outras coisas esse post virará um livro, então vou só lembrar que o STF já bateu o martelo favoravelmente às famílias e que as decisões dessa comissão não terão efeito.

Então por que essa comissão está perdendo tempo com essa patacoada? Muitos acham que é a forma deles para aparecer e ganhar votos de pessoas que, mesmo nem sempre sendo más, ainda se sentem incomodadas com outras estruturas familiares.

E nesse caso por que eu estou aqui dançando com o demônio e dando espaço para ele?

O ponto é que eu não acho que ignorar o mal seja o certo a fazer agora.

A maioria das pessoas são boas e só caem no veneno malicioso dos inimigos da família porque não há debate suficiente sobre isso.

A cada vez que nos mobilizamos para explicar da nossa forma o que é uma família conseguimos mostrar a mais um punhado de pessoas o absurdo de ficar contra as famílias dos outros.

Minha parte foi publicar na minha TL uma foto com um pedacinho da minha família (composta por amigos, amigas e minha esposa) dizendo o seguinte:

Tem gente que é contra a minha família (falta um monte de gente aqui que tá no Canadá ou espalhada por aí) formada por amor.
É gente que não vê humanos como seres capazes de amar e nos reduzem a sexo e reprodução.
Família é unida por empatia, por cumplicidade, sinceridade, carinho e, às vezes, sexo, filhos (próprios ou adotados)

Vi um monte de relatos e vídeos bonitos, tocantes, ilustrativos sobre o que é uma família, e você?

Ah! Essa foto ilustrando o post é uma família muito conhecida, criação do Neil Gaiman.

Aqui tem uma boa explicação do caso e alguns exemplos do que é família e deixaria de merecer o cuidado do Estado: