Jill Bolte Taylor e o hemisfério do Nirvana
10th, July 2008
Jill Bolte Taylor é uma pessoa cética que afirma que as religiões são uma historinha que o hemisfério esquerdo do nosso cérebro conta para o direito.
Ela também é uma neurologista que sofreu um derrame que paralizou o hemisfério esquerdo e experimentou na pele, ou melhor, em sua própria consciência, o que está em nosso hemisfério direito (que controla nosso lado esquerdo).
No vídeo abaixo ela comenta algumas coisas fascinantes, até mesmo fantásticas:
- Nosso hemisfério direito é um tipo de processador paralelo enquanto o esquerdo é serial
- O hemisfério direito vive o agora com uma intensidade avassaladora. Para ele não há fronteiras entre as coisas, sensações e sentimentos, é tudo um único fluxo de energia e ele só conhece a paz e a satisfação
- Enquanto isso o esquerdo é uma seleção das experiências passadas do hemisfério direito e as projeções de possibilidades para o futuro. Ele nos vê como indivíduos separados e está preocupado com ontem e amanhã.
A descrição dela para o derrame que sofreu é ao mesmo tempo engraçadíssima e estonteante, mas a razão que ela encontrou para vencer o derrame e recuperar a fala (os centros da fala estão no hemisfério esquerdo) provavelmente lhe arrancará lágrimas.
Se formos capazes de reconhecer que tudo que pensamos até hoje sobre Deuses e nosso espírito talvez sequer tenha arranhado a superfície da espiritualidade poderemos finalmente dar passos decisivos para longe das visões supersticiosas e mitológicas dos nossos antepassados para enfim encontrar uma espiritualidade com horizontes mais amplos!
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Efêmera. Efêmera. Dor…
8th, February 2008
Hoje o dia virou do avesso sem aviso e há de se falar com muito cuidado sobre ele pois a efemeridade da vida, de todas, é a mais difícil questão humana. Mais do que a fé, mais do que o medo ou o ódio que impulsionam o preconceito, o orgulho e tantas outras qualidades humanas tão desumanas.
A dor da perda do primo que, pouco mais velho, nos ensina sobre a essência da vida contida no prazer do Rock&Roll, no sabor achocolatado de uma piada boba e no sentido da vida autocontido na própria vida: a vida é o sentido da vida.
A dor da perda do filho, do pai, do tio, do marido, do amigo de tantas histórias, de tantas piadas, de tantas tardes mornas, de festas e, claro, de sofrimentos também. É um que se vai, mas são muitos os que partem com ele.
Essa dor é para ser comentada com muito carinho em respeito dos que agora carregam a saudade.
Ainda carrego a minha.
Lá estava o conforto da fé, das orações e cânticos, das palavras do padre, do pedido solitário a Deus "Forças!", mas o abraço forte que realmente aliviava a dor eram os olhos firmes dos parentes e amigos que vieram em socorro uns dos outros, talvez uma centena, reunidos em poucas horas na dor repentina.
Sinto orgulho de ter me juntado a essa família. De todas as coisas a que mais me impressiona é o espírito humano, essa determinação e capacidade de amar. Tenho certeza de que o primo também se orgulha da família que se inspirou nele para encontrar o amor necessário para um dia como este.
A imagem acima é o pássaro da felicidade de Carol Grigg.
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