Livro de papel na era digital: Singular Digital

Pois então, eu ganhei a Cabeça do Steve Jobs no Twestival Rio ;-) Tá ai a foto do livro:

Livro "A Cabeça do Steve Jobs" publicando sob demanda

Beleza, tô lendo o livro e adorando, mas o que me deixou de queixo caído foi outra coisa. O livro foi impreso sob demanda!

Na boa? Não sei se a Singular Digital (que é do grupo Ediouro) se tocou, mas acho que eles tiveram a idéia de ouro e grana para implementá-la com qualidade.

Antes de mais nada tive dificuldade em acreditar que se tratava de um livro impresso sob demanda pois ele é igual ao que está nas livrarias.

Em segundo lugar, e mais importante, é que há tempos as editoras se mostram como um obstáculo à publicação de livros e não um agente facilitador.

Até a Singular Digital a gente tinha duas opções:

  1. Bancar do nosso bolso uma edição independente e sem qualidade para fazer o lançamento em uma livraria onde 20 cópias seriam vendidas antes de sumir no limbo editorial
  2. Mandar nosso original para todas as editoras e aguentar as rejeições até sermos descobertos como aconteceu com a J.K Rowling, Dan Brow e vários bons escritores despresados pelas editoras até serem levados a público ávido por eles.

A Singular pode mudar tudo isso!

Resumindo ao essencial:

Você entra no site da Singular Digital, se cadastra, envia seu o arquivo digital do livro e pronto.

É só isso mesmo! Acabou! O resto do trabalho a qualidade do seu texto e as redes sociais online farão por você.

Se entendi corretamente seu livro fica lá no site deles, se alguém quiser comprar é só clicar nele, pagar e eles imprimem e mandam para a casa do comprador. Devia se chamar Simples Digital ;-)

Com esse tipo de serviço à diposição imagino que novos Shakespeares possam apostar nas suas obras colocando-as lá, divulgando trechos por conta própria nos seus blogs e em redes sociais, talvez possam até distribuir o livro digitalmente em Creative Commons para ser conhecido.

É o  que pretendo fazer com pelo menos 3 livros que tenho praticamente prontos e nunca tive paciência de expor ao escrutínio de uma indústria míope.

O que falta?

Caminhando pelo site senti falta de algum tipo de acordo de licensa de uso que defina como vai funcionar o relacionamento do autor com a editora.

Também não vi onde diz quanto do valor do livro vai para o autor.

Também não sei se é o autor que deve obter o isbn ou se a editora providencia isso.

Mas estas coisas são detalhes que certamente serão resolvidos enquanto o serviço se desenvolve.

Resta torcer para a Ediouro perceber o pequeno tesouro que tem em suas mãos e conduzir bem o projeto!