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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Reflexões</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>E o suposto estupro no BBB 12?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[sexismo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#34;Se você acha normal, engraçado ou justificável uma pessoa se servir sexualmente de outra que não está plenamente consciente do que está fazendo creio que você tem um problema sério a resolver&#34; Como todos sabem não vejo BBB pq acho &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2012/01/16/e-o-suposto-estupro-no-bbb-12/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 40px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-image: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "><div>&quot;Se você acha normal, engraçado ou justificável uma pessoa se servir sexualmente de outra que não está plenamente consciente do que está fazendo creio que você tem um problema sério a resolver&quot;</div>
</blockquote>
<div></div>
<div>Como todos sabem não vejo BBB pq acho chato, tipo 10% mais chato que novela, mas naturalmente observo o entorno, afinal sou daqueles que, quando entra uma mulher linda na festa e todos olham para ela eu foco minha atenção na reação das pessoas <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<div></div>
<div>Olhando aqui de fora me parece que uma moça bebeu demais, apagou, um cara abusou dela como pode sobe um edredon, a moça lembra de ter dado uns beijos e ter dado umas passadas de mão (por favor, amigos com menos de 18 anos conversem com seus pais sobre esse meu post).</div>
<div></div>
<div>Há várias coisas interessantes a observar sobre isso.</div>
<div></div>
<div>1- Moralmente foi estupro (e acho que legalmente tb) mesmo que a moça não se incomodasse (e ela parece incomodada);</div>
<div></div>
<div>2- A própria vítima se mostra resignada. Fato que se repete milhares de vezes por dia e mascaram os números reais do estupro no Brasil;</div>
<div></div>
<div>3- Mais uma vez algumas pessoas (uma minoria, receio) se coloca contra o fato demonstrando sua indignação enquanto outras pessoas retornam ao que considero uma ladainha sexista e perversa de que a vítima é culpada por ser sexy ou por não se manter sempre alerta e pronta a se defender. E temo que esse último grupo seja a maioria, ou pelo menos seja o mais ruidoso, pois do contrário a emissora e órgãos legais como a OAB prontamente se posicionariam para atender o clamor da população que precisam agradar.</div>
<div></div>
<div>Esse ítem 3 ficou enorme&#8230; Mas não tinha como.</div>
<div></div>
<div>Eu realmente só não vejo o BBB pq acho chato e já disse que penso que quem odeia ver até comentários sobre ele precisa observar seus sentimentos e descobrir o que causa isso. No entanto me parece bem claro que o programa acaba sempre trazendo à tona questões importantes.</div>
<div></div>
<div>Tirando raras excessões o BBB é o programa que mobiliza mais gente em nosso país a cada ano englobando até mesmo quem não se importa com ele (quem odeia fica tão envolvido quanto quem ama) e isso nos ajuda a entender melhor o zeitgeist da nossa população e nosso lugar nele.</div>
<div></div>
<div>Acho um erro tomar o programa como um sinal dos tempos, indicação clara de que a sociedade está doente e segue desembalada rumo ao fim, o que pode suscitar esse tipo de receio é a forma como as corporações manipulam as pessoas no sentido de transformá-las em objetos e atores do consumo vazio etc.</div>
<div></div>
<div>o BBB é um bom termômetro do que atinge nossas emoções coletivas, não de tudo que as atinge (se fosse tudo concordaria com as conclusões pessimistas), mas algumas coisas que calham de acontecer diante daquelas câmeras.</div>
<div></div>
<div>Acho a indignação com o caso de estupro um ótimo sinal, não o estupro, claro, a indignação. Se o BBB acabar hoje já fez um papel importante.</div>
<div></div>
<div>Até onde vi é um estupro tão comum que certamente cada um que chegou até aqui nesse post conhece mais de uma mulher que foi vítima dele&#8230; E mais de um homem que o praticou, provavelmente com a própria namorada.</div>
<div></div>
<div>Francamente duvido que a emissora ou a OAB produzirem ou não alguma punição para o agente do suposto estupro (tenho que dizer suposto para não me ferrar) tenha algum efeito positivo ou negativo a respeito do que a sociedade pensa a respeito do que aconteceu.</div>
<div></div>
<div>Se ele for punido será um regalo para gente como eu, mas o que definirá o efeito desse episódio na sociedade é a reação da gente a quem acha que foi algo normal. Se a maioria deles for desaprovada por boa parte dos amigos teremos dado um passo substancial à frente, se a maioria deles encontrar aprovação da maioria dos amigos continuaremos mais ou menos no mesmo lugar&#8230; Mas se cada um deles for desaprovado por pelo menos UM amigo já estaremos avançando!</div>
<div></div>
<div>Por isso comecei esse post do jeito que comecei: Quem quer que caia nesse post saberá que desaprovo enfaticamente esse comportamento.</div>
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		<title>Problema da análise não científica da influência dos jogos violentos em nossos cérebros</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
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		<description><![CDATA[A falta que faz a metodologia científica&#8230; Uma pesquisa sobre efeitos de jogos violentos publicada na Time é um bom exemplo. Dizer que jogos violentos alteram o funcionamento dos centros de atenção, inibição de emoções etc é como dizer que &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2012/01/15/problema-da-analise-nao-cientifica-da-influencia-dos-jogos-violentos-em-nossos-cerebros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>A falta que faz a metodologia científica&#8230;</div>
<div></div>
<div>Uma pesquisa sobre efeitos de jogos violentos publicada na Time é um bom exemplo.</div>
<div></div>
<div>Dizer que jogos violentos alteram o funcionamento dos centros de atenção, inibição de emoções etc é como dizer que fazer exercícios acelera o funcionamento do coração.</div>
<div></div>
<div>Concluir à partir disso que exercício faz mal ao coração é uma falácia (falha lógica).</div>
<div></div>
<div>É importante lembrar que nós humanos somos animais programados ao longo de milhões de anos para reagir fisicamente aos desafios (correr, atacar) e que hoje somos expostos a desafios que exigem respostas mentais (compreender, explicar), mas nosso corpo continua se preparando para correr ou atacar quando estamos diante de um problema. É necessário permitir ao corpo o alívio dessa necessidade. De preferência através de esportes, mas jogos virtuais são uma alternativa.</div>
<div></div>
<div>A Bianca Rocker me chamou a atenção para o fato das pessoas acharem que &quot;alterar o funcionamento do cérebro&quot; é algo ruim ou talvez exclusivo de jogos eletrônicos. Não é.</div>
<div></div>
<div>Tudo que fazemos altera o funcionamento do nosso cérebro. Se jogamos paintball ou um jogo eletrônico violento provavelmente teremos as mesmas áreas do cérebro ativadas para atender às necessidades do jogo: atenção mais dispersa para ouvir ruídos atrás de nós e perceber movimentos na área de visão periférica, menos raciocínio e mais reação por reflexo, menos empatia para não vacilar na hora de puxar o gatilho.</div>
<div></div>
<div>É bem possível que algo bem semelhante ocorra em uma partida de futebol e até no jogo de ping-pong (nesse caso tirando a atenção que passa a ser muito focada).</div>
<div></div>
<div>Deduzir que exercitar algumas habilidades e capacidades do nosso cérebro e corpo diminui outras é mais uma falácia ao meu ver.</div>
<div></div>
<div>Pessoalmente estou subjetivamente (pois nunca vi uma pesquisa confiável sobre isso) convencido que os jogos virtuais violentos são positivos para a grande maioria das pessoas, só não são melhores que os jogos reais (artes marciais por exemplo) que também trazem benefícios físicos.</div>
<div></div>
<div>A propósito há pessoas tão pacíficas que só conseguem atender às suas necessidades instintivas de resposta violenta às dificuldades em ambientes virtuais onde sabem que não estão realmente ferindo ninguém.</div>
<div></div>
<div>Por tudo isso acho a matéria da Vexame, digo Exame sobre <a href="http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/jogos-violentos-podem-modificar-o-cerebro-14012012-6.shl" title="Matéria ruim sobre jogos violentos">a influência dos jogos violentos em nossos cérebros</a> muito ruim, péssima mesmo.</div>
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		<title>Reveillon 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 05:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou ali na orla de Copacabana, uma das mais cobiçadas festas de fim de ano do planeta. Os poucos amigos que estão comigo não se importam, com isso, eles tem uma alegria muito mais profunda, eles estão mergulhados na catarse &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2012/01/01/reveillon-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p>Estou ali na orla de Copacabana, uma das mais cobiçadas festas de fim de ano do planeta. Os poucos amigos que estão comigo não se importam, com isso, eles tem uma alegria muito mais profunda, eles estão mergulhados na catarse da virada do ano. Aliás junto com mais 2 milhões de pessoas!</p>
<p>É um lindo espetáculo de se ver. Os fogos até são legais, no entanto me parecem algo apagado, vazio e sem significado. A liberdade das pessoas que, por algumas horas, se despem de todos os pesos do ano que termina tem um brilho incomparável!</p>
<p>Claro que há comportamentos repreensíveis aqui ou ali, mas nada disso muda o fato de quase todos ali estarem com o mesmo brilho.</p>
<p>Uns dançam, outros se embriagam, há os que pulam com os amigos gritando votos para o novo ano: amor! Felicidade! Feliz Ano Novo! Tem, claro, os que fazem seus rituais mágicos ou religiosos, esses também tem o brilho da liberdade nos olhos, assim como o casal extremamente jovem que executa uma dança de poder e sedução escondidos dos olhares da família ou dos amigos.</p>
<p>O ano novo é, todos devem concordar, uma grande catarse. Parecida com o Carnaval.</p>
<p>Mas não para mim.</p>
<p>Esse é um blog então farei minha confissão &quot;querido diário&quot;: eu não como demais, não bebo demais, não me libero ou me liberto, não me entrego às minhas emoções, pelo contrário, é quase impossível para mim sentir o que as pessoas à volta estão sentindo. Nem mesmo tenho vontade de me sentir desse jeito.</p>
<p>Bem, não sou sempre assim, é bem mais forte nessas festas (Natal, réveillon e aniversário).</p>
<p>Continuando no estilo blog pessoal&#8230;</p>
<p>Tive uma infância de emoções difíceis, já nos meus 8 ou 9 anos buscava no Spock de Jornada nas Estrelas o modelo para o controle dos sentimentos.</p>
<p>Talvez tudo se resuma a traumas mal resolvidos, mas costumo dizer, e consigo convencer ao menos a mim mesmo, que simplesmente prefiro aproveitar esses momentos para refletir já que, no resto do ano procuro viver livre. Talvez não livre no sentido de me entregar às emoções, mas no sentido de manter a mente livre.</p>
<p>E pensar que estou escrevendo isso depois de passar o sábado pensando em uma mensagem de ano novo que diria (e é verdade) que nos últimos anos tenho visto que de perto todos nós somos brilhantes e temos qualidades espetaculares e por isso não estava conseguindo escrever uma mensagem para cada pessoa, mandar um SMS, email ou dm para cada um dos meus amigos de vida, de trabalho, de lazer ou de alma.</p>
<p>Todos merecem meu profundo carinho e respeito.</p>
<p>É claro que há uma meia dúzia que são muito mais importantes para mim do que os outros, mas ainda assim me pareceu injusto privilegiar esses amigos.</p>
<p>Provavelmente estou errado e devia ter passado o dia escrevendo coisas especiais para uma 30 ou 40 pessoas que estiveram muito próximas ou foram muito importantes para mim em 2011.</p>
<p>Quem sabe ainda não farei isso ao longo do ano?</p></p>
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		</item>
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		<title>Lembretes para o dia a dia 107: Politicamente correto X incorreto</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/12/29/lembretes-para-o-dia-a-dia-107-politicamente-correto-x-incorreto/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 15:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembretes]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[perversão]]></category>
		<category><![CDATA[politicamente correto]]></category>
		<category><![CDATA[politicamente incorreto]]></category>

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		<description><![CDATA[Politicamente correto: ter respeito e empatia evitando na linguagem comum expressões ou piadas que causem sofrimento aos outros. Politicamente incorreto 1: liberdade para ironizar as incoerências da nossa cultura através de piada ou linguajar inadequado. Politicamente incorreto 2: a prática &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/12/29/lembretes-para-o-dia-a-dia-107-politicamente-correto-x-incorreto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Politicamente correto: ter respeito e empatia evitando na linguagem comum expressões ou piadas que causem sofrimento aos outros.</font></p>
<p><font size="2">Politicamente incorreto 1: liberdade para ironizar as incoerências da nossa cultura através de piada ou linguajar inadequado.</font></p>
<p><font size="2">Politicamente incorreto 2: a prática do assédio moral contra aquilo que é diferente de nós ou semelhante a uma característica nossa que rejeitamos; perversidade.</font></p>
<p><font size="2">O desgaste emocional que todos nós sofremos em um mundo que está cheio de sistemas falidos que nos &quot;trollam&quot; o tempo todo e acaba nos tornando meio psicopatas, meio insensíveis, meio incapazes de ter empatia.</font></p>
<p><font size="2">Ai vem a necessidade de ser politicamente incorreto no sentido perverso da expressão que é mais ou menos &quot;ter o direito de maltratar os outros por seus supostos defeitos como gordura, cor, sexo, inteligência&#8230;&quot;</font></p>
<p><font size="2">É só uma &quot;sacanagenzinha&quot; amistosa entre amigos, tão comum, né?</font></p>
<p><font size="2">Devemos nos perguntar se há algo errado conosco quando nosso conceito de brincadeira implica em diminuir ou até humilhar nossos amigos.</font></p>
<p><font size="2">A &quot;brincadeira&quot; do politicamente incorreto também se estende aos desconhecidos afastando-nos uns dos outros afinal não desenvolvemos empatia pelo que ridicularizamos.</font></p>
<p><font size="2">Houve tempos em que as mulheres não podiam trabalhar, tinham que aturar caladas as traições dos maridos&#8230; Naquele tempo os &quot;politicamente incorretos&quot; também faziam piadas e, quando as mulheres ficavam pé, se tornavam violentos&#8230;</font></p>
<p><font size="2">Estamos inseridos em nosso período histórico e todos podemos acabar nos entregando à perversidade do politicamente incorreto quando tudo que queríamos era o politicamente incorreto subversivo que desconstrói o que está com defeito abrindo espaço para o novo.</font>&nbsp;</p>
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		<title>Tenho uma melhor amiga&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 14:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[anan kara]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho uma melhor amiga&#8230; Me desculpem os outros grandes amigos, mas acho que todo mundo sabe que grandes amigos são no máximo uns 6 ou 8, bons amigos vão até uns 30, 40, quem sabe mais? No entanto melhor amigo &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/12/12/tenho-uma-melhor-amiga/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho uma melhor amiga&#8230; Me desculpem os outros grandes amigos, mas acho que todo mundo sabe que grandes amigos são no máximo uns 6 ou 8, bons amigos vão até uns 30, 40, quem sabe mais? No entanto melhor amigo dificilmente passa de dois&#8230;</p>
<p>Tem o marido ou esposa, mas eles são mais que amigos, né?</p>
<p>Pois então ontem conversei com minha melhor amiga que não vejo faz meses!</p>
<p>Amigo de verdade tem dessas coisas&#8230; Não precisa ver sempre, mas esse texto não é sobre o que é um amigo, um irmão de alma, um Anan Kara. É sobre papos e como algumas pessoas navegam pela vida seguindo os mesmos rumos ainda que em navios diferentes, em mares diferentes!</p>
<p>Minha melhor amiga era muito urbana da última vez que conversamos, ela preferia São Paulo ao Rio de Janeiro. Sempre foi uma profunda observadora da natureza humana muito embora guarde isso para ela mesma (e felizmente para alguns amigos como eu) e muita gente pense que ela é apenas uma moça inteligente, prestativa e até um pouco infantil.</p>
<p>A propósito tenho certeza que a gente acha que o mundo é ruim porque vemos só a superfície das pessoas&#8230; De perto não é todo mundo maluco não, de perto é todo mundo vasto, rico e fascinante! Cheios de talentos, sentimentos e sabedorias.</p>
<p>Mas então&#8230;</p>
<p>Já que minha melhor amiga e eu nunca conseguimos nos encontrar porque os dois estão sempre mergulhados em trabalhos, projetos e tudo mais a gente se falou por telefone!</p>
<p>46 minutos não é nada, mas achamos um tempo numa manhã de sábado para nos encontrarmos aproveitando um protesto contra a usina de Belo Monte.</p>
<p>Pois é&#8230; A melhor amiga urbana passou um tempo com os índios no Xingú, voltou transformada&#8230; Entrar em contato com Gaia é foda&#8230; Não tem outra palavra, é foda mesmo! Quem mergulha ou viaja para regiões selvagens do nosso planeta deve concordar comigo <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Falamos sobre o Fenômeno Occupy, sobre ecologia, cultura, sociedade, trabalho, realização de vida, cidadania&#8230; Como sempre mostramos um para o outro visões diferentes das mesmas coisas, mas é aí que entra a coisa do amigo de alma: as coisas que nos interessam, mesmo nós dois sendo mutantes que se transformam intensamente ao longo de cada mês, continuam sendo as mesmas&#8230;</p>
<p>Ter amigo de chopp, amigo de piada, de cinema, de esporte e até de conhecimento é muito bom! É essencial, mas ter amigos de vida é&#8230; Bem, é foda! <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>O maior tributo ao amor é a vida</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 12:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Para muitas pessoas a vida não é a coisa mais preciosa que nós temos. Para muitas pessoas há um lugar muito melhor que a vida nos esperamos depois que morremos. Essas pessoas provavelmente terão algum tipo de compaixão ou pena &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/09/27/o-maior-tributo-ao-amor-e-a-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitas pessoas a vida não é a coisa mais preciosa que nós temos. Para muitas pessoas há um lugar muito melhor que a vida nos esperamos depois que morremos.</p>
<p>Essas pessoas provavelmente terão algum tipo de compaixão ou pena de mim e acharão romântica a história do homem que decidiu destruir o maior tributo à vida da mulher que ele amou: sua própria vida.</p>
<p>A <a href="http://maffalda.net/" target="_blank" title="Blog da Heloísa de Paula">Maffalda</a> me enviou a história por email, mas percebi que devia responder com um post pois há muitos que se matam ou vivem à espera da morte e me parece que, mesmo que existam deuses, paraísos ou mundos espirituais maravilhoso se os deuses nos quisessem lá não estaríamos vivos e portanto a vida é mais sagrada do que qualquer dimensão sobrenatural. E, claro, se não existe nada disso então a vida é simplesmente a única coisa que nós temos realmente importante pois sem ela não podemos desfrutar e ajudar a construir a história do Universo.</p>
<p>A história para mim é muito triste. <a href="http://partialobjects.com/2011/09/1000-days-a-postmodern-man-curates-his-own-suicide/" target="_blank" title="Post em inglês contando e comentando a história">A esposa do sujeito morre, ele decide se suicidar, mas se lembra que ela uma vez lhe perguntou se Romeu teria se matado se esperasse 1000 dias para fazer isso em vez de fazê-lo ainda sob o efeito da emoção de ter Julieta supostamente morta em seus braços</a>.</p>
<p>Ele decide provar que amava mais sua esposa do que Romeu amava Julieta, aliás ele decide provar que a amava mais do que ama o mundo e passa 1000 dias aproveitando o que supostamente haveria de melhor na vida e depois se suicida.</p>
<p>Com ele foi-se embora o maior testemunho de como sua esposa era maravilhosa. O que ele fez foi matá-la mais uma vez.</p>
<p>Eu já perdi algumas pessoas importantes, perderei outras com certeza e&#8230; uma parte egoísta de mim prefere morrer antes das pessoas mais importantes, mas eu realmente prefiro ser o úlitmo pois tenho fortemente gravado em minha mente, consciência &#8211; ou alma se vc preferir &#8211; que a vida é o maior tributo ao amor, o único tributo ao Universo.</p>
<p>Cada vez que perco alguém importante para mim sinto que devo viver mais plenamente em memória dessas pessoas e, se realmente eu perder aquelas duas ou três pessoas mais importantes do que todas as outras creio que me lançarei em uma jornada também, mas uma jornada de vida, uma jornada de dias sem fim compartilhando esperança, alegria, sonhos e realizando coisas com outras pessoas.</p>
<p>Se você seguir o link da história desse rapaz que se matou verá que o texto detecta muito bem que os 1000 dias dele aparentemente não foram em busca de pessoas, mas sim dos ícones superficiais da sociedade do espetáculo como Guy Debord os descreveu.</p>
<p>Ele buscou sentido na vida através do espetáculo, mas se queremos realmente encontrar algum sentido nela devemos ir ao encontro da sua essência que, creio eu, não está no amor pois a vida é maior que o amor, está na experimentação do que é REAL como um abraço, o choro da criança que brigou com o melhor amigo, escrever um belo texto sobre seus sonhos&#8230;</p>
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		<title>Viajando com amigos</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 02:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Friburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Lumiar]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro da Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>
		<category><![CDATA[viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto de escrever crônicas, mas de tempos em tempos aqui é um espaço típico de blog onde faço “meu querido diário”, mas, claro, filosofar é um ato compulsivo para mim Adoro viajar, normalmente somos apenas eu e minha esposa, mas &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/06/25/viajando-com-amigos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
Gosto de escrever crônicas, mas de tempos em tempos aqui é um espaço típico de blog onde faço “meu querido diário”, mas, claro, filosofar é um ato compulsivo para mim <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Adoro viajar, normalmente somos apenas eu e minha esposa, mas mergulhar no convívio de grupos é uma delícia para quem acha que a vida, com todos seus prazeres e dificuldades, é uma rara especiaria que deve ser provada com rituais.</p>
<p>Faz tempo que só viajamos a trabalho e raramente paramos para desconectar nossas mentes dos trabalhos e responsabilidades cotidianas.</p>
<p>Estamos há três dias entre Nova Friburgo, Lumiar e São Pedro da Serra.</p>
<p>Temos uma antiga história com São Pedro.</p>
<p>Íamos muito lá há mais de vinte anos. Era uma cidade minúscula, longe da civilização onde se podia passar umas boas horas de prosa com o mítico Tio Milton, dono de um horto que mais parecia uma outra dimensão habitada por elfos, fadas e duendes.</p>
<p>Tanta coisa mudou aqui na Serra.</p>
<p>São dois universos vividos em poucos dias, um o convívio próximo com mais sete amigos que vemos sempre online (afinal amizade boa não cabe apenas offline e desde a década de 90 as estendemos para o ciberespaço), mas com quem ainda não tinhamos viajado. Outro universo é o contato com o povo de terras onde a vida certamente gira em uma velocidade diferente das grandes cidades.</p>
<p>Os dois são fascinantes.</p>
<p>Com os amigos a gente experimenta a vida por outros olhos, a gente brinca, a gente aprende sobre o equilíbrio entre nossos desejos e necessidades e os desejos e necessidades do grupo. Todo mundo devia, pelo menos de vez em quando, viver coletivamente. Há horas que penso que as pequenas famílias que caracterizaram o século XX, quando os amigos eram poucos e as grandes reuniões só aconteciam no natal e no ano novo, são a origem do individualismo moderno que tanto nos incomoda.</p>
<p>Aliás tenho sorte de viver nesse universo sem ter que viajar graças aos grupos que se formam online em torno de interesses comuns e acabam se reunindo offline para criar juntos ou reproduzir as fogueiras tribais em sua versão moderna em torno de bares.</p>
<p>Voltando ao universo das culturas diferentes das nossas separadas por poucas dezenas de kilômetros.</p>
<p>Desde que chegamos a Nova Friburgo, uma cidade ainda traumatizada depois da catástrofe natural que destruiu boa parte dela há seis meses o que mais me chamou a atenção é a trilha sonora comum a quase todos os lugares: músicas da década de 80 ou 90.<br />
Isso rege o rítimo das comunidades aqui. É como viajar no tempo. Vive-se em um outro ritmo.</p>
<p>Não é que aqui as pessoas estejam à parte da revolução das tecnologias de comunicação ou que a cibercultura não tenha chegado aqui, mas há algo que não vou me arriscar a descrever pois é um erro achar que entendeu uma cultura depois de passar rapidamente entre ela.</p>
<p>Os efeitos da hiperconectividade estão por aqui em toda parte. É como se o povo dos grandes centros tivesse uma limitação cognitiva produzida pelo excesso de informação e não tivessem a mesma capacidade de manter em suas mentes a cultura mais antiga, essencial para construir a cultura do futuro.</p>
<p>Não me surpreenderia ver novos grandes movimentos culturais surgindo daqui.<br />
O que mais me surpreendeu foi São Pedro da Serra que era um lugar fora do espaço e do tempo normal e hoje é uma cidade mais desenvolvida que Lumiar, antes muito maior que ela.</p>
<p>A impressão é que Lumiar decidiu se manter como uma guardiã do modo de vida alternativo, o dito hiponga e, é inegável, é ótimo encontrar um grupo de amigos sob a varanda de um pequeno centro cultural conduzindo uma sessão de improviso musical que poderia estar acontecendo em qualquer década do século XX.</p>
<p>Já São Pedro da Serra é uma cidade em franca expansão com restaurantes e cafés sofisticados ou, no mínimo, bem desenvolvidos apesar de apenas recentemente o sinal de celular ter chegado lá.</p>
<p>Por um lado é bom ver que o povo batalhador de lá está desfrutando de mais progresso, por outro já não é mais um retiro tão eficiente para fugir dos problemas da civilização.</p>
<p>Será que todos os grupos humanos se tornarão hiperconectados no futuro? Se isso acontecer espero que sempre possamos contar com o povo da Serra para preservar outros ritmos de vida e o melhor da cultura que criamos nas décadas passadas pois velocidade demais nos desgoverna e falta de memória nos impede de criar prendendo-nos no ciclo vicioso da repetição.</p>
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		<title>Lembretes para o dia a dia 106: O Livro e a Lâmpada</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/06/05/lembretes-para-o-dia-a-dia-106-o-livro-e-a-lampada/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 06:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembretes]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[deus]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Unverso]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há algum deus ele nos deixou apenas um livro: O Universo. Se há algum deus ele nos deixou apenas uma lâmpada para ler: a consciência Crer que nossos antepassados foram capazes de capturar deus em palavras é uma afronta &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/06/05/lembretes-para-o-dia-a-dia-106-o-livro-e-a-lampada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há algum deus ele nos deixou apenas um livro: O Universo.<br />
Se há algum deus ele nos deixou apenas uma lâmpada para ler: a consciência</p>
<p>Crer que nossos antepassados foram capazes de capturar deus em palavras é uma afronta à divindade e um ataque ao nosso futuro.</p>
<p>No entanto o ataque ao futuro é o pior mal pois divindades tão antigas quanto o Universo dificilmente se sentirão afrontadas por nós, mas acreditar em um tipo de involucionismo onde o passado entende melhor a essência do Universo que o futuro é nos condenar a jamais enxergar de fato as maravilhas do Universo e jamais encontrar com as divindades. Ficamos presos às superstições das pessoas do passado que ignoravam a grandeza do Universo.</p>
<p>Devemos escolher entre a humildade e a arrogância.</p>
<p>O humilde reconhece que sequer conhecemos nossa própria consciência, nosso Universo físico e admite que há muito que não sabemos.</p>
<p>O arrogante toma para si a autoridade dos deuses e afirma que sabe como o Universo foi criado e de que forma os deuses exigem que nós sejamos para que não sejamos castigados por sua ira que não é outra além da arrogância e preconceito de quem crê que escuta e entende deuses que talvez nem mesmo existam.</p>
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		<title>Lembretes para o dia a dia 105: Tudo está acontecendo agora</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 03:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lembretes]]></category>

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		<description><![CDATA[Equanto você caminha ou corre em um calçadão em seu bairro todas as ideias, todas as crenças, medos, ódios e sonhos que alguém já teve estão se repetindo em algum lugar perto de você, e isso é bom! Temos a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/05/12/lembretes-para-o-dia-a-dia-105-tudo-esta-acontecendo-agora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Equanto você caminha ou corre em um calçadão em seu bairro todas as ideias, todas as crenças, medos, ódios e sonhos que alguém já teve estão se repetindo em algum lugar perto de você, e isso é bom!</p>
<p>Temos a tendência de achar que o mundo é como o vemos, o mundo é como é visto pelo somatório de todas as consciências humanas.</p>
<p>Aquela pessoa que passou por você a pouco está prestes a descobrir a fé profunda em um deus, outro sentado no bar se deslumbra com o Universo de outra forma, sendo ateu. Os adolescentes andando andando tarde da noite tem o coração acelerado de quem ainda não sabe como dizer que ama, que tem desejo. Talvez não tão perto, mas em algum ponto do planeta uma menina de 6 anos é jogada no mundo da prostituição e passará toda sua vida em uma cidade de barracos mal construídos servindo homens indelicados.</p>
<p>Numa sala bem iluminada homens (e nenhuma mulher) brancos se reúnem para pensar em como fazer mal a negros, em um bar no outro lado da rua um grupo festeja o direito tardiamente conquistado de pessoas do mesmo sexo poderem se casar e, diante da TV alguém aperta o braço da poltrona excitado com o discurso de ódio de algum político fundamentalista e repleto de preconceitos. </p>
<p>E tudo isso é saudável.</p>
<p>Algumas coisas não são saudáveis para os indivídous que vivem sob tais preceitos, mas uma das riquezas da humanidade é a capacidade de manter vivas todas (ou quase todas) as formas de cultura, de princípios morais. Tanto do passado quanto do futuro pois, certamente, já há pessoas vivendo pelos princípios morais que nortearão a humanidade em 300 ou mesmo 500 anos, e essas pessoas nem sabem disso! Provavelmente se sentem deslocadas, erradas&#8230; E estão pois a ideia certa no momento errado é uma ideia errada. No mínimo pode levar à arrogância que é uma das mais tristes manifestações de falta de empatia.</p>
<p>Uma civilização sem empatia é uma civilização primitiva.</p>
<p>Por isso é tão importante entender que a nossa forma de ver o mundo é uma das formas, nem certa nem errada, nem moderna, nem antiga, nem precoce, é uma das visões que constroem o mosaico de culturas, ideias, crenças e princípios que ajudarão a tecer os fios que nos conectam transformando indivíduos em grupos, grupos em tribos, tribos em bairros até construir uma civilização que um dia brilhará como Asgard.</p>
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		<title>Solidão cibernética?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/03/07/solidao-cibernetica/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 17:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ler (no Facebook) o texto Estar só não significa solidão tive que deixar um longo comentário que merecia um espaço mais nobre que a timeline do Facebook. O problema da solidão e da individualidade em contraposisão com amizades &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/03/07/solidao-cibernetica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler (no Facebook) o texto <a href="http://roney.posterous.com/solidao-online" target="_blank" title="Texto que inspirou esse post">Estar só não significa solidão</a> tive que deixar um longo comentário que merecia um espaço mais nobre que a timeline do Facebook.</p>
<p>O problema da solidão e da individualidade em contraposisão com amizades virtuais (seja no ambiente online ou no offline) são alimento para muita frustação e depressão.</p>
<p>É uma confusão danada.</p>
<p>Hora as pessoas acusam o contato por telefone, skype, Facebook, Twitter e outros de afastar as pessoas (se usassem essas ferramentas perceberiam que elas são justamente ferramentas para aproximar emocional, intelectual e fisicamente).</p>
<p>Hora reclama-se que não dá tempo para se relacionar com as pessoas offline porque está se relacionando só online&#8230;</p>
<p>É claro que tem algo errado&#8230; É com as ferramentas?</p>
<p>Bem, segue o comentário que deixei no FB</p>
<blockquote><p>Sempre digo que um dos maiores desafios para o humano moderno é aprender a lidar com a sobrecarga de informações e de estímulos.</p>
<p>Isso sempre existiu, mas naturalmente cresce exponencialmente conforme os memes vão superando os genes na disputa da evolução.</p>
<p>Mas acho que as coisas se embolaram um pouco no seu texto.</p>
<p>A oferta fácil de contatos faz das redes sociais online um ambiente que favorece quem tem problemas com relacionamentos mais profundos, é como as boates da década de 80 onde proliferavam amizades virtuais.</p>
<p>No entanto fica ao encargo de cada um escolher sua turma, o problema não são as redes sociais, é o medo e a falta de perspectiva das pessoas que acabam buscando só o superficial.</p>
<p>Tem os solitários patológicos como eu fui até os 18 anos quando finalmente percebi que a felicidade do encontro compensa vastamente as dores do desencontro e a partir daí passei a conviver com mais gente.</p>
<p>Ainda hoje passo mais tempo sozinho que acompanhado, até quando estou cercado de gente <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Mas não é uma solidão solitária pois sei que os amigos estão logo alí prontos para um cinema, um papo, uma caminhada.</p>
<p>Nunca tinha notado que v se sentia obrigada a interagir (seja por telefone, FB ou pessoalmente) isso não é mesmo legal. A gente tem que interagir pq tem vontade, pq se sente bem com aquelas pessoas e quando não é assim é melhor se afastar mesmo para reavaliar se estamos no grupo certo.</p>
<p>Não que umas pessoas sejam melhores que outras, mas umas tem mais a ver com a gente que outras.</p>
<p>Talvez esteja aí o incômodo, na escolha de quem &quot;seguir&quot; e quem deixar te &quot;seguir&quot;. Isso é algo que a gente tem que administrar com muito carinho pois as escolhas erradas acabam nos deixando solitários no meio da multidão&#8230;</p>
</blockquote>
<p>Creio que essa última frase é o ponto central: Já passou o tempo que tínhamos que escolher nossos amigos geograficamente (as pessoas do prédio, do parque, da balada). Hoje podemos encontrar amigos por afinidades de interesse e de personalidade, pessoas com quem nos sentimos à vontade!</p>
<p> Mas lembre-se de não fugir daquelas que te deixam desconfortável dizendo o que você precisa ouvir mas não gostaria <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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