Lembretes para o dia-a-dia 89: Trabalho, a realização que virou castigo
25th, June 2008
Que o trabalho deve ser uma das nossas prioridades de vida não é novidade (antes dele tem o estudo que é preparação para o trabalho), o que é novidade para muita gente é que o trabalho não deve ser o sacrifício necessário para ter recursos para cuidar das coisas boas da vida, mas uma forma de realizar as nossas potencialidades. É o trabalho que nos torna humanos, nossa realização mais nobre pois é uma entrega a favor de desconhecidos e não um bem feito a amigos que amamos e de quem esperamos receber carinho em retorno.
O trabalho que dignifica e realiza infelizmente é um sonho que muitos não alcançam, mas construir as condições para trabalhar com o que gostamos e onde podemos nos expressar mais completamente deve ser uma prioridade para todos nós.
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Novidades no blog
12th, June 2008
Juro que não tento descobrir quantos leitores eu tenho, o máximo que fiz recentemente foi acrescentar o feedburn aqui do lado, mas só olhei nos três primeiros dias e depois esqueci!
Escrevo porque gosto mesmo e sempre acho que me preocupar em atrair leitores vai tirar o prazer de escrever espontaneamente.
Em todo o caso é bem capaz que tenha uma dúzia ou duas de pessoas que sempre passam aqui e merecem todo meu respeito e carinho!
Sem falar no pessoal que frequenta o post que mais me dá satisfação (o Rivotril) e o transformou em uma verdadeira mesa de bar.
Pensando nestas pessoas eu finalmente acrescentei dois plugins aqui no blog, um que permite fazer comentários aos comentários tornando bem mais fácil ver a resposta ao seu comentário e outro que te permite receber um aviso por email toda vez que fizerem um comentário ao post que te interessou.
Também coloquei o selinho do Creative Commons avisando que todo conteúdo deste blog pode ser usado ou alterado sem ter que me pagar nada bastando que não seja para fins lucrativos (nada de fazer um blockbuster com um personagem meu, por favor!) e que o criador da idéia (eu) seja citado nos créditos. Para mim toda criação artística ou conhecimento deveria ter uma licensa CC como esta.
Finalmente aproveito para lembrar que em 17 de junho próximo (em 5 dias) será lançado o Firefox 3! Se você está lendo isso no dia 17 clique no link abaixo para baixá-lo, eu não ganho nada, mas vc tem uma Internet muito mais legal a ganhar!
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Em busca do Pó: Parte 11
5th, June 2008
É bom recapitular rapidamente.
- Decidi falar tudo que tenho a falar sobre religião para não ficar falando mais nisso no blog
- Não sou autoridade em nada disso. Não passo de uma pessoa que gosta de refletir e ler um pouco a respeito
- Pó é uma metáfora para a consciência na obra Fronteiras do Universo de Philip Pullman (uma trilogia literária humanista de fantasia)
- Até agora só falei onde acho que o Pó e os Deuses “reais” não estão
Se este assunto te interessa muito você pode ler os outros posts na tabelinha abaixo:
Antes de dizer onde acho que o Pó está e onde vejo a nossa espiritualidade tem mais uma coisa que prometi comentar nos posts anteriores… Este deve ser o meu post mais estranho EVER!!! ![]()
Uma consciência não humana em nosso caminho
Calma! Não acredito em interfência alienígena em nosso desenvolvimento!
Alguns teólogos (como Nilton Bonder de A Alma Imoral) parecem crer que a nossa alma é transgressora e deseja a transformação.
Realmente, olhando nossa história fica claro como mudamos! Não faz muito tempo as mulheres não tinham almas, os Deuses estavam presos a espaços geográficos, escravidão era normal e sacrifícios humanos um desejo dos Deuses.
Nossa consciência tem uma sede desesperada de compreender o Universo e transcender todos os nossos limites.
No entanto a transformação descontrolada produziria um caos incontrolável. É necessário atrito contrário ao impulso mutante da consciência. Este atrito até hoje era garantido pelas tradições; as religiões guardiãs não da alma transgressora, mas do corpo conservador (ainda parafraseando Nilton Bonder).
As tradições não são o único atrito e, na verdade, a cada dia elas me parecem mais frágeis e fadadas a perder o seu poder.
Muitos discordam de mim quando digo isso e afirmam que as religiões nunca foram tão fortes. Creio que estão errados… Basta que você pense em quantas pessoas deixam de fazer coisas por medo de Deus.
O religioso médio só crê em deus quando quer se colocar como seu escolhido e superior aos outros. Raramente um corrupto deixa de se corromper, um sádico deixa de torturar por medo das consequências. Muito pelo contrário! Eles podem fazer isso pois o deus deles o permite.
Existe um outro sistema de “crenças” atuando (e substituindo o antigo) sobre a nossa civilização. Trata-se das crenças espetaculares (ne sentido dado por Guy Debord).
Na Sociedade do Espetáculo descrita por Debord a nossa atenção é controlada por um mundo virtual criado por uma profusão de espetáculos. A própria Internet com os mesmos textos alienados ecoados à exaustão por email ou em blogs é um ótimo exemplo.
Além do mais quantas pessoas conseguem trabalhar para a máquina econômica e ainda pensar em questões metafísicas? O normal (no sentido de comum) é que aceitemos ser instrumentos de uma grande sociedade consumista-capitalista-espetacular e que alimentemos a necessidade de transgressão da nossa alma com jargões prontos.
Estas coisas (tradições, religiões etc.) são criadas por uma consciência não humana
Bem, ao menos este é o meu insight. Não lembro de ver outra pessoa falando nisso.
Prefiro a minha suposição da consciência não humana às numerosas teorias da conspiração que atribuem poderes de manipulação absurdos à elite econômica do planeta.
A teoria é simples.
Nós temos o impulso institntivo de atender as espectativas do nosso grupo social.
Coloque pessoas normais em uma sociedade onde todos acham idiota ler e logo a maioria dessas pessoas atormentarão quem gosta de ler. Faça o teste! Pergunte ao seu amigo que sempre faz piada com gays, negros ou nordestinos porque ele acha que estas pessoas são inferiores. Ele certamente dirá que é só brincadeira ou jeito de falar.
A consciência não humana que eu vejo é um tipo de consciência coletiva formada pela interação das nossas consciências individuais.
Esta consciência coletiva formaria hoje uma resistência ao pensamento criativo independente absurdamente mais poderosa do que as religiões (também criadas do mesmo jeito) jamais tiveram, afinal agora temos possibilidades exponencialmente maiores de interação entre as consciências individuais.
Ok, este deve ser um dos meus posts mais estranhos EVER!
Talvez nem devesse tentar abordar estas idéias tão rapidamente, mas acredito que esta consciencia coletiva tem um papel importante em nossa busca pelo Pó. Seja individual ou coletivamente.
Há ainda uma outra característica desta consciência coletiva que devo citar: ela é moldada para atender as necessidades do poder vigente. O poder vigente não é mais o Rei. O poder vigente é o capital e, principalmente o consumo.
Assim como no filme Matrix a nossa espécie se tornou bateria para uma civilização de máquinas que não precisa de O2 para viver, hoje somos baterias a serviço de um tipo de consciência corporativa que deseja ardentemente aumentar o consumo, os mercados e os lucros acreditando que isso é bom, mas ela ainda é uma consciência jovem e ingênua. Não sabe que as unidades de carbono conhecidas como humanos devem ser preservadas.
Se você chegou até aqui e entendeu tudo que eu quis dizer provavelmente se deve mais à sua inteligência do que à minha abilidade com as palavras. Se você entendeu tudo e discorda de mim por favor me dê a boa notícia!
Se entendeu e concorda talvez possa me ajudar a humanizar mais as corporações a a nossa cultura para que todos possamos caminhar para uma nova forma de consciência.
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Post trumpicando pelos cantos
23rd, April 2008
Eu realmente precisava escrever todo dia! Tenho este impulso furioso de opinar e esta escravidão desesperada pelo questionamento e reflexão.
Mais cedo um grande e sábio amigo me disse que é ateu entre os ateus e “teu” entre os religiosos. Entendo perfeitamente como é possível administrar esta aparente incoerência (e falei sobre isso na série Em Busca do Pó), mas percebi que sou o contrário: ateu entre os “teus” e “teu” entre os ateus… É a necessidade de cultuar a dúvida com a mesma necessidade que outros cultuam a certeza.
“Isso não é brilhante? Eu amo não saber! Mantém os pés no chão.” - Doctor Who (s04e02)
Pois eu realmente não sei e acho que ninguém sabe sobre as coisas mais importantes e por isso mesmo temos que falar sobre elas, temos que pensar sobre elas! E fazê-lo livremente para podermos ir abandonando o que pensamos saber…
Hummm… Alguém notou que eu me perdi totalmente do assunto deste post?
Este devia ser um post rápido sobre como me amarro nas Chicas e na versão delas para Me Deixa:
Mas estou me sentindo mal por não estar dando continuidade a duas séries de posts: a série Em Busca do Pó (na metade) e agora uma outra que deve consumir mais uns dois posts pelo menos sobre como funciona a economia Open Source.
Para falar a verdade nem sei se são importantes para os outros, mas dizer tudo que tenho a dizer sobre esses assuntos é muito importante para mim, nem que seja para organizar as idéias.
O problema é que, pensando bem, acho que só consigo voltar a essas coisas depois do dia 30/4… Algum dia explico porque, por hora vou me limitar a dizer que provavelmente vou demorar um tempinho para falar de coisas sérias ou extensas por aqui, certo?
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Bússola de Ouro no Flixter
20th, April 2008
Todos meus amigos sabem o que penso da trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman e o que acho da adaptação do primeiro livro (A Bússola Dourada) para o cinema.
O que poucos amigos sabem é que há um mundo muito além do Orkut onde existem comunidades temáticas como o Flixter. Eu tenho um perfil lá onde você pode conhecer bem o meu gosto por cinema embora eu não o atualize como gostaria.
Entre os recursos do flixter tem uns códigos que vc pode usar para inserir um link para os seus filmes prediletos. Como esse aqui:
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