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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Teatro</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Teatro: Versão Moderna de Despertar da Primavera</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 23:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[broadway]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[musical]]></category>
		<category><![CDATA[peça]]></category>

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		<description><![CDATA[Minhas impressões sobre mais um espetáculo da Broadway trazido com sucesso ao Brasil pela dupla Möeller e Botelho. <a href="http://www.roney.com.br/2009/09/19/teatro-versao-moderna-de-despertar-da-primavera/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do texto original ser de 1891 ele aborda sem meias palavras alguns dos problemas mais obscuros enfrentados pelos adolescentes na faixa dos 14 aos 18 anos como sexo, abuso sexual, rebeldia e a pressão de pais que não sabem como estimular os filhos.
</p>
<p>É uma pena que atualmente não seja possível produzir uma peça como essa (com mais de vinte atores em palco) a preços populares. Ela vale cada segundo e me arrancou lágrimas pelo menos três vezes.
</p>
<p> A parceria entre Charles Möeller (direção) e Cláudio Botelho tem rendido ótimos frutos, mas assim mesmo é impressionante ver jovens atores atuando e cantando perfeitamente à vontade no palco.
</p>
<p>Seria injusto (e complexo) comparar a atuação dos atores então vou apenas eleger os meus dois personagens prediletos que foram Ilse (Letícia Colin) e Moritz (Rodrigo Pandolfo) principalmente por seu caráter transgressor.
</p>
<p>Ok, eu sei que é nas falas de Melchior que encontramos a rebeldia, mas são Ilse e Moritz que os materializam mais intensamente.
</p>
<p>No século passado (1995 +-) vi outra montagem muito mais próxima do original (e mais pesada para falar a verdade) e creio que eu não teria gostado da versão da Bradway onde optou-se por uma quebra radical contrapondo a atuação mais formal com arranjos musicais (e interpretações) bem contemporâneos.<br />
  
</p>
<p>Fiquei feliz que a modernização da montagem que está em cartaz aqui tenha se restringido ao cenário e ao vocabulário e creio que foi na medida perfeita para garantir um bom entendimento sem contaminar a ambientação de época.
</p>
<p>Resta dar os parabéns aos atores (tirado do site oficial):
</p>
<blockquote>
<p>Malu Rodrigues (Wendla), Pierre Baitelli (Melchior), Rodrigo Pandolfo (Moritz), Letícia Colin (Ilse) e Thiago Amaral (Hanschen) encabeçam o elenco brasileiro, formado por Alice Motta, André Loddi, Bruno Sigrist, Danilo Timm, Davi Guilherme, Eline Porto, Estrela Blanco, Felipe de Carolis, Julia Bernat, Laura Lobo, Lua Blanco, Mariah Viamonte, Pedro Sol e Thiago Marinho.&nbsp; Débora Olivieri e Carlos Gregório interpretam todos os adultos do musical.<br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>A peça está em cartaz no <a title="Dados do teatro Villa-Lobos" target="_blank" href="http://www.funarj.rj.gov.br/teatros/tvl.html">Teatro Vila Lobos</a> com preços entre 60 e 80 Reais. Mais informações no site <a title="Sinopse, comentários e demais informações sobre a peça Despertar da Primavera" target="_blank" href="http://www.moellerbotelho.com.br/acervo/o-despertar-da-primavera">oficial da peça</a>.<br />
  </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Avenida Q, o musical da Broadway no Rio</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical-da-broadway-no-rio/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical-da-broadway-no-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 15:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[broadway]]></category>
		<category><![CDATA[musicais]]></category>

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		<description><![CDATA[Avenida Q é um musical adaptado da Broadway e uma comédia de costumes que vai capturar os recém formados envolvidos com o primeiro emprego, sair da casa dos pais para morar sozinho e o difícil equilíbrio entre construir a vida &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical-da-broadway-no-rio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/elenco-avq-04.jpg" alt="Elenco de Avenida Q" title="Elenco de Avenida Q" class="alignnone size-full wp-image-2105" height="450" width="600" />
</p>
<p><strong>Avenida Q</strong> é um musical adaptado da <strong>Broadway</strong> e uma comédia de costumes que vai capturar os recém formados envolvidos com o primeiro emprego, sair da casa dos pais para morar sozinho e o difícil equilíbrio entre construir a vida profissional e curtir a vida. Aliás, arranca boas risadas de quem já se estabeleceu também, afinal quem esquece esse período da vida?
</p>
<p> <img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/cenario_ceu-300x225.jpg" alt="Avenida Q - Cenário" title="Avenida Q - cenário" class="alignnone size-medium wp-image-2103" align="left" height="225" width="300" /></p>
<p>O tempero da trama está em questionamentos para lá de <strong>politicamente incorretos</strong> sobre racismo, sadismo (daquele que nos faz rir de quem cai de cara numa poça de lama), homossexualidade e outros temas delicados.
</p>
<p>Seria uma peça pesada não fosse pelo roteiro bem escrito e&#8230; bonecos.
</p>
<p>A maioria dos atores atua também através de um boneco como os do <a title="Artigo no Mofolândia" target="_blank" href="http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/muppets.htm">Muppet Show</a>.
</p>
<p>O mais interessante é que a atuação não é feita de forma que nos esqueçamos que tem um ator manipulando o boneco. São duas atuações que se complementam, às vezes três já que alguns bonecos são manipulados por dois atores.
</p>
<p>No entanto essas não são as primeiras coisas que você vai notar, estou certo que o primeiro impacto será com a qualidade dos atores!
</p>
<p>Assim que Sabrina Korgut entra em palco cantando com sua voz límpida (eu não conhecia o trabalho dela) me ocorreu que os demais atores teriam que ser muito bons&#8230; E são!
</p>
<p><img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/cenario_vermelho-300x225.jpg" alt="Avenida Q - cenário" title="Avenida Q" class="alignright size-medium wp-image-2102" align="right" height="225" width="300" />O que assisti foi um <strong>ensaio aberto</strong>, ainda com coisas para acertar no som, na luz etc, mas, sinceramente, poderia ter sido uma apresentação normal com pouquíssimos erros que passariam facilmente despercebidos.
</p>
<p>A adaptação do texto feita por Cláudio Botelho e Charles Möeller trazendo elementos da nossa cultura para o texto não ficam devendo nada à qualidade dos atores. Realmente não tenho o que criticar negativamente nessa adaptação.
</p>
<p>Preciso falar mais do caráter políticamente incorreto da peça!&nbsp;
</p>
<p>Causa uma certa estranheza ouvir que todo mundo é um pouco racista, um pouco facista, um pouco cruel. Muito embora seja verdade.
</p>
<p><img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/casamento-300x225.jpg" alt="Avenida Q - Casamento" title="Avenida Q - casamento" class="alignleft size-medium wp-image-2104" align="left" height="225" width="300" />Fiquei me perguntando se ao admitir isso com tanto bom humor (é uma das peças mais divertidas e para cima que já assisti) não corremos o risco de aceitar resignadamente que essas coisas são normais ou mesmo saudáveis.<br />
  
</p>
<p>Bem, arte não existe para educar, ela existe para manifestar, instigar, provocar, registrar&#8230;
</p>
<p>Temos que lembrar que a peça é estadunidense e reflete em grande parte o que acontece lá e não há dúvida que o preconceito contra o preconceito já se tornou um problema por lá e é bem provável que, para acabar com essas tensões sociais e culturais o melhor caminho nesse momento seja, como sugere a peça, admitir que todos nós temos um pouco desses problemas cuidando assim mais dos nossos próprios preconceitos do que atacando os dos outros.<br />
  
</p>
<p>Elenco:
</p>
<ul>
<li><a title="Fotos e peças de Sabrina Korgut" target="_blank" href="http://cantrizes.multiply.com/photos/album/26#">Sabrina Korgu</a>t (Katie Monstro, Lucy)<br />
  </li>
<li><a title="Fotos, trabalhos e biografia do ator André Dias" target="_blank" href="http://atoresmusicais.multiply.com/photos/album/41/41">André Dias</a> (Princeton e Rod)<br />
  </li>
<li>Fred Silveira (Trekkie Monstro e Nicky)<br />
  </li>
<li>Renata Ricci (Ursinha do mal, Sra. Coisa Ruim)<br />
  </li>
<li><a title="Fotos, trabalhos e biografia do ator Renato Rabelo" target="_blank" href="http://atoresmusicais.multiply.com/photos/album/20">Renato Rabelo</a> (Brian)<br />
  </li>
<li><a title="Biografia, fotos e trabalhos de Cláudia Netto" target="_blank" href="http://cantrizes.multiply.com/journal/item/145">Cláudia Netto</a> (Neusa)<br />
  </li>
<li><a href="http://www.guklein.blogspot.com/">Gustavo Klein</a> (Ursinho do mal)<br />
  </li>
<li><a title="Site oficial do ator Maurício Xavier" target="_blank" href="http://www.mauricioxavier.com/pt/perfil/">Maurício Xavier</a> (Gary Colleman)</li>
</ul>
<p>Não consegui achar as páginas de todos os atores, mas todos eles merecem ser citados com louvor aqui!
</p>
<p>Outros links
</p>
<ul>
<li>Site oficial da <a title="Site oficial do musical Avenida Q" target="_blank" href="http://www.avenidaq.com.br">adaptação brasileira de Avenida Q</a></li>
<li><a title="Crítica com fotos exclusivas, público alvo e comentários" target="_blank" href="http://www.thebest.blog.br/2009/03/04/avenida-q/">Crítica do musical Avenida Q</a> no blog do The Best</li>
<li><a title="Resenha de Cláudia Belhassof" target="_blank" href="http://www.claudiabelhassof.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical/">Impressões de Avenida Q</a> -&nbsp; Cláudia Belhassof.</li>
<li><a title="Crônica do dia que ela foi assistir Avenida Q" target="_blank" href="http://confissoesdoexilio.blogspot.com/2009/03/avenida-q-odisseia.html">Avenida Q, a Odisséia</a>, no blog da Engraçadinha<br />
  </li>
</ul>
<p>Serviço
</p>
<ul>
<li>Teatro Clara Nunes no shopping da Gávea, terceiro piso, Rio de Janeiro</li>
<li>Estréia 6 de março de 2009</li>
<li>Produção: Charles Möeller e Claudio Botelho</li>
</ul>
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		<title>Noviça Rebelde no teatro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2008/12/21/novica-rebelde-no-teatro/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 03:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Grande]]></category>

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		<description><![CDATA[&#34;Como vão colocar um filme daquele tamanho em um palco?&#34; &#160;Chego à porta do teatro me espremendo entre as dezenas de pessoas acumuladas ali sem razão aparente, nem entram, nem saem. Olho ao redor tentando imaginar se há algo especial &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2008/12/21/novica-rebelde-no-teatro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&quot;Como vão colocar um filme daquele tamanho em um palco?&quot;</p>
<p>&nbsp;Chego à porta do teatro me espremendo entre as dezenas de pessoas acumuladas ali sem razão aparente, nem entram, nem saem. Olho ao redor tentando imaginar se há algo especial ali, mas até agora realmente nem imagino que estranha atração as escadas largas do Oi Casa Grande exerciam sobre a multidão. Estava mais curioso para ver o teatro por dentro e descobrir como conseguiriam colocar A Noviça Rebelde em um palco.</p>
<p>Foi inevitável lembrar da montagem de Sonhos de Uma Noite de Verão da Lucélia Santos.</p>
<p>Nossos lugares eram no balcão, a parte mais alta do teatro, que a propósito faz juz ao nome e é grande mesmo!</p>
<p>Sessenta Reais&#8230;</p>
<p>Vivo reclamando de peças que custam 30. A Noviça nos custaria 60 se não tivéssemos recebido convites, mas tenho que confessar logo que há excessões para toda regra. Com treze freiras, sete crianças, mordomo, capitão, noviça, Max, baronesa, nazistas e demais atores deve ter perto de trinta pessoas se revezando no palco. Isso sem falar no cenário&#8230; O valor é justo.</p>
<p>Chorei já aos 14 minutos, ri muitas vezes, me encantei com a qualidade do trabalho de cada um dos atores com destaque para a naturalidade da Kiara Sasso (faz a protagonista) e a atuação surpreendente de Fernando Eiras (no papel do tio Max).</p>
<p>O espetáculo é uma reprodução fiel do filme exceto por duas ou três músicas inseridas, sendo que uma delas eu achei um pouco mal encaixada, mas isso não prejudicou em nada o prazer que tivemos.</p>
<p>Descobir que algumas pessoas odeiam o filme e a história original. Imaginei que fosse por Maria (a noviça) ser uma mulher à moda antiga, mas vendo a peça me lembrei que não. Ela promove justamente uma ruptura no modelo machista vigente na época tornando-se parceira de igual para igual do capitão.</p>
<p>Pode-se dizer que a história é ingênua&#8230; Todas eram até o final da década de 80, não é mesmo?</p>
<p>A peça não é uma releitura, é uma reprodução fiel como eu disse, no entanto, mesmo com a ingenuidade característica do século passado as ameaças aos direitos individuais são um tema atual.</p>
<p>No filme eram os nazistas, hoje é o vigilantismo e o<a href="http://twitter.com/caribe" target="_blank" title="João Caribé: ciberativista contra o vigilantismo"> cerco à liberdade de expressão como nos alerta o @caribé</a>. Tenho motivos pessoais para me sensibilizar com isso.</p>
<p>A propósito os atores que fazem os nazistas fazem um trabalho tão bom que são vaiados nos agradecimentos até que arrancam dos braços as faixas com as suásticas e recebem um dos aplausos mais efusivos da platéia. O destaque fica com Cássio Pandolfi no papel de Herr Zeller.</p>
<p>Depois de uma semana difícil saí do espetáculo com energias renovadas e novas idéias e é isso que vale na arte: nos dar forças ou tocar nossa consciência.</p>
<p>Apesar de ter destacado alguns atores todos merecem uma demorada salva de palmas pelo excelente trabalho.</p>
<p> Agradeço aos amigos no Twitter que nos indicaram para receber um par de convites da produção.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Contra o esfacelamento da cultura no Rio</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2008/05/12/contra-o-esfacelamento-da-cultura-no-rio/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 02:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[abaixo-assinado]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi de uma amiga muito especial (em meu dicionário significa inteligente, determinada, consciente e humanista) o pedido de assinar o abaixo assinado errrr&#8230; abaixo: Srªs e Srs. Deputados da Alerj – Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro Nós, cidadãos abaixo-assinados, &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2008/05/12/contra-o-esfacelamento-da-cultura-no-rio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi de uma amiga muito especial (em meu dicionário significa inteligente, determinada, consciente e humanista) o pedido de assinar o abaixo assinado errrr&#8230; abaixo:
</p>
<blockquote>
<p> Srªs e Srs. Deputados da Alerj – Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro<br />
    <br /> Nós, cidadãos abaixo-assinados, vimos, por meio deste, nos manifestar contra o esfacelamento do Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Museu da Imagem e do Som/MIS, Casa França-Brasil, Fundação Teatro Municipal, Escola de Dança Maria Olenewa, Fundação de Artes Anita Mantuano de Artes/Funarj e de suas unidades: Sala Cecília Meirelles, Teatros João Caetano, Villa-Lobos, Gláucio Gill, Armando Gonzaga, Arthur Azevedo e Mário Lago, Escolas Técnicas Estaduais de Música Villa-Lobos e de Teatro Martins Pena, Casa de Cultura e do Teatro Laura Alvim, Casas de Oliveira Vianna, de Casimiro de Abreu, de Euclides da Cunha, Museus do Ingá, do 1º Reinado, dos Esportes, dos Teatros, Antônio Parreiras, Carmen Miranda e Mané Garrincha), esfacelamento este imposto pelo atual Governo do Estado.&nbsp;<br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>Eu não assino abaixo-assinados pois acho que eles gastam energia que deveria ser melhor direcionada. Neste caso duvido que um abaixo-assinado de 2 milhões de pessoas preocupe mais um político do que mil blogs fazendo a cabeça de 10 mil eleitores&#8230;
</p>
<p>A questão da cultura é muito séria e não cabe em um post (este é mais um tema para uma série de posts e muita pesquisa&#8230;).
</p>
<p>Pesquisa é algo que não vou conseguir fazer agora, mas não posso fcar calado então vou sugerir alguns tópicos para reflexão e pesquisa.
</p>
<p>As nossas casas de cultura já não andam bem mal ajambradas sob a batuta do estado? Ultimamente ando afastado do circuito cultural, mas até onde posso me lembrar talvez o dedo privado talvez até fosse capaz de melhorar um pouco o cenário. E quem está dizendo isso (eu) é um crítico persistente da deteriorização da arte em cultura de consumo&#8230;
</p>
<p>Isso porque o primeiro a sucatear a nossa cultura somos nós mesmos! Pense na frequência com que nós e nossos amigos preferimos um bom filme ou peça que possam dizer ao menos que cheira a arte a um Homem de Ferro da vida?
</p>
<p>&#8230; E olha que isso está sendo dito por alguém (eu) que adora uma boa cultura de entretenimento <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />
</p>
<p>Que está sendo esfacelado está, que isso é ruim, é, mas não acho que possamos esperar de políticos que saibam como mudar este quadro, não na conjuntura atual onde estamos ensaiando uma limpeza moral que deve ocupar boa parte das reflexões de qualquer político sensato.
</p>
<p>Precisamos de idéias para reverter o que vem acontecendo.
</p>
<p>Como podemos levar mais gente aos teatros e centros culturais? Pessoalmente eu aposto nas classes C, D e E pois as A e B, desculpem, não sabem dar valor a cultura.
</p>
<p>Muitos artistas fazem arte para artistas. É comum (pelo menos era) ver sempre os mesmos rostos em todos os eventos culturais. Da dança ao teatro há um narcisismo bobo que contamina muita gente (artistas) com raras exceções. Só não vou citar nomes para não ser injusto com os que eu esqueceria.
</p>
<p>Arte tem que estar antenada com o século seguinte e individualismo é coisa do século passado. Já é hora de compartilhar o pão e o vinho com todos.
</p>
<p>Estou tergiversando (adoro esta palavra)&#8230;
</p>
<p>A situação ao meu ver não pede protestos, pede ações, propostas e pressão democrática mostrando nas urnas o que nós queremos, mas para isso a classe artística precisa ir onde o povo está&#8230;&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sopro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2007/04/23/sopro/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2007/04/23/sopro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2007 02:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[&#34;Porque a vida merece ser vivida com arte pois sem ela é apenas existência, não é vida e existir não basta&#8230;&#34; Hoje foi o último dia do espetáculo Sopro da Cia Lume de teatro.&#160; A companhia é de São Paulo &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2007/04/23/sopro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&quot;Porque a vida merece ser vivida com arte pois sem ela é apenas existência, não é vida e existir não basta&#8230;&quot;</p>
<p>Hoje foi o último dia do espetáculo Sopro da <a href="http://www.lumeteatro.com.br/" target="_blank" title="Site da cia Lume de Teatro (SP)">Cia Lume de teatro</a>.&nbsp;</p>
<p>A companhia é de São Paulo e está fazendo temporada no Rio apresentando 4 dos seus espetáculos e este foi o terceiro. Nas próximas duas semanas eles apresentarão Café com Queijo que, conforme me disseram, é o melhor trabalho deles.</p>
<p>Tenho minhas dúvidas.</p>
<p>Shi-Zen, sete cuias (que assisti das semanas atrás) e Sopro são tão espetaculares que desconfio que Café com Queijo deve ser mais elogiado por ser mais fácil de assistir.</p>
<p>De Shi-Zen vou falar em outra ocasião. Hoje estou sob efeito de Sopro e vou falar sobre ele.</p>
<p>Antes de mais nada a frase que inicia este post não tem muito a ver com o espetáculo, mas com a minha razão de gostar de criações subjetivas como Sopro. A frase, até onde sei, é da minha autoria.</p>
<p>Já Sopro é mais do que uma frase, é uma alegoria da vida&#8230;</p>
<p>Bom, cada obra de arte pode ser muita coisa, depende do observador, mas para mim Sopro conta a história do nascimento e espiração de uma vida consciente partindo do início paradoxalmente suave já que a nova vida explode em vez de brotar, mas em Sopro este nascimento é interno e não externo: Do ponto de vista da consciência o nascimento é lento.</p>
<p>Tenho que confessar que morri de sono afinal faz dias que não durmo direito por causa do nascimento dos filhotinhos da minha cadela.</p>
<p>Hummm&#8230; Este comentário ficou totalmente estapafúrdio aqui, mas gostei dele.</p>
<p>Sopro é um espetáculo que corre na velocidade lenta da vida e não na febril dança dos estímulos da sociedade do espetáculo. Em Sopro a vida é sintetizada aos seus elementos básicos como medo, alegria, deslumbramento, sexo.</p>
<p>O sexo aliás é um marco no espetáculo (ou eu sou um libidinoso que está supervalorizando a coisa) e foi a chave que me fez notar do que se tratava a criação cênica (Lume é mais do que teatro, é uma experiência cênica) e repassar mentalmente os primeiros 15 minutos sob este enfoque.</p>
<p>A partir do sexo vemos a traumática experiência de atirar nossa criação a um mundo que se mostra diante de&nbsp; nós como um abismo e &#8211; aqui posso estar exagerando na minha interpretação &#8211; sentir o tempo se esvair como se o sentido da nossa vida estivesse restrito aos furores da juventude já que, entregues os filhos ao mundo as areias dos tempo nos jogo num turbilhão que conduz a nossa expiração.</p>
<p>Seja qual for a sua experiência com Sopro, entenda-o ou não, somente a experiência estética e o estado de consciência (olhando para dentro serenamente) em que nos coloca já faz desta uma grande obra de arte, pois arte tem que nos despertar e não nos adormecer.</p>
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		<title>Van Gogh</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 03:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Vincent, um santo perturbado, um artista santificado, um homem angustiado. Impossível não se supreender e emocionar com uma vida tão impressionante e vasta. Cheguei ainda a pouco do teatro do Jockey onde está em cartaz &#34;Van Gogh, O Amarelo Aumenta &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2007/02/26/van-gogh/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="../wp-content/uploads/2007/02/van-gogh.JPG" onclick="return false;" title="Direct link to file"><img width="267" vspace="0" hspace="0" height="175" border="0" align="right" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2007/02/van-gogh.JPG" alt="Mineiros" /></a>Vincent, um santo perturbado, um artista santificado, um homem angustiado. Impossível não se supreender e emocionar com uma vida tão impressionante e vasta. </p>
<p>Cheguei ainda a pouco do teatro do Jockey onde está em cartaz &quot;Van Gogh, O Amarelo Aumenta todos os Dias&quot; Com Carolina Kasting e Maurício Grecco.
</p>
<p>Descobri que não sabia nada sobre Van Gogh e certamente passarei a olhar para suas obras com novos olhos, buscando o enfurecido espírito religioso que o consumiu até finalmente levá-lo ao fim.</p>
<p>A peça tem uma estrutra bem seca, opta por dar vida às palavras de Van Gogh (interpretadas pelo casal de atores, mas como se fosse um monólogo) sem cores, sem imagens e despidas da intensidade que o pintor certamente carregava como se fosse um punhal permanentemente cravado no próprio peito.</p>
<p>O resultado talvez seja monótono para muitos espectadores, mas o texto é bem escrito chegando a transpirar intensidade em certos trechos e consegue construir a imagem de um Van Gogh com a complexidade e a febril dedicação que ele merece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu preferiria uma atuação mais intensa e cenografia mais rica, creio que tornaria o espetáculo mais acessível ao grande público, mas entendo a opção pela estética e atuação quase claustrofóbicas que refletem, afinal de contas, uma personalidade presa fora do espírito da própria época.</p>
<p>No entanto o que mais me incomodou foi meu próprio desconhecimento da história de Van Gogh. Ler a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh" target="_blank" title="Van Gogh na Wikipedia">Wikipedia </a>e visitar o <a href="http://www3.vangoghmuseum.nl" target="_blank" title="Museu de Van Gogh">museu de Van Gogh</a> não é o bastante, mas já é um começo.</p>
<p>Van Gogh se agarrou à alma e a alma sem Van Gogh acaba vazia, triste, sem destino. Em tempos sem alma ele pode ser o verbo de ligação entre a acomodação e a perturbação que nos coloca em movimento.&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br /><span class="conteudodestaque"><strong>Teatro do Jockey. Rua Mario Ribeiro 410, Gávea (2540-9853). Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25. 12 anos.</strong></span></p>
<p><strong>Até 29 de abril.</strong></p>
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		<title>Teatro para todos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Nov 2006 00:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já ouviu falar no projeto Teatro para Todos? Eu não. Acabo de receber um email com a programação e corri para divulgar pois começou hoje. O projeto vai até o dia 17 de dezembro (de 2006, claro) e apresenta &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2006/11/23/teatro-para-todos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar no projeto <a title="Site oficial: Teatro para todos" target="_blank" href="http://www.aptr.com.br/teatroparatodos2006/">Teatro para Todos</a>? Eu não. Acabo de receber um email com a programação e corri para divulgar pois começou hoje.</p>
<p>O projeto vai até o dia 17 de dezembro (de 2006, claro) e apresenta uma infinidade de peças muito boas com preços bem reduzidos. Tem peça de R$40 por R$10.</p>
<p>Ando em falta com a cultura, mas ao menos assisti duas das peças que estão no projeto e ambas são excelentes: A Alma Imoral e Renato Russo. A primeira por R$10 em vez de R$30 e a segunda por R$5 em vez de R$20. Ambas imperdíveis, mas A Alma Imoral é de transformar nossa forma de ver o mundo. Não perca.</p>
<p>Além dessas me senti atraído por <em>Antígona</em>, <em>Amor por Anexins</em>, <em>A gente se ama</em>, <em>A mulher desiludida</em>, <em>História de amor</em>, <em>José, e agora?</em> e <em>Restos</em>. está tudo lá na <a title="Programação em ordem alfabética" target="_blank" href="http://www.aptr.com.br/teatroparatodos2006/alfab.html">programação do projeto</a>.</p>
<p>Como aqui está tudo uma loucura, com obra, projetos profissionais em andamento&#8230; E como <a title="Teatro para todos: pontos de venda" target="_blank" href="http://www.aptr.com.br/teatroparatodos2006/vendas.html">os ingressos já estão sendo vendidos</a> é bem capaz que eu acabe não conseguindo ir a mais do que uma ou duas destas peças, mas paciência, né? Já me sinto reconfortado por compartilhar isso com os que toparem aqui com este post.</p>
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		<title>A Moral da Alma</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Oct 2006 02:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo de que a alma precisa é um espaço escuro onde a luz das suas idéias e transformações lançam a única luz vestindo-nos de sentido. Era o que estava lá na frente: um palco quase vazio. Uma cadeira, uma mesinha &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2006/10/06/a-moral-da-alma/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo de que a alma precisa é um espaço escuro onde a luz das suas idéias e transformações lançam a única luz vestindo-nos de sentido.</p>
<p>Era o que estava lá na frente: um palco quase vazio. Uma cadeira, uma mesinha com um copo de água. Uma atriz, Clarice Niskier: A Alma Imoral.<br />
A peça está em cartaz no teatro Leblon (RJ) até o primeiro dia de novembro.</p>
<p>É um texto de rara profundidade e ainda assim mantém a leveza e o humor &#8211; em grande parte graças ao talento da atriz.</p>
<p>Confesso nunca ter lido um texto  de Nilton Bonder (autor do livro que deu origem à peça), entretanto isso mudará muito em breve.</p>
<p>A série de reflexões são quase pagãs e podem causar alguma perplexidade, mas autor e intéprete conseguem iluminar o delicado equilíbrio entre a moral que nos contém e a imoral que nos impele, nos torna humanos.</p>
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		<title>Faces da prostituição: a arte de ser igual</title>
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		<pubDate>Fri, 26 May 2006 02:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[- Ah! Tem que se prostituir um pouco sim, sabe? Cara sem grana a gente fica sendo só aquele artista amargo, triste, que reclama e não faz nada. É todo mundo hoje reclama, mas pouco ou nada faz. Sentada no &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2006/05/25/faces-da-prostituicao-a-arte-de-ser-igual/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Ah! Tem que se prostituir um pouco sim, sabe? Cara sem grana a gente fica sendo só aquele artista amargo, triste, que reclama e não faz nada.</p>
<p>É todo mundo hoje reclama, mas pouco ou nada faz.</p>
<p>Sentada no ressalto entre a sala e a varanda, despojada das formalidades que não valem entre amigos que compartilham a alma, Anam Kara como diriam os celtas, ela conta sobre as transformações da sua vida.</p>
<p>Pouco mais de 25 anos e tantas transformações. Hoje parece cedo, mas houve tempos em que grandes poetas morriam por ai mesmo, ou se matavam. Que o diga Mello de Sá Carneiro.</p>
<p>- O que é foda é a gente ir numa peça horrível, uma merda mesmo, sabe? E cara! Trinta paus, pô! E lotado! O maior besteirol e o teatro lotado!</p>
<p>Pois é, a sociedade do espetáculo onde o que vale é o esquecimento e não a qualidade do que vemos, não se pensa mais, o negócio é se entregar ao remanso das ondas que apagam as pegadas na areia.</p>
<p>- Cara, a gente quer fazer uma coisa diferente, algo nosso, entende&#8230;</p>
<p>Lá fora, em frente à portaria do prédio &#8211; ela está no último andar de um edifício &#8211; um bando de jovens passa sua tarde como todas as outras: fumando maconha, ouvindo iPods e falando ao celular. Tudo que eles querem é ser iguais. Não tem espaço para ser diferente.</p>
<p>Será que não?</p>
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		<title>Tipos &#8211; Oswaldo Montenegro</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2006 12:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[O Quê? Teatro, Tipos, de Oswaldo Montenegro Onde? Teatro Clara Nunes &#8211; Shopping da Gávea &#8211; RJ Quando? Estréia hoje 21h (terças e quartas não sei até quando) Quanto? R$30,00 e meia para estudantes e velhinhos (caro, mas é o &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2006/01/10/tipos-oswaldo-montenegro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O Quê? Teatro, Tipos, de Oswaldo Montenegro</p>
<p>Onde? Teatro Clara Nunes &#8211; Shopping da Gávea &#8211; RJ</p>
<p>Quando? Estréia hoje 21h (terças e quartas não sei até quando)</p>
<p>Quanto? R$30,00 e meia para estudantes e velhinhos (caro, mas é o preço da casa)</p></blockquote>
<p>O autor de Bandolins e Agonia é um tipo mesmo, daqueles que dividem o mundo entre os que adoram o que ele faz e os que desprezam ou tem raiva profunda dele. Um dia ainda descubro porque a gente gasta tanto tempo com o que não gostamos&#8230;</p>
<p>Eu gosto do trabalho do cara, viu? A ponto de ter visto Maiã tantas vezes que lá pela décima quinta o próprio Oswaldo já achava que a gente (eu e a Coelha) era amigo de alguém do elenco.</p>
<p>Faz tempo que não assisto uma peça dele, bastante tempo, mas hoje vou conferir Tipos, que está em cartaz ali no (bem caro, R$30 por cabeça é meio puxado, né?) teatro Clara Nunes no shopping da Gávea e depois digo o que achei.</p>
<p>Já imagino logo de cara que a minha leitora mais assídua vai soltar um quack raivoso e dizer algo como &#8220;certo, Roney, vou continuar sendo sua amiga apesar deste desvio terrível, mas não abuse!&#8221;</p>
<p>Acrescentei o serviço lá no começo para o caso de algum outro amigo ler isso a tempo e ficar animado para ir também.</p>
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