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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Literatura</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Logicomix: Uma história em quadrinhos lógica</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Russel]]></category>
		<category><![CDATA[heróis]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[lógica]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
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		<description><![CDATA[Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente. Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/07/27/logicomix-uma-historia-em-quadrinhos-logica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente.</p>
<p>Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em 2008: Logicomix é um livro em quadrinhos que conta a história da matemática através de uma aventura romanceada com heróis reais e cativantes.</p>
<p> A sensação foi bem parecida com a que tive ao descobrir <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=64545&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=FABFC1C&amp;uid=" target="_blank" title="À venda na livraria Cultura">O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder</a> que faz algo parecido com a história da filosofia.</p>
<p>Se você quer saber como me senti basta se imaginar caminhando pelos corredores em ruínas de uma civilização perdida e descobrindo entre as frestas das pedras um pergaminho com a história secreta do povo que viveu ali junto com deuses e titãs&#8230;</p>
<p>&#8230; É, e dizem que as pessoas lógicas não são apaixonadas! Mas muitos de nós somos assim <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já verifiquei que o livro está a venda na Livraria cultura e na Amazon, peguei até os links para facilitar:</p>
<p align="left"><a title="Compre na livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22147834&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=27E0C062&amp;uid="><img hspace="0" border="0" align="baseline" vspace="0" alt="Edição brasileira de Logicomix" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logicomix.jpg" /></a></p>
<p><iframe scrolling="no" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=1596914521&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;f=ifr"></iframe></p>
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		<title>Uma crônica de amor</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 12:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Advertências Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/31/uma-cronica-de-amor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Advertências</strong></p>
<ul>
<li>Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a moral vigente me obriga a avisar que há conteúdo adulto e você não deve ler se for menor de idade</li>
<li>Apesar de não aprovar o uso de drogas algum personagem dessa crônica as usa e não cabe a mim impedí-los, mas esse é outro tabu que me obriga a desestimular os jovens a continuar a leitura. Se em vez de droga eu falasse sobre seus amigos irem para o inferno por não aceitarem essa ou aquela divindade tudo estaria certo</li>
<li>Finalmente aviso que essa é uma obra ficcional e qualquer semelhança com a realidade é porque a realidade é moldada assim mesmo: nasce e se desenvolve na ficção e, de vez em quando, se torna real de outras formas</li>
</ul>
<h2>A primeira noite de Marianna e ele</h2>
<p>Ela está atrasada e o telefone está fora de área. Eles tinham combinado de ir juntos a um evento no hotel Glória e depois entrar pela madrugada juntos na casa dela.</p>
<p>Eles tem vinte e bem poucos anos, são independentes, trabalham, moram sozinhos e estão profundamente apaixonados, mas essa será a primeira noite juntos e livres para se curtirem.</p>
<p>Ela mora no quinto andar de um prédio sem elevador, com corredores bem iluminados, paredes de madeira clara, apartamentos com uma sala grande, um quarto e uma cozinha.</p>
<p>Ele vai até lá cheio de espectativas, leve e feliz porque sabe que nada nela pode magoá-lo assim como ele jamais a magoaria. Um atraso é apenas um atraso e de qualquer jeito a noite será linda para os dois.</p>
<p>Chegando ao andar ele abre a porta do apartamento dela (ela e os vizinhos não trancam suas portas), vê a mesa arrumada com velas e outros ítens românticos e sorri com a preocupação em fazer uma noite especial. Ela deve ter ido comprar vinho&#8230;</p>
<p>Ele dá um pulo no apartamento vizinho para ver se ela está com as duas vizinhas. Ele percebe que as duas estão no quarto namorando e se vira para não interromper, mas ao ouvir o ruído de alguém entrando elas o chamam, ele vai até lá, coloca apenas o rosto para dentro e elas lhe dizem que o evento no hotel foi cancelado, mas Marianna não pode avisar porque o telefone dele não estava funcionando e que ela estava aprontando o apartamento para eles dois nervosíssima para criar uma noite perfeita.</p>
<p>As duas são um pouco mais velhas que ele e Marianna. Estão juntas desde sempre, são o tipo de casal modelo e amigas com quem nos sentimos totalmente a vontade. Eles ficam ali conversando um pouco sobre trivialidades. Ele nota o olho vermelho das duas, um pouco pelo sono, um pouco pela maconha que fumaram.</p>
<p>Eles escutam barulho no apê da Marianna. Ela chegou! Coisas caem e solta algum palavrão. Mesmo sabendo que as noites deles dois sempre são perfeitas, sem palavras não ditas, sentimentos escondidos ou intensões não reveladas pois a amizade deles sempre foi transparente como cristal, ela se irrita pois queria uma noite com coisas perfeitas.</p>
<p>Antes que ele possa ir ajudá-la ela atravessa a porta das vizinhas e ao vê-lo abre um grande sorriso. Nossa&#8230; Como o sorriso dela é lindo! Seus cabelos encaracolados e longos emolduram um rosto redondo. Os olhos dele se perdem nas curvas generosas do corpo moreno dela, ligeiramente gordinho, com pernas grossas e perfume inconfundível. Ela provavelmente pensa o mesmo dele a julgar pela forma como seus olhinhos brilham. Os dois se despedem das amigas e vão para a penumbra da sala de Marianna.</p>
<p>Sem perceber como já estão praticamente sem roupas, se beijando enquanto caminham até um divã que fica no lado direito da sala. É uma noite quente e os beijos são salgados como se tivessem ido à praia e os dois ainda tem o agradável cheiro do sol.</p>
<p>Sentados no divã lábios, mãos e línguas exploram os corpos cheios de desejo de formas que as palavras não conseguem descreve e que os próprios sentidos confundem. Ele sente a mão firme dela apertá-lo com desejo enquanto a boca delicada brinca com seus mamilos, os dela também deslizam para dentro da sua boca&#8230; Ela desce e ele se sente envolver por uma suavidade que não esperava nos lábios de nenhuma mulher, é como se uma nuvem morna o engolisse. Suas mãos também deslizam pelo corpo dela até chegar entre as coxas grossas, macias e morenas.</p>
<p>Eles estão tontos, apaixonados, mareados de amor e desejo. Sõ pessoas de sorte por viver em um mundo de amizades e amores livres de jogos onde as pessoas aprenderam a só se relacionar com quem se sentem à vontade.</p>
<p>No entanto ela não afasta as pernas para que sua mão possa deslizar mais. Os dois ainda se beijam em êxtase, mas escutam no pensamento um do outro que ainda não é o momento.</p>
<p>Ele tem outra mulher, os dois sabem. Uma mulher que ele ama apesar de ser imperfeita. Uma mulher que ela também ama como amiga.</p>
<p>O amor deles dois é puro e pleno, mas não pode se realizar. Ela sempre estará ali para ele, dentro dos pensamentos dele assim como ele existe nos pensamentos dela.</p>
<p>Eles se olham embevecidos de amor e compreensão mútua. Os olhos sorriem, os corpos suados ainda se mesclam, mas ambos sabem que ela é um sonho e logo ele acordará.</p>
<p>Ela é um sonho, mas é real. Seu sorriso, a maciez do seu corpo, o cuidado perfeccionista com que cuida das coisas, o jeito como ouve os amigos que precisam de ajuda (sem julgar e muito menos condenar), os sonhos para o futuro da carreira em marketing e relações internacionais, o futuro com ele&#8230; Tudo isso é tão real quanto todas as outras criações do espírito humano.</p>
<p>Em algum lugar ela e ele existem. Seguem seus caminhos livres para viver os pequenos e os grandes desafios, mas sempre estarão juntos e talvez o ele sonhador e a ela que dorme ao seu lado um dia os conheçam e possam compartilhar com eles a mesma amizade&#8230;</p>
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		<title>Um futuro para os livros de papel</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 05:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livrarias]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[lúdico]]></category>
		<category><![CDATA[papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS. O papel e tinta vai &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS.</p>
<p>O papel e tinta vai acabar. Isso é indiscutível. E a cada dia fica mais claro que será muito em breve e por isso evitarei discutir agora os <a href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/19/livros-na-era-digital/">livros na era digital</a>.</p>
<p>No entanto algumas das limitações dos livros de papel os tornam úteis e, até mesmo um defensor do livro digital como eu, deve pensar em preservar:</p>
<ul>
<li>Temos que treinar nossa linearidade e livros digitais são hipertextuais</li>
<li>Percorrer com os olhos prateleiras de livros tem algo do labirinto de Borges em Aleph, tem uma dimensão lúdica no papel que será fatalmente diferente no digital</li>
</ul>
<p>Apesar disso a imposição memética matará em breve o livro de papel e tinta para assim liberar seus conteúdos para fluirem livremente por um número muito maior de mentes.</p>
<p>Certo disso, e lamentando pelo universo lúdico antigo que não sobreviverá no novo digitolúdico, tenho refletido longamente e hoje fui recompensado com um insight que passo a compartilhar.</p>
<p>Podemos levar as livrarias modernas um passo adiante aumentando seus espaços de leitura e movendo sua fonte de lucro para outros serviços.</p>
<p>Os livros de papel poderiam ficar disponíveis para leitura gratuita para todos que consumissem cafés, bolos, sanduiches.</p>
<p>Poderiam haver espaços de leitura interativa para as pessoas dispostas a comparar e conversar sobre os livros que estão lendo.</p>
<p>Cada um desses centros de leitura poderia ter duas ou três salas para falas, debates e encontros. Alguns pagos, outros gratuitos.</p>
<p>Uma das grandes limitações dos livros de papel que não consigo ver como vantagem é seu caráter solitário e anti-sociável. E isso seria praticamente eliminado em espaços de leitura onde as pessoas naturalmente se interessariam umas pelas outras quando não estivessem lendo.</p>
<p>Esse é apenas um rascunho de uma proposta, mas livrarias e editoras devem começar a pensar em alternativas como essas imediatamente pois o mercado editorial certamente é o próximo passo na digitalização da humanidade.</p>
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		</item>
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		<title>Godofredo chega em 12 de dezembro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/11/28/godofredo-chega-em-12-de-dezembro/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Godofredo]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Manole]]></category>

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		<description><![CDATA[O Godô dança será lançado sábado, dia 12 de dezembro de 2009, das 11h30 às 14h, na Livraria Sobrado, na&#160;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP. Vai ter contação de estória para os pequenos. Godofredo é um &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/28/godofredo-chega-em-12-de-dezembro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>O <em>Godô dança</em> será lançado</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>sábado, dia 12 de dezembro de 2009,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>das 11h30 às 14h,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na </strong><a title="Livraria Sobrado" href="http://livrariasobrado.com.br/" target="_blank"><strong>Livraria Sobrado</strong></a><strong>,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na&nbsp;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP.</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vai ter contação de estória para os pequenos.</strong>
</p>
<p><a title="Site oficial do livro infantil de Carolina Vigna-maru" target="_blank" href="http://godofredo.org/">Godofredo</a> é um livro infantil escrito por Carolina Vigna-Maru, amiga de longa data e uma das pessoas mais cultas que conheço.
</p>
<p>Poucos amigos me pedem para escrever sobre seus trabalhos porque minha natureza solitária me torna um crítico sem pudor: Se for ruim eu falarei mal.
</p>
<p>No entanto esse ainda não é um post sobre o livro, posto que não o li ainda, mas sobre a autora, seu estilo e a densidade das suas palavras.
</p>
<p>Já li muitas coisas da Carol e há nelas várias qualidades que me enchem de expectativa e esperança diante dessa publicação.
</p>
<p>Em primeiro lugar há justamente uma densidade de experiências e profundidade de vida que frequentemente transbordam, no cenário, no caráter dos personagens ou até permeiam toda a obra (conto, poema&#8230;) fazendo das suas criações muito mais do que arte de consumo.
</p>
<p>Não menos importante: ela escreve para nossa porção inteligente, jamais para nossos aspectos tolos.
</p>
<p>Como disse mais acima, quando é ruim não me importo se é amigo ou não, entretanto, vindo da Carol realmente espero uma obra no mínimo original e instigante. Vá conferir <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A literatura nos une ou nos segrega?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/10/25/a-literatura-nos-une-ou-nos-segrega/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Vargas Llosa]]></category>
		<category><![CDATA[Proust]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa epécie está dividida em nobres eruditos e selvagens incultos? <a href="http://www.roney.com.br/2009/10/25/a-literatura-nos-une-ou-nos-segrega/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nos emocionamos uma descarga bioquímica que dura 90 segundos se espalha por nosso corpo e reduz o funcionamento da nossa mente ao de uma criança de uns três anos.
</p>
<p>Antes te escrever esse post tive que esperar vários períodos de 90 segundos depois de ler o artigo <a title="Versão online do artigo de Llosa na Piauí de out/2009" target="_blank" href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_37/artigo_1159/Em_defesa_do_romance.aspx">Em Defesa da Literatura de Mário Vargas Llosa na Piauí</a>.
</p>
<p>Infelimente a minha emoção foi de pavor.
</p>
<p>Aparentemente para Llosa a humanidade se divide entre &#8220;leitores de Cervantes ou de Shakespeare, de Dante ou de Tolstoi&#8221; que se sentem da mesma espécie e o restante:
</p>
<blockquote>
<p><em>Incivilizado, bárbaro, órfão de sensibilidade e pobre de palavra, ignorante e grave, alheio à paixão e ao erotismo &#8211; um mundo sem literatura teria como traço principal o conformismo, a submissão dos seres humanos ao estabelecido. Seria um mundo animal</em><br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>Quero deixar claro que tenho convicção de que a arte é o ar que a consciência respira e quanto mais acesso nossa civilização tem à arte mais nossa consciência individual e coletiva cresce, mas não posso aceitar tamanho elitismo!
</p>
<p>Nem toda arte é literatura, nem toda arte obedece aos critérios de arte dos imortais das academias e raramente é através da sua forma mais erudita e pura que a arte consegue se espalhar por nossa civilização.
</p>
<p>Quantas pessoas leram os clássicos? Qualquer um deles? Quais você leu?
</p>
<p>Como não li mais do que meia dúzia de clássicos imagino que não tenha direito de opinar já que devo me enquadar entre os &#8220;incivilizados, bárbaros e órfãos de palavra&#8221;, mas assim mesmo, bronco e selvagem, me sinto no direito de defender minha frágil consciência e a de todos nós que não somos letrados na chamada &#8220;boa literatura&#8221;.
</p>
<h2>Em algo concordo<br />
  <br />
</h2>
<p>Como disse concordo que a chamada boa literatura, ou melhor, a boa arte é essencial para criar o pensamento dissonante, a perversão da estética ou da moral que serão responsáveis pelos ecos que se espalharão por toda nossa coletividade criando novas culturas, manifestações artísticas, percepções da realidade e outras formas de alterações que podem ou não dar certo, mas fazem parte da evolução da nossa consciência.
</p>
<p>Sem Shakespeare, Milton, Dante, Fernando Pessoa, Cruz e Souza, Machado de Assis (e acho que citei todos que li) e muitos outros a nossa espécie estaria em um estágio muito mais selvagem de consciência.
</p>
<p>No entanto creio que é um erro crasso, elitista e até com ameaçadores traços de fascismo sugerir que apenas quem entra em contato direto com as versões originais dessas obras teve acesso ao seu valor artístico e cultural.
</p>
<h2>A arte é como uma vacina<br />
</h2>
<p>Vacinas são pequenas doses de um mal que é injetado em nossas veias para que possamos aprender aos poucos e construir mecanismos para receber doses maciças.
</p>
<p>A diferença é que a arte não nos prepara apenas para as dores, é claro, ela nos antecipa prazeres (com seus riscos de sedução) e devaneios que ajudarão a criar novas facetas em nossa rica consciência.
</p>
<p>Basta olhar até para os mais simples sopros da cultura chamada de idiota por Llosa para ver ali os sussuros dos grandes clássicos.
</p>
<p>Guerra nas Estrelas, Senhor dos Anéis, Fronteiras do Universo, Basquiat, Merce Cunningham, Sandman (os quadrinhos de Gaiman), Codinome Robotech, Viagem de Chihiro, a literatura de cordel, impossível esquecer a literatura de cordel, o hip hop, o samba de raiz.
</p>
<p>Tudo isso são preciosos líquidos portadores de doses suaves das mais profundas palavras de Proust, Kierkergaard ou Homero!
</p>
<h2>E se todos fossem eruditos?<br />
</h2>
<p>Um mundo de adoradores dos grandes mestres da literatura (parece que para Llosa só há literatura), filosofia, teologia, teatro etc. seria uma Valinor materializada?
</p>
<p>Não tivemos diversos grandes eruditos sádicos, imorais, perversos, eugenistas&#8230; Aliás o ícone da loucura homicida, Hittler, <a title="Sobre os livros que Hittler lia" target="_blank" href="http://www.revistabula.com/materia/a-biblioteca-de-hitler-/1043">leu quase todas as obras de Shakespeare</a> além de Dante e mais alguns clássicos.
</p>
<p>Em todo caso há na erudição um tipo de endurecimento da consciência que tende a idolatrar as vozes do passado desprezando a consciência do presente.
</p>
<p>É raro encontrar um erudito que não esteja convicto de que jamais haverá outro Shakespereare ou um teólogo que não ache que os humanos só foram capazes de ver Deus entre 5 e 2 mil anos atrás fazendo da Bíblia o livro definitivo sobre a espiritualidade humana.
</p>
<p>Um mundo de eruditos é um mundo onde a consciência está morta e não há espaço para a nova arte.
</p>
<p>Prefiro um mundo selvagem e incivilizado a um congelado em sua própria arrogância.
</p>
<p>Bem, agora vou ali ler Proust para poder chamar todos os outros se animais rudes e sem sensibilidade.<br />
  </p>
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		<item>
		<title>Livro de papel na era digital: Singular Digital</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[demanda]]></category>
		<category><![CDATA[editora]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[publicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Será o surgimento de uma solução para livros de papel na era digital? <a href="http://www.roney.com.br/2009/09/30/livro-de-papel-na-era-digital-singular-digital/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois então, eu ganhei a <a title="Compre no submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21426791/cabeca+de+steve+jobs,+a/?franq=140442">Cabeça do Steve Jobs</a> no <a title="Página oficial do encontro de usuários de Twitter do Rio" target="_blank" href="http://riodejaneiro.twestival.com">Twestival Rio</a> <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Tá ai a foto do livro:
</p>
<p><a title="Vá no perfil do Bruno Fontes ver outras fotos do evento" target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/brunofontes/3914008329/in/set-72157622352629314/"><img alt="Livro &quot;A Cabeça do Steve Jobs&quot; publicando sob demanda" src="http://farm3.static.flickr.com/2544/3914008329_ee5f685456.jpg" align="baseline" hspace="5" vspace="5" /></a>
</p>
<p>Beleza, tô lendo o livro e adorando, mas o que me deixou de queixo caído foi outra coisa. <strong>O livro foi impreso sob demanda!</strong>
</p>
<p>Na boa? Não sei se a <a title="Publicação de livros sob demanda" target="_blank" href="http://www.singulardigital.com.br">Singular Digital</a> (que é do grupo <a title="Site da Editora Ediouro" target="_blank" href="http://www.ediouro.com.br/">Ediouro</a>) se tocou, mas acho que eles tiveram a idéia de ouro e grana para implementá-la com qualidade.
</p>
<p>Antes de mais nada tive dificuldade em acreditar que se tratava de um livro impresso sob demanda pois ele é igual ao que está nas livrarias.<br />
  
</p>
<p>Em segundo lugar, e mais importante, é que há tempos as editoras se mostram como um obstáculo à publicação de livros e não um agente facilitador.
</p>
<p>Até a Singular Digital a gente tinha duas opções:
</p>
<ol>
<li>Bancar do nosso bolso uma edição independente e sem qualidade para fazer o lançamento em uma livraria onde 20 cópias seriam vendidas antes de sumir no limbo editorial</li>
<li>Mandar nosso original para todas as editoras e aguentar as rejeições até sermos descobertos como aconteceu com a J.K Rowling, Dan Brow e vários bons escritores despresados pelas editoras até serem levados a público ávido por eles.</li>
</ol>
<p>A Singular pode mudar tudo isso!
</p>
<p>Resumindo ao essencial:
</p>
<blockquote>
<p>Você entra no <a title="Editora sob demanda" target="_blank" href="http://www.singulardigital.com.br/">site da Singular Digital</a>, se cadastra, envia seu o arquivo digital do livro e pronto.<br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>É só isso mesmo! Acabou! O resto do trabalho a qualidade do seu texto e as redes sociais online farão por você.
</p>
<p> Se entendi corretamente seu livro fica lá no site deles, se alguém quiser comprar é só clicar nele, pagar e eles imprimem e mandam para a casa do comprador. Devia se chamar Simples Digital <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />
</p>
<p>Com esse tipo de serviço à diposição imagino que novos Shakespeares possam apostar nas suas obras colocando-as lá, divulgando trechos por conta própria nos seus blogs e em redes sociais, talvez possam até distribuir o livro digitalmente em <a title="Site internacional da licensa de cultura livre" target="_blank" href="http://creativecommons.org/">Creative Commons</a> para ser conhecido.
</p>
<p>É o&nbsp; que pretendo fazer com pelo menos 3 livros que tenho praticamente prontos e nunca tive paciência de expor ao escrutínio de uma indústria míope.<br />
  
</p>
<p>O que falta?
</p>
<p>Caminhando pelo site senti falta de algum tipo de acordo de licensa de uso que defina como vai funcionar o relacionamento do autor com a editora.
</p>
<p>Também não vi onde diz quanto do valor do livro vai para o autor.
</p>
<p>Também não sei se é o autor que deve obter o isbn ou se a editora providencia isso.
</p>
<p>Mas estas coisas são detalhes que certamente serão resolvidos enquanto o serviço se desenvolve.<br />
  
</p>
<p>Resta torcer para a Ediouro perceber o pequeno tesouro que tem em suas mãos e conduzir bem o projeto!<br />
  </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Blogagem coletiva: Meu primeiro livro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/04/18/blogagem-coletiva-meu-primeiro-livro/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/04/18/blogagem-coletiva-meu-primeiro-livro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 21:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é aniversário de Monteiro Lobato e o Fio de Ariadne propôs uma blogagem coletiva sobre quem foi o autor que nos introduziu ao prazer da leitura. Eu era criança na década de 70 e naturalmente li toda a obra &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/04/18/blogagem-coletiva-meu-primeiro-livro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é aniversário de Monteiro Lobato e o <a title="Blog Fio de Ariadne" target="_blank" href="http://fio-de-ariadne.blogspot.com">Fio de Ariadne</a> propôs uma <a title="Post convidando a essa blogagem coletiva" target="_blank" href="http://fio-de-ariadne.blogspot.com/2009/04/blogagem-coletiva-quem-foi-seu-monteiro.html">blogagem coletiva</a> sobre quem foi o autor que nos introduziu ao prazer da leitura.
</p>
<p>Eu era criança na década de 70 e naturalmente li toda a obra de Monteiro Lobato e adoraria dizer que foi através dele que aprendi a gostar de ler. Não foi.
</p>
<p> A primeira coisa que eu lembro, e é uma daquelas memórias que transita pelo terreno nebuloso entre lembrança e imaginação, é um livro de pano.
</p>
<p>Talvez seja algo que me contaram e penso que me lembro, mas o que importa é que tenho a memória nítida de algo de pano resistente que eu manuseava com encantamento. Imagens coladas que eu podia levar para o banho e manusear a vontade ao contrário dos livros de papel que meus pais folheavam.
</p>
<p>Depois vieram os quadrinhos. Tio Patinhas, Professor Pardal e Pato Donald. Foi com eles que aprendi a ler. Minha mãe lia as revistinhas para mim e assim fui aprendendo a ler. Tinha 5 anos quando comecei a viajar sozinho com as minhas revistas.
</p>
<p>Teve uma viagem que meu pai fez que durou meses e me senti muito sozinho. Acho que foi a primeira vez que achei companhia para a solidão em livros, no caso em revistinhas.
</p>
<p>Agora&#8230; Não sei qual foi o primeiro livro de verdade que eu li. Lembro com muita intensidade de O Caso da Borboleta Atíria onde aprendi a palavra pernóstico. Também da <a title="Busca por Lúcia Machado de Almeida no Estante Virtual" target="_blank" href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=l%FAcia+machado+almeida&amp;tipo=simples&amp;estante=%28todas+estantes%29&amp;alvo=autor+ou+titulo">Lúcia Machado de Almeida</a> teve O Escaravelho do Diabo. Me senti um adulto lidando com uma história que envolvia algo tão perigoso quanto o Diabo!
</p>
<p>Aliás por onde andará a Lúcia? Tem vários <a title="Livros de Lúcia Machado de Almeida no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/12001?franq=134562">livros dela no Submarino</a>, mas quase todos esgotados. Como a propriedade intelectual condena obras ao limbo&#8230;
</p>
<p>E por falar em propriedade intelectual ouvi falar que é justamente por causa dela que Monteiro Lobato anda sumido das prateleiras; condenando umas duas gerações a não conhecê-lo. Espero ansioso que ele caia em domínio público (<del>acho que faltam 10 anos</del> errei, já está em domínio público) pois, mesmo com quase cem anos tenho certeza que muitas crianças ainda se apaixonariam por livros lendo sua obra.
</p>
<p>Só que antes de Monteiro Lobato eu li uma série que desapareceu totalmente que se chamava Monitora ou algo bem parecido. Eram pequenos livros de ficção científica e foi com eles que me apaixonei definitivamente tanto pela leitura quanto pela ciência.<br />
  
</p>
<p>Felizmente hoje temos Harry Potter (que não gosto), <a title="Compre a coleção no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1824605/colecao+desventuras+em+serie/?franq=140442">Desventuras em Série</a> de Lemony Snicket (pseudônimo), a brasileira <a title="Livros da Indigo no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/88693/+indigo/?franq=140442">Indigo</a>, Tim Burton (<a title="Compre no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1974764/triste+fim+do+pequeno+menino+ostra,+o/?franq=140442">O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra</a>) e, claro, <a title="Philip Pullman no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/51720/+philip+pullman/?franq=140442">Philip Pullman</a> entre tantos outros que certamente alimentarão o imaginário e a paixão literária das crianças de hoje sem ficar devendo aos autores do passado.
</p>
<p>Agradeço a <a title="Post no Discurso Citado" target="_blank" href="http://discursocitado.blogspot.com/2009/04/blogagem-coletiva-quem-foi-seu-monteiro.html">Lilian Starobinas</a> que foi onde descobri a blogagem coletiva.<br />
  </p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Palavra (En)cantada: uma viagem à melodia da alma brasileira</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/03/11/a-palavra-encantada-uma-viagem-a-melodia-da-alma-brasileira/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/03/11/a-palavra-encantada-uma-viagem-a-melodia-da-alma-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 04:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[documentÃ¡rios]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavra Encantada é um documentário brasileiro de 82 minutos que nos conduz a uma inebriante viagem pela essência da nossa música popular começando pela influência dos trovadores medievais, passando por suas raízes entre a criatividade pulsante dos morros sem esquecer &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/03/11/a-palavra-encantada-uma-viagem-a-melodia-da-alma-brasileira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/cartaz-150x150.jpg" alt="Cartaz do documentário: A Palavra Encantada" title="Cartaz do documentário: A Palavra Encantada" class="alignleft size-thumbnail wp-image-2114" align="left" height="150" hspace="6" width="150" /></p>
<p>Palavra Encantada é um <strong>documentário</strong> brasileiro de 82 minutos que nos conduz a uma inebriante viagem pela essência da nossa <strong>música popular</strong> começando pela influência dos trovadores medievais, passando por suas raízes entre a criatividade pulsante dos <strong>morros</strong> sem esquecer de reconhecer sua importância para a <strong>literatura</strong> em um país onde o hábito da leitura não chegou a se tornar popular antes da chegada do rádio, da tv e, claro, da música.
</p>
<blockquote>
<p>O documetário entra em cartaz na próxima sexta feira, dia 13 de março.<br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>O trabalho de montagem é o grande segredo desse documentário que acada se livrando desse rótulo como se ele fosse um trilho indesejado que impedisse os movimentos imprevisíveis da alma.
</p>
<p>Nós sabemos que a música&#8230; Aliás toda forma de arte, tem essa paradoxal qualidade que permite que o humano mais simplório e sem estudo possa produzir ou pelo menos iniciar novos tipos ou linguagens artísticas. Foi o que aconteceu com o Jazz, foi o que aconteceu com nossa música.
</p>
<p>Veja o filme pois só assim você perceberá como nossa música é especial, mas vou tentar compartilhar um pouco afinal esse é um país onde o conhecimento não se distribui igualmente (ainda) e você pode não ter acesso a ele.
</p>
<h3>Trovadores<br />
</h3>
<p>Na idade média os trovadores eram o que havia mais próximo da imprensa, eram eles que traziam as notícias do reino e as crônicas da vida diária que ridicularizavam as incoerências e exaltavam as conquistas.
</p>
<p>Nossa música também assumiu esse papel desde o início do século XX pelo menos.
</p>
<p>Ela nos sons do morro que vinham as crônicas de um Brasil que estava nascendo para sua identidade própria e desenvolvia sua cultura canibal.
</p>
<p>Desde o início uma das nossas características foi o canibalismo de todas as culturas que chegavam aqui e eram logo absorvidas por nosso sotaque. Talvez seja uma avingança silenciosa das tribos canibais que perderem essas terras com a chegada do branco europeu.
</p>
<h3>Letras, literatura, poesia<br />
  <br />
</h3>
<p>Discute-se muito se letra de música é poesia, o próprio Chico Buarque rejeita a alcunha de poeta, e ele escreveu Construção!
</p>
<p>No entanto o fato é que no Brasil a literatura e poesia por muito tempo só chegaram a nós tradizdas pela música e não só pela pena erudita de Vinícius de Moraes, mas também pelas vozes simples do morro que claramente iam buscar inspiração na literatura que seus vizinhos não liam.<br />
  
</p>
<h3>O Cordel<br />
  <br />
</h3>
<p>É impossível não se emocionar com os relatos apaixonados que Tom Zé e Lirinha fazem dos duelos de cordel onde eles tiveram seu berço.
</p>
<p>As vozes simples dos nossos repentistas nordestinos, tão distantes da nobre literatura, engendravam um circo de acrobacias sonoras e semióticas sem igual!
</p>
<p>Um caldeirão que mais tarde virá a alimentar também o nosso movimento Hip Hop.<br />
  
</p>
<h3>A voz do morro e a bossa nova<br />
  <br />
</h3>
<p>É bem provável que você já saiba da estreita relação da Bossa Nova com o samba do morro e da proximidade dos músicos de berço mais privilegiado como Vinícius e a originalidade selvagem de gente como Dorival Caymmi, mas resolvi citá-la aqui como ponte de ligação com o último tópico que me chamou a atenção e considero o mais importante do documentário.<br />
  
</p>
<h3>Rap, Hip Hop, a nova voz do morro<br />
  <br />
</h3>
<p>Por vezes vejo um certo consenso de que já não há mais arte nos morros, que suas vozes foram caladas pelo tráfico de armas, drogas e outros empreendimentos do crime organizado que se instala onde antes apenas o galo e o samba cantavam.
</p>
<p> São outros tempos no entanto! A voz do século XXI não é a voz da rotina pobre, mas o rosnado da consciência que precisa de espaço, o som agressivo da fera que precisa ser ouvida acima da violência que não vem apenas do crime, mas também da cegueira auto-imposta da gente do &#8220;asfalto&#8221;.
</p>
<p>Os artistas de um lado continuam visitando os do outro. A literatura continua indo ao encontro do morro. A crônica da vida diária de uma parte ignorada do nosso povo continua descendo do morro: MPB e Rap se encontram para engendrar uma nova cultura para nossa alma sempre rebelde e a alienação não é o tom dessa nova música.
</p>
<h3>Conclusão<br />
  <br />
</h3>
<p>A Palavra (En)cantada termina nos deixando com a missão de refletir e perceber que o futuro que desponta lá na frente já está aqui hoje e, mesmo sendo obscuro, é algo de que podemos nos orgulhar pois algumas vezes as sombras revelam os becos escuros que esquecemos no caminho.<br />
  
</p>
<h3>Entrevistados<br />
  <br />
</h3>
<p> Adriana Calcanhoto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNdegão, Tom Zé, Martinho da Vila, Black Alien, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, Paulo César Pinheiro, Zélia Duncan, José Miguel Wisnik, José Celso Martinez Correa, Lenine, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Maria Betânia e Luiz Tatit.
</p>
<p><strong>Leia também</strong>
</p>
<ul>
<li><a title="Resenha do documentário Palavra (En)cantada" target="_blank" href="http://www.copiarecolar.com/2009/03/critica-palavra-encantada/">Resenha no Copiar e Colar</a><br />
   </li>
</ul>
<p>
  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Oxford de Lyra</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2008/10/15/a-oxford-de-lyra/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2008/10/15/a-oxford-de-lyra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 06:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[infanto-juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[lyra]]></category>
		<category><![CDATA[Philip Pullman]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma obra singela que só deve ser apreciada mesmo pelos fãs da trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman e não tem as mesmas pretensões filosóficas da trilogia, mas há um quê de Will Eisner ou mesmo de Borges &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2008/10/15/a-oxford-de-lyra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Compre no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/1/21405302/oxford+de+lyra,+a/?franq=140442"><img vspace="0" hspace="0" border="0" align="left" alt="Capa: A Oxford de Lyra" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/21405302.jpg" /></a>É uma obra singela que só deve ser apreciada mesmo pelos fãs da trilogia <a title="Posts sobre a trilogia" target="_self" href="http://www.roney.com.br/tag/fronteiras-universo/">Fronteiras do Universo</a> de Philip Pullman e não tem as mesmas pretensões filosóficas da trilogia, mas há um quê de Will Eisner ou mesmo de Borges na maneira que a cidade em si se torna um personagem.</p>
<p>Também tenho essa relação com as cidades e lugares&#8230; Eles, para mim, tem um espírito que lhes é conferido por sua história e pela história das pessoas que passam, vivem e morrem em suas esquinas.</p>
<p>A Oxford de Lyra não é uma cidade tão mítica quanto a de Borges em O Aleph, nem tão viva quanto o Edifício de Will Eisner, mas é suficintemente carismática para nos deixar com vontade de caminhar por suas calçadas à noite.</p>
<p>Mesmo não sendo uma obra de leitura obrigatória é bom rever uma personagem forte que nos apresenta um bom modelo de comportamento para o século XXI. </p>
<p>Além disso a boa tradução de Daniel Estill consegue manter o ritmo e o clima da trilogia original garantindo uma leitura fluida para o fã voraz por mais um pouco da cativante Lyra Belaqua. </p>
<p>Quem não leu a trilogia deve evitar o livro pois contém alguns spoillers.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tracey Fragments &#8211; Bruce McDonald</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2008/10/12/tracey-fragments-bruce-mcdonald/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 03:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[amadurecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante como uma história simples pode se desdobrar em tantas facetas graças a uma grande atuação (Ellen Page no papel pricipal de Tracey Berkovitz) e, principalmente, a um roteiro e edição brilhantes! Pode ler o restante do artigo sem &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2008/10/12/tracey-fragments-bruce-mcdonald/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe scrolling="no" frameborder="8" align="left" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=B0017VG5XM&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;f=ifr"></iframe>
<p>É impressionante como uma história simples pode se desdobrar em tantas facetas graças a uma grande atuação (Ellen Page no papel pricipal de Tracey Berkovitz) e, principalmente, a um roteiro e edição brilhantes!</p>
<p>Pode ler o restante do artigo sem medo de &quot;spoillers&quot; pois eu não faço isso.</p>
<p>Talvez a protagonista de 15 anos não seja a menina padrão dos nossos centros urbanos, mas definitivamente é um bom modelo.</p>
<p>Ela comete erros, pelo menos um grande erro e outros pequenos, mas, e talvez essa seja a maior qualidade do filme, não se trata de cometer ou não erros, mas da força do caráter que, a propósito, me lembra Lyra Belaqua de Philip Pullman.</p>
<p>Como uma jovem mulher de 15 anos se sente diante do mundo hoje? Como ela devia se sentir? Como deveria se apresentar? Como uma criança desamparada e insegura ou com independência e confiança? Tracey com certeza é mais forte e segura que a maioria dos adultos no filme. Aliás é uma das personagens mais fortes que tive o prazer de conhecer.</p>
<p>Além da excelente atuação de Ellen Page temos a edição que povoa a tela de pequenas janelas onde fragmentos da história circulam em ritmos e fluxos de tempo dispersos construindo uma experiência intelectualmente estimulante, rica e significativa. Você provavelmente se lembrará de Memento, mas esta película vai além tecendo simultaneamente cenas do início, do meio e do fim.</p>
<p><iframe scrolling="no" frameborder="8" align="right" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=0887847684&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;f=ifr"></iframe>
<p>Curiosamente a narrativa fragmentada contrasta com a personalidade solidamente (e precocemente) coesa da protagonista o que me fez pensar que o mundo em transição deste início de século pode ser frágil, mas nós humanos nos tornamos mais fortes mantendo o equilíbrio desse complexo móbile.</p>
<p>É um filme para comprar e ter em casa.</p>
<p>Sugiro apenas que você afie o Inglês antes de assistí-lo e evite as legendas para saborear cada fragmento da narrativa.</p>
<p>Em tempo&#8230; O filme é baseado no livro homônimo de Maureen Medved, um dos próximos na minha lista de leituras.</p>
<p>Links:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.thetraceyfragments.com/" target="_blank" title="Site oficial de Tracey Fragments">Site Oficial</a></li>
<li><a href="http://www.imdb.com/title/tt0801526/" target="_blank" title="Ficha no Internet Movie Database">IMDB</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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