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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Literatura</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Como escrever e traduzir literatura infanto-juvenil?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 02:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[infanto-juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[scifi]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, sou casado com tradutora e tenho muitos amigos tradutores, mas não traduzo. Aqui vou falar no papel do adolescente que fui há 30 anos e dos amigos que tenho hoje com menos de 14 anos. Lembro bem que aprendi &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/10/03/como-escrever-e-traduzir-literatura-infanto-juvenil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, sou casado com tradutora e tenho muitos amigos tradutores, mas não traduzo. Aqui vou falar no papel do adolescente que fui há 30 anos e dos amigos que tenho hoje com menos de 14 anos.</p>
<p>Lembro bem que aprendi a palavra &quot;<a href="http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&amp;op=loadVerbete&amp;palavra=pern%F3stico" target="_blank" title="Significado no Aulete online">pernóstica</a>&quot; em um livro chamado <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=78342&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre na Livraria Cultura">O Caso da Borboleta Atíria</a> que lí com uns 10 anos ou menos. Teve também a série Monitora (ou esse era apenas o nome da nave que ocupava a posição central da história?) que era rica em conceitos de física como &quot;energia do nada&quot; e li na mesma época.</p>
<p> Não, eu não sou um gênio, não fui criado em uma realidade alternativa onde as pessoas escreviam livros especiais para deixar as crianças mais inteligentes. Sempre houve livros idiotas para crianças idiotizadas (não necessariamente idiotas de fato).</p>
<p>Hoje temos livros como <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=3050511&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre na Livraria Cultura">Desventuras em Série</a> de Lemony Snicket, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2138110&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre o primeiro da trilogia na Livraria Cultura">Fronteiras do Universo</a> de Philip Pullman (para a faixa dos 14 eu diria) e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=598292&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre o primeiro da série na Livraria Cultura">Artemis Fowl</a> de Eoin Cofler (onde vemos palavras como &quot;algaravia&quot;) que não substimam a inteligência das crianças.</p>
<p>No entanto, em um papo com amigos tradutores lembrei do&nbsp; <a title="Artigo e link para comprar o livro" target="_blank" href="http://viagemehistoria.com/o-misterioso-assassinato-de-fedora-exclamacao/">O Misterioso Assassinado de Fedora Exclamação</a> de Glauco Damas, autor nacional que foi rejeitado por uma editora por ser &quot;difícil demais para crianças&quot; e hoje vende bem.<a title="Artigo e link para comprar o livro" target="_blank" href="http://viagemehistoria.com/o-misterioso-assassinato-de-fedora-exclamacao/"></a></p>
<p>Fico pensando nas crianças de 5 anos que sabem os nomes de todos os mais de cem pokemons e todas as suas transformações, digo, evoluções pois se eu trocar o nome elas logo virão me chamar de burro! Dos jovens com 8 anos que sabem os nomes de dezenas de espécies de dinossauros.</p>
<p> Não se trata de um fenômeno de nicho, de crianças super-dotadas. Toda criança é uma máquina absurda de absorção de informações e saberá absolutamente tudo sobre o que a interessa. A diferença está no objeto do interesse que pode ser letras de músicas, personagens do Discovery Channel, nomes de jogadores de futebol&#8230;</p>
<p>Ao escrever para o público infantil não deveríamos jamais subestimá-los! Se a nossa história é de scifi as crianças que vão se interessar em lê-la provavelmente conhecerão melhor as referências do que nós. Por exemplo, seria necessário &quot;aliviar&quot; uma referência como &quot;- Podemos ser atingidos por um phaser! &#8211; Isso só existe em Jornada nas Estrelas&quot; trocando por algo como &quot;-Podemos ser atingidos por um raio laser! &#8211; Isso só existe em ficção científica&quot;?</p>
<p>Talvez se a série fosse Seres do Amanhã (abertura abaixo) sim, mas, por incrível que pareça, MIB, ET, Jornada nas Estrelas, Star Wars (eles chamam assim mesmo, em Inglês) e outros ícones de décadas passadas são bem conhecidos por essa galera.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xez4o1ujOPI"><img src="http://img.youtube.com/vi/xez4o1ujOPI/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xez4o1ujOPI">Click here</a> to view the video on YouTube.</p>

<p>Então como escrever e traduzir livros para esse pessoal?</p>
<p>Falando do ponto de vista de um adulto que foi uma criança que lia muito e conversa com muitas crianças na faixa dos 10 aos 15 (quase todos que lêem leram ou pelo menos conhecem Harry Potter e Senhor dos Anéis)&#8230;</p>
<ol>
<li>Nunca subestime uma criança. Lemony sabe bem disso e, apesar de escrever para a faixa dos 8 anos distribui palavras realmente complexas em sua obra, sempre brincando com seus significados. Philip Pullman, que escreve para um público mais velho, não subestima a maturidade emocional dos seus leitores, lembre-se das fábulas que nossos avós ouviam antes de dormir&#8230; Eoin Cofler não subestima a maturidade moral ao apresentar um herói que é um vilão.</li>
<li>Viva o universo jovem. Leia livros, veja filmes, assista desenhos e converse com eles.</li>
<li>Saiba definir bem o seu público, primeiro em faixa de interesse, depois em faixa de idade. Crianças de 8 anos que vão ler um livro onde pássaros são parte importante da trama absorverão bem um &quot;o ornitólogo pegou delicadamente o frágil pintasilgo Spinus Culcullatus&quot; mesmo sendo algo incompatível com sua idade.</li>
<li>Não subestime uma criança&#8230; Vale a pena repetir! Confie na sua boa editora para avisar que você exagerou.</li>
</ol>
<p>Notei que minhas sugestões estão parecendo regras, não são! Esse post é um apelo de uma ex-criança para que, vou dizer novamente, não subestimem as crianças de hoje (mesmo que você esteja lendo esse post 50 anos depois que o escrevi).</p>
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		<title>Por que amo Anime e acho que eles podem salvar o mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 21:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
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		<description><![CDATA[Amo histórias que acrescentem algo a nossas vidas, personagens capazes de ir muito além de nos fazer ir e nos ensinem a dar valor a amizade, à reflexão e a princípios que podem nos tornar pessoas melhores e não vejo nenhuma outra produção cultural no mundo mais rica que os animes nesses aspectos.  <a href="http://www.roney.com.br/2011/04/11/por-que-amo-anime-e-acho-que-eles-podem-salvar-o-mundo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que leva um sujeito com 44 anos com alguma cultura a adorar anime (aqueles desenhos animados japoneses)?</p>
<p> Falar que gosto de anime é pouco: acho que toda criança e adolescente devia assistir para se tornar um adulto melhor.</p>
<p>Antes de mais nada é bom deixar claro que não estou falando de qualquer anime, daqueles que passam e qualquer canal de televisão, são cheios de violência e mais bobos que Power Rangers. Estou falando de animes como os que você encontra no <a title="Uma das fontes mais completas de bom anime" target="_blank" href="http://mdan.org">MDAN</a>.</p>
<p>Estou falando de Canaan, Seirei No Moribito, Ghost in The Shell (longa), Fairy Tail, Avatar &#8211; o último dobrador de ar (apesar de não ser anime por não ser do Japão), Cyber Marionettes J, Marco,&nbsp; Bubblegum Crisis, Lain e muitos outros.</p>
<p>Vamos por tópicos pois sei que muita gente tem preconceito com desenho animado e mais ainda com os japoneses (por causa da má seleção da TV)</p>
<p><strong>O que há de especial em animes?</strong></p>
<ul>
<li>Você encontra afirmações como &quot;O que o faz pensar que orgulho é o contrário de humilhação? Ele é justamente sua fonte&quot; &#8211; Avatar</li>
<li>Mesmo quando há um herói ele normalmente encontra forças ou só vence as dificuldades graças à ajuda dos amigos</li>
<li>As amizades não são superficiais e os amigos realmente falam aquelas coisas difíceis que amigos devem falar</li>
<li>Muitas vezes os amigos são egoístas e mesquinhos como na vida real, mas as diferenças são resolvidas com diálogo, pureza e sinceridade</li>
<li>Os personagens realmente crescem, amadurecem, aprendem e frequentemente mudam do mal para o bem, ou vice-versa</li>
<li>Enquanto outras obras infanto-juvenis tratam preconceitos de uma forma artificial nos animes os personagens que seriam alvo de preconceito não são definidos por essa característica, mas por outras qualidades.</li>
</ul>
<p><strong>Você está exagerando!</strong></p>
<p>Não tô não, sabendo escolher você pode assistir uns 3 episódios de anime com essas características todo dia por anos.</p>
<p>O problema é saber escolher e a produção de Anime do Japão é tão grande que não seria justo fazer uma lista de roteiristas ou diretores, o mais garantido é procurar em fontes como o MDAN (sites de otakus &#8211; significa algo como nerd e se aplica a fãs de anime e mangá) ou usar seu próprio bom senso.</p>
<p><strong>E como ter bom senso na hora de escolher um anime para ver?</strong></p>
<p>Aqui entre nós, acho que é o mesmo bom senso necessário para escolher qualquer coisa para as nossas vidas: os personagens são superficiais? A trama tem algum valor humano (você sente que o autor em algo a dizer) ou é só um mistério para prender nossa atenção? Já no primeiro episódio dá para saber se veremos os personagens passar por uma jornada de amadurecimento ou não.</p>
<p>Sem essas coisas a vida não tem sentido, a fantasia também não <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>E por que eles podem salvar o mundo?</strong></p>
<p>Cheguei a essa conclusão por dois ou três motivos</p>
<ul>
<li>Acredito que a arte e as histórias com que alimentamos nossa consciência moldam tanto a nossa realidade quanto o mundo que vamos construindo coletivamente</li>
<li>Se a maioria de nós acredita que a humanidade está involuindo e que não somos capazes de mudar (coletivamente ou individualmente) então será isso que acontecerá</li>
<li>Os animes (e, justiça seja feita, algumas obras ocidentais) mostram um mundo em uma espiral de transformações cíclicas, mostra uma realidade coeltiva e individual onde pessoas e nações podem mudar</li>
<li>O individualismo que foi alimentado nos últimos séculos não nos serve mais e as histórias dos animes e mangás estão repletas de grupos que encontram poder na amizade e na coletividade (aliás, como Star Trek)</li>
<li>Aprender não precisa ser doloroso, a vida não precisa ser de luta contra obstáculos, ela pode ser o prazer de superar limites e isso é uma constante em animes</li>
</ul>
<p>Ok, tem mais de três motivos ai&#8230;</p>
<p>Acontece que penso que precisamos mudar o paradigma da nossa sociedade (não só a brasileira, todas) para um onde o poder esteja no grupo e não no herói, em que a força seja interior e não física, que o instrumento seja o conhecimento e não a espada.</p>
<p><strong>Enfim&#8230;</strong></p>
<p>Amo histórias que acrescentem algo a nossas vidas, personagens capazes de ir muito além de nos fazer ir e nos ensinem a dar valor a amizade, à reflexão e a princípios que podem nos tornar pessoas melhores e não vejo nenhuma outra produção cultural no mundo mais rica que os animes nesses aspectos. </p>
<p>Agora leve seu filho, sobrinho ou vá você mesmo (ou mesma) ver um bom anime! Sua alma agradecerá!</p>
<p>Quer saber mais sobre Anime? Dá uma assistida na fala da @Keccah no Café 22: <a href="http://www.cafe22.com.br/palestras/anime-como-e-feito-la-e-como-vemos-aqui/" target="_blank" title="Post no Café 22">Anime &#8211; Como é feito lá, como vemos aqui</a></p>
<p></p>
<p><object width="500" height="375" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="playerFlash"><param value="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=618579&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=FFFFFF&amp;cor_titulo=777777&amp;hd=S&amp;swf=1&amp;width=500&amp;height=375" name="movie" /><param value="id_video=618579" name="flashvars" /><param value="always" name="allowScriptAccess" /><param value="true" name="allowFullScreen" /><param value="opaque" name="wmode" /><embed width="500" height="375" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=618579&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;lang=PT_BR&amp;cor_fundo=FFFFFF&amp;cor_titulo=777777&amp;hd=S&amp;swf=1&amp;width=500&amp;height=375" /></object>			</p>
<p><a href="http://www.videolog.tv/video.php?id=618579">Anime, como é feito lá, como vemos aqui</a> por <a href="http://www.videolog.tv/Cafe22"> Cafe22 </a> no <a href="http://www.videolog.tv">Videolog.tv</a>.</p>
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		<title>O Fim da Infância &#8211; Arthur C. Clarke</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 03:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[alien]]></category>
		<category><![CDATA[Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
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		<description><![CDATA[Tá lá a humanidade dedicando-se às suas disputas, corridas e guerras quando a chegada de uma enorme frota de naves alienígenas marca o fim da infância da nossa espécie. Isso está na orelha de O Fim da Infância, recentemente retraduzido &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/09/06/o-fim-da-infancia-arthur-c-clarke/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Compre na livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22056317&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=396385D9&amp;uid="><img hspace="8" border="0" align="left" vspace="8" alt="Capa do livro O Fim da Infância de Arthur C. Clarke" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/09/fim_infancia_clarke.jpg" /></a>Tá lá a humanidade dedicando-se às suas disputas, corridas e guerras quando a chegada de uma enorme frota de naves alienígenas marca o fim da infância da nossa espécie.</p>
<p>Isso está na orelha de O Fim da Infância, recentemente retraduzido por Carlos Ângelo.</p>
<p>O que não sabemos ao começar a ler é como, apesar de ter sido escrito há quase 60 anos, ele ainda é uma lente perturbadora do nosso trajeto evolutivo.</p>
<p>A humanidade será capaz de fazer a transição para a idade adulta sem a interferência de deuses ou outra raça muito mais evoluida?</p>
<p>A propósito, são duas possibilidades bastante improváveis, mas vale nos perguntarmos:&nbsp; esse tipo de amadurecimento forçado seria bom para nós? Seria realmente bem intencionado?</p>
<p>Clarke nos alerta para o perigo de uma era de ouro onde não precisássemos mais trabalhar tão duramente (em vez de cozinhar teríamos fornos de &quot;radar&quot; por exemplo), tivéssemos mais liberdades individuais e uma oferta virtualmente ilimitada de entretenimento.</p>
<p>Isso tudo está acontecendo. E parece bom.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/0345444051?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=0345444051"><img hspace="8" border="0" align="right" vspace="8" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Childhood_end_Clarke.jpg" alt="Compre na Amazon" /></a><img height="1" border="0" width="1" style="border: medium none ! important; margin: 0px ! important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0345444051" /></p>
<p>Apesar de ainda persistir um senso comum de que a humanidade não tem futuro (de certa forma também presente em O Fim da Infância) provavelmente nunca fomos tão livres, tivemos tantas fontes de entretenimento ou pudemos viver vidas tão hedonistas e inconsequêntes.</p>
<p>Sei que há uma aparente preocupação com o &quot;meio ambiente&quot;, mas, francamente, a grande maioria se diz preocupada apenas por desencargo de consciência (repassa emails), mas não se disporia a fazer sacrifícios reais para ajudar seus filhos.</p>
<p>Não se trata de maldade ou egoísmo, mas de mera falta de visão, justamente a mesma que domina nossa espécie ao longo do livro.</p>
<p>Felizmente há muitas coisas que Clarke não conseguiu imaginar e talvez sejam capazes de destrancar algumas portas a caminho da maturidade humana.</p>
<p>Definitivamente não somos mais uma civilização de espectadores que se satizfaz em consumir a arte do passado e se encosta indolentemente sem exercitar o que nos torna humanos: a capacidade de criar.</p>
<p>Ele, quase ninguém na verdade, também não imaginou que ao fim da primeira década do século XXI a humanidade estaria tão dedicada à remoção das fronteiras físicas sequestrando a rede mundial de comunicações e transformando em uma forma totalmente nova de rede de relacionamentos.</p>
<p>O próximo passo, já em curso, é a dissolução das nações com o fim das fronteiras culturais e&#8230; bem, leia o livro <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O Fim da Infância parece antigo (e é), mas além de não ser infantil como tantas obras do século passado, nos coloca de frente com uma série de transformações que achávamos que jamais seríamos capazes de fazer sozinhos, mas, para nossa surpresa, estão acontecendo&#8230;</p>
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		<title>Tempo Fechado &#8211; Bruce Sterling</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/08/25/tempo-fechado-bruce-sterling/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 18:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando vi a capa na livraria offline não entendi porque, mas fui atraído por ela. É uma capa meio estranha. Assim mesmo dei uma folheada e achei interessante. Tenho que confessar que não conhecia Bruce Sterling apesar de adorar a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/08/25/tempo-fechado-bruce-sterling/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2653100&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=1C65700F&amp;uid=" title="Compre na livraria Cultura"><img hspace="8" border="0" align="left" vspace="4" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/08/capa_tempo_fechado_bruce_sterling.jpg" alt="Capa do livro Tempo Fechado de Bruce Sterling" /></a>Quando vi a capa na livraria offline não entendi porque, mas fui atraído por ela. É uma capa meio estranha.</p>
<p>Assim mesmo dei uma folheada e achei interessante.</p>
<p>Tenho que confessar que não conhecia Bruce Sterling apesar de adorar a estética steampunk que ele ajudou a criar!</p>
<p>Alguns meses depois fui falar sobre cibercultura em um congresso de tradutores e devo ter causado uma boa impressão pois tive a felicidade de ser presenteado com dois livros traduzidos por Carlos Ângelo (das próprias mãos dele): <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2653100&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=1C65700F&amp;uid=" target="_blank" title="Compre na livraria Cultura">Tempo Fechado</a> e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=11020436&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=3A75E30&amp;uid=" target="_blank" title="Compre na livraria Cultura">Count Zero</a>.</p>
<p>Acabei de ler Tempo Fechado e, antes de mais nada tenho que elogiar a tradução do Carlos Ângelo! O estilo do Sterling é bem rebuscado e deve ser difícil traduzí-lo!</p>
<p>
<a href="http://www.amazon.com/gp/product/055357292X?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=055357292X"><img hspace="8" border="0" align="right" vspace="4" alt="Compre na Amazon" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/08/heavy_weather_Bruce_Sterling.jpg" /></a><img height="1" border="0" width="1" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=055357292X" style="border: medium none ! important; margin: 0px ! important;" /><br />
Quando comecei a ler achei que seria apenas um tipo de livro catástrofe cheio de efeitos especiais e sem nenhum estímulo intelectual, mas eu não podia estar mais errado.</p>
<p>Realmente o livro está repleto de efeitos visuais que tive dificuldade em materializar pois tornados não fazem parte do meu imaginário e as ricas descrições dos movimentos atmosféricos que produzem as poderosas tempestades&nbsp; pontuam boa parte do livro, mas vale o esforço.</p>
<p>Entreameados entre boas sequências de ação temos a construção detalhada de um mundo onde o dinheiro, a propriedade intelectual, a política e, claro, o clima entraram em colapso. Sterling parece não esquecer nenhum dos novos valores que tem crescido nos caldeirões da cibercultura.</p>
<p>Além do ambiente que nos ajuda a repensar as bases do novo paradigma há pelo menos quatro diálogos muito interessantes sobre a jornada da humanidade. Algo inesperado nesse tipo de literatura e que certamente se perderá totalmente na versão cinematográfica.</p>
<p>Costurando a história temos o relacionamento de um casal de irmãos, Alex e Juanita. Personagens carismáticos, multidimensionais e que se transformam ao longo da trama.</p>
<p>Se tem algo que não gosto na cultura de massas modernas são os personagens que parecem feitos de uma liga de cerâmica e titânio, incapazes de mudar por mais que vivam experiências transformadoras&#8230; Por outro lado temos os personagens de novela que, de maneira totalmente psicopata, se transformam da noite para o dia sem qualquer razão. Nada disso acontece com os personagens de Bruce Sterling.</p>
<p>Mais uma vez, sobre a tradução, não é todo dia que encontro um texto que flui tão naturalmente quanto as conversas que ouço na rua. Temos bons tradutores no Brasil, mas algumas editoras insistem em jogar os livros para qualquer um acreditando que a cultura pop é descartável, não é&#8230;</p>
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		<title>Vigésima primeira bienal do livro em Sampa</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/08/19/vigesima-primeira-bienal-do-livro-em-sampa/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 05:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[bienal]]></category>
		<category><![CDATA[feira]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[Kindle]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei de lá ainda a pouco. Muita coisa mudou do século passado para cá. Nos tempos pré-Internet amantes de livros como nós caminhavam encantados pelos corredores das bienais sentindo-se em Aleph de Borges ou nos próprios labirintos da biblioteca de &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/08/19/vigesima-primeira-bienal-do-livro-em-sampa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei de lá ainda a pouco.</p>
<p>Muita coisa mudou do século passado para cá.</p>
<p> Nos tempos pré-Internet amantes de livros como nós caminhavam encantados pelos corredores das bienais sentindo-se em Aleph de Borges ou nos próprios labirintos da biblioteca de Alexandria.</p>
<p>Era a única oportunidade de ver todos os títulos disponíveis no mercado editorial. Agora está tudo na Internet.</p>
<p>Era o único lugar onde podíamos obter aqueles livros que não achávamos em nenhuma livraria. Agora está tudo online (na pior das hipóteses na federação de sebos Estante Virtual).</p>
<p>Lá também havia descontos que nos permitiam comprar o dobro de livros que compraríamos nas livrarias. Na verdade era também o dobro de livros que poderíamos ler em um ano <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Tudo isso passou, mas pelo jeito as editoras e livrarias não perceberam.</p>
<p>O que restou foi o encanto de caminhar entre dezenas de milhares de títulos, verdadeiras florestas de papel (dane-se o meio ambiente!) com aquele som característico de folhas farfalhando e o cheirinho da tinta (mais uma vez, quem se importa com o meio ambiente? Sempre quis viver em uma cidade subterrânea).</p>
<p>É claro que dá para garimpar alguns títulos que não achamos online simplesmente porque ainda não inventaram uma representação virtual de biblioteca tão eficiente quanto os livros espalhados ao nosso redor.</p>
<p>Vamos aos destaques!</p>
<p><font size="3"><strong>As pessoas</strong></font></p>
<p>Pegamos o horário lotado de jovens ávidos por vampiros que brilham no sol como fadas, Stefani Germanota e outros ídolos pop.</p>
<p>Vários deles também se interessavam por literatura mais respeitável e lamentavam não ter levado os pais para comprar grossos livros em editoras como a Cia das Letras.</p>
<p>Também achei a maioria muito bem educada! Quer dizer&#8230; caóticos como todo adolescente, mas sinceramente, mais sérios que a minha geração.</p>
<p><font size="3"><strong>O Mercado</strong></font></p>
<p>Lembro bem da quantidade de pequenas editoras na primeira bienal que fui. Aliás, a edição do Rio ainda tem uma boa quantidade delas, mas é inegável que as que não se tornaram grandes (como a Planeta &#8211; merecidamente-) acabaram sumindo do mercado ou talvez achando que não vale a pena investir na bienal.</p>
<p>Vi, toquei e abusei de um iPad, mas vou falar nisso depois, a questão agora é o livro digital&#8230;</p>
<p>O estande que disponibilizou perto de 10 unidades dos principais e-readers do mercado não preparou seus promotores para mostrar os aparelhinhos.</p>
<p>Atenção distribuidoras! Não é o livro digital que vai vender gadgets, são os gadgets que vão vender livros digitais!</p>
<p>Ficou a nítida impressão que a maioria oferece livros digitais como bancas de jornais oferecem balas e biscoitos&#8230; Quem é do ramo sabe que muitas vezes é daí que vem o lucro&#8230;</p>
<p>Os tradicionais e desesperados vendedores de enciclopédias e revistas continuam por lá, mais desesperados a cada ano e ainda mais ignorados pelo público. Dá pena.</p>
<p><font size="3"><strong>Coisas bizarras</strong></font></p>
<p>Não lembro de ter visto estande de parque aquático e hotéis nas outras bienais. Nessa tinha até um vendendo graxa de sapato!!!</p>
<p>Ainda não decidi se isso é bom, ruim ou somente engraçado.</p>
<p>Tinha um Narnia Day rolando em um estande, mas a parte que ouvi era muito estranha com direito a &quot;estamos aqui com o cordeiro&quot;&#8230; Cordeiro? Não lembro de nenhum cordeiro em Narnia! Lá quem faz esse papel é Aslam, o leão.</p>
<p>Mas estranho mesmo era o quiosque de graxa de sapato que não me sai da cabeça! <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong><font size="3">Tinha o iPad!!</font></strong></p>
<p>É, mas vou falar dele depois!</p>
<p><font size="3"><strong>Garimpo</strong></font></p>
<p>Quando cheguei no meio da exploração tive que me apressar para ir embora e portanto não garimpei como gostaria, no entanto assim mesmo esbarrei em algunas coisas interessantes.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=11030828&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=339BCB87&amp;uid=" target="_blank" title="Compre na livraria Cultura"><img hspace="0" border="0" align="left" vspace="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/08/LRSE-EFEITOLOLb.gif" alt="Capa do Livro Efeito Lolita" /></a>Decidi dar uma olhada com atenção nos títulos da <a href="http://www.larousse.com.br" target="_blank" title="Site da Editora Larousse">Larousse</a> pois em um lance de olhar identifiquei o Efeito Lolita e mais uns 4 títulos que pareciam interessantes.</p>
<p>&nbsp;Aliás havia outros livros sobre como os jovens e as jovens modernas tem vidas que são impróprias para menores&#8230; Será que não está na hora de parar de fazer de conta que as crianças são seres imaculados e reconhecer que elas estão expostas à visão distorcida que os adultos tem do sexo, da amizade e do trabalho?</p>
<p>A Campus também não estava má e encontrei lá o Geração Y no Trabalho de Nicole Lipkin e April Perrymore que pareceu bem interessante.<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22120753&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=3B74E60C&amp;uid=" target="_blank" title="Compre na livraria Cultura"><img hspace="0" border="0" align="right" vspace="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/08/geracao_y_trabalho.jpg" alt="Capa do livro Geração Y no Trabalho" /></a></p>
<p>Logo na contracapa a gente lê &quot;total inversão de valores&quot;. E pensar na dificuldade que a gente tem para mostrar isso para as pessoas que não estão online e/ou não são da geração Y&#8230;</p>
<p>Ok, eu sou da geração X, mas se queremos continuar existindo temos que ir nos transformando e hoje me atrevo a dizer que sou, pelo menos, um membro honorário <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>É claro que não li o livro, mas pela folheada ele promete.</p>
<p>Quer saber? Estar no meio de livros é uma experiência quase mística para mim, mas me arrisco a dizer que a bienal valeu pela oportunidade de manusear um iPad bem recheado com livros.</p>
<p><font size="3"><strong>Enfim o iPad</strong></font></p>
<p>Nós já estávamos de saída quando deparamos com o tal estande cheio de Kindles, iPads, Collers e leitores da Sony.</p>
<p>Primeiro saltei em cima de um belo Kindle e a primeira coisa que fiz foi clicar acidentalmente no botão de voltar que fica exatamente onde o dedão de uma pessoa destra se apoia ao segurar o aparelho&#8230;</p>
<p>A segunda coisa que tentei fazer foi aumentar as letras pois realmente estavam muito pequenas. Não descobri como e a promotora só havia sido treinada para falar de livros digitais.</p>
<p>Conclusão: apesar de ser muito agradável olhar para um Kindle, da tela ser do tamahho de uma página de livro (ou maior) a minha primeira experiência com ele foi frustrante.</p>
<p>Logo me desinteressei pois não parecia ter muito mais para ver nele e ninguém sabia explicar como ele funcionava (só sabiam dizer o que eram livros digitais).</p>
<p>Fui para o iPad.</p>
<p>Não o fuxiquei por mais de 15min.</p>
<p>Ele é pesado, mas menos do que eu imaginava.</p>
<p>Ele parece pequeno, mas ao espiar coisas na tela dele elas parecem do tamanho ideal.</p>
<p>A edição de Alice infantil para ele é mesmo impressionante. A legibilidade é excelente. Localizar palavras ou usar o dicionário também é trivial.</p>
<p>Os livros em PDF aparecem no mesmo aplicativo que ficam os livros comprados e não se nota grande diferença entre eles.</p>
<p>Naveguei por uns jornais, pela Wired e me controlei para não tentar ler quadrinhos pois desconfiei que não conseguiria sair dali.</p>
<p>Para não falar que é perfeito realmente o peso dele pode ser um pouco desagradável e o teclado exige o desenvolviemento de alguma técnica de empunhadura ou extensores para os dedos <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ainda assim decidi que realmente vou comprar um (ou dois para não dar briga).</p>
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		<title>Logicomix: Uma história em quadrinhos lógica</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/07/27/logicomix-uma-historia-em-quadrinhos-logica/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Russel]]></category>
		<category><![CDATA[heróis]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[lógica]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente. Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/07/27/logicomix-uma-historia-em-quadrinhos-logica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente.</p>
<p>Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em 2008: Logicomix é um livro em quadrinhos que conta a história da matemática através de uma aventura romanceada com heróis reais e cativantes.</p>
<p> A sensação foi bem parecida com a que tive ao descobrir <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=64545&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=FABFC1C&amp;uid=" target="_blank" title="À venda na livraria Cultura">O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder</a> que faz algo parecido com a história da filosofia.</p>
<p>Se você quer saber como me senti basta se imaginar caminhando pelos corredores em ruínas de uma civilização perdida e descobrindo entre as frestas das pedras um pergaminho com a história secreta do povo que viveu ali junto com deuses e titãs&#8230;</p>
<p>&#8230; É, e dizem que as pessoas lógicas não são apaixonadas! Mas muitos de nós somos assim <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já verifiquei que o livro está a venda na Livraria cultura e na Amazon, peguei até os links para facilitar:</p>
<p align="left"><a title="Compre na livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22147834&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=27E0C062&amp;uid="><img hspace="0" border="0" align="baseline" vspace="0" alt="Edição brasileira de Logicomix" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logicomix.jpg" /></a></p>
<p><iframe scrolling="no" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=1596914521&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;f=ifr"></iframe></p>
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		<title>Uma crônica de amor</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/03/31/uma-cronica-de-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 12:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
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		<category><![CDATA[casamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Advertências Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/31/uma-cronica-de-amor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Advertências</strong></p>
<ul>
<li>Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a moral vigente me obriga a avisar que há conteúdo adulto e você não deve ler se for menor de idade</li>
<li>Apesar de não aprovar o uso de drogas algum personagem dessa crônica as usa e não cabe a mim impedí-los, mas esse é outro tabu que me obriga a desestimular os jovens a continuar a leitura. Se em vez de droga eu falasse sobre seus amigos irem para o inferno por não aceitarem essa ou aquela divindade tudo estaria certo</li>
<li>Finalmente aviso que essa é uma obra ficcional e qualquer semelhança com a realidade é porque a realidade é moldada assim mesmo: nasce e se desenvolve na ficção e, de vez em quando, se torna real de outras formas</li>
</ul>
<h2>A primeira noite de Marianna e ele</h2>
<p>Ela está atrasada e o telefone está fora de área. Eles tinham combinado de ir juntos a um evento no hotel Glória e depois entrar pela madrugada juntos na casa dela.</p>
<p>Eles tem vinte e bem poucos anos, são independentes, trabalham, moram sozinhos e estão profundamente apaixonados, mas essa será a primeira noite juntos e livres para se curtirem.</p>
<p>Ela mora no quinto andar de um prédio sem elevador, com corredores bem iluminados, paredes de madeira clara, apartamentos com uma sala grande, um quarto e uma cozinha.</p>
<p>Ele vai até lá cheio de espectativas, leve e feliz porque sabe que nada nela pode magoá-lo assim como ele jamais a magoaria. Um atraso é apenas um atraso e de qualquer jeito a noite será linda para os dois.</p>
<p>Chegando ao andar ele abre a porta do apartamento dela (ela e os vizinhos não trancam suas portas), vê a mesa arrumada com velas e outros ítens românticos e sorri com a preocupação em fazer uma noite especial. Ela deve ter ido comprar vinho&#8230;</p>
<p>Ele dá um pulo no apartamento vizinho para ver se ela está com as duas vizinhas. Ele percebe que as duas estão no quarto namorando e se vira para não interromper, mas ao ouvir o ruído de alguém entrando elas o chamam, ele vai até lá, coloca apenas o rosto para dentro e elas lhe dizem que o evento no hotel foi cancelado, mas Marianna não pode avisar porque o telefone dele não estava funcionando e que ela estava aprontando o apartamento para eles dois nervosíssima para criar uma noite perfeita.</p>
<p>As duas são um pouco mais velhas que ele e Marianna. Estão juntas desde sempre, são o tipo de casal modelo e amigas com quem nos sentimos totalmente a vontade. Eles ficam ali conversando um pouco sobre trivialidades. Ele nota o olho vermelho das duas, um pouco pelo sono, um pouco pela maconha que fumaram.</p>
<p>Eles escutam barulho no apê da Marianna. Ela chegou! Coisas caem e solta algum palavrão. Mesmo sabendo que as noites deles dois sempre são perfeitas, sem palavras não ditas, sentimentos escondidos ou intensões não reveladas pois a amizade deles sempre foi transparente como cristal, ela se irrita pois queria uma noite com coisas perfeitas.</p>
<p>Antes que ele possa ir ajudá-la ela atravessa a porta das vizinhas e ao vê-lo abre um grande sorriso. Nossa&#8230; Como o sorriso dela é lindo! Seus cabelos encaracolados e longos emolduram um rosto redondo. Os olhos dele se perdem nas curvas generosas do corpo moreno dela, ligeiramente gordinho, com pernas grossas e perfume inconfundível. Ela provavelmente pensa o mesmo dele a julgar pela forma como seus olhinhos brilham. Os dois se despedem das amigas e vão para a penumbra da sala de Marianna.</p>
<p>Sem perceber como já estão praticamente sem roupas, se beijando enquanto caminham até um divã que fica no lado direito da sala. É uma noite quente e os beijos são salgados como se tivessem ido à praia e os dois ainda tem o agradável cheiro do sol.</p>
<p>Sentados no divã lábios, mãos e línguas exploram os corpos cheios de desejo de formas que as palavras não conseguem descreve e que os próprios sentidos confundem. Ele sente a mão firme dela apertá-lo com desejo enquanto a boca delicada brinca com seus mamilos, os dela também deslizam para dentro da sua boca&#8230; Ela desce e ele se sente envolver por uma suavidade que não esperava nos lábios de nenhuma mulher, é como se uma nuvem morna o engolisse. Suas mãos também deslizam pelo corpo dela até chegar entre as coxas grossas, macias e morenas.</p>
<p>Eles estão tontos, apaixonados, mareados de amor e desejo. Sõ pessoas de sorte por viver em um mundo de amizades e amores livres de jogos onde as pessoas aprenderam a só se relacionar com quem se sentem à vontade.</p>
<p>No entanto ela não afasta as pernas para que sua mão possa deslizar mais. Os dois ainda se beijam em êxtase, mas escutam no pensamento um do outro que ainda não é o momento.</p>
<p>Ele tem outra mulher, os dois sabem. Uma mulher que ele ama apesar de ser imperfeita. Uma mulher que ela também ama como amiga.</p>
<p>O amor deles dois é puro e pleno, mas não pode se realizar. Ela sempre estará ali para ele, dentro dos pensamentos dele assim como ele existe nos pensamentos dela.</p>
<p>Eles se olham embevecidos de amor e compreensão mútua. Os olhos sorriem, os corpos suados ainda se mesclam, mas ambos sabem que ela é um sonho e logo ele acordará.</p>
<p>Ela é um sonho, mas é real. Seu sorriso, a maciez do seu corpo, o cuidado perfeccionista com que cuida das coisas, o jeito como ouve os amigos que precisam de ajuda (sem julgar e muito menos condenar), os sonhos para o futuro da carreira em marketing e relações internacionais, o futuro com ele&#8230; Tudo isso é tão real quanto todas as outras criações do espírito humano.</p>
<p>Em algum lugar ela e ele existem. Seguem seus caminhos livres para viver os pequenos e os grandes desafios, mas sempre estarão juntos e talvez o ele sonhador e a ela que dorme ao seu lado um dia os conheçam e possam compartilhar com eles a mesma amizade&#8230;</p>
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		<title>Um futuro para os livros de papel</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 05:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livrarias]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[lúdico]]></category>
		<category><![CDATA[papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS. O papel e tinta vai &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS.</p>
<p>O papel e tinta vai acabar. Isso é indiscutível. E a cada dia fica mais claro que será muito em breve e por isso evitarei discutir agora os <a href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/19/livros-na-era-digital/">livros na era digital</a>.</p>
<p>No entanto algumas das limitações dos livros de papel os tornam úteis e, até mesmo um defensor do livro digital como eu, deve pensar em preservar:</p>
<ul>
<li>Temos que treinar nossa linearidade e livros digitais são hipertextuais</li>
<li>Percorrer com os olhos prateleiras de livros tem algo do labirinto de Borges em Aleph, tem uma dimensão lúdica no papel que será fatalmente diferente no digital</li>
</ul>
<p>Apesar disso a imposição memética matará em breve o livro de papel e tinta para assim liberar seus conteúdos para fluirem livremente por um número muito maior de mentes.</p>
<p>Certo disso, e lamentando pelo universo lúdico antigo que não sobreviverá no novo digitolúdico, tenho refletido longamente e hoje fui recompensado com um insight que passo a compartilhar.</p>
<p>Podemos levar as livrarias modernas um passo adiante aumentando seus espaços de leitura e movendo sua fonte de lucro para outros serviços.</p>
<p>Os livros de papel poderiam ficar disponíveis para leitura gratuita para todos que consumissem cafés, bolos, sanduiches.</p>
<p>Poderiam haver espaços de leitura interativa para as pessoas dispostas a comparar e conversar sobre os livros que estão lendo.</p>
<p>Cada um desses centros de leitura poderia ter duas ou três salas para falas, debates e encontros. Alguns pagos, outros gratuitos.</p>
<p>Uma das grandes limitações dos livros de papel que não consigo ver como vantagem é seu caráter solitário e anti-sociável. E isso seria praticamente eliminado em espaços de leitura onde as pessoas naturalmente se interessariam umas pelas outras quando não estivessem lendo.</p>
<p>Esse é apenas um rascunho de uma proposta, mas livrarias e editoras devem começar a pensar em alternativas como essas imediatamente pois o mercado editorial certamente é o próximo passo na digitalização da humanidade.</p>
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		<title>Godofredo chega em 12 de dezembro</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Godofredo]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Manole]]></category>

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		<description><![CDATA[O Godô dança será lançado sábado, dia 12 de dezembro de 2009, das 11h30 às 14h, na Livraria Sobrado, na&#160;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP. Vai ter contação de estória para os pequenos. Godofredo é um &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/28/godofredo-chega-em-12-de-dezembro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>O <em>Godô dança</em> será lançado</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>sábado, dia 12 de dezembro de 2009,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>das 11h30 às 14h,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na </strong><a title="Livraria Sobrado" href="http://livrariasobrado.com.br/" target="_blank"><strong>Livraria Sobrado</strong></a><strong>,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na&nbsp;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP.</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vai ter contação de estória para os pequenos.</strong>
</p>
<p><a title="Site oficial do livro infantil de Carolina Vigna-maru" target="_blank" href="http://godofredo.org/">Godofredo</a> é um livro infantil escrito por Carolina Vigna-Maru, amiga de longa data e uma das pessoas mais cultas que conheço.
</p>
<p>Poucos amigos me pedem para escrever sobre seus trabalhos porque minha natureza solitária me torna um crítico sem pudor: Se for ruim eu falarei mal.
</p>
<p>No entanto esse ainda não é um post sobre o livro, posto que não o li ainda, mas sobre a autora, seu estilo e a densidade das suas palavras.
</p>
<p>Já li muitas coisas da Carol e há nelas várias qualidades que me enchem de expectativa e esperança diante dessa publicação.
</p>
<p>Em primeiro lugar há justamente uma densidade de experiências e profundidade de vida que frequentemente transbordam, no cenário, no caráter dos personagens ou até permeiam toda a obra (conto, poema&#8230;) fazendo das suas criações muito mais do que arte de consumo.
</p>
<p>Não menos importante: ela escreve para nossa porção inteligente, jamais para nossos aspectos tolos.
</p>
<p>Como disse mais acima, quando é ruim não me importo se é amigo ou não, entretanto, vindo da Carol realmente espero uma obra no mínimo original e instigante. Vá conferir <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
  </p>
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		<title>A literatura nos une ou nos segrega?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Vargas Llosa]]></category>
		<category><![CDATA[Proust]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa epécie está dividida em nobres eruditos e selvagens incultos? <a href="http://www.roney.com.br/2009/10/25/a-literatura-nos-une-ou-nos-segrega/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nos emocionamos uma descarga bioquímica que dura 90 segundos se espalha por nosso corpo e reduz o funcionamento da nossa mente ao de uma criança de uns três anos.
</p>
<p>Antes te escrever esse post tive que esperar vários períodos de 90 segundos depois de ler o artigo <a title="Versão online do artigo de Llosa na Piauí de out/2009" target="_blank" href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_37/artigo_1159/Em_defesa_do_romance.aspx">Em Defesa da Literatura de Mário Vargas Llosa na Piauí</a>.
</p>
<p>Infelimente a minha emoção foi de pavor.
</p>
<p>Aparentemente para Llosa a humanidade se divide entre &#8220;leitores de Cervantes ou de Shakespeare, de Dante ou de Tolstoi&#8221; que se sentem da mesma espécie e o restante:
</p>
<blockquote>
<p><em>Incivilizado, bárbaro, órfão de sensibilidade e pobre de palavra, ignorante e grave, alheio à paixão e ao erotismo &#8211; um mundo sem literatura teria como traço principal o conformismo, a submissão dos seres humanos ao estabelecido. Seria um mundo animal</em><br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>Quero deixar claro que tenho convicção de que a arte é o ar que a consciência respira e quanto mais acesso nossa civilização tem à arte mais nossa consciência individual e coletiva cresce, mas não posso aceitar tamanho elitismo!
</p>
<p>Nem toda arte é literatura, nem toda arte obedece aos critérios de arte dos imortais das academias e raramente é através da sua forma mais erudita e pura que a arte consegue se espalhar por nossa civilização.
</p>
<p>Quantas pessoas leram os clássicos? Qualquer um deles? Quais você leu?
</p>
<p>Como não li mais do que meia dúzia de clássicos imagino que não tenha direito de opinar já que devo me enquadar entre os &#8220;incivilizados, bárbaros e órfãos de palavra&#8221;, mas assim mesmo, bronco e selvagem, me sinto no direito de defender minha frágil consciência e a de todos nós que não somos letrados na chamada &#8220;boa literatura&#8221;.
</p>
<h2>Em algo concordo<br />
  <br />
</h2>
<p>Como disse concordo que a chamada boa literatura, ou melhor, a boa arte é essencial para criar o pensamento dissonante, a perversão da estética ou da moral que serão responsáveis pelos ecos que se espalharão por toda nossa coletividade criando novas culturas, manifestações artísticas, percepções da realidade e outras formas de alterações que podem ou não dar certo, mas fazem parte da evolução da nossa consciência.
</p>
<p>Sem Shakespeare, Milton, Dante, Fernando Pessoa, Cruz e Souza, Machado de Assis (e acho que citei todos que li) e muitos outros a nossa espécie estaria em um estágio muito mais selvagem de consciência.
</p>
<p>No entanto creio que é um erro crasso, elitista e até com ameaçadores traços de fascismo sugerir que apenas quem entra em contato direto com as versões originais dessas obras teve acesso ao seu valor artístico e cultural.
</p>
<h2>A arte é como uma vacina<br />
</h2>
<p>Vacinas são pequenas doses de um mal que é injetado em nossas veias para que possamos aprender aos poucos e construir mecanismos para receber doses maciças.
</p>
<p>A diferença é que a arte não nos prepara apenas para as dores, é claro, ela nos antecipa prazeres (com seus riscos de sedução) e devaneios que ajudarão a criar novas facetas em nossa rica consciência.
</p>
<p>Basta olhar até para os mais simples sopros da cultura chamada de idiota por Llosa para ver ali os sussuros dos grandes clássicos.
</p>
<p>Guerra nas Estrelas, Senhor dos Anéis, Fronteiras do Universo, Basquiat, Merce Cunningham, Sandman (os quadrinhos de Gaiman), Codinome Robotech, Viagem de Chihiro, a literatura de cordel, impossível esquecer a literatura de cordel, o hip hop, o samba de raiz.
</p>
<p>Tudo isso são preciosos líquidos portadores de doses suaves das mais profundas palavras de Proust, Kierkergaard ou Homero!
</p>
<h2>E se todos fossem eruditos?<br />
</h2>
<p>Um mundo de adoradores dos grandes mestres da literatura (parece que para Llosa só há literatura), filosofia, teologia, teatro etc. seria uma Valinor materializada?
</p>
<p>Não tivemos diversos grandes eruditos sádicos, imorais, perversos, eugenistas&#8230; Aliás o ícone da loucura homicida, Hittler, <a title="Sobre os livros que Hittler lia" target="_blank" href="http://www.revistabula.com/materia/a-biblioteca-de-hitler-/1043">leu quase todas as obras de Shakespeare</a> além de Dante e mais alguns clássicos.
</p>
<p>Em todo caso há na erudição um tipo de endurecimento da consciência que tende a idolatrar as vozes do passado desprezando a consciência do presente.
</p>
<p>É raro encontrar um erudito que não esteja convicto de que jamais haverá outro Shakespereare ou um teólogo que não ache que os humanos só foram capazes de ver Deus entre 5 e 2 mil anos atrás fazendo da Bíblia o livro definitivo sobre a espiritualidade humana.
</p>
<p>Um mundo de eruditos é um mundo onde a consciência está morta e não há espaço para a nova arte.
</p>
<p>Prefiro um mundo selvagem e incivilizado a um congelado em sua própria arrogância.
</p>
<p>Bem, agora vou ali ler Proust para poder chamar todos os outros se animais rudes e sem sensibilidade.<br />
  </p>
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