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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Fogo</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Um pouco sobre o meu &#8220;ateísmo&#8221;</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2012/01/09/um-pouco-sobre-o-meu-ateismo/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[deus]]></category>
		<category><![CDATA[humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Se Deus falasse comigo em primeiro lugar eu não contaria a ninguém e nem me sentiria especial, eu assumiria que ele está falando com um monte de outras pessoas humildes que escutam suas palavras sem ter o impulso de esfregar isso na cara dos outros. Em segundo lugar eu procuraria um psiquiatra. :-) <a href="http://www.roney.com.br/2012/01/09/um-pouco-sobre-o-meu-ateismo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Uma parte dos meus amigos acha que sou ateu (quem acha impossível possível existirem deuses) outra parte acha que estou mentindo <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> &nbsp;</p>
<p>Minha posição em relação a isso é tão simples:</p>
</div>
<blockquote style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 40px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-image: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "><div>
<p>&quot;Se o Universo foi criado por uma consciência não vejo como podemos ter a mais vaga noção de como ela é, como pensa ou o que deseja (se é que deseja). Todos os deuses humanos são expressões das <u>nossas</u> necessidades, dúvidas e desejos.&quot;</p>
</div>
</blockquote>
<div>
<p>Se acreditar em um ou mais deuses lhe faz bem, te ajuda a superar dificuldades, a ver seus próprios defeitos e achar forças e sabedoria para mudá-los então está ótimo!</p>
</div>
<div>
<p>No entanto evite falar em verdades absolutas, morais absolutas, desejos absolutos de um deus absoluto e imutável pois, ao falar isso, você está assumindo que foi capaz de ver e compreender Deus absolutamente e isso é uma arrogância absoluta, é se equiparar a uma consciência que criou o Universo.</p>
</div>
<div>
<p>Também é péssimo quando você olha com pena (mesmo que chame de compaixão) para os outros pois Deus falou com você e não falou com eles. É uma arrogância menor, mas ainda é uma arrogância enorme.</p>
</div>
<div>
<p>Se Deus falasse comigo em primeiro lugar eu não contaria a ninguém e nem me sentiria especial, eu assumiria que ele está falando com um monte de outras pessoas humildes que escutam suas palavras sem ter o impulso de esfregar isso na cara dos outros. Em segundo lugar eu procuraria um psiquiatra. <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>
<div>
<p>E escrevi tudo isso como introdução para compartilhar esse vídeo <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>
<div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=a6LXVEytIDY"><img src="http://img.youtube.com/vi/a6LXVEytIDY/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=a6LXVEytIDY">Click here</a> to view the video on YouTube.</p>

</div>
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		<title>Como escrever e traduzir literatura infanto-juvenil?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/10/03/como-escrever-e-traduzir-literatura-infanto-juvenil/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 02:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[infanto-juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[scifi]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, sou casado com tradutora e tenho muitos amigos tradutores, mas não traduzo. Aqui vou falar no papel do adolescente que fui há 30 anos e dos amigos que tenho hoje com menos de 14 anos. Lembro bem que aprendi &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/10/03/como-escrever-e-traduzir-literatura-infanto-juvenil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, sou casado com tradutora e tenho muitos amigos tradutores, mas não traduzo. Aqui vou falar no papel do adolescente que fui há 30 anos e dos amigos que tenho hoje com menos de 14 anos.</p>
<p>Lembro bem que aprendi a palavra &quot;<a href="http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&amp;op=loadVerbete&amp;palavra=pern%F3stico" target="_blank" title="Significado no Aulete online">pernóstica</a>&quot; em um livro chamado <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=78342&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre na Livraria Cultura">O Caso da Borboleta Atíria</a> que lí com uns 10 anos ou menos. Teve também a série Monitora (ou esse era apenas o nome da nave que ocupava a posição central da história?) que era rica em conceitos de física como &quot;energia do nada&quot; e li na mesma época.</p>
<p> Não, eu não sou um gênio, não fui criado em uma realidade alternativa onde as pessoas escreviam livros especiais para deixar as crianças mais inteligentes. Sempre houve livros idiotas para crianças idiotizadas (não necessariamente idiotas de fato).</p>
<p>Hoje temos livros como <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=3050511&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre na Livraria Cultura">Desventuras em Série</a> de Lemony Snicket, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2138110&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre o primeiro da trilogia na Livraria Cultura">Fronteiras do Universo</a> de Philip Pullman (para a faixa dos 14 eu diria) e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=598292&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="Compre o primeiro da série na Livraria Cultura">Artemis Fowl</a> de Eoin Cofler (onde vemos palavras como &quot;algaravia&quot;) que não substimam a inteligência das crianças.</p>
<p>No entanto, em um papo com amigos tradutores lembrei do&nbsp; <a title="Artigo e link para comprar o livro" target="_blank" href="http://viagemehistoria.com/o-misterioso-assassinato-de-fedora-exclamacao/">O Misterioso Assassinado de Fedora Exclamação</a> de Glauco Damas, autor nacional que foi rejeitado por uma editora por ser &quot;difícil demais para crianças&quot; e hoje vende bem.<a title="Artigo e link para comprar o livro" target="_blank" href="http://viagemehistoria.com/o-misterioso-assassinato-de-fedora-exclamacao/"></a></p>
<p>Fico pensando nas crianças de 5 anos que sabem os nomes de todos os mais de cem pokemons e todas as suas transformações, digo, evoluções pois se eu trocar o nome elas logo virão me chamar de burro! Dos jovens com 8 anos que sabem os nomes de dezenas de espécies de dinossauros.</p>
<p> Não se trata de um fenômeno de nicho, de crianças super-dotadas. Toda criança é uma máquina absurda de absorção de informações e saberá absolutamente tudo sobre o que a interessa. A diferença está no objeto do interesse que pode ser letras de músicas, personagens do Discovery Channel, nomes de jogadores de futebol&#8230;</p>
<p>Ao escrever para o público infantil não deveríamos jamais subestimá-los! Se a nossa história é de scifi as crianças que vão se interessar em lê-la provavelmente conhecerão melhor as referências do que nós. Por exemplo, seria necessário &quot;aliviar&quot; uma referência como &quot;- Podemos ser atingidos por um phaser! &#8211; Isso só existe em Jornada nas Estrelas&quot; trocando por algo como &quot;-Podemos ser atingidos por um raio laser! &#8211; Isso só existe em ficção científica&quot;?</p>
<p>Talvez se a série fosse Seres do Amanhã (abertura abaixo) sim, mas, por incrível que pareça, MIB, ET, Jornada nas Estrelas, Star Wars (eles chamam assim mesmo, em Inglês) e outros ícones de décadas passadas são bem conhecidos por essa galera.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xez4o1ujOPI"><img src="http://img.youtube.com/vi/xez4o1ujOPI/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xez4o1ujOPI">Click here</a> to view the video on YouTube.</p>

<p>Então como escrever e traduzir livros para esse pessoal?</p>
<p>Falando do ponto de vista de um adulto que foi uma criança que lia muito e conversa com muitas crianças na faixa dos 10 aos 15 (quase todos que lêem leram ou pelo menos conhecem Harry Potter e Senhor dos Anéis)&#8230;</p>
<ol>
<li>Nunca subestime uma criança. Lemony sabe bem disso e, apesar de escrever para a faixa dos 8 anos distribui palavras realmente complexas em sua obra, sempre brincando com seus significados. Philip Pullman, que escreve para um público mais velho, não subestima a maturidade emocional dos seus leitores, lembre-se das fábulas que nossos avós ouviam antes de dormir&#8230; Eoin Cofler não subestima a maturidade moral ao apresentar um herói que é um vilão.</li>
<li>Viva o universo jovem. Leia livros, veja filmes, assista desenhos e converse com eles.</li>
<li>Saiba definir bem o seu público, primeiro em faixa de interesse, depois em faixa de idade. Crianças de 8 anos que vão ler um livro onde pássaros são parte importante da trama absorverão bem um &quot;o ornitólogo pegou delicadamente o frágil pintasilgo Spinus Culcullatus&quot; mesmo sendo algo incompatível com sua idade.</li>
<li>Não subestime uma criança&#8230; Vale a pena repetir! Confie na sua boa editora para avisar que você exagerou.</li>
</ol>
<p>Notei que minhas sugestões estão parecendo regras, não são! Esse post é um apelo de uma ex-criança para que, vou dizer novamente, não subestimem as crianças de hoje (mesmo que você esteja lendo esse post 50 anos depois que o escrevi).</p>
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		<title>De Gattaca a Hanna: Não precisamos ser geneticamente alterados para perder o mundo à nossa volta</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/09/30/de-gattaca-a-hanna-nao-precisamos-ser-geneticamente-alterados-para-perder-o-mundo-a-nossa-volta/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
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		<description><![CDATA[Onde está sua atenção? No medo do mundo ou na beleza da arte, da dança e das mais simples, e fundamentais emoções? <a href="http://www.roney.com.br/2011/09/30/de-gattaca-a-hanna-nao-precisamos-ser-geneticamente-alterados-para-perder-o-mundo-a-nossa-volta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="BluRay à venda por 110 na Livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22867575&amp;sid=8715207791398580037130639"><img vspace="4" hspace="4" border="0" align="right" alt="Detalhe do cartaz promocional de Hanna - Suspense" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/poster_hanna_saoirse_ronan-150x150.jpg" /></a>Acabo de assistir o filme Hanna e tive a grata surpresa de achar mais do que um filme de ação. É claro que não se trata de uma obra prima sobre a natureza humana, afinal o objetivo é claramente ser um filme de ação, no entanto toda obra acaba contando uma história paralela e é isso que torna umas especiais. Hanna é assim.</p>
<p>A história está toda no trailler: uma menina é algum tipo de arma mortal geneticamente projetada que vai lutar para não ser presa, subjugada, morta, virar cobaia ou alguma coisa assim (você descobrirá ao assistir o filme, mas não é realmente o ponto central, esse é só o elemento para entreter).</p>
<p> O subtítulo &quot;Adaptar-se ou morrer&quot; pode ter um apelo comercial maior, mas para mim o filme é sobre outra coisa.</p>
<p>Hanna conhece tudo que precisa para sobreviver, mas nunca ouviu uma música. Ela sabe que músculos&nbsp; estão envolvidos no ato de beixar, mas não está pronta para se entregar à sensação pois está, no caso dela com razão, focada em sobreviver aos terrores do mundo.</p>
<p>Exatamente como nós.</p>
<p>Estamos instintivamente programados para sermos hipnotizados pelo perigo, pelo que nos causa medo ou asco. Essa é a nossa herança genética e, nesse sentido, o subtítulo descreve bem o que vejo no filme: estamos deixando de viver a beleza do mundo por medos que já não correspondem à realidade?</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2534259&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="À venda em Blu-ray na livraria Cultura"><img vspace="4" hspace="4" border="0" align="left" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/gattaca_capa.jpg" alt="Capa do filme Gattaca" /></a>Além disso, até que ponto somos escravos dos instintos genéticos? Até que ponto os memes, esses estranhos organismos digitais, podem nos ajudar a vencer a programação do medo e encontrar a chave da nossa consciência autônoma como sugere Gattaca? Que aliás, para mim foi o mehor filme de scifi da década de 90.</p>
<p>Gattaca gira em torno do poder da nossa vontade sobre nossas limitações físicas, já Hanna acaba abordando&nbsp; a superação da nossa própria programação mental e justamente por meio da arte&#8230; Música e dança.</p>
<p>É bem possível que você esteja duvidando que filmes bobos podem tratar de assuntos sérios e várias pessoas que me conhecem pessoalmente me recriminam por usar literatura infantil, animes e outras formas de cultura &quot;inferiores&quot; para mostrar o que supostamente só Machado de Assis, Shakespeare ou Fernando Pessoa podem dizer&#8230; Mas eles falam a poucos e, o mais importante: as questões fundamentais da humanidade são maiores do que a sociedade do espetáculo (Guy Debord é outro dos escolhidos para decifrar o mundo) e, da mesma forma que os genes acham formas de sobreviver e se multiplicar essas questões encontram seu caminho entre as páginas de quadrinhos e até em filmes pipoca e, quanto menos as percebemos melhor para elas pois se infiltram discretamente em nossas mentes causando seus efeitos benéficos&#8230; ou maléficos.</p>
<p>Os de Hanna, francamente, acho que são benéficos.</p>
<p></p>
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		<title>O maior tributo ao amor é a vida</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/09/27/o-maior-tributo-ao-amor-e-a-vida/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 12:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Para muitas pessoas a vida não é a coisa mais preciosa que nós temos. Para muitas pessoas há um lugar muito melhor que a vida nos esperamos depois que morremos. Essas pessoas provavelmente terão algum tipo de compaixão ou pena &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/09/27/o-maior-tributo-ao-amor-e-a-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitas pessoas a vida não é a coisa mais preciosa que nós temos. Para muitas pessoas há um lugar muito melhor que a vida nos esperamos depois que morremos.</p>
<p>Essas pessoas provavelmente terão algum tipo de compaixão ou pena de mim e acharão romântica a história do homem que decidiu destruir o maior tributo à vida da mulher que ele amou: sua própria vida.</p>
<p>A <a href="http://maffalda.net/" target="_blank" title="Blog da Heloísa de Paula">Maffalda</a> me enviou a história por email, mas percebi que devia responder com um post pois há muitos que se matam ou vivem à espera da morte e me parece que, mesmo que existam deuses, paraísos ou mundos espirituais maravilhoso se os deuses nos quisessem lá não estaríamos vivos e portanto a vida é mais sagrada do que qualquer dimensão sobrenatural. E, claro, se não existe nada disso então a vida é simplesmente a única coisa que nós temos realmente importante pois sem ela não podemos desfrutar e ajudar a construir a história do Universo.</p>
<p>A história para mim é muito triste. <a href="http://partialobjects.com/2011/09/1000-days-a-postmodern-man-curates-his-own-suicide/" target="_blank" title="Post em inglês contando e comentando a história">A esposa do sujeito morre, ele decide se suicidar, mas se lembra que ela uma vez lhe perguntou se Romeu teria se matado se esperasse 1000 dias para fazer isso em vez de fazê-lo ainda sob o efeito da emoção de ter Julieta supostamente morta em seus braços</a>.</p>
<p>Ele decide provar que amava mais sua esposa do que Romeu amava Julieta, aliás ele decide provar que a amava mais do que ama o mundo e passa 1000 dias aproveitando o que supostamente haveria de melhor na vida e depois se suicida.</p>
<p>Com ele foi-se embora o maior testemunho de como sua esposa era maravilhosa. O que ele fez foi matá-la mais uma vez.</p>
<p>Eu já perdi algumas pessoas importantes, perderei outras com certeza e&#8230; uma parte egoísta de mim prefere morrer antes das pessoas mais importantes, mas eu realmente prefiro ser o úlitmo pois tenho fortemente gravado em minha mente, consciência &#8211; ou alma se vc preferir &#8211; que a vida é o maior tributo ao amor, o único tributo ao Universo.</p>
<p>Cada vez que perco alguém importante para mim sinto que devo viver mais plenamente em memória dessas pessoas e, se realmente eu perder aquelas duas ou três pessoas mais importantes do que todas as outras creio que me lançarei em uma jornada também, mas uma jornada de vida, uma jornada de dias sem fim compartilhando esperança, alegria, sonhos e realizando coisas com outras pessoas.</p>
<p>Se você seguir o link da história desse rapaz que se matou verá que o texto detecta muito bem que os 1000 dias dele aparentemente não foram em busca de pessoas, mas sim dos ícones superficiais da sociedade do espetáculo como Guy Debord os descreveu.</p>
<p>Ele buscou sentido na vida através do espetáculo, mas se queremos realmente encontrar algum sentido nela devemos ir ao encontro da sua essência que, creio eu, não está no amor pois a vida é maior que o amor, está na experimentação do que é REAL como um abraço, o choro da criança que brigou com o melhor amigo, escrever um belo texto sobre seus sonhos&#8230;</p>
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		<title>Jornada a Capricórnio</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/09/23/jornada-a-capricornio/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 13:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160;Imagem: Renoir &#8211; 1881 &#8211; Almoço com Remadores Enquanto escrevo o Sol cruza o Ponto Libra e começa sua jornada para o trópico de Capricórnio. Noventa e dois dias, dezoito horas e vinte e nove minutos de jornada. Cada &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/09/23/jornada-a-capricornio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<img vspace="0" hspace="0" border="0" align="bottom" alt="Renoir - 1881 - Almoço com Remadores" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/renoir_almoco_pescadores.jpg" /></p>
<p align="right">&nbsp;Imagem: <a title="Site oficial com as obras completas de Renoir" href="http://www.pierre-auguste-renoir.org/" target="_blank">Renoir</a> &#8211; 1881 &#8211; Almoço com Remadores</p>
<p>Enquanto escrevo o Sol cruza o <a title="Artigo na Wikipedia" target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_Libra">Ponto Libra</a> e começa sua jornada para o trópico de Capricórnio. Noventa e dois dias, dezoito horas e vinte e nove minutos de jornada. Cada um desses dias um pouco mais longo que o anterior até que teremos o dia mais longo de todos sobre os chifres imaginários de Capricórnio.</p>
<p>Há milhares de anos nossos antepassados sentiam nos ossos a virada da estação, o início de um perí­odo de renascimento para os que viviam no hemisfério sul, ou o cansaço que vem depois do verão para os que viviam no hemosfério norte.</p>
<p>Hoje nos escondemos atrás de paredes, condicionadores de ar e a comida permanece intacta em nossas geladeiras, entretanto até pouco tempo nossas roupas, nossos pratos à&nbsp; mesa tinham que mudar obedecendo os ritmos do mundo onde vivíamos.</p>
<p>Agora estamos fora do mundo em uma realidade construída com elétrons e cimento.</p>
<p>Ao olhar para o céu sequer podemos notar que já não é a constelação de Libra e sim a de Virgo que sorri para nós no manto noturno pois as luzes das cidades e as emissões de gases desconectam nossos olhos do Cosmos.</p>
<p>Todavia tudo isso é muito recente, há poucos anos sequer existiam geladeiras! Nossos ossos continuam sentindo alguma coisa. O Sol intenso lá fora, tão diferente do que me comprimentou ontem, deixa bem claro: o mundo mudou! Nosso astro rei deixou o hemisfério norte e busca o zênite sobre nossas cabeças.</p>
<p>E se o mundo que inventamos nos afasta do mundo que nos criou nossa tecnologia pode aumentar nossa visão e hoje alguns de nós já caminha acima do planeta e podem nos trazer imagens do Universo e fontes para reflexão com que os nossos antepassados pagão jamais puderam sonhar e podem tornar a Ostara dos modernos Wicca muito mais rica.</p>
<p>&nbsp;<a title="Imagens do dia da Nasa" target="_blank" href="http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/index.html"><img vspace="0" hspace="0" border="0" align="bottom" alt="Sol visto da Estação Espacial Internacional" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Sol_International_Space_Station.jpg" /></a></p>
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		<title>A ciência dos deuses X os deuses da ciência</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 04:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É necessário começar esse artigo declarando que, para os fins práticos, sou ateu: não vejo qualquer sinal de que existam deuses e, se existem, certamente não tem nada a ver com aqueles desenhados pelas religiões humanas. Apesar disso penso que &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/08/05/a-ciencia-dos-deuses-x-os-deuses-da-ciencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É necessário começar esse artigo declarando que, para os fins práticos, sou ateu: não vejo qualquer sinal de que existam deuses e, se existem, certamente não tem nada a ver com aqueles desenhados pelas religiões humanas.</p>
<p>Apesar disso penso que a crença em deuses pode ser positiva além de ser um impulso comum a quase todos os humanos (incluindo eu mesmo).</p>
<p>Infelizmente hoje os deuses são conduzidos pelas pessoas que acreditam neles a uma guerra sem chance de sucesso: a guerra contra a ciência.</p>
<p><font size="4">Os deuses da ciência</font></p>
<p>&nbsp;Resolvi chamar assim os deuses que criamos há milhares de anos para satisfazer nossa perplexidade diante do Universo.</p>
<p>Como o Universo veio a existir? De onde nós viemos, para onde vamos, o que somos?</p>
<p>Nós humanos temos dificuldade em lidar com o inexplicado e, diante da impossibilidade tecnológica e intelectual de entender a dinâmica do Universo nos acostumamos com respostas como &quot;os deuses quiseram assim&quot; ou &quot;foi criado pelos deuses&quot;.</p>
<p>Quem segue esse tipo de deuses não está em busca de deuses ou da verdade, eles precisam de uma resposta satisfatória para a perturbação de se perceber em um Universo que não consegue explicar.</p>
<p>Francamente, não há nada de ruim nisso. Nem todos precisam buscar deuses. Há muito trabalho a fazer no planeta: não precisamos de deuses para construir máquinas, amar e ser amados, para administrar empresas ou mesmo para fazer arte.</p>
<p>Podemos dizer que não precisamos de deuses para praticamente nada, precisamos é sentir um chão seguro sob nossos pés para ter forças para cuidar das nossas vidas e deveres.</p>
<p>Os deuses das ciências são os deuses das religiões. Elas certamente não existem para encontrar ou entender os deuses (supondo que eles existam), elas são feitas para nos oferecer conforto e orientação moral&#8230; Bem, a moral das religiões é outra história, mas elas tinham essa função.</p>
<p>Humm&#8230; Não podemos deixar para depois a questão da moral das religiões dos deuses da ciência.</p>
<p>Enquanto acreditávamos que todo o Universo era controlado por esses deuses nós os temíamos, eles serviam para conter nosso mau comportamento.</p>
<p>Entretanto, conforme a ciência dos deuses (vamos a ela em seguida) foi explicando cada milagre dos deuses eles foram perdendo seu poder sobre nós.</p>
<p>Hoje os deuses são mais usados como instrumentos para justificar ou perdoar nossos erros do que para evitá-los: &quot;a carne é fraca, mas deus me perdoará&quot;, &quot;Você não pode agir contra a minha moral pq meu deus o jogará no inferno&quot;.</p>
<p>Os deuses, de forças que moldavam nosso caráter foram transformados em porretes para moldar o caráter dos outros de acordo com os nossos próprios conceitos ou preconceitos.</p>
<p>Se há deuses eles certamente não serão encontrados aí.</p>
<p><font size="4">A ciência dos deuses</font></p>
<p>E qual é a ferramenta de que nós dispomos para procurar e nos aproximarmos dos deuses?</p>
<p>Se os deuses tem alguma coisa a ver com a existência ou funcionamento do Universo é ele, o Universo, o livro que nos permitirá encontrá-los.</p>
<p>A ciência dos deuses é aquela que está pronta a admitir que entendemos algo errado. Que se um dia pareceu que o sol foi criado depois das plantas hoje é bem claro que o é o contrário com bilhões de anos de diferença. Se um dia achamos que as doenças eram fruto da ira dos deuses hoje sabemos que elas são fruto da nossa própria falta de higiene, fragilidades naturais ou manipulação imprudente do ambiente.</p>
<p>Tentar entender o nosso Universo é uma tarefa complicadíssima que ainda nos ocuparará por milênios portanto é necessário aceitar que o chão sob nossos pés, a realidade diante dos nossos olhos não são sólidos, são fluidos, aliás, são gasosos e cada um de nós morrerá sem chegar a uma resposta satisfatória.</p>
<p>As pessoas com vocaçã para lidar com essas dúvidas não são santos, nem profetas. No máximo são a versão moderna dos monges, não é à toa que muitos dos primeiros cientistas eram monges.&nbsp;</p>
<p>Mas e se os deuses não criaram o Universo? E se o Universo simplesmente existe? E se ele foi feito por um deus tão indecifrável para nós que ele criou os deuses que nós sentimos quando nos convertemos a uma crença?</p>
<p><font size="4">A filosofia dos deuses e dos homens</font></p>
<p>A Cesar o que é de Cesar&#8230;</p>
<p>Agora que não precisamos mais de deuses para explicar o Universo porque não devolvemos finalmente os deuses ao universo muito mais nobre da nossa consciência? Ao universo da filosofia?</p>
<p>Podemos contar com a ajuda da ciência para entender a nossa mente, a nossa psicologia, e buscar em deuses os modelos para as nossas consciências futuras.</p>
<p>É um caminho tão árduo quanto o da ciência que estuda o Universo, mas pelo menos temos todos os instrumentos em nossa mente. Só precisamos observar atentamente as nossos medos, raivas, devaneios, alegrias, êxtases, sonhos, ideias e tudo o mais que molda nossa consciência e, talvez, nossas almas.</p>
<p>O que não devíamos fazer é matar nossos deuses atirando-os em uma guerra onde o único fim será o seu extermínio pois eles podem ser bons modelos para nos ajudar a desenvolver nossas consciências.&nbsp;</p>
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		<title>A Serbian Film &#8211; Terror Sem Limites: A quem a censura favorece?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 04:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[perversidade]]></category>
		<category><![CDATA[pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse post falará sobre o filme (ao contrário dos censores eu o assisti), mas creio que há uma questão mais importante e começarei por ela: O que leva nosso país a recorrer à censura e qual é o efeito disso? &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/07/28/a-serbian-film-terror-sem-limites-a-quem-a-censura-favorece/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post falará sobre o filme (ao contrário dos censores eu o assisti), mas creio que há uma questão mais importante e começarei por ela: O que leva nosso país a recorrer à censura e qual é o efeito disso?</p>
<p>Talvez alguém venha dizer que essas proibições não são atos de censura e sim medidas para impedir a apologia a essa ou aquela perversão, no caso específico a pedofilia.</p>
<p>Bem, quem vê estímulo à pedofilia nesse filme tem problemas muito, mas muito sérios e devia ser mantido preso. Felizmente, de acordo com vários jornais, <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/07/26/suspenso-pela-justica-do-rio-filme-com-cenas-de-violencia-explicita-vira-hit-na-web-gera-debate-sobre-censura-924981409.asp" target="_blank" title="Debate sobre censura de filmes no Brasil">os autores dessa censura não assistiram o filme</a>.</p>
<p>Sempre fiquei perplexo com esse impulso de impedir que coisas sejam ditas, entretanto recentemente creio que comecei a entender: existe uma certa crença de que a violência vem de fora de nós e que a sabedoria é a ausência de más influências. Ou seja, se levarmos uma boa pessoa para ver cenas de violência ela se tornará uma má pessoa. Se impedirmos alguém de saber que há maldade no mundo essa pessoa se tornará boa e o próprio planeta será mais feliz.</p>
<p>Isso me lembra bastante de Veludo Azul, um filme que começa mostrando uma cidadezinha aparentemente perfeita, mas logo a imagem se fecha na grama mostrando que sob o belo tapete verde besouros se enfrentam selvagemente.</p>
<p>Assim é a nossa sociedade: a pornografia a cada dia se torna mais perversa retratando o sexo como um ato de dominação e humilhação das mulheres. Nossas crianças com 8 ou 9 anos já estão esbarrando nesse tipo de filme graças a&nbsp; uma infinidade de formas de encontrá-los online.</p>
<p>Uma parte preocupantemente grande dos nossos gestores parecem crer que esconder esse universo nos protegerá dele ou que as perversões são consequência do conhecimento dessas coisas e não que essas coisas estão acontecendo porque nossa sociedade mostra traços consideráveis de perversão.</p>
<p>Não: fechar os olhos, esconder os fatos, lançar um véu de silêncio não promove a sabedoria. O segredo só favorece o erro. Bem&#8230; É até meio estranho falar isso pos é óbvio, mas&#8230; Se não olhamos nossos problemas de frente não podemos resolvê-los.</p>
<p>Veja bem que não sou um moralista. Acho sexo ótimo. Acho que as crianças deviam ser livres para descobrí-lo a seu tempo e realmente só vejo beleza no corpo humano e no ato sexual, mas os medos e inseguranças modernas contaminam nosso comportamento e criam espaço para uma indústria que não tem nada a ver com sexo, tem a ver com violência.</p>
<p>Como são feitos os filmes pornográficos que assistimos nos moteis e muitos acham que devem ser censurados para crianças, mas acham que os adultos podem ver? Quais são as condições sociais que levam pessoas a escolher a carreira de atores pornográficos? Será que todos vivem no glamour da indústria dos EUA ou será que o padrão é a indústria sugerida no sérvio &quot;Terror sem Limites&quot;? A propósito, será que esse mercado é mesmo saudável nos EUA?</p>
<p>E quanto a outros tipos de violências como os snuff films?</p>
<p>E quanto ao culto ao ódio em tantos filmes de ação onde o mocinho, ferido emocionalmente pela morte dos entes queridos sai em campanha de vingança em vez de chorar sua perda?</p>
<p>Essa indústria pode não criar psicopatas como o que assassinou mais de 70 jovens em Oslo recentemente, mas lhes serve de estímulo e nos ajuda a achar a violência como algo natural e a nos mantermos apáticos diante dela.</p>
<p>A situação que temos visto é carta branca para fazer apologia à violência física, moral, sexual.</p>
<p>O que é proibido é o que incomoda, mas incomoda justamente porque denuncia o rumo que podemos estar tomando ao ir aceitando diariamente as pequenas e médias violências que vão do &quot;bandido bom é bandido morto&quot; ao &quot;amo os homossexuais, é a homossexualidade que eu abomino&quot;.</p>
<p>É claro que há diversos filmes que consistem em pura e gratuita violência, mas é absolutamente ridículo quando os pedidos de restrição e censura partem de quem simplesmente não assistiu os filmes!</p>
<p>Respondendo as duas perguntas iniciais:</p>
<ul>
<li>Por que ainda censuramos: aparentemente impelidos pela emoção e não pela razão. &quot;Isso me incomoda, ninguém pode ver isso&quot;. Outra razão parece ser ideia de que as fantasia molda a sociedade quando, mais provavelmente, é a impunidade, a corrupção, a falta de acesso à cultura (que nos deixa sem perspectiva de vida), injustiças socais e violências urbanas que nos fazem buscar mais violência na fantasia para nos anestesiarmos ou nos prepararmos</li>
<li>O que a censura favorece: tenho certeza que ela ajuda a perpetuar as perversões ao envolver os produtores de perversidade em um véu protetor. No esforço de proteger a sociedade não só a deixamos desprotegida como protegemos seu submundo mais obscuro.</li>
</ul>
<p><strong><font size="4">E o filme? Como é?</font></strong></p>
<p> Terror Sem Limites é mesmo um filme pesado. Na mesma linha de Videodrome e 8mm, mas bem mais violento. Entretanto não é tanto a violência física, há filmes bem mais violentos, mas pela violência moral e pela desconfiança que temos durante o filme que boa parte do que vemos nele acontece de fato em algum lugar. Está acontecendo agora.</p>
<p>Creio que uma parte das pessoas que assistirem o filme deixarão de assistir filmes pornográficos e terão enorme rejeição a qualquer uma das sugestões de pedofilia tão comuns na cultura de massa moderna.</p>
<p>A história é simples.</p>
<p>Vou evitar ao máximo os spoillers (entregar as viradas da trama do filme estrangando a sensação de descobrí-las por conta própria).</p>
<p>A história básica pode ser contada sem problemas: Um ator pornô sérvio parado há alguns anos e já com problemas financeiros para manter sua família é atraído para fazer um filme recebendo uma grana preta e se vê engendrado em um mundo de perversões crescentes cujo foco principal é a humilhação e controle em uma forma de sexo onde um é sempre o dominador e o outro é o dominado.</p>
<p>Naturalmente há um personagem invisível na história que são os milhares de pessoas que pagam caro para assistir. </p>
<p>Sim, há uma cena de estupro de um recém nascido. Fiquei enjoado e, francamente, volto a dizer que quem vê qualquer tipo de apologia a pedofilia ou violência nesse filme devia ser atirado em uma masmorra e esquecido lá!</p>
<p>Apesar da cena ser uma das mais ultrajantes que já assisti ela não é o ponto mais ultrajante no filme.</p>
<p>O final é mais ou menos previsível, mas o diretor soube reservar duas viradas nos últimos 15 minutos que fecham a obra de forma coerente e positiva.</p>
<p>A obra não é essencial para trazer a questão da perversidade à tona, há várias outras formas, fontes e obras que trilham os mesmos caminhos como Blue Velvet, Videodrome e 8mm, mas essas também não são as únicas formas. Há bons trabalhos jornalísticos que não apelarão para o descortinar violento da realidade. Eu mesmo preferia não ter assistido o filme, entretanto confesso que o resultado dele em mim foi positivo, me sinto mais consciente dos riscos que estamos enfrentando.</p>
<p><iframe scrolling="no" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=B000063JDE&amp;ref=tf_til&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;npa=1&amp;f=ifr"></iframe><br />
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		<title>Arte completa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 16:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[EAV]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Botânico]]></category>

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		<description><![CDATA[É um corredor escuro apesar de emoldurar um luminoso jardim de inverno. Por algum capricho da arquitetura ou da alma de quem observa os raios do sol jamais encontram suas paredes. Seja de manhã, ao meio dia ou no fim &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/06/06/arte-completa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img vspace="8" hspace="8" border="0" align="left" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/06/SDC14298-168x300.jpg" alt="A obra solitária" /><img vspace="8" hspace="8" border="0" align="right" alt="Arte completa" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/06/SDC14297-168x300.jpg" />É um corredor escuro apesar de emoldurar um luminoso jardim de inverno. Por algum capricho da arquitetura ou da alma de quem observa os raios do sol jamais encontram suas paredes. Seja de manhã, ao meio dia ou no fim da tarde quando o mundo se pinta de magenta.</p>
<p>Coladas à essas paredes escuras se enfileiram esguias peças de arte, recortes da imaginação do artista que tenta reproduzir o mosaico da cultura contemporânea tão rica em fragmentos desconexos que finalmente se encontram substituindo a hipocrisia da tolerância pelo êxtase da apreciação das diferenças.</p>
<p> Há holofotes apontados para cada quadro, mas suas luz &#8211; tão forte aos olhos &#8211; é pálida para a alma. A arte está incompleta&#8230;</p>
<p>Então, ali num canto sem outra importância além do acaso, finalmente a arte encontra a plenitude. Invisível para nós, mas clara na fusão da mensagem e do receptor, partes inseparáveis da magia da criação.</p>
<p align="right">Fotos tiradas na <a title="Site oficial da Escola de Audio Visual" target="_blank" href="http://www.eavparquelage.rj.gov.br/eavText.asp?sMenu=VISI">EAV no Parque Laje</a></p>
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		<title>O que há de especial em Doctor Who?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 00:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Doctor Who]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia de vida]]></category>
		<category><![CDATA[humanismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Muita gente fica surpresa quando pessoas como eu, que são razoavelmente bem informadas e com gostos ecléticos, declaram sem pensar duas vezes que o único seriado que realmente acompanham é Doctor Who. São literalmente centenas de seriados muito bem produzidos, &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/06/05/o-que-ha-de-especial-em-doctor-who/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente fica surpresa quando pessoas como eu, que são razoavelmente bem informadas e com gostos ecléticos, declaram sem pensar duas vezes que o único seriado que realmente acompanham é <a title="Artigo em Inglês na Wikipedia" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doctor_Who">Doctor Who</a>.</p>
<p>São literalmente centenas de seriados muito bem produzidos, com bons roteiros e atores, isso só nos EUA. Então o que os fãs de Doctor Who enxergam num seriado que tem uma estética trash e se esquiva a definições transitando entre terror, sifi, humor, romance, mistério e outros estilos?</p>
<p>Bem, antes de mais nada aviso que você pode continuar lendo esse post sem medo de encontrar spoillers, odeio spoillers (estragar a graça dos outros contando o que acontece numa história).</p>
<p><strong>O que é Doctor Who?</strong></p>
<p>Doctor Who é um seriado que passou na BBC de 1963 até 1989 e voltou a ser produzido em 2005 na mesma BBC.</p>
<p>O protagonista é um alienígena que parece humano que se identifica apenas como o Doutor (the Doctor) provocando sempre a pergunta &quot;Doctor who?&quot;.</p>
<p>Para resolver a necessidade de trocar de atores ao longo de tantas décadas de série o protagonista não morre: se ele é mortalmente ferido ele se regenera resurgindo com um novo corpo. </p>
<p>Ele é um viajante do tempo que vive aventuras em todas as partes do tempo e do espaço, sempre ajudando a resolver alguma ameaça muito embora muitas vezes ele vá a esses lugares aparentemente apenas porque ama a humanidade com todos os seus conflitos.</p>
<p>Ele sempre viaja com uma companhia humana, normalmente mulheres, mas não há necessariamente atração sexual entre eles.</p>
<p>A estética da série moderna é trash, em parte por ter que se manter fiel ao original, em parte por ser uma ironia que encaixa muito bem em seu espírito iconoclastra.</p>
<p><strong>Definindo Doctor Who</strong></p>
<p></p>
<p><iframe width="400" height="300" frameborder="0" src="http://player.vimeo.com/video/24495418?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/24495418">Robert Shearman no SpaceBlooks 2011</a> from <a href="http://vimeo.com/user1629756">Revista Zé Pereira</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Recentemente tive o prazer de <a title="Artigo e vídeo da fala de Shearman na Blooks" target="_blank" href="http://blooks.com.br/2011/05/23/spaceblooks-entrevista-com-robert-shearman/">ouvir Robert Shearman</a> (um dos roteiristas do primeiro ano da série atual) em um evento na Blooks e lhe foi perguntado como ele define Doctor Who para quem não faz ideia do que se trata e&#8230; Nem ele sabe definir. Mas vamos tentar.</p>
<p>Na primeira temporada da série atual, de acordo com o próprio Shearman, nem mesmo a faixa etária da série estava defina. Eles não sabiam se estavam criando algo para crianças, adolescentes ou adultos.</p>
<p>Talvez isso tenha ajudado a definir uma das primeiras características da série: seu foco não é uma faixa etária, mas um tipo de visão de mundo que pode ser compartilhado por adultos, jovens e talvez até crianças. Uma filosofia de vida que reúne a pureza das amizades ingênuas (no melhor sentido da palavra) e o senso de responsabilidade e fidelidade que nos leva a nos sacrificar pelos outros.</p>
<blockquote><p>A filosofia de vida em Doctor Who é a amizade pura e a disposição para se sacrificar pelo bem comum</p>
</blockquote>
<p>Apesar da ambientação SiFi só recentemente os roteiristas passaram a se preocupar com a consistência científica e creio que isso jamais será um ponto central da história. Exceto nos episódios que brincam com paradoxos de viagem no tempo.</p>
<p>Se há um contraponto comum através da série é o humor. Ele está presente até nos episódios que tendem mais ao terror, à aventura ou ao romance.</p>
<blockquote><p>Resumindo: Doctor Who é um seriado de humor com ambientação de fantasia SiFi, histórias que variam entre o humor, terror e aventura, mas sempre com foco na construção de amizades.</p>
</blockquote>
<p><strong>O que torna Doctor Who tão especial?</strong></p>
<p>&nbsp;O que posso fazer é enumerar as minhas razões para ter elegido esse para ser o único seriado que realmente faço questão de acompanhar.</p>
<ol>
<li>Atitude diante dos obstáculos: Quanto menores são as chances de sobrevivência menos o Doctor parece levar o risco a sério, é como se ele fosse irresponsável ou inconsequênte, mas o que vejo são duas coisas: &quot;considerar os problemas maiores do que nós não nos ajuda a superá-los&quot; e &quot;Obstáculos são oportunidades para chegar a algo melhor do outro lado, nem que seja apenas a história de superação&quot;</li>
<li>Ele sempre tenta resolver os impasses pelo diálogo, sempre tenta chamar o outro à razão e raramente recorre à força</li>
<li>Ele tem apenas 3 &quot;armas&quot;: conhecimento, uma chave de fenda high tech e amigos</li>
<li>É uma obra humanista que nos convoca a admirar a humanidade muito acima dos mistérios do Universo</li>
<li>Efeito Isaac Asimov ou Neil Gaiman: poucos autores conseguem manter uma narrativa onde um pequeno detalhe em um episódio tem relação com outros dezenas de episódios depois. Esse tipo de coerência e profundidade do universo criativo confere uma densidade narrativa que nos faz sentir como se aquilo fosse real</li>
<li>Criatividade: é impressionante como os roteiristas da série conseguem iniciar os episódios de formas absurdas e ainda assim encerrá-los com coerência</li>
<li>No final das contas todas as histórias são sobre amizade, confiança, sinceridade, enfim, sobre a construção de relacionamentos verdadeiros.</li>
</ol>
<p><strong>Você vai gostar de Doctor Who?</strong></p>
<p>Se você gosta de histórias sérias e realistas, se ficção científica onde a ciência é absurda te incomoda, se você já não gostou do que leu nesse post é bem capaz de você não gostar. Tente Battlestar Galactica ou um bom livro, talvez His Dark Materials (no Brasil Fronteiras d Universo) de Philip Pullman.</p>
<p>Se você vê a vida com um certo otimismo, mesmo estando ciente dos enormes problemas morais que temos para resolver e se a ideia de reduzir os problemas a representações irônicas deles e, além disso, gosta de artistas que não se levam a sério demais então há chances de você curtir Doctor Who. Mas tenha paciência com a terceira temporada <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Cabeção de Nego: Dança Contemporânea, Cia Laso</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 02:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Laso]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo espetáculo de boa dança contemporânea é uma jornada na descoberta de um novo idioma. Os movimentos, a princípio sem sentido, dos bailarinos gradativamente vão se ligando a emoções e ideias para formar palavras, frases e significado. Carlos Laerte, coreógrafo &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/05/22/cabecao-de-nego-danca-contemporanea-cia-laso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/flyer_cabecao_nego_laso-1024x682.jpg" target="_blank" title="Clique para ver maior"><img vspace="8" hspace="8" border="0" align="left" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/flyer_cabecao_nego_laso-300x200.jpg" alt="Flyer - Cabeção de Nego - Dança Contemporânea - Laso" /></a>Todo espetáculo de boa dança contemporânea é uma jornada na descoberta de um novo idioma.</p>
<p>Os movimentos, a princípio sem sentido, dos bailarinos gradativamente vão se ligando a emoções e ideias para formar palavras, frases e significado. Carlos Laerte, coreógrafo da Laso e os demais artistas que trabalham com ele são muito bons nisso. Já acompanho seus espetáculos faz alguns anos.</p>
<p>Essa jornada é um estímulo precioso para a consciência do espectador, mesmo (talvez principalmente) se ele nunca assistiu um espetáculo de dança contemporânea.</p>
<p>Antes de ler o que achei do espetáculo passo logo o serviço para que você possa assistir fazer sua própria jornada:</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cabeção de Nego: o poder da existência</p>
<p style="text-align: justify;">Local: Teatro Sesc Ginástico (Av. Graça Aranha, 187 – Centro)</p>
<p style="text-align: justify;">Horário: 19h</p>
<p style="text-align: justify;">Valor: R$16 (inteira)/ R$8 (meia)/ R$4 (comerciários)</p>
</blockquote>
<p><strong>Sobre o Espetáculo</strong></p>
<p>O tema a princípio parece ser a cibercultura, mas pessoalmente acho que eles partem das suas experiências para estudar as relações humanas pessoais e interpessoais em uma sociedade hiperconectada de forma que a assustadora tecnologia deixa de ser a vilã para ser um pano de fundo para o que estamos vivendo.</p>
<p>Desconheço se eles tiveram um consultor especializado em antropologia, mas creio que não e francamente creio que essa é uma das qualidades dos verdadeiros artistas: eles vão além da ciência ao mergulhar na alma humana.</p>
<p>A estética caótica dos movimentos aparentemente imprecisos guarda uma ordem difícil de captar para quem não está habituado ao caos, mas o que há ali no meio é o desejo do encontro.</p>
<p>O resultado é um mosaico, não é uma história com início, meio e fim, mas exatamente o mesmo tipo de mosaico que nós assistimos todos os dias vivendo fragmentos de vida perdidos entre hiperlinks: copiando a navegação errática da web em nossas vidas trocamos de amizades muito facilmente, nos relacionamos muito frenética e superficialmente formando aglutinações de contatos que no entanto carecem do cimento da emoção profunda.</p>
<p>E digo tudo isso apesar de ser um entusiasta da cibercultura como deixo bem claro no meu outro blog, o <a title="Cibercultura, antropologia e memética" target="_blank" href="http://memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a>, no entanto o papel do artista muitas vezes é o de alertar para os piores quadros possíveis e, mesmo achando que no final a hiperconectividade criará relacionamentos mais sinceros e profundos isso não valerá para todas as pessoas e certamente é um desafio aqui e agora.</p>
<p>&#8230; A propósito, nós copiamos a navegação errática e a solidão da web ou<br />
 será que os últimos séculos é que foram erráticos e solitários o que se<br />
 reflete agora na Web e no nosso grito &quot;não aguento mais essa solidão,<br />
esse mundo em fragmentos&quot;? <strong></strong></p>
<p><strong>As questões essenciais</strong></p>
<p>&quot;Quem somos, de onde viemos, para onde vamos, qual é o sentido da vida&quot;? Nada disso. As questões essenciais em Cabeção de Nego me parece que se resumem a &quot;Como me relaciono?&quot;. O restante são satélites do grande impulso gregário humano.</p>
<p>A partir do relacionamento com a família, com o outro e com você mesmo surgem todas as outras demandas existenciais.</p>
<p>Nesse espetáculo quase sempre há o grupo. Ele pode ser um espectador distante para o qual fazemos shows (não só nos Youtubes da vida, mas também, e principalmente, pessoalmente), pode ser próximo, muito próximo, mas raramente nos tocando de verdade, ou seja, tocando nosso corpo, mente e emoções.</p>
<p>A crise do toque não é uma questão contemporânea, talvez nunca tenhamos realmente nos tocado&#8230; Lembro aqui da obsrvação de Harold Bloom que, até Hamlet, nós não tocávamos a nós mesmos, não refletiamos sobre nosso mundo interior, mas hoje vemos até em Doctor Who (sob a pena de Neil Gaiman) que &quot;humanos são sempre assim, pequenos por fora e vastos por dentro?&quot;.</p>
<p>É isso que, em minha humilde opinião, vemos em Cabeção de Nego: Há mais entre os meus sentimentos e os seus do que pode supor nossa vã filosofia.</p>
<p><strong>Outras fontes</strong></p>
<ul>
<li><a title="Últimas notícias no Sesc - Fomento à Cultura" target="_blank" href="http://www.sescrjfomentocultura.com.br/blog/?cat=24">Blog do espetáculo no site do SESC</a></li>
<li><a target="_blank" href="http://pt-br.facebook.com/people/Laso-Cia-de-Dan%C3%A7a/100001462668661">Página da Laso no Facebook</a></li>
</ul>
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