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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Fogo</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Logicomix: Uma história em quadrinhos lógica</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Russel]]></category>
		<category><![CDATA[heróis]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[lógica]]></category>
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		<description><![CDATA[Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente. Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/07/27/logicomix-uma-historia-em-quadrinhos-logica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me tornei adepto do livro digital, mas os corredores de uma biblioteca ou livraria sempre terão um encanto mágico difícil de reproduzir digitalmente.</p>
<p>Ontem tive a deliciosa surpresa de esbarrar nesse discreto tesouro editado pela primeira vez em grego em 2008: Logicomix é um livro em quadrinhos que conta a história da matemática através de uma aventura romanceada com heróis reais e cativantes.</p>
<p> A sensação foi bem parecida com a que tive ao descobrir <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=64545&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=FABFC1C&amp;uid=" target="_blank" title="À venda na livraria Cultura">O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder</a> que faz algo parecido com a história da filosofia.</p>
<p>Se você quer saber como me senti basta se imaginar caminhando pelos corredores em ruínas de uma civilização perdida e descobrindo entre as frestas das pedras um pergaminho com a história secreta do povo que viveu ali junto com deuses e titãs&#8230;</p>
<p>&#8230; É, e dizem que as pessoas lógicas não são apaixonadas! Mas muitos de nós somos assim <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já verifiquei que o livro está a venda na Livraria cultura e na Amazon, peguei até os links para facilitar:</p>
<p align="left"><a title="Compre na livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22147834&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=27E0C062&amp;uid="><img hspace="0" border="0" align="baseline" vspace="0" alt="Edição brasileira de Logicomix" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/07/logicomix.jpg" /></a></p>
<p><iframe scrolling="no" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" style="width: 120px; height: 240px;" src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&amp;o=1&amp;p=8&amp;l=as1&amp;asins=1596914521&amp;fc1=000000&amp;IS2=1&amp;lt1=_blank&amp;m=amazon&amp;lc1=0000FF&amp;bc1=000000&amp;bg1=FFFFFF&amp;f=ifr"></iframe></p>
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		<item>
		<title>O mistério de Lady Gaga</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/06/06/o-misterio-de-lady-gaga/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 17:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Gaga]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é&#8230; Qual é o mistério da popularidade da Lady Gaga? Primeiro ouvi falar dela, depois ouvi uma música e achei agradável com uma letra que achei fútil (bad romance) e não falo de arte fútil, aliás, mal considero que &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/06/06/o-misterio-de-lady-gaga/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é&#8230;<br />
<iframe src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=galedeespe-20&#038;o=1&#038;p=8&#038;l=as1&#038;asins=B002X02V02&#038;fc1=000000&#038;IS2=1&#038;lt1=_blank&#038;m=amazon&#038;lc1=0000FF&#038;bc1=000000&#038;bg1=FFFFFF&#038;f=ifr" style="width:120px;height:240px;" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Qual é o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&#038;nitem=22054536&#038;sid=87152193712513454966156839&#038;k5=373E69F8&#038;uid=">mistério da popularidade da Lady Gaga</a>?</p>
<p>Primeiro ouvi falar dela, depois ouvi uma música e achei agradável com uma letra que achei fútil (<a href="http://www.lyricsreg.com/lyrics/lady+gaga/Bad+Romance/">bad romance</a>) e não falo de arte fútil, aliás, mal considero que uma coisa fútil possa ser arte.</p>
<p>Depois ela se tornou um fenômeno pop superando a marca de 6 músicas entre as dez mais etc.</p>
<p>Fenômenos populares dessa magnitude merecem reflexão pois certamente pegaram em algo da nossa consciência coletiva que une boa parte da nossa sociedade. Que algo será esse?</p>
<p>Fui olhar a Lady Gaga (que gosto de chamar de moça caduca em um trocadilho idiota) só em voz e piano pq é a seco que a gente conhece um artista:<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KaC3nNixzIk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KaC3nNixzIk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Ela é uma boa artista, afinada, voz boa e potente, não canta gritando como várias divas americanas, tem atitude, ela tem muita atitude.</p>
<p>Algo me diz que não é nas letras das suas músicas que está seu segredo, mas no que dizem suas melodias aliadas a um pequeno tempero da sua imagem misteriosa que me faz lembrar de Madona.<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mNgSy8HGWkk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/mNgSy8HGWkk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Muitas vezes a música fala mais do que as palavras, <a href="http://revistazunai.com/blog/?p=780">Zanna Lopes</a> estuda isso&#8230;</p>
<p>Vale a pena escutar os hits da Lady Gaga para entender um pouco melhor como estamos nos sentindo coletivamente.</p>
<p>Creio que o som de Lady Gaga encontra aquela pessoa lá dentro de nós que quer superar obstáculos e, curiosamente, vê no mundo torno oportunidades de crescimento e aventura. Tem uma qualidade de emoção que muitas vezes nos falta, um tipo de força que gostamos de nos esquecer que tempos porque ser fraco e se deixar levar é mais fácil ainda que doa mais&#8230;</p>
<p>Nossa civilização precisa disso, precisa do Epic Win preconizado pela Jane McGOnigal no TED.<br />
<!--copy and paste--><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=799&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=a_taste_of_ted2010;theme=new_on_ted_com;theme=what_s_next_in_tech;theme=media_that_matters;theme=art_unusual;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=the_rise_of_collaboration;event=TED2010;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=799&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=a_taste_of_ted2010;theme=new_on_ted_com;theme=what_s_next_in_tech;theme=media_that_matters;theme=art_unusual;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=the_rise_of_collaboration;event=TED2010;"></embed></object></p>
<p>Se ficarmos entregues ao pessimismo patológico não realizaremos nada, felizmente desconfio que Lady Gaga é a continuação de várias outras mulheres que viram nos animar quando estávamos para baixo como</p>
<p>Pat Benatar<br />
<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BoVBp_Cr3po&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BoVBp_Cr3po&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
<p>Jewel<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fUwwFqHz9P4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fUwwFqHz9P4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>t.AT.u.<br />
<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8mGBaXPlri8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8mGBaXPlri8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
<p>Joan Osborne<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UYZKZfdr3ac&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UYZKZfdr3ac&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Diane Lane em Streets of Fire<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/osgGzghUOmY&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/osgGzghUOmY&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Kim Carnes<br />
<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G7e75Mig25E&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G7e75Mig25E&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
<p>E claro&#8230; Quem não sai da pior fossa ou não supera o maior desafio armado com Bonnie Tyler?<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QN6F7M15YdE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QN6F7M15YdE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Cult japonês Batalha Real</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 04:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez a aparente superficialidade dos nossos relacionamentos seja um muro de proteção pois achamos que seremos vistos como fracos se revelarmos o tipo de amizade que procuramos. <a href="http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000F4LPJ6?ie=UTF8&#038;tag=galedeespe-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=9325&#038;creativeASIN=B000F4LPJ6"><img border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/04/battle_royale.jpg"></a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B000F4LPJ6" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />
<p>O filme (de 2000) na verdade nem é bom, mas me perturbou tanto que assisti faz vários dias e hoje tive que vier escrever sobre ele.</p>
<p>Pode continuar lendo sem medo pois não vou entregar nada que atrapalhe o prazer de assistir o filme</p>
<p>A história é simples e revelada logo no começo: Para conter a rebeldia adolescente o governo japonês passa a enviar turmas de colegas de escola na faixa dos 16 anos a uma ilha deserta onde eles tem duas opções, a de matar todos os amigos ou serem mortos se tiver mais de um sobrevivente ao fim de três dias.</p>
<p>É uma premissa básica um tanto tola, o começo do filme é bastante trash, ms com o decorrer da trama fui sendo capturado.</p>
<p>A questão que o filme nos impõe é a dos limites da amizade.</p>
<p>Em primeiro lugar o &#8220;plano&#8221; do governo para minar a iniciativa dos jovens é instigá-los uns contra os outros, criar desconfiança entre aqueles que deviam ser amigos, que aliás, foram colegas por anos.</p>
<p>Não é isso que fazem conosco vários seriados e manchetes ao apresentar o nosso vizinho como um possivel assassino serial? Nosso amigo como um psicopata aguardando a chance para nos fazer mal?</p>
<p>No entanto ao longo do filme inteiro somos levados a pensar na profundidade das nossas amizades e até onde estamos dispostos a confiar e nos sacrificar pelos amigos.</p>
<p>Vale a pena assistir o filme se perguntando se alguma daquelas amizades vai sobreviver ao dilema &#8220;ou ele ou eu&#8221; e observando também você e seus amigos.</p>
<p>O que mais me anima (o filme na verdade é um bocado deprimente) é perceber que a história se tornou um cult entre tribos digitais, as mesmas que são consideradas insensíveis e incapazes de relacionamentos reais (só se relacionariam em jogos e via Internet).</p>
<p>Sempe que observo a suposta frieza moderna o que sinto são muros de defesa que escondem uma profunda vontade de ter amizades capazes de sobreviver a esse dilema &#8220;eu ou ele&#8221;.</p>
<p>A propósito, o único seriado de tv que realmente adoro é Doctor Who em que o protagonista (com mais de 900 anos) está sempre disposto a morrer pelos amigos (ou não) humanos.</p>
<p>No momento o filme está <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21351912/dvd+batalha+real+-+versao+especial+do+diretor/?franq=140442">esgotado no Submarino</a>, mas é possível que esteja disponível na sua locadora.</p>
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		<title>Uma crônica de amor</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/03/31/uma-cronica-de-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 12:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Advertências Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/31/uma-cronica-de-amor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Advertências</strong></p>
<ul>
<li>Essa é uma crônica sobre amor e amizade e em algum momento fala em sexo. Se falasse em casais psicopatas que matam os filhos ou em ódio contra criminosos qualquer um poderia ler, mas como toca em sexo a moral vigente me obriga a avisar que há conteúdo adulto e você não deve ler se for menor de idade</li>
<li>Apesar de não aprovar o uso de drogas algum personagem dessa crônica as usa e não cabe a mim impedí-los, mas esse é outro tabu que me obriga a desestimular os jovens a continuar a leitura. Se em vez de droga eu falasse sobre seus amigos irem para o inferno por não aceitarem essa ou aquela divindade tudo estaria certo</li>
<li>Finalmente aviso que essa é uma obra ficcional e qualquer semelhança com a realidade é porque a realidade é moldada assim mesmo: nasce e se desenvolve na ficção e, de vez em quando, se torna real de outras formas</li>
</ul>
<h2>A primeira noite de Marianna e ele</h2>
<p>Ela está atrasada e o telefone está fora de área. Eles tinham combinado de ir juntos a um evento no hotel Glória e depois entrar pela madrugada juntos na casa dela.</p>
<p>Eles tem vinte e bem poucos anos, são independentes, trabalham, moram sozinhos e estão profundamente apaixonados, mas essa será a primeira noite juntos e livres para se curtirem.</p>
<p>Ela mora no quinto andar de um prédio sem elevador, com corredores bem iluminados, paredes de madeira clara, apartamentos com uma sala grande, um quarto e uma cozinha.</p>
<p>Ele vai até lá cheio de espectativas, leve e feliz porque sabe que nada nela pode magoá-lo assim como ele jamais a magoaria. Um atraso é apenas um atraso e de qualquer jeito a noite será linda para os dois.</p>
<p>Chegando ao andar ele abre a porta do apartamento dela (ela e os vizinhos não trancam suas portas), vê a mesa arrumada com velas e outros ítens românticos e sorri com a preocupação em fazer uma noite especial. Ela deve ter ido comprar vinho&#8230;</p>
<p>Ele dá um pulo no apartamento vizinho para ver se ela está com as duas vizinhas. Ele percebe que as duas estão no quarto namorando e se vira para não interromper, mas ao ouvir o ruído de alguém entrando elas o chamam, ele vai até lá, coloca apenas o rosto para dentro e elas lhe dizem que o evento no hotel foi cancelado, mas Marianna não pode avisar porque o telefone dele não estava funcionando e que ela estava aprontando o apartamento para eles dois nervosíssima para criar uma noite perfeita.</p>
<p>As duas são um pouco mais velhas que ele e Marianna. Estão juntas desde sempre, são o tipo de casal modelo e amigas com quem nos sentimos totalmente a vontade. Eles ficam ali conversando um pouco sobre trivialidades. Ele nota o olho vermelho das duas, um pouco pelo sono, um pouco pela maconha que fumaram.</p>
<p>Eles escutam barulho no apê da Marianna. Ela chegou! Coisas caem e solta algum palavrão. Mesmo sabendo que as noites deles dois sempre são perfeitas, sem palavras não ditas, sentimentos escondidos ou intensões não reveladas pois a amizade deles sempre foi transparente como cristal, ela se irrita pois queria uma noite com coisas perfeitas.</p>
<p>Antes que ele possa ir ajudá-la ela atravessa a porta das vizinhas e ao vê-lo abre um grande sorriso. Nossa&#8230; Como o sorriso dela é lindo! Seus cabelos encaracolados e longos emolduram um rosto redondo. Os olhos dele se perdem nas curvas generosas do corpo moreno dela, ligeiramente gordinho, com pernas grossas e perfume inconfundível. Ela provavelmente pensa o mesmo dele a julgar pela forma como seus olhinhos brilham. Os dois se despedem das amigas e vão para a penumbra da sala de Marianna.</p>
<p>Sem perceber como já estão praticamente sem roupas, se beijando enquanto caminham até um divã que fica no lado direito da sala. É uma noite quente e os beijos são salgados como se tivessem ido à praia e os dois ainda tem o agradável cheiro do sol.</p>
<p>Sentados no divã lábios, mãos e línguas exploram os corpos cheios de desejo de formas que as palavras não conseguem descreve e que os próprios sentidos confundem. Ele sente a mão firme dela apertá-lo com desejo enquanto a boca delicada brinca com seus mamilos, os dela também deslizam para dentro da sua boca&#8230; Ela desce e ele se sente envolver por uma suavidade que não esperava nos lábios de nenhuma mulher, é como se uma nuvem morna o engolisse. Suas mãos também deslizam pelo corpo dela até chegar entre as coxas grossas, macias e morenas.</p>
<p>Eles estão tontos, apaixonados, mareados de amor e desejo. Sõ pessoas de sorte por viver em um mundo de amizades e amores livres de jogos onde as pessoas aprenderam a só se relacionar com quem se sentem à vontade.</p>
<p>No entanto ela não afasta as pernas para que sua mão possa deslizar mais. Os dois ainda se beijam em êxtase, mas escutam no pensamento um do outro que ainda não é o momento.</p>
<p>Ele tem outra mulher, os dois sabem. Uma mulher que ele ama apesar de ser imperfeita. Uma mulher que ela também ama como amiga.</p>
<p>O amor deles dois é puro e pleno, mas não pode se realizar. Ela sempre estará ali para ele, dentro dos pensamentos dele assim como ele existe nos pensamentos dela.</p>
<p>Eles se olham embevecidos de amor e compreensão mútua. Os olhos sorriem, os corpos suados ainda se mesclam, mas ambos sabem que ela é um sonho e logo ele acordará.</p>
<p>Ela é um sonho, mas é real. Seu sorriso, a maciez do seu corpo, o cuidado perfeccionista com que cuida das coisas, o jeito como ouve os amigos que precisam de ajuda (sem julgar e muito menos condenar), os sonhos para o futuro da carreira em marketing e relações internacionais, o futuro com ele&#8230; Tudo isso é tão real quanto todas as outras criações do espírito humano.</p>
<p>Em algum lugar ela e ele existem. Seguem seus caminhos livres para viver os pequenos e os grandes desafios, mas sempre estarão juntos e talvez o ele sonhador e a ela que dorme ao seu lado um dia os conheçam e possam compartilhar com eles a mesma amizade&#8230;</p>
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		<title>Um futuro para os livros de papel</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 05:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livrarias]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[lúdico]]></category>
		<category><![CDATA[papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS. O papel e tinta vai &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/03/09/um-futuro-para-os-livros-de-papel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos reconhecer: Não escrevemos mais em rochas ou em papiro. Não fazemos mais livros à mão e quem tem menos de 15 anos muitas vezes não sabe o que é uma fita K7 ou VHS.</p>
<p>O papel e tinta vai acabar. Isso é indiscutível. E a cada dia fica mais claro que será muito em breve e por isso evitarei discutir agora os <a href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/19/livros-na-era-digital/">livros na era digital</a>.</p>
<p>No entanto algumas das limitações dos livros de papel os tornam úteis e, até mesmo um defensor do livro digital como eu, deve pensar em preservar:</p>
<ul>
<li>Temos que treinar nossa linearidade e livros digitais são hipertextuais</li>
<li>Percorrer com os olhos prateleiras de livros tem algo do labirinto de Borges em Aleph, tem uma dimensão lúdica no papel que será fatalmente diferente no digital</li>
</ul>
<p>Apesar disso a imposição memética matará em breve o livro de papel e tinta para assim liberar seus conteúdos para fluirem livremente por um número muito maior de mentes.</p>
<p>Certo disso, e lamentando pelo universo lúdico antigo que não sobreviverá no novo digitolúdico, tenho refletido longamente e hoje fui recompensado com um insight que passo a compartilhar.</p>
<p>Podemos levar as livrarias modernas um passo adiante aumentando seus espaços de leitura e movendo sua fonte de lucro para outros serviços.</p>
<p>Os livros de papel poderiam ficar disponíveis para leitura gratuita para todos que consumissem cafés, bolos, sanduiches.</p>
<p>Poderiam haver espaços de leitura interativa para as pessoas dispostas a comparar e conversar sobre os livros que estão lendo.</p>
<p>Cada um desses centros de leitura poderia ter duas ou três salas para falas, debates e encontros. Alguns pagos, outros gratuitos.</p>
<p>Uma das grandes limitações dos livros de papel que não consigo ver como vantagem é seu caráter solitário e anti-sociável. E isso seria praticamente eliminado em espaços de leitura onde as pessoas naturalmente se interessariam umas pelas outras quando não estivessem lendo.</p>
<p>Esse é apenas um rascunho de uma proposta, mas livrarias e editoras devem começar a pensar em alternativas como essas imediatamente pois o mercado editorial certamente é o próximo passo na digitalização da humanidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Avatar, o filme de James Cameron</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 22:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Avatar]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[Pandora]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, Avatar é um filme profundo e inspirador, melancólico por mostrar um paraíso que jamais alcançaremos, racista por apresentar um humano como salvador de indígenas ou apenas uma singela fábula? <a href="http://www.roney.com.br/2010/01/13/avatar-o-filme-de-james-cameron/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não pretendia comentar Avatar aqui pois apesar de ser um filme com belos efeitos visuais e uma história com boa mensagem ecológica e de criação de pontes entre culturas definitivamente não é nem um filme original e nem contém questões novas ou especialmente bem colocadas.
</p>
<p>No entanto, depois do <a title="Box Office com as maiores bilheterias de todos os tempos" target="_blank" href="http://boxofficemojo.com/alltime/world/">enorme sucesso de bilheteria</a> e de comentários dizendo que <a title="Raciscmo em Avatar? (Inglês)" target="_blank" href="http://news.yahoo.com/s/ap/20100111/ap_on_en_mo/us_avatar_racism">o filme é racista</a>, que algumas pessoas ficam <a title="Pessoas se deprimem porque não sabem que a Terra é como Pandora (Inglês)" target="_blank" href="http://www.cnn.com/2010/SHOWBIZ/Movies/01/11/avatar.movie.blues/index.html">deprimidas porque Pandora não existe</a> e que é uma <a title="Artigo sobre a importância e profundidade de Avatar" target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/jan/11/mawkish-maybe-avatar-profound-important">obra importante, profunda e inspiradora</a> decidi dar os meus pitacos.
</p>
<p style="color: rgb(255, 0, 0);">O filme é bem óbvio e não creio que ler sobre ele estrague a graça de assistí-lo, mas assim mesmo aviso que esse post terá spoillers, ou seja, vou ter que falar em coisas que você pode querer ver em primeira mão no filme então se esse for o caso só continue a ler se já assistiu.
</p>
<h3>Racismo em Avatar<br />
</h3>
<p>O argumento seria que o salvador dos indígenas era um humano branco e supostamente, para não ser recista teria que ser o contrário: os nativos teriam que salvar os civilizados&#8230;
</p>
<p>Francamente acho que foi justamente o que aconteceu. Os humanos são mostrados como seres rudes, insensíveis, gananciosos e selvagens. Creio que a sensação geral da platéia é a de se envergonhar de fazer parte da espécie humana.
</p>
<p>Se Avatar é racista é contra os humanos.
</p>
<p>Nota-se claramente, como em Dança com Lobos ou O Último Samurai que a cultura e sabedoria superiores dos nativos é que salvam o humano moralmente primitivo, mas Avatar vai muito além pois o humano não abandona simplesmente sua cultura, ele deixa de ser humano para se tornar N&#8217;avi.
</p>
<p>Esse racismo anti-humano me incomoda um pouco pois creio que nossa espécie já anda com a auto estima muito baixa e reforçar isso pode nos desesperar em vez de nos trazer novo fôlego. E sabemos que para algumas pessoas filmes são um tipo de constatação da verdade e não um reflexo dos medos e sonhos do artista.
</p>
<h3>Pandora existe. É aqui&#8230;<br />
</h3>
<p>É curioso que as pessoas se sintam deprimidas por Pandora não ser real. Algumas das <a title="Alguns animais, plantas e outros seres que brilham no escuro" target="_blank" href="http://www.oddee.com/item_96794.aspx">formas de vida bioluminescentes da Terra</a> são até mais belas do que as do filme.
</p>
<p>Devo lembrar também que a teoria de Gaia consiste justamente na suposição de que nosso planeta se comporta como um organismo de tal forma que uma seca em uma região provoca chuvas em outra mantendo assim um equilíbrio da biosfera.
</p>
<p>Infelizmente a maioria dos humanos vive hoje em um mundo virtual construído de corredores de concreto, ruas de asfalto, túneis e poderosas luzes urbanas que nos impedem de ver o organismo Gaia em funcionamento.
</p>
<p>Antes que alguém afirme que Gaia está morta e que nossas emissões de CO2 e descarte de plásticos foram as armas do crime sugiro uma espiada na <a title="Mass extinctions timeline" target="_blank" href="http://dsc.discovery.com/earth/wide-angle/mass-extinctions-timeline.html">história das extinções em massa</a> para constatar que Gaia já enfrentou golpes milhares de vezes mais poderosos que os nossos. A biosfera está garantida.
</p>
<h3>Filme profundo e inspirador<br />
</h3>
<p>Talvez na tentativa de explicar o sucesso do filme nas bilheterias o crítico acabou lançando esse paradoxo.
</p>
<p>Estou convencido que uma obra de arte profunda é incapaz de atingir a maioria dos humanos.
</p>
<p>Se todos nós buscassemos uma reflexão profunda da nossa existência provavelmente entraríamos em colapso nervoso <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Ainda somos uma forma de consciência muito jovem para nos dedicarmos a tal esforço coletivo.
</p>
<p>Avatar é uma história comum, com belos efeitos especiais e uma carga emocional que, ouso sugerir, pegou as pessoas porque todos nós estamos cansados do mundo primitivo da civilização das coisas e temos uma necessidade enorme de reconexão com os sentimentos e ideias simples da vida. Nós desejamos ser N&#8217;avis.
</p>
<p>Só espero que nossa falta de conhecimento do nosso próprio planeta e alma aliados à erva daninha do fatalismo que se sustenta em nossa baixa auto estima não nos transforme em tristes espectros que não acreditam no futuro.
</p>
<h3>Pandora<br />
</h3>
<p>O nome do planeta é o único ponto que eu destacaria no filme.
</p>
<p>Vamos deixá-la aberta e lamentar nossos desvios morais ou vamos todos segurar a esperança e tentar conter a ganância, a ignorância, o medo, o preconceito, o orgulho (sempre disse que orgulho é antônimo de auto estima ou amor próprio) e outros sentimentos que nos tornam indivíduos menos preciosos para construir o futuro da nossa civilização e do planeta?<br />
  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vamos ajudar a indústria da TV por Assinatura?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/12/08/vamos-ajudar-a-industra-da-tv-por-assinatura/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 20:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[net]]></category>
		<category><![CDATA[sky]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[tv assinatura]]></category>
		<category><![CDATA[tv digital]]></category>

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		<description><![CDATA[O que REALMENTE nos levaria a defender os distribuidores de canais pagos? <a href="http://www.roney.com.br/2009/12/08/vamos-ajudar-a-industra-da-tv-por-assinatura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um email de uma amiga convocando os contatos dela a se unirem para defender os interesses das TVs por assinatura que podem ser obrigadas a produzir mais material nacional, afinal é mais barato comprar o que já deu certo (ou não) lá fora do que participar dos riscos de investir na produção cultural nacional e dar emprego para pessoas aqui, né?
</p>
<p>Para falar a verdade não sei porque alguém se sentiria estimulado a defender essa indústria, deve ser para não ser obrigado a recorrer à prática considerada criminosa de baixar filmes e séries via Torrent.
</p>
<p>Bem, não sei porque as pessoas tratam de assuntos de interesse geral por email, mas, apesar de já ter respondido o que acho, vou anexar a resposta que mandaria:
</p>
<blockquote>
<p>Humm&#8230; Televisão&#8230; Televisão&#8230; Calma, vou lembrar o que era&#8230;</p>
<p>Puxa! Vc pegou do fundo do baú! Tô começando a lembrar!</p>
<p>Numa época em que ninguém podia escolher o quê ou quando ver tinha um tipo de rádio com imagens que a gente captava em coisas que pareciam monitores velhos de computador e tinham péssima imagem além de uma programação limidada a uns 11 canais.</p>
<p>Depois veio a tal TV por assinatura, seguindo a elitista tradição brasileira que condena os pobres a péssimos serviços e os ricos a aceitarem pagar resignadamente pelo que o estado deveria prover: a educação é uma merda, mando meus filhos para o exterior, o transporte público não funciona então compro um carro, a televisão aberta é ruim então pago uma assinatura&#8230;
  </p>
<p>Me parece que a única elite é o governo enquanto os ricos são patos e os pobres ratos&#8230; Orwell faria uma festa no Brasil! <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p> Se bem me lembro as pessoas pagavam felizes por um serviço sem qualquer respeito pelo consumidor que era obrigado a pagar por pacotes com centenas de canais mesmo que só assistissem três ou quatro, para ter 24h de transmissão quando só assistiam umas duas por dia. E, para piorar tudo, assim como a TV aberta, você tinha que estar em casa na hora do programa ou comprar um dispositivo para gravá-lo pois, é inacreditável, eu sei, mas os programas passavam em horários fixos e não quando a gente solicitava!!!</p>
<p> Logo no começo do século XXI abandonei essa tecnologia irritante passando a ver mais DVDs e coincidentemente foi em uma época em que eu tinha pouco tempo para vídeos pois estava escrevendo e lendo muito (online, claro). A minha pequena necessidade videográfica se resumia a Dr. Who que passava uma vez por semana e, se não me falha a memória, foi interrompido por um ano no final da primeira década do século XXI.</p>
<p> Ah! Teve também uma tal de TV aberta digital&#8230; Veio com promessas de permitir a democratização das transmissões abertas e canais comunitários, mas por pressão de cartéis das principais transmissoras, acabou sendo igual à TV não digital, com os mesmos canais, mas com a possibilidade de ver os poros dos atores, uma coisa meio nojenta, felizmente foi natimorta.</p>
<p> Por isso tudo, quando os grupos responsáveis pelas TVs por assinatura se uniram contra a determinação do governo que os obrigaria a produzir mais conteúdo nacional, a única vez que me manifestei foi para dizer que por mim 100% da programação dos canais transmitidos para o Brasil deveriam exibir conteúdo nacional ou relevante para os nossos interesses.
  </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Godofredo chega em 12 de dezembro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/11/28/godofredo-chega-em-12-de-dezembro/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Godofredo]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Manole]]></category>

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		<description><![CDATA[O Godô dança será lançado sábado, dia 12 de dezembro de 2009, das 11h30 às 14h, na Livraria Sobrado, na&#160;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP. Vai ter contação de estória para os pequenos. Godofredo é um &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/28/godofredo-chega-em-12-de-dezembro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>O <em>Godô dança</em> será lançado</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>sábado, dia 12 de dezembro de 2009,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>das 11h30 às 14h,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na </strong><a title="Livraria Sobrado" href="http://livrariasobrado.com.br/" target="_blank"><strong>Livraria Sobrado</strong></a><strong>,</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>na&nbsp;Av. Moema, 493 – Moema – São Paulo – SP.</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vai ter contação de estória para os pequenos.</strong>
</p>
<p><a title="Site oficial do livro infantil de Carolina Vigna-maru" target="_blank" href="http://godofredo.org/">Godofredo</a> é um livro infantil escrito por Carolina Vigna-Maru, amiga de longa data e uma das pessoas mais cultas que conheço.
</p>
<p>Poucos amigos me pedem para escrever sobre seus trabalhos porque minha natureza solitária me torna um crítico sem pudor: Se for ruim eu falarei mal.
</p>
<p>No entanto esse ainda não é um post sobre o livro, posto que não o li ainda, mas sobre a autora, seu estilo e a densidade das suas palavras.
</p>
<p>Já li muitas coisas da Carol e há nelas várias qualidades que me enchem de expectativa e esperança diante dessa publicação.
</p>
<p>Em primeiro lugar há justamente uma densidade de experiências e profundidade de vida que frequentemente transbordam, no cenário, no caráter dos personagens ou até permeiam toda a obra (conto, poema&#8230;) fazendo das suas criações muito mais do que arte de consumo.
</p>
<p>Não menos importante: ela escreve para nossa porção inteligente, jamais para nossos aspectos tolos.
</p>
<p>Como disse mais acima, quando é ruim não me importo se é amigo ou não, entretanto, vindo da Carol realmente espero uma obra no mínimo original e instigante. Vá conferir <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
  </p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ciência e a transformação da consciência nas profecias maias para 2012</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/11/25/a-ciencia-e-a-transformacao-da-consciencia-nas-profecias-maias-para-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 04:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[maia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.roney.com.br/?p=2248</guid>
		<description><![CDATA[Apesar de cientificamente improcedentes as crenças apocalipticas modernas podem refletir um desejo positivo de mudanças desejáveis em nossa cultura e filosofia <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/25/a-ciencia-e-a-transformacao-da-consciencia-nas-profecias-maias-para-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Sobre a dificuldade de falar em crenças<br />
</h2>
<p> Profecias não são previsões, elas são fruto de crença e falar em crenças é complexo pois o modelo de raciocínio nesses casos segue mais ou menos o seguinte roteiro:
</p>
<ol>
<li>Sinto que isso é verdade</li>
<li>Outros sentem igual, então deve ser verdade</li>
<li>Buscar comprovações lógicas para a crença</li>
</ol>
<p>Alguns nem precisam do segundo item.
</p>
<p>Aqui tentarei seguir outra forma de raciocínio pois parter de uma intuição ou crença pode ser muito útil do ponto de vista psicológico, mas dificilmente nos leva a conclusões lógicas ou racionais.<br />
  
</p>
<h2>De onde vem a síndrome do apocalipse?<br />
</h2>
<p>Lá no final desse post há um artigo da Veja (quem diria?) que fala sobre isso, mas arriscarei um resumo da minha própria opinião.
</p>
<p>O caminho da consciencia instintiva animal para uma consciência racional (e porque não cósmica?) não é nada fácil. Quando tivemos o primeiro lampejo da consciência que temos desenvolvido e da capacidade de raciocínio que a acompanha devemos ter nos petrificado de pavor diante de um universo vastíssimo de coisas que passaram a ter que ser explicadas e isso sem falar nas emoções e pensamentos que nos assaltam. Aliás, há um livro bem instigante sobre isso, <a title="Compre no Submarino" target="_blank" href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=146316/?franq=140442">Maya de Jostein Gaarder</a>. A coincidência de nome é apenas uma coincidência, mas é providencial!
</p>
<p>Desde o início dos nossos tempos como humanos temos enfrentado mais transformações do que nossa mente gostaria, basta pegar qualquer período de 20 anos na história da humanidade para ver que, quanto mais perto do presente, mais rápidas são as transformações. Não que não fossem rápidas nos tempos da Bíblia quando num período de uns 50 anos (desde o nascimento de Moisés) profundas modificações ocorreram no império do Egito, ou nos tempos de Aquenaton.
</p>
<p>É natural que, diante das profundas transformações que nossa cultura, tecnologia, economia, sociedade etc. estão passando nós experimentemos uma sensação de morte. <a title="Sobre o livro O Medo à liberdade" target="_blank" href="http://www.filosofia.com.br/vi_classic.php?id=9">Erich Fromm já falava nisso em 1941</a> e não creio que estivesse muito longe da &#8220;verdade&#8221;: nós vivenciamos a transformação como se fosse uma morte.
</p>
<h2>O que dizem as profecias?<br />
</h2>
<p>Sou um apaixonado por física desde os 11 anos quando comecei a ler <a title="À venda no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21534107/evolucao+da+fisica,+a&amp;franq=140442">A Evolução de física de Albert Einstein e Leopold Infeld</a>(demorei anos!) e, do ponto de vista científico, não consigo levar nada a sério nas profecias, mas vou falar disso mais abaixo.
</p>
<p>Há uma razão para todos buscarem profecias e creio que a razão é a busca por uma forma de consciência que se ajuste melhor aos nossos tempos.
</p>
<p>Talvez as sucessivas falhas em prever o fim do mundo ou sua mágica transformação radical seja até uma forma de despertarmos para o fato de que somente o nosso trabalho lento e continuado de evolução consciente (a evolução caótica e inconsciente a gente já seguiu por muito tempo) é o único caminho para transformar nosso futuro e não esperar que o sol, Zuvuya ou qualquer outro fenômeno sobrenatural agite uma varinha transformando nossa consciência em um passe de mágica.
</p>
<p>Aliás, sobre isso, há a brilhante graphic novel <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0871351668?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=0871351668">Dr Strange Shamballa</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0871351668" style="border: medium none ! important; margin: 0px ! important;" border="0" height="1" width="1" /> de J.M. DeMatteis.
</p>
<p>Das discussões que acompanhei e pelo que ouvi dos amigos que acreditam em um evento em 2012 percebi que, tirando a coisa dos cataclismas cinematográficos ou transoformações mágicas tudo se traduz em mudanças de consciência, principalmente:
</p>
<ol>
<li>Aprender a ver nas diferenças culturais, sociais, filosóficas e outras não um incômodo a tratar com tolerância, mas um maravilhoso fenômeno da nossa diversidade memética (não resisto a usar o termo ao menos uma vez) que deve ser admirada e festejada;</li>
<li>O estabelecimento de relações mais justas entre países ou mesmo o fim dos países</li>
<li>Tomar as rédeas do nosso desenvolvimento e buscar uma consciência maior do nosso caminho evolutivo</li>
<li>Passar a conviver com nosso meio ambiente adaptando-nos a ele em vez de tentar adaptá-lo a nós (gosto muito dessa)</li>
<li>Fim do controle da sociedade pelo medo e pela culpa caracteríscos da cultura judaico-cristã. Essa também é uma boa meta: trocar a sociedade de controle do espetáculo (vide Guy Debord) pela sociedade liberadora do conhecimento (muito embora ainda haverá outras formas de controle nocivo a superar no futuro)</li>
<li>Mudança do sistema econômico: na era do produto e do captalismo cognitivo as regras de mercado da oferta e procura estão em xeque e realemente devem mudar</li>
<li>Telepatia: comunicação ampla entre todos os humanos. Bem, para os conectados basta listar o Google Latitude, Twitter, internet movel, marcapasso wifi&#8230; Se não fizer sentido é só googlar.<br />
  </li>
<li>A susbstituição da satisfação pelo consumo (comprar, comer, beber, festejar) que é predatória dos nossos recursos e pode ser útil para preservar os genes, mas nociva aos memes (ok, foi a última vez) por uma busca de satisfação pela criação, ou seja, em vez de destruir, consumir passaríamos a nos dedicar à nossa superação pessoal e coletiva</li>
<li>Coletividade é um ponto falho em quase todos os discursos proféticos: a maioria parece satisfeita em ser salva da destruição enquanto os perdidos ficariam aqui para morrer. Essa é uma das críticas mais consistentes aos movimentos esotéricos, de auto-ajuda e da lei da atração que, acredito, tem interseções com os grupos que acreditam em profecias apocalipticas</li>
</ol>
<p>Outro ponto preocupante é que parece haver uma certa unanimidade entre essas pessoas de que a nossa espécie é o anticristo ou coisa similar e que as profecias de alguma forma indicam a liberação da Terra da praga chamada humanidade. Esse impulso suicida e auto destrutivo pode nos causar problemas caso se torne uma crença predominante.<br />
  
</p>
<h2>A ciência das profecias<br />
</h2>
<p>Resolvi deixar isso para o final pois não vejo qualquer sentido na suposta ciência que apoiaria as profecias, mas simpatizo com as propostas de mudança de consciência que elas sugerem.<br />
  
</p>
<h3>A data<br />
  <br />
</h3>
<p>É claro que faz sentido assumir que o solstício de verão (aqui no hemisfério sul) seria o marco do fim do mundo, afinal no hemisfério dos Maias ocorre o solstício de inverno que, na maioria das culturas sintonizadas com os ritmos das estações, marca o fim do ano e a necessidade de se preparar para as dificuldades do inverno.
</p>
<p> No entanto se estamos falando em um cálculo baseado no calendário astronômico Maia (considerado 4s mais preciso que o nosso) então o fim do ciclo de 5125 anos não cairia no dia do solstício&#8230;<br />
  
</p>
<p>Considerando que o calendário maia era 4s mais preciso do que o usado hoje (que tem erro de <a title="Entenda os anos bisextos na Wikipedia" target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano_bissexto">5h48m46s</a> por ano teríamos que fazer o seguinte cálculo para compensar o erro:
</p>
<blockquote>
<p><a title="Correção no Wolfram Alpha do dia do fim do mundo conforme os Maias" target="_blank" href="http://www.wolframalpha.com/input/?i=12/21/2012++((5125*0.2422)+-((4/(3600*24))*5125))+days">12/21/2012 +((5125*0.2422) -((4/(3600*24))*5125)) days</a>
  </p>
</blockquote>
<p>Considerando uma sobra de 5h42m no cálculo acima e o que o <a title="Solstício de verão de acordo com o Wolfram Alpha" target="_blank" href="http://www.wolframalpha.com/input/?i=summer+solstice+2012">solstício de verão em 2012 será às 9h18m</a> isso nos leva a uma <strong>nova data para o fim do mundo: 15 de maio de 2016, exatamente às 15h de um domingo</strong>. Caso o mundo não acabe em 2012&#8230;
</p>
<h3>A Sabedoria Maia<br />
</h3>
<p> Bem&#8230; Para alimentar as energias do sol eles matavam os inimigos vencidos em batalha e ungiam seus ídolos (frequentemente a serpente de plumas) com seu sangue. Na falta de inimigos ou em festas especiais eles sacrificavam crianças e mulheres.
</p>
<p>Diante disso o hábito de deformar o crânio das crianças para lhes dar um formato longilínio é só um senso estético duvidoso.
</p>
<p>Seu esporte mais sagrado era um jogo de bola onde o líder do time vencedor era decaptado.
</p>
<p>Quando os colonizadores chegaram a civilização já havia passado por um grande cataclisma e se estava em declínio, muito provavelmente por ter esgotado seus recursos naturais.
</p>
<p>Muitas culturas antigas desenvolveram supreendentes conhecimentos de astronomia, mas isso não faz delas culturas sábias.<br />
  
</p>
<h3>A Terra no centro da Via Láctea<br />
</h3>
<p>De acordo com as nossas observações nosso sistema solar está a cerca de 32 mil e 600 anos luz (10 Kilo parsecs) de distância do centro da nossa galáxia o que se aproxima de 11 bilhões de kilômetros&#8230; É muito longe e o único registro de um fenômeno assim que eu conheço está na quinta temporada do seriado de ficção científica Doutor Who.
</p>
<p> É possível que estejam confundindo com o plano central da galáxia.
</p>
<p>Na imagem abaixo vemos a galáxia como seria vista de cima e nosso sol está marcado nela mais ou menos entre a borda do prato e o centro dele:
</p>
<p><a title="Veja a imagem na Wikipedia" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:236084main_MilkyWay-full-annotated.jpg"><img alt="Representação da Via Láctea - Fonte: Wikipedia" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/236084main_MilkyWay-full-annotated.jpg/600px-236084main_MilkyWay-full-annotated.jpg" align="baseline" /></a>
</p>
<p> Agora imagine que você vire o prato para vê-lo pelo lado. Você terá uma imagem mais ou menos assim:
</p>
<p><a title="Imagem original na Wikipedia" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Milkyway_pan1.jpg"><img alt="Imagem lateral da Via Láctea - Fonte: Wikipedia" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/Milkyway_pan1.jpg" align="baseline" height="109" width="509" /></a>
</p>
<p>O plano central seria nesse caso o prato e é como se o nosso Sol uma hora estivesse sob o prato, outra hora acima dele. No meio tempo ele passaria por regiões mais densamente povoadas de estrelas.
</p>
<p>Isso acontece a cada 35 milhões de anos e nesse momento estamos a vários anos luz desse evento o certamente significa alguns milhares de anos, senão milhões até que isso aconteça.
</p>
<h3>Nibiru ou Hercólobus: o planeta assassino<br />
</h3>
<p> A aproximação de um planeta (ou asteroide) gigantesco é outra causa frequentemente citada, no entanto temo que lembrar que Galileu, com um telescópio primitivo, foi capaz de ver os anéis de Saturno e nos séculos seguintes nós nos desenvolvemos exponencialmente: não há como um planeta gigante vindo em nossa direção não ser percebido com décadas de antecedência.
</p>
<p>Nenhum observatório profissional ou amador detectou um corpo celeste candidato para ocupar o lugar do planeta assassino.
</p>
<p>E não se trata apenas de ser visível, um corpo de enormes dimensões deixaria rastros gravitacionais facilmente detectáveis conforme caminhasse por nosso sistema solar e isso não aconteceu. Ninguém percebeu anomalias nas órbitas dos planetas, cometas ou cinturão de asteroides.
</p>
<h3>Os neutrinos de Hollywood<br />
</h3>
<p>Logo nos minutos iniciais da superprodução de Hollywood, 2012, os Neutrinos mutantes são responsabilizados pelas mudanças no planeta.
</p>
<p>Bem, há três tipos de Neutrinos conhecidos: elétron, muon e tau. Todos eles, por não terem carga positiva ou negativa e pesarem praticamente nada, são capazes de atravessar anos luz de uma parede de chumbo sem sequer tocar em algum atomo ou mais propriamente elétron, neutron ou proton.
</p>
<p>Podemos até imaginar que ventos solares de gases mais densos (muito embora nosso Sol ainda seja jovem e composto predominantemente de hélio e hidrogênio) poderiam aquecer nosso planeta, mas nunca vi um estudo que desse essa capacidade a neutrinos.
</p>
<h3>A quarta dimensão e outros fenômenos mágicos<br />
</h3>
<p> A última causa mais frequente que achei para um suposto evento em 2012 envolve a passagem de algumas pessoas em nosso planeta para uma quarta dimensão e na intermediação de seres alienígenas ou espirituais que conduziriam ou nos auxiliariam nessa transição.
</p>
<p>Bem&#8230; Isso extrapola totalmente a nossa ciência.
</p>
<p>De acordo com o nosso conhecimento atual todos nós vivemos em um mundo com 10 ou 11 dimensões e somos seres quadridimensionais pois nos deslocamos no espaço (comprimento, altura e largura) e no tempo.
</p>
<p>Fossemos pensar em uma transição para outra dimensão teria que ser para a quinta de onde, supostamente, poderíamos olhar para o tempo como olhamos para uma linha e veríamos o passado, presente e futuro como uma coisa só.
</p>
<p>Vale a pena assistir o filme Flatland:
</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BWyTxCsIXE4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BWyTxCsIXE4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>&nbsp;
</p>
<p>Ou ler o <a title="Artigo na Wikipedia" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flatland">texto que o inspirou</a>: <a title="Texto integral em inglês" target="_blank" href="http://www.gutenberg.org/etext/97">Flatland</a> (gratuito no projeto Guttemberg)<br />
  
</p>
<h3>Conclusão<br />
</h3>
<p>O único fenômeno físico ou cósmico prestes a acontecer que pode nos atingir é o aumento da atividade dos ventos solares que pode causar apagões e danos em equipamentos eletrônicos, mas não vejo como isso poderia causar danos definitivos aos nossos sistemas lançando-nos de volta à era do fogo e da clava.
</p>
<p>Todas as supostas confirmações científicas para as previsões Maias que encontrei eram fruto de mau entendimento da nossa ciência e não encontrei nenhum cientista sério (estou incluindo físicos blogueiros revolucionários) que confirme algum evento astronômico mortal.<br />
  
</p>
<h2>Referências<br />
  <br />
</h2>
<h4>Artigos sugeridos por amigos<br />
  <br />
</h4>
<ul>
<li><a title="Dica de @1anonimo" target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=X-o-OL77RXQ">Ancião maia avisa para não ter medo de 2012</a> (video no Youtube) &#8211; @1anonimo<br />
   </li>
<li><a title="Vídeo sobre a nossa galáxia" target="_blank" href="http://www.5min.com/Video/What-is-the-Milky-Way-38356434">O que é a Via Láctea</a> (em Inglês) &#8211; @1anonimo</li>
<li><a title="Artigo na Wired sobre as possíveis panes elétricas" target="_blank" href="http://www.wired.com/wiredscience/2009/04/2012storms">The 2012 apocalypse na Wired</a> &#8211; @caribe</li>
<li><a title="Artigo sobre nossa atração psicológica por apocalipses" target="_blank" href="http://veja.abril.com.br/041109/fim-do-mundo-2012-p-090.shtml">O fim do mundo em 2012</a> (Revista Veja) &#8211; @caribe</li>
<li><a title="Boriska, o menino que se diz marciano" target="_blank" href="http://port.pravda.ru/print/sociedade/curiosas/22037-meninodemarte-0">Previsões do menino marciano Boriska</a> (se não houver uma catástrofe nos próximos 36 dias ele já terá errado uma&#8230;) &#8211; @caribe</li>
</ul>
<h4>Artigos de apoio<br />
</h4>
<ul>
<li> <a title="Textos sobre a cultura maia" target="_blank" href="http://www.mesoweb.com/stuart/notes/index.html">Textos (em Inglês) de David Stuart</a>, considerado um dos maiores estudiosos dos Maias&nbsp;</li>
<li><a title="Astronomy cast" target="_blank" href="http://www.astronomycast.com/listeners/questions-shows/questions-show-alignment-with-the-galactic-plane-destruction-from-venus-and-the-death-of-the-solar-system/">Alinhamenos e fenômenos galáticos que supostamente nos destruiriam</a> (Inglês)<br />
  </li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Crônica imaginária do fim da arte de Oiticica</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 23:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Oitcica]]></category>

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		<description><![CDATA[Um espectro imaginário que devora a arte e transpira ganância <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/18/cronica-imaginaria-do-fim-da-arte-de-oiticica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma sala laranja. Me afundo em um sofá laranja observando com o zoom da filmadora as pequenas rachaduras na parede laranja.
</p>
<p>Ao meu lado uma longilínea figura acinzentada balança uma velha fita VHS mofada supostamente com horas de filmagem das fotografias do acervo devorado pelas chamas de Helio Oiticica.
</p>
<p>Um grande artista reduzido a 640X480 pixels.
</p>
<p>- Se eu fosse você jogava tudo na Internet &#8211; tive que dizer
</p>
<p>- Você tem duas coberturas na Av. Atlântica? Não precisa de dinheiro?
</p>
<p>Pensei que não, pelo menos não ao custo de entregar a arte à língua ígnea da propriedade intelectual ou do esquecimento (felizmente fora da crônica <a title="Boa parte do acervo de Helio Oiticica pode ter sobrevivido" target="_blank" href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,perda-de-acervo-de-oiticica-pode-ter-sido-menor,452631,0.htm">parece que muito se salvou</a>).
</p>
<p>Tivessem fotografado, reproduzido, copiado e remixado Hélio Oiticica hoje ele seria imortal, sua voz ecoaria entre nós conforme-nos lançamos ao espaço explorando novas fronteiras.
</p>
<p>Quantas figuras cinzentas e longilíneas terão fragmentos preciosos de grandes obras escondidos em seus armários esperando a chance de se se fazer rico com o trabalho de outros? Com o trabalho da própria humanidade?
</p>
<p>Essa Malvina Cruela pode ser fruto da minha imaginação febril, um fantasma que saltou das rachaduras da parede diretamente para a minha retina através do zoom de uma cãmera digital, mas receio que haja muitas como ela.
</p>
<p>Minha personagem com certeza aceitaria destruir a fita por um bom preço&#8230;
</p>
<p>E lá vai ela pelo corredor, agarrada ao sonho de vender as torpes imagens de 640X480 por uma pequena fortuna, comprar suas coberturas, viagens para a europa e um guardaroupa cheio de sonhos, mas nenhuma arte.<br />
  </p>
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