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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Cinema &amp; Vídeo</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Cult japonês Batalha Real</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 04:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez a aparente superficialidade dos nossos relacionamentos seja um muro de proteção pois achamos que seremos vistos como fracos se revelarmos o tipo de amizade que procuramos. <a href="http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000F4LPJ6?ie=UTF8&#038;tag=galedeespe-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=9325&#038;creativeASIN=B000F4LPJ6"><img border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/04/battle_royale.jpg"></a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B000F4LPJ6" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />
<p>O filme (de 2000) na verdade nem é bom, mas me perturbou tanto que assisti faz vários dias e hoje tive que vier escrever sobre ele.</p>
<p>Pode continuar lendo sem medo pois não vou entregar nada que atrapalhe o prazer de assistir o filme</p>
<p>A história é simples e revelada logo no começo: Para conter a rebeldia adolescente o governo japonês passa a enviar turmas de colegas de escola na faixa dos 16 anos a uma ilha deserta onde eles tem duas opções, a de matar todos os amigos ou serem mortos se tiver mais de um sobrevivente ao fim de três dias.</p>
<p>É uma premissa básica um tanto tola, o começo do filme é bastante trash, ms com o decorrer da trama fui sendo capturado.</p>
<p>A questão que o filme nos impõe é a dos limites da amizade.</p>
<p>Em primeiro lugar o &#8220;plano&#8221; do governo para minar a iniciativa dos jovens é instigá-los uns contra os outros, criar desconfiança entre aqueles que deviam ser amigos, que aliás, foram colegas por anos.</p>
<p>Não é isso que fazem conosco vários seriados e manchetes ao apresentar o nosso vizinho como um possivel assassino serial? Nosso amigo como um psicopata aguardando a chance para nos fazer mal?</p>
<p>No entanto ao longo do filme inteiro somos levados a pensar na profundidade das nossas amizades e até onde estamos dispostos a confiar e nos sacrificar pelos amigos.</p>
<p>Vale a pena assistir o filme se perguntando se alguma daquelas amizades vai sobreviver ao dilema &#8220;ou ele ou eu&#8221; e observando também você e seus amigos.</p>
<p>O que mais me anima (o filme na verdade é um bocado deprimente) é perceber que a história se tornou um cult entre tribos digitais, as mesmas que são consideradas insensíveis e incapazes de relacionamentos reais (só se relacionariam em jogos e via Internet).</p>
<p>Sempe que observo a suposta frieza moderna o que sinto são muros de defesa que escondem uma profunda vontade de ter amizades capazes de sobreviver a esse dilema &#8220;eu ou ele&#8221;.</p>
<p>A propósito, o único seriado de tv que realmente adoro é Doctor Who em que o protagonista (com mais de 900 anos) está sempre disposto a morrer pelos amigos (ou não) humanos.</p>
<p>No momento o filme está <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21351912/dvd+batalha+real+-+versao+especial+do+diretor/?franq=140442">esgotado no Submarino</a>, mas é possível que esteja disponível na sua locadora.</p>
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		</item>
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		<title>Avatar, o filme de James Cameron</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/01/13/avatar-o-filme-de-james-cameron/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2010/01/13/avatar-o-filme-de-james-cameron/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 22:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Avatar]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[Pandora]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, Avatar é um filme profundo e inspirador, melancólico por mostrar um paraíso que jamais alcançaremos, racista por apresentar um humano como salvador de indígenas ou apenas uma singela fábula? <a href="http://www.roney.com.br/2010/01/13/avatar-o-filme-de-james-cameron/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não pretendia comentar Avatar aqui pois apesar de ser um filme com belos efeitos visuais e uma história com boa mensagem ecológica e de criação de pontes entre culturas definitivamente não é nem um filme original e nem contém questões novas ou especialmente bem colocadas.
</p>
<p>No entanto, depois do <a title="Box Office com as maiores bilheterias de todos os tempos" target="_blank" href="http://boxofficemojo.com/alltime/world/">enorme sucesso de bilheteria</a> e de comentários dizendo que <a title="Raciscmo em Avatar? (Inglês)" target="_blank" href="http://news.yahoo.com/s/ap/20100111/ap_on_en_mo/us_avatar_racism">o filme é racista</a>, que algumas pessoas ficam <a title="Pessoas se deprimem porque não sabem que a Terra é como Pandora (Inglês)" target="_blank" href="http://www.cnn.com/2010/SHOWBIZ/Movies/01/11/avatar.movie.blues/index.html">deprimidas porque Pandora não existe</a> e que é uma <a title="Artigo sobre a importância e profundidade de Avatar" target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/jan/11/mawkish-maybe-avatar-profound-important">obra importante, profunda e inspiradora</a> decidi dar os meus pitacos.
</p>
<p style="color: rgb(255, 0, 0);">O filme é bem óbvio e não creio que ler sobre ele estrague a graça de assistí-lo, mas assim mesmo aviso que esse post terá spoillers, ou seja, vou ter que falar em coisas que você pode querer ver em primeira mão no filme então se esse for o caso só continue a ler se já assistiu.
</p>
<h3>Racismo em Avatar<br />
</h3>
<p>O argumento seria que o salvador dos indígenas era um humano branco e supostamente, para não ser recista teria que ser o contrário: os nativos teriam que salvar os civilizados&#8230;
</p>
<p>Francamente acho que foi justamente o que aconteceu. Os humanos são mostrados como seres rudes, insensíveis, gananciosos e selvagens. Creio que a sensação geral da platéia é a de se envergonhar de fazer parte da espécie humana.
</p>
<p>Se Avatar é racista é contra os humanos.
</p>
<p>Nota-se claramente, como em Dança com Lobos ou O Último Samurai que a cultura e sabedoria superiores dos nativos é que salvam o humano moralmente primitivo, mas Avatar vai muito além pois o humano não abandona simplesmente sua cultura, ele deixa de ser humano para se tornar N&#8217;avi.
</p>
<p>Esse racismo anti-humano me incomoda um pouco pois creio que nossa espécie já anda com a auto estima muito baixa e reforçar isso pode nos desesperar em vez de nos trazer novo fôlego. E sabemos que para algumas pessoas filmes são um tipo de constatação da verdade e não um reflexo dos medos e sonhos do artista.
</p>
<h3>Pandora existe. É aqui&#8230;<br />
</h3>
<p>É curioso que as pessoas se sintam deprimidas por Pandora não ser real. Algumas das <a title="Alguns animais, plantas e outros seres que brilham no escuro" target="_blank" href="http://www.oddee.com/item_96794.aspx">formas de vida bioluminescentes da Terra</a> são até mais belas do que as do filme.
</p>
<p>Devo lembrar também que a teoria de Gaia consiste justamente na suposição de que nosso planeta se comporta como um organismo de tal forma que uma seca em uma região provoca chuvas em outra mantendo assim um equilíbrio da biosfera.
</p>
<p>Infelizmente a maioria dos humanos vive hoje em um mundo virtual construído de corredores de concreto, ruas de asfalto, túneis e poderosas luzes urbanas que nos impedem de ver o organismo Gaia em funcionamento.
</p>
<p>Antes que alguém afirme que Gaia está morta e que nossas emissões de CO2 e descarte de plásticos foram as armas do crime sugiro uma espiada na <a title="Mass extinctions timeline" target="_blank" href="http://dsc.discovery.com/earth/wide-angle/mass-extinctions-timeline.html">história das extinções em massa</a> para constatar que Gaia já enfrentou golpes milhares de vezes mais poderosos que os nossos. A biosfera está garantida.
</p>
<h3>Filme profundo e inspirador<br />
</h3>
<p>Talvez na tentativa de explicar o sucesso do filme nas bilheterias o crítico acabou lançando esse paradoxo.
</p>
<p>Estou convencido que uma obra de arte profunda é incapaz de atingir a maioria dos humanos.
</p>
<p>Se todos nós buscassemos uma reflexão profunda da nossa existência provavelmente entraríamos em colapso nervoso <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Ainda somos uma forma de consciência muito jovem para nos dedicarmos a tal esforço coletivo.
</p>
<p>Avatar é uma história comum, com belos efeitos especiais e uma carga emocional que, ouso sugerir, pegou as pessoas porque todos nós estamos cansados do mundo primitivo da civilização das coisas e temos uma necessidade enorme de reconexão com os sentimentos e ideias simples da vida. Nós desejamos ser N&#8217;avis.
</p>
<p>Só espero que nossa falta de conhecimento do nosso próprio planeta e alma aliados à erva daninha do fatalismo que se sustenta em nossa baixa auto estima não nos transforme em tristes espectros que não acreditam no futuro.
</p>
<h3>Pandora<br />
</h3>
<p>O nome do planeta é o único ponto que eu destacaria no filme.
</p>
<p>Vamos deixá-la aberta e lamentar nossos desvios morais ou vamos todos segurar a esperança e tentar conter a ganância, a ignorância, o medo, o preconceito, o orgulho (sempre disse que orgulho é antônimo de auto estima ou amor próprio) e outros sentimentos que nos tornam indivíduos menos preciosos para construir o futuro da nossa civilização e do planeta?<br />
  </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Vamos ajudar a indústria da TV por Assinatura?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/12/08/vamos-ajudar-a-industra-da-tv-por-assinatura/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 20:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
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		<category><![CDATA[televisão]]></category>
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		<category><![CDATA[tv digital]]></category>

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		<description><![CDATA[O que REALMENTE nos levaria a defender os distribuidores de canais pagos? <a href="http://www.roney.com.br/2009/12/08/vamos-ajudar-a-industra-da-tv-por-assinatura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um email de uma amiga convocando os contatos dela a se unirem para defender os interesses das TVs por assinatura que podem ser obrigadas a produzir mais material nacional, afinal é mais barato comprar o que já deu certo (ou não) lá fora do que participar dos riscos de investir na produção cultural nacional e dar emprego para pessoas aqui, né?
</p>
<p>Para falar a verdade não sei porque alguém se sentiria estimulado a defender essa indústria, deve ser para não ser obrigado a recorrer à prática considerada criminosa de baixar filmes e séries via Torrent.
</p>
<p>Bem, não sei porque as pessoas tratam de assuntos de interesse geral por email, mas, apesar de já ter respondido o que acho, vou anexar a resposta que mandaria:
</p>
<blockquote>
<p>Humm&#8230; Televisão&#8230; Televisão&#8230; Calma, vou lembrar o que era&#8230;</p>
<p>Puxa! Vc pegou do fundo do baú! Tô começando a lembrar!</p>
<p>Numa época em que ninguém podia escolher o quê ou quando ver tinha um tipo de rádio com imagens que a gente captava em coisas que pareciam monitores velhos de computador e tinham péssima imagem além de uma programação limidada a uns 11 canais.</p>
<p>Depois veio a tal TV por assinatura, seguindo a elitista tradição brasileira que condena os pobres a péssimos serviços e os ricos a aceitarem pagar resignadamente pelo que o estado deveria prover: a educação é uma merda, mando meus filhos para o exterior, o transporte público não funciona então compro um carro, a televisão aberta é ruim então pago uma assinatura&#8230;
  </p>
<p>Me parece que a única elite é o governo enquanto os ricos são patos e os pobres ratos&#8230; Orwell faria uma festa no Brasil! <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p> Se bem me lembro as pessoas pagavam felizes por um serviço sem qualquer respeito pelo consumidor que era obrigado a pagar por pacotes com centenas de canais mesmo que só assistissem três ou quatro, para ter 24h de transmissão quando só assistiam umas duas por dia. E, para piorar tudo, assim como a TV aberta, você tinha que estar em casa na hora do programa ou comprar um dispositivo para gravá-lo pois, é inacreditável, eu sei, mas os programas passavam em horários fixos e não quando a gente solicitava!!!</p>
<p> Logo no começo do século XXI abandonei essa tecnologia irritante passando a ver mais DVDs e coincidentemente foi em uma época em que eu tinha pouco tempo para vídeos pois estava escrevendo e lendo muito (online, claro). A minha pequena necessidade videográfica se resumia a Dr. Who que passava uma vez por semana e, se não me falha a memória, foi interrompido por um ano no final da primeira década do século XXI.</p>
<p> Ah! Teve também uma tal de TV aberta digital&#8230; Veio com promessas de permitir a democratização das transmissões abertas e canais comunitários, mas por pressão de cartéis das principais transmissoras, acabou sendo igual à TV não digital, com os mesmos canais, mas com a possibilidade de ver os poros dos atores, uma coisa meio nojenta, felizmente foi natimorta.</p>
<p> Por isso tudo, quando os grupos responsáveis pelas TVs por assinatura se uniram contra a determinação do governo que os obrigaria a produzir mais conteúdo nacional, a única vez que me manifestei foi para dizer que por mim 100% da programação dos canais transmitidos para o Brasil deveriam exibir conteúdo nacional ou relevante para os nossos interesses.
  </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Deixa ela entrar: Terror ou poesia?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/11/18/deixa-ela-entrar-terror-ou-poesia/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 02:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
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		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[vampiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito mais do que um filme de vampiro, Let The Right One In é uma metáfora sobre amizade, humanidade, confiança e sacrifício <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/18/deixa-ela-entrar-terror-ou-poesia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[</p>
<p>Ao ver no <a title="Site do espaço de cinema do Unibanco" target="_blank" href="http://www.unibancocinemas.com.br/">Arteplex Unibanco</a> o cartaz da versão nacional de <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B001MYIXAC?ie=UTF8&#038;tag=galedeespe-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=390957&#038;creativeASIN=B001MYIXAC">Let The Right One In</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B001MYIXAC" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" /> me lembrei que não comentei esse filme ainda e pelo jeito finalmente ele vai entrar em cartaz no Rio.
</p>
<p>Pode ler o restante do post pois sempre me esforço para não dizer nada que diminua seu prazer de assistir o filme (ou ler o livro).<br />
  
</p>
<p> Algumas obras não deviam ser classificadas como terror, romance, ação ou drama: elas se constroem com tanta delicadeza que deviam ser chamadas apenas de obra ou, mais propriamente, arte.
</p>
<p>Não me entenda mal, Deixa Ela Entrar é um filme de terror e se você abomina o estilo não vá ver.
</p>
<p>Acontece que ele vai muito além disso, aliás, uma tristeza esse título. Uma tradução mais literal como &#8220;Deixe a pessoa certa entrar&#8221;, apesar de feia, seria muito melhor.
</p>
<p>A história se desenvolve justamente sobre a delicada e tênue fronteira entre quem é ou não confiável. O que constrói uma relação de confiança? O que nos separa ou aproxima do monstro, do selvagem e do humano.
</p>
<p>Já faz quase um ano que assisti esse filme em um DVD área 1 (em Inglês) e apesar das barreiras da língua ele me deixou marcas tão claras que me emociono enquanto escrevo.
</p>
<p>Bem, tenho que admitir que a minha leitura do filme não é a única. Eu achei belo e poético, outros podem facilmente achá-lo perverso e até ultrajante.
</p>
<p>Esta multiplicidade de significados é outra característica das obras de arte e o diretor Tomas Alfredson teve o meticuloso cuidado de não limitar os personagens a um carater definido apesar de criá-los com uma profundidade e riqueza incomuns no cinema moderno.
</p>
<p>Isso tudo sem falar que as atuações das crianças são de cair o queixo.
</p>
<p>Resumindo, é um filme para assistir com carinho e carregar na memória pois será útil em vários momentos da sua vida.<br />
  
</p>
<p> Você pode encontrá-lo em Inglês nas locadoras ou comprar na Amazon:
</p>
<p><iframe src="http://rcm.amazon.com/e/cm?lt1=_blank&#038;bc1=000000&#038;IS2=1&#038;bg1=FFFFFF&#038;fc1=000000&#038;lc1=0000FF&#038;t=galedeespe-20&#038;o=1&#038;p=8&#038;l=as1&#038;m=amazon&#038;f=ifr&#038;md=10FE9736YVPPT7A0FBG2&#038;asins=B001MYIXAC" style="width:120px;height:240px;" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0"></iframe></p>
<h3>Outras opiniões:<br />
</h3>
<ul>
<li><a title="Comentários logo ao final do filme" target="_blank" href="http://cabinecelular.com.br/index.php/2009/09/11/deixa-ela-entrar/">Cabine Celular</a><br />
  </li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Cinema: 2012</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/11/16/cinema-2012/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/11/16/cinema-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.roney.com.br/?p=2237</guid>
		<description><![CDATA[O que o ciinema catástrofe pode nos dizer sobre nossos medos, crenças e para onde eles podem nos levar? <a href="http://www.roney.com.br/2009/11/16/cinema-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada: pode ler o post pois não entregarei nada que atrapalhe o prazer de ver o filme.<br />
  
</p>
<p>2012 aproveita a <a title="Artigo cético em Inglês sobre a profecia Maya" target="_blank" href="http://www.skepdic.com/maya.html">suposta profecia Maia</a> (uma das únicas civilizações que provavelmente se extinguiu por ter esgotado seus recursos naturais) de que o mundo terminaria em 21/12/2012 (porque não 12/12/2012?) para elaborar mais um filme catástrofe na longa linha que vem desde Terremoto até os mais recentes Impacto Profundo, O Dia depois de Amanhã&nbsp; e Presságio.
</p>
<p>No entanto há muitas coisas interessantes a destacar no filme.
</p>
<p>Até pouco tempo o cinema catástrofe se resumia a inventar uma desculpa (geralmente esfarrapada) para uma série de desastres que os mocinhos teriam que driblar até que tudo voltasse ao normal.
</p>
<p>A fórmula básica não mudou, no entanto há coisas que não existiam antes, pelo menos não tão claramente.
</p>
<ul>
<li>Há um claro reconhecimento que nossa espécie é extremamente vulnerável e que poderia facilmente se extinguir</li>
<li>Desde Impacto Profundo essa modalidade de ficção nos pergunta: quem nossa civilização procuraria salvar (Ok, não vou esquecer Dr. Fantástico)&nbsp;</li>
</ul>
<p>Do ponto de vista de lazer 2012 vale pelos primeiros 40 minutos, o meio e o fim não são nem animados, nem suficientemente questionadores, no entanto ainda assim achei que valia a pena escrever sobre ele.
</p>
<p>Uma amiga ficou revoltada porque o mundo não vai acabar daquele jeito (err&#8230; alguém está achando que vai acabar de alguma forma?) e outro se perguntou se as pessoas agiriam do jeito que agem no filme.
</p>
<p>Gente&#8230; É um filme pipoca, não é nem documentário, muito menos tratado antropológico.
</p>
<p>O que há de interessante para observar nesses filmes são as questões básicas da moral e dos nossos medos intuitivos que tornam o filme um sucesso ou atraente para o espectador.
</p>
<p>E nesse sentido creio que, a cada novo filme catástrofe que é lançado as questões que estão nas entrelinhas são:
</p>
<ul>
<li>Será que não é hora de pensarmos em modos de preservar nossa espécie dos riscos naturais? Será que não está na hora de nos lançarmos ao espaço para o caso de algo terrível acontecer na Terra?</li>
<li>Qual é a essência da nossa espécie? Somente o caldeirão genético ou também nossa produção artística e cultural?</li>
<li>Cataclismas naturais (<a title="O que é e porque acontece um Tsunami?" target="_blank" href="http://www.roney.com.br/2004/12/27/tsunami-maremoto/">lembram do Tsunami de 2004</a>?) e artificiais (15 milhões de crianças morrem de fome por ano) já estão exterminando milhões de vidas, será que, em nosso estágio atual nossa civilização trabalharia em conjunto para salvar a nossa espécie ou trabalharia em segredo para salvar um punhado de ricos?</li>
</ul>
<p>Nada acontecerá em dezembro de 2012, mas me arrisco a dizer que, a cada dia, filme tolo a filme tolo, estamos construindo uma nova consciência a respeito da nossa fragilidade e da nossa moral.
</p>
<p>A Terra talvez experimente <a title="Post sobre a inevitabilidade das mudanças climáticas" target="_blank" href="http://www.roney.com.br/2009/05/27/ecologia-xxi-esqueca-a-natureza-preserve-os-humanos/">profundas transformações climáticas</a> nos próximos 30 ou 40 anos e o que estamos fazendo a respeito disso? Estamos mobilizados para garantir que o máximo de humanos e outros terráqueos sobrevivam e se adaptem? Estamos fazendo algum esforço substancial para impedir (o que acho praticamente impossível) as mudanças climáticas ou para nos prepararmos para elas?
</p>
<p>Dificilmente.
</p>
<p>Se qualquer um desses filmes se mostrasse real e nosso planeta passasse por transformações tão rápidas somente uma minoria de poderosos sobreviveriam e provavelmente se matariam logo depois na disputa pelos parcos recursos.
</p>
<p>É essa a civilização que desejamos construir?
</p>
<p>Felizmente o mundo não acabará tão cedo e ainda há tempo para mudar o que realmente pode alterar nosso mundo: nossa consciência.
</p>
</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a title="Uma declaração de princípios para a cybercultura" target="_blank" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/04/uma-declaracao-de-principios-para-a-cibercultura/">Cada uma das nossas vozes individuais é sagrada</a>
</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a title="Uma declaração de princípios para a cybercultura" target="_blank" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/04/uma-declaracao-de-principios-para-a-cibercultura/">pois cada voz nos enriquece e toda voz perdida nos diminui</a>
</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a title="Uma declaração de princípios para a cybercultura" target="_blank" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/04/uma-declaracao-de-principios-para-a-cibercultura/">Somos a voz da humanidade, a consciência do Universo</a>
</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a title="Uma declaração de princípios para a cybercultura" target="_blank" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/04/uma-declaracao-de-principios-para-a-cibercultura/">A chama que ilumina o caminho para um futuro melhor</a>
</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a title="Uma declaração de princípios para a cybercultura" target="_blank" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/04/04/uma-declaracao-de-principios-para-a-cibercultura/">“Nós somos um”</a></p>
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		<title>Dr. Fantástico &#8211; Dr. Strangelove &#8211; 1964</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/04/22/dr-fantastico-dr-strangelove-1964/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 00:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[James Earl Jones]]></category>
		<category><![CDATA[nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Selers]]></category>
		<category><![CDATA[RÃºssia]]></category>
		<category><![CDATA[Stanley Kubrick]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançado em 1964, Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, é mais uma das obras primas de Stanley Kubrick. Se Kubrick tivesse sido um blogueiro ele teria escrito apenas 12 posts que teriam mudado &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/04/22/dr-fantastico-dr-strangelove-1964/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Compre no Submarino" target="_blank" href="http://www.submarino.com.br/produto/6/151770/dr.fantastico/?franq=140442"><img alt="Capa do DVD Dr. Fantástico" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/04/dr_fantastico-150x150.jpg" align="left" /></a>Lançado em 1964, Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, é mais uma das obras primas de Stanley Kubrick.
</p>
<p>Se Kubrick tivesse sido um blogueiro ele teria escrito apenas 12 posts que teriam mudado o mundo e mais nenhum. Ele jamais seria um tuiteiro <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />
</p>
<p>Confesso que Dr. Fantástico era uma das imperdoáveis lacunas na minha educação cinematográfica, mas é bom apreciar uma obra 45 anos depois do seu tempo.
</p>
<p>Em sua época o filme foi uma das poucas críticas diretas à hipocrisia e irresponsabilidade predominantes, principalmente&nbsp; quando ele nos mostra o Dr. Strangelove, um ex-cientista nazista tão ética e moralmente questionável quanto qualquer outro monstro nazisa, como consultor de armamentos do presidente dos EUA, afinal de contas porque os nazistas eram ruins mesmo?
</p>
<p>Ainda hoje nos esquecemos que nossos cientistas &#8220;do bem&#8221; tem sido capazes de fazer experiências e criar aramentos tão crueis quanto os dos nazistas.
</p>
<p>Dr. Fantástico continua sendo um ótimo filme para nos ajudar a refletir sobre o nosso tempo: será que estamos administrando nossa civilização de uma forma muito diferente da caricatura de Kubrick?
</p>
<p> Fora isso há o prazer de ver algumas das mais brilhantes atuações de Peter Selers que faz três papeis: Presidente dos EUA, Dr. Fantástico e o oficial que tenta impedir o desastre a todo custo.<br />
  </p>
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		<title>Divã</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/03/25/diva/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/03/25/diva/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 05:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto os créditos finais do filme Divã subiam eu tuitei a minha primeira reação: Divã é aquele tipo de poesia que ri, chora e desperta como a vida que vale a pena! link Um filme pode ser divertido, crítico, instigante, &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/03/25/diva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/diva-poster01-202x300.jpg" alt="diva-poster01" title="diva-poster01" width="202" height="300" class="alignright size-medium wp-image-2134" />
<p>Enquanto os créditos finais do filme Divã subiam eu tuitei a minha primeira reação:
</p>
<blockquote>
<p>Divã é aquele tipo de poesia que ri, chora e desperta como a vida que vale a pena! <a title="Leia o Tuite original" target="_blank" href="http://twitter.com/roneyb/status/1385483913">link</a><br />
    
  </p>
</blockquote>
<p>Um filme pode ser divertido, crítico, instigante, assustador, mas poucos são arte e esse é um deles.
</p>
<p>Divã é arte porque fala de vida, e é boa arte pois faz isso sem nos arrastar para baixo ainda que não nos poupe da realidade.
</p>
<p>Há um delicado equilíbrio entre a atuação emocionante da Lília Cabral, a direção e o roteiro que levam a obra além dos rótulos. Não é comédia embora tenha me feito rir como pouquíssimos filmes até hoje, não é drama apesar de nos conduzir da comédia à reflexão, é o tipo de história que gosto de definir como poesia da vida.
</p>
<p>Em tempos de tanto pessimismo é muito reconfortante ver uma obra que aponte para frente, para aquela pulsão de vida que mantém nosso espírito leve apesar dos movimentos, algumas vezes bruscos, da pena do destino que rasga sem muito pudor os rumos da nossa história.
</p>
<p>O filme estréia em 17 de abril de 2009
</p>
<p>Leia <a title="Resenha e impressões do filme Divã" target="_blank" href="http://www.thebest.blog.br/2009/02/17/filme-diva/">outras opiniões</a> no blog do The Best.
</p>
<p>O filme também tem um blog: <a title="Blog do filme Divã" target="_blank" href="http://www.divaofilme.com.br/blogdiva/">Blog Divã</a>.<br />
  </p>
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		<title>Slumdog Millionaire, o favelado milionário</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/03/16/slumdog-millionaire-o-favelado-milionario/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 05:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[slumdog millionaire]]></category>

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		<description><![CDATA[Será um desafio falar sobre esse filme resistindo a tentação de revelar a trama, mas pode continuar lendo pois continuarei fiel ao meu compromisso de permitir que você saboreie cada reflexão que ele inspira. Slumdog Millionaire não é um filme &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/03/16/slumdog-millionaire-o-favelado-milionario/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2009/03/slumdog-millionaire-300x163.jpg" alt="slumdog-millionaire" title="slumdog-millionaire" width="300" height="163" class="aligncenter size-medium wp-image-2127" /></p>
<p>Será um desafio falar sobre esse filme resistindo a tentação de revelar a trama, mas pode continuar lendo pois continuarei fiel ao meu compromisso de permitir que você saboreie cada reflexão que ele inspira.<br />
  
</p>
<p>Slumdog Millionaire não é um filme sobre o preconceito contra um rapaz favelado que consegue responder todas as perguntas de um programa de perguntas e respostas, despertando preconceito e desconfiança.
</p>
<p>Slumdog Millionaire é uma visita perturbadora ao cotidiano das pessoas que vivem à margem da sociedade em países que estão à margem da civilização como o Brasil.
</p>
<p>A primeira pergunta que o filme nos faz é se o rapaz trapaceou, teve sorte, sabia as respostas ou se o destino estava escrito. Esse é o pano de fundo da história. É um belo pano de fundo que transita pelo amor, amizade e perseverança. Uma bela história de vida.
</p>
<p>Pensando melhor, talvez para muitos essa seja a trama central do filme e por isso poucos o classifiquem como um filme pesado, muito pesado.
</p>
<p>O que você verá em um roteiro impecável de Simon Beaufoy (guarde esse nome) é a história de um garoto muito parecido com os que encontramos aqui mesmo nas ruas e favelas do Brasil e junto com ela a história de uma Índia (ou um Brasil, uma Itália, uma Inglaterra, um Estados Unidos&#8230;) que estamos acostumados a ignorar.
</p>
<p>Fechar os olhos para os nódulos que impedem que a Terra seja um planeta desenvolvido não é uma forma para resolver nossas problemas.
</p>
<p>Nesse sentido Slumdog Millionaire é um filme que aponta para frente ao olhar para o agora sem pudores. É obra obrigatória para quem está vivo.
</p>
<p>O final reserva uma surpresa agradável que dá um contraponto otimista que foi a gota d&#8217;água para me arrancar lágrimas.<br />
  </p>
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		<title>Coraline 3D de Neil Gaiman por Henry Selick</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2009/02/18/coraline-3d-de-neil-gaiman-por-henry-selick/</link>
		<comments>http://www.roney.com.br/2009/02/18/coraline-3d-de-neil-gaiman-por-henry-selick/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 20:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[Coraline]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Selick]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[This is the first time I write in English here in my blog. I apologise because I really can&#8217;t write well in this language but Coraline is a good reason to take the risk and sound like Tarzan: &#8220;Me Tarzan&#8221;!&#160; &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2009/02/18/coraline-3d-de-neil-gaiman-por-henry-selick/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1ex;">
<div>
<p><font face="Cambria" size="3">This is the first time I write in English here in my blog. I apologise because I really can&#8217;t write well in this language but Coraline is a good reason to take the risk and sound like Tarzan: &#8220;Me Tarzan&#8221;!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">I just saw Coraline 3D dubbed in Portuguese. I prefer listening to the original voices, but I decided Coraline had to be my first 3D movie and there were no 3D copies available with the original voices. You see&#8230; 42 years old and this was my first 3D after the old ones with red/green glasses&#8230; It was an amazing experience!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">They made a very good job with the voices and I didn&#8217;t miss the original ones. Only the ghosts sounded strange, but still good.</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">I read the book some years ago (translated into Portuguese) and loved it. First because a horror story for children is, I believe, a good way to grow up fighting our fears and the disappointment we can have with real life. Second because Coraline is not a fragile victim like other horror stories victims. She is strong and has some control over her world.</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">There is a post where I write a bit about the book: <a title="Blog antigo" target="_self" href="http://www.roney.com.br/2007/10/07/presentes-para-o-dia-das-criancas-para-crescer/">Presentes para o dia das crianças: para crescer</a> (Gifts for children&#8217;s day: to grow).</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">I was afraid the movie would be too silly or too scary, but Henry Selick made a really good job!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">There were really small children at the theatre, maybe 5 or 6 years old. They were scared, sure, but not like &#8220;I will be afraid of the world after this movie&#8221;! They were more like &#8220;Hummm&#8230; There are scary things in the world, but kids like Coraline (with friends like that) can solve anything!&#8221;</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">This is a great message to send to our kids! Thanks!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">A little girl near me said: &#8220;The cat is very nice! A great friend of her [Coraline]! I’m not even afraid!&#8221;</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Hey! I almost forget! The end&#8230; Well, I prefer the book&#8217;s end, it’s more scary, and Coraline looks even more brave, but I understand it would be TOO scary for a movie. I have to read the book again (I borrowed it to a friend’s mother &#8211; you have 60 years old fans in Brazil!), but I think I can say that the movie is almost perfect!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Now in Portuguese:</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Esta é a primeira vez que escrevo em inglês aqui no meu blog. Peço desculpas porque eu realmente não escrevo bem nessa língua, mas Coraline é uma boa razão para correr esse risco e soar como o Tarzan: &#8220;Mim Tarzan&#8221;!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Acabo de ver Coraline 3D dublado em português. Costumo preferir as vozes originais, mas decidi que Coraline tinha que ser meu primeiro filme 3D e não havia cópias 3D com as vozes originais. Veja só, 42 anos e este foi o meu primeiro 3D depois dos antigos, com óculos verde/vermelho. Foi uma experiência incrível!!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Eles fizeram um trabalho muito bom com as vozes e não senti falta das originais, apenas os fantasmas soaram um pouco estranhos, mas ainda bons.</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Li o livro há alguns anos (traduzido para o português) e adorei. Em primeiro lugar porque histórias de horror para crianças são, na minha opinião, uma boa maneira de crescer enfrentando nossos medos e as decepções que podemos encontrar na vida real. Em segundo lugar porque Coraline não é uma vítima frágil como as de outras histórias de terror. Ela é forte e tem certo controle sobre seu mundo.</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Tem um post onde falo um pouco sobre o livro:<a title="Post sobre bons presentes para crianças" target="_self" href="http://www.roney.com.br/2007/10/07/presentes-para-o-dia-das-criancas-para-crescer/"> Presentes para o dia das crianças: para crescer</a>.</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Eu tinha medo que o filme fosse muito bobo ou muito aterrorizante, mas o Henry Selick fez um trabalho realmente muito bom!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Havia umas crianças bem pequenas no cinema, talvez 5 ou 6 anos. Elas estavam assustadas, claro, mas não do tipo &#8220;Vou ficar com medo do mundo depois desse filme!&#8221; Elas estavam mais para &#8220;Hummm&#8230; Há coisas assustadoras no mundo, mas crianças como Coraline (com amigos como aqueles) podem resolver qualquer coisa!&#8221;</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">É uma grande mensagem para nossas crianças! Valeu!</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Uma menininha perto de mim disse: &#8220;O gato é muito bonzinho! Ele é muito amigo dela! Eu nem tô com medo!&#8221;</font>&nbsp;<br />
      
    </p>
<p><font face="Cambria" size="3">Ah! Quase me esqueci! O final! Bem, eu prefiro o final do livro. Ele é mais assustador, e Coraline se mostra ainda mais corajosa, mas entendo que poderia ficar MUITO assustador para um filme. Preciso ler o livro novamente (está emprestado com a mãe de uma amiga – você tem fãs de 60 anos no Brasil!), mas creio que posso dizer que o filme é praticamente perfeito!</font>
    </p>
</p></div>
</div>
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		<title>Cloverfield Monstro</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2008/11/21/cloverfield-monstro/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 01:43:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield]]></category>
		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[mostros]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje descobri que muita gente nunca ouviu falar do suposto sucesso do ano passado. Ontem escrevi sobre ele sob uma ótica compatível lá no Meme de Carbono. Como teve alguma coisa que eu achei que não valia a pena comentar &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2008/11/21/cloverfield-monstro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21409791/cloverfield:+monstro/?franq=140442" target="_blank" title="Compre no Submarino"><img vspace="8" hspace="8" border="0" align="left" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2008/11/cloverfield.jpg" alt="Capa de Cloverfield Monstro" /></a>Hoje descobri que muita gente nunca ouviu falar do suposto sucesso do ano passado. <a href="http://www.memedecarbono.com.br/2008/11/20/cloverfield/" target="_blank" title="Visão memétiica de Cloverfield">Ontem escrevi sobre ele</a> sob uma ótica compatível lá no Meme de Carbono.</p>
<p>Como teve alguma coisa que eu achei que não valia a pena comentar no <a href="http://memedecarbono.com.br" target="_blank" title="Meu blog sobre como consciência e cibercultura">Meme de Carbono</a> decidi escrever um post sobre ele aqui também.</p>
<p>Pode ser a seguir sem medo de ter a graça de assistir o filme estragada. Eu quase nunca entrego algo importante dos filmes que comento. E se o faço é sem querer.</p>
<p>Os extras tem duas informações que seriam úteis antes de assistí-lo:</p>
<ul>
<li>J.J. Abrams, depois de visitar o Japão, quis que os EUA tivessem um monstro nacional como o Godzila também.</li>
<li>Cloverfield é um monstro bebê</li>
</ul>
<p>Eu não diria que o filme é bom. Tem aquele jeito Lost de J.J. Abrams e suas caixas mágicas eternamente fechadas (procure a palestra dele no ted.com), mas o foco narrativo nos coadjuvantes (que comento no outro blog) e essa humanização do monstro aliados a uma profundidade psicológica um pouco maior do que o padrão em filmes deste estilo fazem a sessão valer a pena. Desde que você goste do estilo, claro!</p>
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