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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Cinema &amp; Vídeo</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>De Gattaca a Hanna: Não precisamos ser geneticamente alterados para perder o mundo à nossa volta</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
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		<description><![CDATA[Onde está sua atenção? No medo do mundo ou na beleza da arte, da dança e das mais simples, e fundamentais emoções? <a href="http://www.roney.com.br/2011/09/30/de-gattaca-a-hanna-nao-precisamos-ser-geneticamente-alterados-para-perder-o-mundo-a-nossa-volta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="BluRay à venda por 110 na Livraria Cultura" target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22867575&amp;sid=8715207791398580037130639"><img vspace="4" hspace="4" border="0" align="right" alt="Detalhe do cartaz promocional de Hanna - Suspense" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/poster_hanna_saoirse_ronan-150x150.jpg" /></a>Acabo de assistir o filme Hanna e tive a grata surpresa de achar mais do que um filme de ação. É claro que não se trata de uma obra prima sobre a natureza humana, afinal o objetivo é claramente ser um filme de ação, no entanto toda obra acaba contando uma história paralela e é isso que torna umas especiais. Hanna é assim.</p>
<p>A história está toda no trailler: uma menina é algum tipo de arma mortal geneticamente projetada que vai lutar para não ser presa, subjugada, morta, virar cobaia ou alguma coisa assim (você descobrirá ao assistir o filme, mas não é realmente o ponto central, esse é só o elemento para entreter).</p>
<p> O subtítulo &quot;Adaptar-se ou morrer&quot; pode ter um apelo comercial maior, mas para mim o filme é sobre outra coisa.</p>
<p>Hanna conhece tudo que precisa para sobreviver, mas nunca ouviu uma música. Ela sabe que músculos&nbsp; estão envolvidos no ato de beixar, mas não está pronta para se entregar à sensação pois está, no caso dela com razão, focada em sobreviver aos terrores do mundo.</p>
<p>Exatamente como nós.</p>
<p>Estamos instintivamente programados para sermos hipnotizados pelo perigo, pelo que nos causa medo ou asco. Essa é a nossa herança genética e, nesse sentido, o subtítulo descreve bem o que vejo no filme: estamos deixando de viver a beleza do mundo por medos que já não correspondem à realidade?</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=2534259&amp;sid=8715207791398580037130639" target="_blank" title="À venda em Blu-ray na livraria Cultura"><img vspace="4" hspace="4" border="0" align="left" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/09/gattaca_capa.jpg" alt="Capa do filme Gattaca" /></a>Além disso, até que ponto somos escravos dos instintos genéticos? Até que ponto os memes, esses estranhos organismos digitais, podem nos ajudar a vencer a programação do medo e encontrar a chave da nossa consciência autônoma como sugere Gattaca? Que aliás, para mim foi o mehor filme de scifi da década de 90.</p>
<p>Gattaca gira em torno do poder da nossa vontade sobre nossas limitações físicas, já Hanna acaba abordando&nbsp; a superação da nossa própria programação mental e justamente por meio da arte&#8230; Música e dança.</p>
<p>É bem possível que você esteja duvidando que filmes bobos podem tratar de assuntos sérios e várias pessoas que me conhecem pessoalmente me recriminam por usar literatura infantil, animes e outras formas de cultura &quot;inferiores&quot; para mostrar o que supostamente só Machado de Assis, Shakespeare ou Fernando Pessoa podem dizer&#8230; Mas eles falam a poucos e, o mais importante: as questões fundamentais da humanidade são maiores do que a sociedade do espetáculo (Guy Debord é outro dos escolhidos para decifrar o mundo) e, da mesma forma que os genes acham formas de sobreviver e se multiplicar essas questões encontram seu caminho entre as páginas de quadrinhos e até em filmes pipoca e, quanto menos as percebemos melhor para elas pois se infiltram discretamente em nossas mentes causando seus efeitos benéficos&#8230; ou maléficos.</p>
<p>Os de Hanna, francamente, acho que são benéficos.</p>
<p></p>
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		<title>A Serbian Film &#8211; Terror Sem Limites: A quem a censura favorece?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 04:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[perversidade]]></category>
		<category><![CDATA[pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse post falará sobre o filme (ao contrário dos censores eu o assisti), mas creio que há uma questão mais importante e começarei por ela: O que leva nosso país a recorrer à censura e qual é o efeito disso? &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/07/28/a-serbian-film-terror-sem-limites-a-quem-a-censura-favorece/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post falará sobre o filme (ao contrário dos censores eu o assisti), mas creio que há uma questão mais importante e começarei por ela: O que leva nosso país a recorrer à censura e qual é o efeito disso?</p>
<p>Talvez alguém venha dizer que essas proibições não são atos de censura e sim medidas para impedir a apologia a essa ou aquela perversão, no caso específico a pedofilia.</p>
<p>Bem, quem vê estímulo à pedofilia nesse filme tem problemas muito, mas muito sérios e devia ser mantido preso. Felizmente, de acordo com vários jornais, <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/07/26/suspenso-pela-justica-do-rio-filme-com-cenas-de-violencia-explicita-vira-hit-na-web-gera-debate-sobre-censura-924981409.asp" target="_blank" title="Debate sobre censura de filmes no Brasil">os autores dessa censura não assistiram o filme</a>.</p>
<p>Sempre fiquei perplexo com esse impulso de impedir que coisas sejam ditas, entretanto recentemente creio que comecei a entender: existe uma certa crença de que a violência vem de fora de nós e que a sabedoria é a ausência de más influências. Ou seja, se levarmos uma boa pessoa para ver cenas de violência ela se tornará uma má pessoa. Se impedirmos alguém de saber que há maldade no mundo essa pessoa se tornará boa e o próprio planeta será mais feliz.</p>
<p>Isso me lembra bastante de Veludo Azul, um filme que começa mostrando uma cidadezinha aparentemente perfeita, mas logo a imagem se fecha na grama mostrando que sob o belo tapete verde besouros se enfrentam selvagemente.</p>
<p>Assim é a nossa sociedade: a pornografia a cada dia se torna mais perversa retratando o sexo como um ato de dominação e humilhação das mulheres. Nossas crianças com 8 ou 9 anos já estão esbarrando nesse tipo de filme graças a&nbsp; uma infinidade de formas de encontrá-los online.</p>
<p>Uma parte preocupantemente grande dos nossos gestores parecem crer que esconder esse universo nos protegerá dele ou que as perversões são consequência do conhecimento dessas coisas e não que essas coisas estão acontecendo porque nossa sociedade mostra traços consideráveis de perversão.</p>
<p>Não: fechar os olhos, esconder os fatos, lançar um véu de silêncio não promove a sabedoria. O segredo só favorece o erro. Bem&#8230; É até meio estranho falar isso pos é óbvio, mas&#8230; Se não olhamos nossos problemas de frente não podemos resolvê-los.</p>
<p>Veja bem que não sou um moralista. Acho sexo ótimo. Acho que as crianças deviam ser livres para descobrí-lo a seu tempo e realmente só vejo beleza no corpo humano e no ato sexual, mas os medos e inseguranças modernas contaminam nosso comportamento e criam espaço para uma indústria que não tem nada a ver com sexo, tem a ver com violência.</p>
<p>Como são feitos os filmes pornográficos que assistimos nos moteis e muitos acham que devem ser censurados para crianças, mas acham que os adultos podem ver? Quais são as condições sociais que levam pessoas a escolher a carreira de atores pornográficos? Será que todos vivem no glamour da indústria dos EUA ou será que o padrão é a indústria sugerida no sérvio &quot;Terror sem Limites&quot;? A propósito, será que esse mercado é mesmo saudável nos EUA?</p>
<p>E quanto a outros tipos de violências como os snuff films?</p>
<p>E quanto ao culto ao ódio em tantos filmes de ação onde o mocinho, ferido emocionalmente pela morte dos entes queridos sai em campanha de vingança em vez de chorar sua perda?</p>
<p>Essa indústria pode não criar psicopatas como o que assassinou mais de 70 jovens em Oslo recentemente, mas lhes serve de estímulo e nos ajuda a achar a violência como algo natural e a nos mantermos apáticos diante dela.</p>
<p>A situação que temos visto é carta branca para fazer apologia à violência física, moral, sexual.</p>
<p>O que é proibido é o que incomoda, mas incomoda justamente porque denuncia o rumo que podemos estar tomando ao ir aceitando diariamente as pequenas e médias violências que vão do &quot;bandido bom é bandido morto&quot; ao &quot;amo os homossexuais, é a homossexualidade que eu abomino&quot;.</p>
<p>É claro que há diversos filmes que consistem em pura e gratuita violência, mas é absolutamente ridículo quando os pedidos de restrição e censura partem de quem simplesmente não assistiu os filmes!</p>
<p>Respondendo as duas perguntas iniciais:</p>
<ul>
<li>Por que ainda censuramos: aparentemente impelidos pela emoção e não pela razão. &quot;Isso me incomoda, ninguém pode ver isso&quot;. Outra razão parece ser ideia de que as fantasia molda a sociedade quando, mais provavelmente, é a impunidade, a corrupção, a falta de acesso à cultura (que nos deixa sem perspectiva de vida), injustiças socais e violências urbanas que nos fazem buscar mais violência na fantasia para nos anestesiarmos ou nos prepararmos</li>
<li>O que a censura favorece: tenho certeza que ela ajuda a perpetuar as perversões ao envolver os produtores de perversidade em um véu protetor. No esforço de proteger a sociedade não só a deixamos desprotegida como protegemos seu submundo mais obscuro.</li>
</ul>
<p><strong><font size="4">E o filme? Como é?</font></strong></p>
<p> Terror Sem Limites é mesmo um filme pesado. Na mesma linha de Videodrome e 8mm, mas bem mais violento. Entretanto não é tanto a violência física, há filmes bem mais violentos, mas pela violência moral e pela desconfiança que temos durante o filme que boa parte do que vemos nele acontece de fato em algum lugar. Está acontecendo agora.</p>
<p>Creio que uma parte das pessoas que assistirem o filme deixarão de assistir filmes pornográficos e terão enorme rejeição a qualquer uma das sugestões de pedofilia tão comuns na cultura de massa moderna.</p>
<p>A história é simples.</p>
<p>Vou evitar ao máximo os spoillers (entregar as viradas da trama do filme estrangando a sensação de descobrí-las por conta própria).</p>
<p>A história básica pode ser contada sem problemas: Um ator pornô sérvio parado há alguns anos e já com problemas financeiros para manter sua família é atraído para fazer um filme recebendo uma grana preta e se vê engendrado em um mundo de perversões crescentes cujo foco principal é a humilhação e controle em uma forma de sexo onde um é sempre o dominador e o outro é o dominado.</p>
<p>Naturalmente há um personagem invisível na história que são os milhares de pessoas que pagam caro para assistir. </p>
<p>Sim, há uma cena de estupro de um recém nascido. Fiquei enjoado e, francamente, volto a dizer que quem vê qualquer tipo de apologia a pedofilia ou violência nesse filme devia ser atirado em uma masmorra e esquecido lá!</p>
<p>Apesar da cena ser uma das mais ultrajantes que já assisti ela não é o ponto mais ultrajante no filme.</p>
<p>O final é mais ou menos previsível, mas o diretor soube reservar duas viradas nos últimos 15 minutos que fecham a obra de forma coerente e positiva.</p>
<p>A obra não é essencial para trazer a questão da perversidade à tona, há várias outras formas, fontes e obras que trilham os mesmos caminhos como Blue Velvet, Videodrome e 8mm, mas essas também não são as únicas formas. Há bons trabalhos jornalísticos que não apelarão para o descortinar violento da realidade. Eu mesmo preferia não ter assistido o filme, entretanto confesso que o resultado dele em mim foi positivo, me sinto mais consciente dos riscos que estamos enfrentando.</p>
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		<title>O que há de especial em Doctor Who?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 00:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Doctor Who]]></category>
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		<description><![CDATA[Muita gente fica surpresa quando pessoas como eu, que são razoavelmente bem informadas e com gostos ecléticos, declaram sem pensar duas vezes que o único seriado que realmente acompanham é Doctor Who. São literalmente centenas de seriados muito bem produzidos, &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/06/05/o-que-ha-de-especial-em-doctor-who/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente fica surpresa quando pessoas como eu, que são razoavelmente bem informadas e com gostos ecléticos, declaram sem pensar duas vezes que o único seriado que realmente acompanham é <a title="Artigo em Inglês na Wikipedia" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doctor_Who">Doctor Who</a>.</p>
<p>São literalmente centenas de seriados muito bem produzidos, com bons roteiros e atores, isso só nos EUA. Então o que os fãs de Doctor Who enxergam num seriado que tem uma estética trash e se esquiva a definições transitando entre terror, sifi, humor, romance, mistério e outros estilos?</p>
<p>Bem, antes de mais nada aviso que você pode continuar lendo esse post sem medo de encontrar spoillers, odeio spoillers (estragar a graça dos outros contando o que acontece numa história).</p>
<p><strong>O que é Doctor Who?</strong></p>
<p>Doctor Who é um seriado que passou na BBC de 1963 até 1989 e voltou a ser produzido em 2005 na mesma BBC.</p>
<p>O protagonista é um alienígena que parece humano que se identifica apenas como o Doutor (the Doctor) provocando sempre a pergunta &quot;Doctor who?&quot;.</p>
<p>Para resolver a necessidade de trocar de atores ao longo de tantas décadas de série o protagonista não morre: se ele é mortalmente ferido ele se regenera resurgindo com um novo corpo. </p>
<p>Ele é um viajante do tempo que vive aventuras em todas as partes do tempo e do espaço, sempre ajudando a resolver alguma ameaça muito embora muitas vezes ele vá a esses lugares aparentemente apenas porque ama a humanidade com todos os seus conflitos.</p>
<p>Ele sempre viaja com uma companhia humana, normalmente mulheres, mas não há necessariamente atração sexual entre eles.</p>
<p>A estética da série moderna é trash, em parte por ter que se manter fiel ao original, em parte por ser uma ironia que encaixa muito bem em seu espírito iconoclastra.</p>
<p><strong>Definindo Doctor Who</strong></p>
<p></p>
<p><iframe width="400" height="300" frameborder="0" src="http://player.vimeo.com/video/24495418?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/24495418">Robert Shearman no SpaceBlooks 2011</a> from <a href="http://vimeo.com/user1629756">Revista Zé Pereira</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Recentemente tive o prazer de <a title="Artigo e vídeo da fala de Shearman na Blooks" target="_blank" href="http://blooks.com.br/2011/05/23/spaceblooks-entrevista-com-robert-shearman/">ouvir Robert Shearman</a> (um dos roteiristas do primeiro ano da série atual) em um evento na Blooks e lhe foi perguntado como ele define Doctor Who para quem não faz ideia do que se trata e&#8230; Nem ele sabe definir. Mas vamos tentar.</p>
<p>Na primeira temporada da série atual, de acordo com o próprio Shearman, nem mesmo a faixa etária da série estava defina. Eles não sabiam se estavam criando algo para crianças, adolescentes ou adultos.</p>
<p>Talvez isso tenha ajudado a definir uma das primeiras características da série: seu foco não é uma faixa etária, mas um tipo de visão de mundo que pode ser compartilhado por adultos, jovens e talvez até crianças. Uma filosofia de vida que reúne a pureza das amizades ingênuas (no melhor sentido da palavra) e o senso de responsabilidade e fidelidade que nos leva a nos sacrificar pelos outros.</p>
<blockquote><p>A filosofia de vida em Doctor Who é a amizade pura e a disposição para se sacrificar pelo bem comum</p>
</blockquote>
<p>Apesar da ambientação SiFi só recentemente os roteiristas passaram a se preocupar com a consistência científica e creio que isso jamais será um ponto central da história. Exceto nos episódios que brincam com paradoxos de viagem no tempo.</p>
<p>Se há um contraponto comum através da série é o humor. Ele está presente até nos episódios que tendem mais ao terror, à aventura ou ao romance.</p>
<blockquote><p>Resumindo: Doctor Who é um seriado de humor com ambientação de fantasia SiFi, histórias que variam entre o humor, terror e aventura, mas sempre com foco na construção de amizades.</p>
</blockquote>
<p><strong>O que torna Doctor Who tão especial?</strong></p>
<p>&nbsp;O que posso fazer é enumerar as minhas razões para ter elegido esse para ser o único seriado que realmente faço questão de acompanhar.</p>
<ol>
<li>Atitude diante dos obstáculos: Quanto menores são as chances de sobrevivência menos o Doctor parece levar o risco a sério, é como se ele fosse irresponsável ou inconsequênte, mas o que vejo são duas coisas: &quot;considerar os problemas maiores do que nós não nos ajuda a superá-los&quot; e &quot;Obstáculos são oportunidades para chegar a algo melhor do outro lado, nem que seja apenas a história de superação&quot;</li>
<li>Ele sempre tenta resolver os impasses pelo diálogo, sempre tenta chamar o outro à razão e raramente recorre à força</li>
<li>Ele tem apenas 3 &quot;armas&quot;: conhecimento, uma chave de fenda high tech e amigos</li>
<li>É uma obra humanista que nos convoca a admirar a humanidade muito acima dos mistérios do Universo</li>
<li>Efeito Isaac Asimov ou Neil Gaiman: poucos autores conseguem manter uma narrativa onde um pequeno detalhe em um episódio tem relação com outros dezenas de episódios depois. Esse tipo de coerência e profundidade do universo criativo confere uma densidade narrativa que nos faz sentir como se aquilo fosse real</li>
<li>Criatividade: é impressionante como os roteiristas da série conseguem iniciar os episódios de formas absurdas e ainda assim encerrá-los com coerência</li>
<li>No final das contas todas as histórias são sobre amizade, confiança, sinceridade, enfim, sobre a construção de relacionamentos verdadeiros.</li>
</ol>
<p><strong>Você vai gostar de Doctor Who?</strong></p>
<p>Se você gosta de histórias sérias e realistas, se ficção científica onde a ciência é absurda te incomoda, se você já não gostou do que leu nesse post é bem capaz de você não gostar. Tente Battlestar Galactica ou um bom livro, talvez His Dark Materials (no Brasil Fronteiras d Universo) de Philip Pullman.</p>
<p>Se você vê a vida com um certo otimismo, mesmo estando ciente dos enormes problemas morais que temos para resolver e se a ideia de reduzir os problemas a representações irônicas deles e, além disso, gosta de artistas que não se levam a sério demais então há chances de você curtir Doctor Who. Mas tenha paciência com a terceira temporada <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<item>
		<title>Sucker Punch &#8211; Superando a realidade com a fantasia dos jogos</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 15:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de mais nada: Pode ler o post sem medo de encontrar spoillers. Como de costume vou falar do que me atraiu no filme e se acho que a minha espectativa foi atendida. O que o filme nos trás está &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/04/05/sucker-punch-superando-a-realidade-com-a-fantasia-dos-jogos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada: Pode ler o post sem medo de encontrar spoillers. Como de costume vou falar do que me atraiu no filme e se acho que a minha espectativa foi atendida.</p>
<p>O que o filme nos trás está bem claro no trailer: Cinco meninas trancadas em um hospício usam mundos imaginários de videogames para encontrar forças para superar os obstáculos entre elas e a liberdade.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kXH4x6JBOKg"><img src="http://img.youtube.com/vi/kXH4x6JBOKg/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kXH4x6JBOKg">Click here</a> to view the video on YouTube.</p>

<p>Os jogos normalmente são vistos como grandes vilões. São fugas da realidade, exercícios de violência etc. No entanto há quem pense bem diferente como a Jane McGonigal:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!--copy and paste--><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=799&amp;lang=eng&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=what_s_next_in_tech;theme=a_taste_of_ted2010;theme=media_that_matters;theme=the_rise_of_collaboration;theme=art_unusual;event=TED2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=799&amp;lang=eng&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=what_s_next_in_tech;theme=a_taste_of_ted2010;theme=media_that_matters;theme=the_rise_of_collaboration;theme=art_unusual;event=TED2010;" /></object>
<p>A propósito essa moça ai em cima publicou um livro inteiro sobre como a realidade está quebrada e a forma como os jogos podem nos ajudar a consertá-la. Tem à venda na Amazon (<a title="Importe pela Amazon" target="_blank" href="http://www.amazon.com/gp/product/1594202850/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=1594202850">Reality is Broken &#8211; Jane McGonigal</a>)&nbsp; e <a title="Reality is Broken de Jane McGonigal à venda na Cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;tipo=2&amp;nitem=22193948&amp;sid=77921111613122597189439860&amp;k5=1470860B&amp;uid=">na Livraria Cultura também em Inglês</a>.</p>
<p>Estou com ela&#8230;</p>
<p>Jogos como World of Warcraft são ambientes onde sempre há centenas de pessoas (e personagens virtuais) prontos a nos dar missões, nos ajudar e nos premiar por nossos sucessos. A frustração praticamente não existe pois se vamos a um lugar onde os desafios são maiores que as nossas capacidades sempre podemos nos unir a outras pessoas ou nos desenvolver para superar o obstáculo.</p>
<p>Essa fuga da realidade é ruim? Devemos nos conformar que a nossa realidade é inevitável com todas as suas prisões e frustrações?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>OU será que, em vez de criar jogos mais realistas, devemos criar realidades mais jogáveis?</p>
<p>É bom lembrar que a tão estimada realidade não passa de um grande mundo virtual feito de tijolos, leis e estruturas políticas, sociais e culturais construídas por nós.</p>
<p>Talvez tenhamos construido a realidade virtual errada&#8230; Uma em que é ruim jogar, em que é ruim viver.</p>
<p>Por isso fui com uma expectativa um pouco alta ver Sucker Punch. Pensei que as realidades alternativas eram representações diretas da realidade que elas estavam vivendo, mas&#8230; Bem&#8230; Veja o filme, vale a pena <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O fato é que a direção de arte é excelente, as cenas de ação também e o silêncio nas partes sem ação conferem ao filme uma aura de reflexão.</p>
<p>A fala inical e a final, ao me ver, contém tudo que o autor queria dizer, preste atenção a elas. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Afinal o que quer o Afinal O Que Querem as Mulheres?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/12/10/afinal-o-que-quer-o-afinal-o-que-querem-as-mulheres/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 21:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[É necessário admitir que Afinal o que querem as mulheres? é brilhante. Desde o roteiro à construção de uma narrativa e estética oníricas, irreais e instigantes, no entanto fica logo claro que não é em busca dos desejos das mulheres &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/12/10/afinal-o-que-quer-o-afinal-o-que-querem-as-mulheres/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É necessário admitir que <a title="Site oficial da série" target="_blank" href="http://especial.afinaloquequeremasmulheres.globo.com/">Afinal o que querem as mulheres?</a> é brilhante. Desde o roteiro à construção de uma narrativa e estética oníricas, irreais e instigantes, no entanto fica logo claro que não é em busca dos desejos das mulheres que a história nos conduz e, talvez por miopia, até agora não vi de onde vem, para onde vai ou mesmo por que meios de transporte a história segue. É tudo uma grande incognita. Um vazio de sentido numa superexposição dos sentidos.</p>
<p>A boa arte é assim, um fluxo de imagens, sentimentos e delírios do artista que hora assiste perplexo o que está acontecendo, hora crê que tem controle sobre a obra, mas ao entregá-la ao mundo percebe que ela o transcende.</p>
<p>Creio que é o que ocorre com essa minisérie. Não consigo pensar no que os artistas predendiam dizer, mas vejo consigo ler muitos significados.</p>
<p>Uma das coisas que mais me chamam a atenção é que todos os personagens me parecem incompletos. Como se fossem apenas reflexos que captamos brevemente nos vidros das lojas enquanto caminhamos por um shopping. Um shopping de fragmentos de almas humanas.</p>
<p>Conhecemos gente demais, esperimentamos realidades (e fantasias) demais e talvez acabemos por perder nossa integridade.</p>
<p>André Newman se perde totalmente em sua busca pelos desejos das mulheres pois esse não era o que sua alma desejava e estava em breves momentos lá no primeiro capítulo, aliás, nos primeiros minutos do primeiro capítulo da série: O que sua alma deseja é a amizade honesta com a mulher que ama e dias simples povoados pelos prazeres das pequenas coisas como jogar pedrinhas num lago ou se entregar à simples compahnia de pessoas que amamos.</p>
<p>Esse post poderia terminar no parágrafo acima, mas preciso falar mais. Talvez para provar a teoria acima, talvez para eu mesmo me entregar ao prazer puro de lembrar de momentos simples.</p>
<p>Enquanto Newmann vive uma vida cada vez mais onírica encontrando seu pai no meio de um túnel movimentado, <a href="http://afinaloquequeremasmulheres.globo.com/programa/2010/10/27/livia-monteiro-paola-oliveira/" target="_blank" title="Perfil da personagem de Paola Oliveira">Lívia</a>, que poderia representar a sabedoria telúrica das bruxas, anda de bicicleta ao redor da lagoa com seu novo companheiro, caem e se entregam às gargalhadas infantis.</p>
<p>André Newmann é um intelectual que parece galgar sua história entre sucessos e fracassos, mas carece de solidez, é uma sombra capaz de se dissolver se for atirada em um vale longe da civilização em uma tarde ensolarada de primavera. Ele talvez entenda a a mente humana, mas definitivamente não entende o prazer humano. Não o encontra na pesquisa, nem nos braços da russa <a href="http://afinaloquequeremasmulheres.globo.com/programa/2010/10/27/tatiana-dovichenko-bruna-linzmeyer/" target="_blank" title="Perfil da personagem de Bruna Linzmeyer">Tatiana </a>(também uma força elemental da natureza) e nem encontrará no sucesso profissional.</p>
<p>Ignoro se essa dicotomia entre o prazer intelectual e artificial da civilização e o prazer humano com a simples existência está nos planos dos criadores da mini série, mas, percebo agora, é o ponto central para mim, ponto com o qual eu concordo.</p>
<p>Entenda que não digo que devemos abandonar a civilização, sou um ser digital, somos todos seres de bits e de átomos. Não podemos ser felizes sem alimentar nossas duas naturezas nas proporções adequadas &#8211; que variam de um humano para outro.</p>
<p>E, no entanto confesso&#8230; É na visão do olhar sincero de outro humano, na riqueza de cores de um por do sol (como o de ontem) que encontro os meus mais profundos prazeres&#8230; E sou digital&#8230;</p>
<p></p>
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		<title>Clandestinos: Assim devia ser a porta de entrada da Globo</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/11/23/clandestinos-assim-devia-ser-a-porta-de-entrada-da-globo/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 15:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Clandestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[A série Clandestinos da Globo traz às telas uma visão poética das pessoas reais <a href="http://www.roney.com.br/2010/11/23/clandestinos-assim-devia-ser-a-porta-de-entrada-da-globo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei uns 10 anos sem canais abertos e uns seis sem canal nenhum (qq dia conto essa história), mas há dois meses cedi a uma antena digital e agora vejo os 3 canais que estão pegando, aliás, sempre falei, e continuarei falando, mal da TV digital, mas outro dia explico porque acabei me entregando.</p>
<p>O fato é que estou assistindo a série <a title="Site oficial da série" target="_blank" href="http://especial.clandestinos.globo.com/">Clandestinos </a>que está rolando na Globo e que aparentemente já tem <a title="Post anunciando a confirmação de Clandestinos para 2011" target="_blank" href="http://audienciadatv.wordpress.com/2010/11/15/clandestinos-segunda-temporada-e-confirmada-na-globo/">segunda temporada confirmada</a>.</p>
<p>A série não tem aquela estética surpreendentemente experimental de outras como <a title="Site oficial da série" target="_blank" href="http://hojeediademaria.globo.com/">Hoje é dia de Maria</a> ou <a title="Site oficial da série" target="_blank" href="http://especial.afinaloquequeremasmulheres.globo.com/">Afinal, o que querem as mulheres</a>, mas tem pelo menos uma qualidade muito especial: ela fala de gente.</p>
<p>Não é que outras obras de ficção da TV não falem de gente, mas é que elas falam de pessoas tão irreais que chega a dar raiva (como psicopatas que ficam bonzinhos, voltam a ser psicopatas, depois voltam a ser bonzinhos e se tornam psicopatas de novo! Argh!!!) e só com muita boa vontade e graças à incrível capacidade de abstração do nosso cérebro conseguimos nos distrair, mas, francamente, desconfio que essas personagens alimentam a perplexidade que nós alimentamos hoje diante da aparente impevisibilidade das pessoas.</p>
<p>Bem, em Clandestinos a gente vê histórias reais &#8211; ou pelo menos que parecem bem reais &#8211; de gente que sonha com a carreira artística. Uns totalmente amadores, outros na labuta diária de fazer arte em uma época em que a cultura de massa ainda sufoca a delicadeza da criação mais profunda e livre.</p>
<p>A história, para quem não sabe, é simples: Um diretor de teatro resolve fazer uma peça sobre os atores (ou aspirantes a atores) representam suas próprias histórias, são corroteiristas e intérpretes das próprias jornadas.</p>
<p>Acho essencial que a TV faça esse caminho de volta, alimentando-se das histórias das pessoas &quot;comuns&quot; em vez de criar fantasias cada vez mais destacadas da realidade.</p>
<p>Há muitos atores e atrizes novos em Clandestinos o que me fez lembrar de Malhação que, me parece, é um tipo de porta de entrada para novos atores. Me parece que vieram todos de teatro como a <a title="Entrevista com Elisa Pinheiro" target="_blank" href="http://clandestinos.globo.com/programa/2010/10/20/elisa-pinheiro-e-um-volume-de-trabalho-muito-grande/">Elisa Pinheiro</a> que faz o papel de produtora e já vi em produções independentes bem interessantes.</p>
<p>Seria ótimo ver esse paradigma da série Clandestinos ser aplicado a Malhação também pois, se há uma coisa que parece caracterizar as novas gerações digitais é que as histórias comuns voltam a ter valor, mesmo quando há uma certa perversidade nisso.</p>
<p>Nas mãos de um bom artista as histórias comuns podem ser retratadas sem a perversidade corriqueira do jornalismo que invade os desastres familiares ou do expectador que busca momentos ridículos (#safadezaoculta) de terceiros.</p>
<p></p>
<p>Vale repetir aqui a cena que me fez chorar (pacas):</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1377782&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1377782&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
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		<title>Como entender as mulheres?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/11/06/como-entender-as-mulheres/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 03:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[mini-série]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou casado há 25 anos. Eu entendo UMA mulher. Se você entende porque uma maçã cai no chão você entende todas as maçãs que caem no chão, mas as mulheres&#8230; Apesar de terem uma estreita relação (hoax, tenho certeza) com &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/11/06/como-entender-as-mulheres/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou casado há 25 anos. Eu entendo UMA mulher.</p>
<p>Se você entende porque uma maçã cai no chão você entende todas as maçãs que caem no chão, mas as mulheres&#8230; Apesar de terem uma estreita relação (hoax, tenho certeza) com as maçãs, definitivamente não podem ser explicadas tão facilmente.</p>
<p> Convenhamos que é mais fácil entender quem a gente ama que a nós mesmos. Humanos são qualquer coisa de intermédio entre ele, o outro com quem ele interage e o terceiro que assiste tudo. Em algum lugar nesse parágrafo caberia uns pilares para a ponte do tédio. #referênciahermética</p>
<p>A essa altura, se você é um dos 98% dos visitantes que chegam aqui sem querer levado pelos ventos do Google deve estar me odiando porque ainda não disse como entender as mulheres.</p>
<p>Nem vou dizer, dá para notar lá no primeiro parágrafo: Não tem uma resposta para essa pergunta&#8230; Se você ama com admiração e não com posse e ciúmes, se tiver sorte, vai entender a mulher (ou o homem) com quem você divide sua vida.</p>
<p>A melhor resposta que se pode dar (pelo menos é o que eu acho) são as perguntas certas, é o mosaico mais rico possível dos milhares de tipos diferentes de mulher que atravessam a esquina da Figueiredo com a Nossa Senhora de Copacabana todo dia.</p>
<p>Se você chegou até aqui ai vai a resposta!</p>
<p>Ontem tive a sorte de ver três mentes alucinadas (só mentes alucinadas conseguem capturar um pouco da diversidade humana) falando sobre, <a href="http://especial.afinaloquequeremasmulheres.globo.com/" target="_blank" title="Site oficial da série">afinal, o que querem as mulheres?</a></p>
<p>Eram os roteiristas da nova mini-série da Globo que vai estrear esses dias. Tem um trailer:</p>
<p><object width="640" height="385"><param value="http://www.youtube.com/v/1KdFlxVtJyE?fs=1&amp;hl=pt_BR" name="movie" /><param value="true" name="allowFullScreen" /><param value="always" name="allowscriptaccess" /><embed width="640" height="385" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/1KdFlxVtJyE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /></object>
<p><a href="http://twitter.com/giannetti" target="_blank" title="Twitter da roteirista">Cecília Gianneti</a>, <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/cuenca/posts/2010/03/30/afinal-que-querem-as-mulheres-279333.asp" target="_blank" title="Post do roteirista sobre a série">João Paulo Cuenca</a> e <a href="http://twitter.com/michelmelamed" target="_blank" title="Twitter do ator e roteirista">Michel Melamed</a> (que também atua) falam sobre a série com tanto vigor, cumplicidade e inteligência que não tem como não ficar com uma boa espectativa.</p>
<p>Não sou uma pessoa do tipo TV (raramente gosto da programação), mas essas miniséries da Globo costumam ter o mérito de arriscar. Mesmo que não dê certo arriscar é essencial para a evolução. Se um &quot;peixe&quot; não tivesse se arriscado em terra não existiria civilização tecnológica (já pensou em um microondas debaixo da água?).</p>
<p>O risco no caso é no tipo de narrativa que parece ser mais próxima do estilo TDAH caracterísco da era digital, informacional ou o que o valha. Pelo jeito há outros riscos que só vamos ver acompanhando a série &#8211; malditos artífices do bom marketing <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  </p>
<p>E por falar em arriscar vale a pena bater um papo com o protagonista. O <a href="http://afinaloquequeremasmulheres.globo.com/andrenewmann/" target="_blank" title="Blog do psicanalista que quer explicar as mulheres">André Newmann</a> tem um blog já há algum tempo e jura que vai falar do desenvolvimento da tese dele por lá.</p>
<p>Sabe que sempre odiei a Globo? Essa coisa de cultura de massa que meio que tenta fazer a gente virar uma massa que pensa e faz tudo igual, vai para o trabalho puto, mas vai, e passa as noites antes de dormir e o fim de semana babando diante da tela surda&#8230;</p>
<p>&#8230;Mas esse mundo tá mudando tanto&#8230;</p>
<p>Tem horas que parece que até um monolito como a Globo tá se tocando que tem que interagir e inovar para se manter viva, afinal se a gente fica burro demais acaba se divertindo com qq video bobo com fãs engraçados de alguma banda adolescente desconhecida <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Veremos, né? Veremos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Nosso Lar (filme) por um ateu</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/09/06/nosso-lar-filme-por-um-ateu/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 00:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de começar é bom explicar direitinho o meu tipo de ateísmo: Simplesmente não vejo sinais de que existam deuses ou que a nossa consciência sobrevive à morte do corpo. Sendo assim não fico pensando muito em como será a &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2010/09/06/nosso-lar-filme-por-um-ateu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de começar é bom explicar direitinho o meu tipo de ateísmo: Simplesmente não vejo sinais de que existam deuses ou que a nossa consciência sobrevive à morte do corpo. Sendo assim não fico pensando muito em como será a minha vida depois de morrer preferindo me concentrar no que deve ser feito e nas ferramentas de que disponho agora que estou vivo. Quando morrer, se não acabar, vejo o que devo fazer <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=22169162&amp;sid=8715196411281371124588474&amp;k5=1D1C7811&amp;uid=" target="_blank" title="Comprar o livro Nosso Lar na Livraria Cultura"><img hspace="8" border="0" align="right" vspace="8" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/09/nosso_lar_andre_luis.jpg" alt="Capa do livro Nosso Lar de André Luis, por Chico Xavier" /></a>Dito isso&#8230;</p>
<p>Nosso Lar me emocionou.</p>
<p>Há dois pontos muito fortes na crença espírita que tocam fundo no coração de qualquer ser humano que não esteja desesperado a ponto de odiar tudo:</p>
<ol>
<li> Assim como no mito da caverna de Platão, a Terra é um lugar onde vão sendo implementadas aos poucos as características de um mundo espiritual onde a paz, o conhecimento, a compaixão e a harmonia estão a um passo de serem fatos absolutos</li>
<li>O plano espiritual tem uma organização que impulsiona todos os indivíduos em direção à compaixão e a uma paz interior que os torna mais puros.</li>
</ol>
<p>De todas as características humanas é a pureza e a disposição de ajudar os outros de forma totalmente desinteressada que mais me emocionam e há pelo menos três momentos assim no filme.</p>
<p>Lágrimas me vieram aos olhos.</p>
<p>Do meu ponto de vista religiões são mitologias, mas do ponto do vista dos religiosos elas são reais! São modelos que eles procuram seguir e tem um poder transformador incomparável à mera metáfora dos mitos.</p>
<p>Isso não quer dizer que eu não conheça um monte de espíritas que são mais rancorosos, intolerantes e preconceituosos que eu, mas, levado a sério (quase ninguém leva sua própria religião a sério), o espiritismo que vemos em Nosso Lar pode nos ajudar a nos tormarmos muito melhores.</p>
<p>Outro ponto importante é que as imagens do cristianismo, adequadas para as pessoas há 2000 anos, não são bem absorvidas pelas novas gerações que acabam se afastando da religiosidade. Enquanto isso o mundo espiritual do espiritismo é capaz de se ajustar a cada época evoluindo junto com a humanidade.</p>
<p>Além disso o espiritismo tem uma coisa que todo bom nerd (e sou um nerd) adora: o mundo é visto como um RPG onde ganhamos pontos de experiência (Bonus Hora) que podem ser convertidos em novas qualidades e até poderes.</p>
<p>Queria dizer tudo que vi de bom no filme ante de dar a minha opinião&#8230; Bem&#8230; Eu achei meio monótono, provavelmente por ver tudo aquilo como uma mitologia (espero que seja aceito lá assim mesmo). Para falar a verdade, acho que me sentiria meio entediado mesmo que fosse levado para um lugar como aquele depois de morrer.</p>
<p>Me pareceu que tudo lá é muito morno, falta um Jerry Lee Lewis ateando fogo na festa com Great Balls of Fire <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p></p>
<p><object height="385" width="480"><param value="http://www.youtube.com/v/lidFipyLG8k?fs=1&amp;hl=pt_BR" name="movie" /><param value="true" name="allowFullScreen" /><param value="always" name="allowscriptaccess" /><embed height="385" width="480" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/lidFipyLG8k?fs=1&amp;hl=pt_BR" /></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cult japonês Batalha Real</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 04:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez a aparente superficialidade dos nossos relacionamentos seja um muro de proteção pois achamos que seremos vistos como fracos se revelarmos o tipo de amizade que procuramos. <a href="http://www.roney.com.br/2010/04/05/cult-japones-batalha-real/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000F4LPJ6?ie=UTF8&#038;tag=galedeespe-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=9325&#038;creativeASIN=B000F4LPJ6"><img border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2010/04/battle_royale.jpg"></a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B000F4LPJ6" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />
<p>O filme (de 2000) na verdade nem é bom, mas me perturbou tanto que assisti faz vários dias e hoje tive que vier escrever sobre ele.</p>
<p>Pode continuar lendo sem medo pois não vou entregar nada que atrapalhe o prazer de assistir o filme</p>
<p>A história é simples e revelada logo no começo: Para conter a rebeldia adolescente o governo japonês passa a enviar turmas de colegas de escola na faixa dos 16 anos a uma ilha deserta onde eles tem duas opções, a de matar todos os amigos ou serem mortos se tiver mais de um sobrevivente ao fim de três dias.</p>
<p>É uma premissa básica um tanto tola, o começo do filme é bastante trash, ms com o decorrer da trama fui sendo capturado.</p>
<p>A questão que o filme nos impõe é a dos limites da amizade.</p>
<p>Em primeiro lugar o &#8220;plano&#8221; do governo para minar a iniciativa dos jovens é instigá-los uns contra os outros, criar desconfiança entre aqueles que deviam ser amigos, que aliás, foram colegas por anos.</p>
<p>Não é isso que fazem conosco vários seriados e manchetes ao apresentar o nosso vizinho como um possivel assassino serial? Nosso amigo como um psicopata aguardando a chance para nos fazer mal?</p>
<p>No entanto ao longo do filme inteiro somos levados a pensar na profundidade das nossas amizades e até onde estamos dispostos a confiar e nos sacrificar pelos amigos.</p>
<p>Vale a pena assistir o filme se perguntando se alguma daquelas amizades vai sobreviver ao dilema &#8220;ou ele ou eu&#8221; e observando também você e seus amigos.</p>
<p>O que mais me anima (o filme na verdade é um bocado deprimente) é perceber que a história se tornou um cult entre tribos digitais, as mesmas que são consideradas insensíveis e incapazes de relacionamentos reais (só se relacionariam em jogos e via Internet).</p>
<p>Sempe que observo a suposta frieza moderna o que sinto são muros de defesa que escondem uma profunda vontade de ter amizades capazes de sobreviver a esse dilema &#8220;eu ou ele&#8221;.</p>
<p>A propósito, o único seriado de tv que realmente adoro é Doctor Who em que o protagonista (com mais de 900 anos) está sempre disposto a morrer pelos amigos (ou não) humanos.</p>
<p>No momento o filme está <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21351912/dvd+batalha+real+-+versao+especial+do+diretor/?franq=140442">esgotado no Submarino</a>, mas é possível que esteja disponível na sua locadora.</p>
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		<title>Avatar, o filme de James Cameron</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 22:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Avatar]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[Pandora]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, Avatar é um filme profundo e inspirador, melancólico por mostrar um paraíso que jamais alcançaremos, racista por apresentar um humano como salvador de indígenas ou apenas uma singela fábula? <a href="http://www.roney.com.br/2010/01/13/avatar-o-filme-de-james-cameron/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não pretendia comentar Avatar aqui pois apesar de ser um filme com belos efeitos visuais e uma história com boa mensagem ecológica e de criação de pontes entre culturas definitivamente não é nem um filme original e nem contém questões novas ou especialmente bem colocadas.
</p>
<p>No entanto, depois do <a title="Box Office com as maiores bilheterias de todos os tempos" target="_blank" href="http://boxofficemojo.com/alltime/world/">enorme sucesso de bilheteria</a> e de comentários dizendo que <a title="Raciscmo em Avatar? (Inglês)" target="_blank" href="http://news.yahoo.com/s/ap/20100111/ap_on_en_mo/us_avatar_racism">o filme é racista</a>, que algumas pessoas ficam <a title="Pessoas se deprimem porque não sabem que a Terra é como Pandora (Inglês)" target="_blank" href="http://www.cnn.com/2010/SHOWBIZ/Movies/01/11/avatar.movie.blues/index.html">deprimidas porque Pandora não existe</a> e que é uma <a title="Artigo sobre a importância e profundidade de Avatar" target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/jan/11/mawkish-maybe-avatar-profound-important">obra importante, profunda e inspiradora</a> decidi dar os meus pitacos.
</p>
<p style="color: rgb(255, 0, 0);">O filme é bem óbvio e não creio que ler sobre ele estrague a graça de assistí-lo, mas assim mesmo aviso que esse post terá spoillers, ou seja, vou ter que falar em coisas que você pode querer ver em primeira mão no filme então se esse for o caso só continue a ler se já assistiu.
</p>
<h3>Racismo em Avatar<br />
</h3>
<p>O argumento seria que o salvador dos indígenas era um humano branco e supostamente, para não ser recista teria que ser o contrário: os nativos teriam que salvar os civilizados&#8230;
</p>
<p>Francamente acho que foi justamente o que aconteceu. Os humanos são mostrados como seres rudes, insensíveis, gananciosos e selvagens. Creio que a sensação geral da platéia é a de se envergonhar de fazer parte da espécie humana.
</p>
<p>Se Avatar é racista é contra os humanos.
</p>
<p>Nota-se claramente, como em Dança com Lobos ou O Último Samurai que a cultura e sabedoria superiores dos nativos é que salvam o humano moralmente primitivo, mas Avatar vai muito além pois o humano não abandona simplesmente sua cultura, ele deixa de ser humano para se tornar N&#8217;avi.
</p>
<p>Esse racismo anti-humano me incomoda um pouco pois creio que nossa espécie já anda com a auto estima muito baixa e reforçar isso pode nos desesperar em vez de nos trazer novo fôlego. E sabemos que para algumas pessoas filmes são um tipo de constatação da verdade e não um reflexo dos medos e sonhos do artista.
</p>
<h3>Pandora existe. É aqui&#8230;<br />
</h3>
<p>É curioso que as pessoas se sintam deprimidas por Pandora não ser real. Algumas das <a title="Alguns animais, plantas e outros seres que brilham no escuro" target="_blank" href="http://www.oddee.com/item_96794.aspx">formas de vida bioluminescentes da Terra</a> são até mais belas do que as do filme.
</p>
<p>Devo lembrar também que a teoria de Gaia consiste justamente na suposição de que nosso planeta se comporta como um organismo de tal forma que uma seca em uma região provoca chuvas em outra mantendo assim um equilíbrio da biosfera.
</p>
<p>Infelizmente a maioria dos humanos vive hoje em um mundo virtual construído de corredores de concreto, ruas de asfalto, túneis e poderosas luzes urbanas que nos impedem de ver o organismo Gaia em funcionamento.
</p>
<p>Antes que alguém afirme que Gaia está morta e que nossas emissões de CO2 e descarte de plásticos foram as armas do crime sugiro uma espiada na <a title="Mass extinctions timeline" target="_blank" href="http://dsc.discovery.com/earth/wide-angle/mass-extinctions-timeline.html">história das extinções em massa</a> para constatar que Gaia já enfrentou golpes milhares de vezes mais poderosos que os nossos. A biosfera está garantida.
</p>
<h3>Filme profundo e inspirador<br />
</h3>
<p>Talvez na tentativa de explicar o sucesso do filme nas bilheterias o crítico acabou lançando esse paradoxo.
</p>
<p>Estou convencido que uma obra de arte profunda é incapaz de atingir a maioria dos humanos.
</p>
<p>Se todos nós buscassemos uma reflexão profunda da nossa existência provavelmente entraríamos em colapso nervoso <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Ainda somos uma forma de consciência muito jovem para nos dedicarmos a tal esforço coletivo.
</p>
<p>Avatar é uma história comum, com belos efeitos especiais e uma carga emocional que, ouso sugerir, pegou as pessoas porque todos nós estamos cansados do mundo primitivo da civilização das coisas e temos uma necessidade enorme de reconexão com os sentimentos e ideias simples da vida. Nós desejamos ser N&#8217;avis.
</p>
<p>Só espero que nossa falta de conhecimento do nosso próprio planeta e alma aliados à erva daninha do fatalismo que se sustenta em nossa baixa auto estima não nos transforme em tristes espectros que não acreditam no futuro.
</p>
<h3>Pandora<br />
</h3>
<p>O nome do planeta é o único ponto que eu destacaria no filme.
</p>
<p>Vamos deixá-la aberta e lamentar nossos desvios morais ou vamos todos segurar a esperança e tentar conter a ganância, a ignorância, o medo, o preconceito, o orgulho (sempre disse que orgulho é antônimo de auto estima ou amor próprio) e outros sentimentos que nos tornam indivíduos menos preciosos para construir o futuro da nossa civilização e do planeta?<br />
  </p>
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