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	<title>Galeria de Espelhos &#187; Água</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>Em quem votar para a prefeitura do Rio em 2012?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 15:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eleger Marcelo Freixo prefeito do Rio é uma das mais poderosas mensagens que podemos passar para dizer que não aceitamos mais o jogo político de sempre. <a href="http://www.roney.com.br/2012/02/05/em_quem_votar_prefeitura_rio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel dos políticos mudou.</p>
<p>Nem todo político sabe disso, na verdade poucos parecem saber.</p>
<p>Surpreendentemente (ou talvez nem tanto) muitos cidadãos também não notaram.</p>
<p>Mas o papel dos políticos mudou.</p>
<p>É necessário falar nisso antes de falar em quem votar pois não se trata de alguém, se trata de votar em ideias não em pessoas.</p>
<p>Houve um tempo em que o político (pelo menos supostamente) estava mais preparado para representar a coletividade do que a própria coletividade impossibilitada de se fazer ouvir.</p>
<p>E essa é a primeira grande mudança.</p>
<p>A comunicação horizontal permitiu que a sociedade desenvolvesse ideias bem claras e maturas de governo:</p>
<p>
<ul>
<li>Transparência política e corporativa</li>
<li>Democracia direta</li>
<li>Responsabilidade social</li>
<li>Cultura como agente de segurança pública</li>
<li>Humanismo</li>
<li>Ver as diferenças não como algo a tolerar, mas como riqueza a admirar</li>
</ul>
<p>&nbsp;É claro que essas ideias não são unânimes, mas essas são as vozes que se destacam na algaravia dos terabytes de diálogos que traçam linhas de luz ao redor do planeta em todas as línguas. Basta observar com atenção e livre de preconceitos. Mas isso é assunto para outro post em outro blog.</p>
<p>Uma última observação óbvia, mas necessária:</p>
<p>É claro que não posso dizer em quem você votará, o que pretendo fazer é deixar claros os motivos que me levam a achar que um determinado candidato é a opção ideal para todos nós: ricos, pobres, cultos, incultos, empresários, funcionários, homens, mulheres&#8230; </p>
<p>Leia o subtítulo desse blog: a arte é o ar que a consciência respira.</p>
<p>
<ul>
<li>Meu voto, antes de mais nada, vai sempre para a arte e para a cultura muito além do mero ensino formal das escolas.</li>
<li>Voto na recuperação de espaços culturais fora do eixo turístico da cidade levando arte e cultura para os jovens entre 16 e 24 anos que hoje são exterminados intensificando a tensão social e ódio entre cidadãos</li>
<li>Voto pelo fim as Organizações Sociais (OS) privadas para onde converge dinheiro público da saúde e o perdemos de vista</li>
<li>Voto a favor das UPAs, mas contra sua restrição ao corredor hoteleiro, turístico e de estádios</li>
<li>A paz armada não é paz, é guerra, portanto voto na mudança da política pública de segurança somente pela força policial a favor de uma que observe o ensino, a cultura e a inclusão de cada região na cadeia criativa</li>
<li>Finalmente, voto em uma máquina política que não se alie a milícias ou mesmo a grupos de trocas de interesses</li>
</ul>
<p>Até ontem não via nenhum candidato alinhado a essas ideias.</p>
</p>
<p>Via de um lado um candidato aliado a tudo e a todos, inclusive setores religiosos fundamentalistas. De outro um tipo de estrutura feudal onde os pais passam as terras aos filhos e, a propósito, também se aliam a setores religiosos que vem destruindo o cristianismo (ao meu ver).</p>
<p>Ontem tive a oportunidade de ouvir o <a href="http://www.marcelofreixo.com.br/" title="Site oficial do candidato `prefeitura do Rio">Marcelo Freixo</a> conversando com jovens e fiquei convencido de que ele realmente acredita nos ideais da democracia direta, da cultura como instrumento de desenvolvimento e tem planos consistentes para colocar em prática as medidas necessárias.</p>
<p>É claro que ele nada contra a corrente política e só terá êxito se a sociedade que grita por uma política melhor se levantar do sofá como estou me levantando agora. Ser eleito será apenas um passo, muito embora provavelmente seja um passo histórico do ponto de vista da capacidade de mobilização da sociedade, mas teremos que continuar mobilizados caso ele seja eleito para que ele tenha força de nos representar.&nbsp;</p>
<p>Por último devo dizer que o jogo político que funcionou até hoje foi aquele que apela para os nossos preconceitos e medos para nos levar a votar contra o que adiamos e não a favor de nós mesmos. Acabamos elegendo pessoas que nos desprezam tanto quando àqueles que achamos que são nossos inimigos, mas são apenas alvo do nosso preconceito.&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>E o suposto estupro no BBB 12?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2012/01/16/e-o-suposto-estupro-no-bbb-12/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[sexismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[&#34;Se você acha normal, engraçado ou justificável uma pessoa se servir sexualmente de outra que não está plenamente consciente do que está fazendo creio que você tem um problema sério a resolver&#34; Como todos sabem não vejo BBB pq acho &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2012/01/16/e-o-suposto-estupro-no-bbb-12/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 40px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; border-image: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "><div>&quot;Se você acha normal, engraçado ou justificável uma pessoa se servir sexualmente de outra que não está plenamente consciente do que está fazendo creio que você tem um problema sério a resolver&quot;</div>
</blockquote>
<div></div>
<div>Como todos sabem não vejo BBB pq acho chato, tipo 10% mais chato que novela, mas naturalmente observo o entorno, afinal sou daqueles que, quando entra uma mulher linda na festa e todos olham para ela eu foco minha atenção na reação das pessoas <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<div></div>
<div>Olhando aqui de fora me parece que uma moça bebeu demais, apagou, um cara abusou dela como pode sobe um edredon, a moça lembra de ter dado uns beijos e ter dado umas passadas de mão (por favor, amigos com menos de 18 anos conversem com seus pais sobre esse meu post).</div>
<div></div>
<div>Há várias coisas interessantes a observar sobre isso.</div>
<div></div>
<div>1- Moralmente foi estupro (e acho que legalmente tb) mesmo que a moça não se incomodasse (e ela parece incomodada);</div>
<div></div>
<div>2- A própria vítima se mostra resignada. Fato que se repete milhares de vezes por dia e mascaram os números reais do estupro no Brasil;</div>
<div></div>
<div>3- Mais uma vez algumas pessoas (uma minoria, receio) se coloca contra o fato demonstrando sua indignação enquanto outras pessoas retornam ao que considero uma ladainha sexista e perversa de que a vítima é culpada por ser sexy ou por não se manter sempre alerta e pronta a se defender. E temo que esse último grupo seja a maioria, ou pelo menos seja o mais ruidoso, pois do contrário a emissora e órgãos legais como a OAB prontamente se posicionariam para atender o clamor da população que precisam agradar.</div>
<div></div>
<div>Esse ítem 3 ficou enorme&#8230; Mas não tinha como.</div>
<div></div>
<div>Eu realmente só não vejo o BBB pq acho chato e já disse que penso que quem odeia ver até comentários sobre ele precisa observar seus sentimentos e descobrir o que causa isso. No entanto me parece bem claro que o programa acaba sempre trazendo à tona questões importantes.</div>
<div></div>
<div>Tirando raras excessões o BBB é o programa que mobiliza mais gente em nosso país a cada ano englobando até mesmo quem não se importa com ele (quem odeia fica tão envolvido quanto quem ama) e isso nos ajuda a entender melhor o zeitgeist da nossa população e nosso lugar nele.</div>
<div></div>
<div>Acho um erro tomar o programa como um sinal dos tempos, indicação clara de que a sociedade está doente e segue desembalada rumo ao fim, o que pode suscitar esse tipo de receio é a forma como as corporações manipulam as pessoas no sentido de transformá-las em objetos e atores do consumo vazio etc.</div>
<div></div>
<div>o BBB é um bom termômetro do que atinge nossas emoções coletivas, não de tudo que as atinge (se fosse tudo concordaria com as conclusões pessimistas), mas algumas coisas que calham de acontecer diante daquelas câmeras.</div>
<div></div>
<div>Acho a indignação com o caso de estupro um ótimo sinal, não o estupro, claro, a indignação. Se o BBB acabar hoje já fez um papel importante.</div>
<div></div>
<div>Até onde vi é um estupro tão comum que certamente cada um que chegou até aqui nesse post conhece mais de uma mulher que foi vítima dele&#8230; E mais de um homem que o praticou, provavelmente com a própria namorada.</div>
<div></div>
<div>Francamente duvido que a emissora ou a OAB produzirem ou não alguma punição para o agente do suposto estupro (tenho que dizer suposto para não me ferrar) tenha algum efeito positivo ou negativo a respeito do que a sociedade pensa a respeito do que aconteceu.</div>
<div></div>
<div>Se ele for punido será um regalo para gente como eu, mas o que definirá o efeito desse episódio na sociedade é a reação da gente a quem acha que foi algo normal. Se a maioria deles for desaprovada por boa parte dos amigos teremos dado um passo substancial à frente, se a maioria deles encontrar aprovação da maioria dos amigos continuaremos mais ou menos no mesmo lugar&#8230; Mas se cada um deles for desaprovado por pelo menos UM amigo já estaremos avançando!</div>
<div></div>
<div>Por isso comecei esse post do jeito que comecei: Quem quer que caia nesse post saberá que desaprovo enfaticamente esse comportamento.</div>
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		<title>Então&#8230; É Natal</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 15:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A gente meio que é obrigado a escrever algo no Natal&#8230; O chato é que parece que tudo já foi dito: ele na verdade é uma festa pagã, esqueçam a festa pagã e comemorem o nascimento de Cristo (sabe-se lá &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/12/25/entao-e-natal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente meio que é obrigado a escrever algo no Natal&#8230;</p>
<p>O chato é que parece que tudo já foi dito: ele na verdade é uma festa pagã, esqueçam a festa pagã e comemorem o nascimento de Cristo (sabe-se lá como e porque), Oh! O Natal acabou e virou comércio, ele é tempo de confraternização, Não confraternize só no Natal e sim o ano inteiro.</p>
<p>Então&#8230; O que resta para falar do Natal?</p>
<p>Para mim esse é um dos três momentos para ficar sozinho e refletir (ao lado do aniversário e do reveillon), mas é uma tolice achar que as coisas devem ser o mesmo para todos.</p>
<p>O Natal é sim uma época para encher a cara de bebida cercado de familiares lembrando-se que fazemos parte de uma família, de uma história maior que nós mesmos.</p>
<p>O Natal é sim momento de liturgia religiosa para quem deseja se aprofundar cada vez mais nos mistérios da fé.</p>
<p>Você entendeu: festas pertencem a cada um de nós e a melhor forma de vivê-las é da forma que nós queremos ou precisamos&#8230; Muitas vezes nem são agradáveis, mas são necessárias.</p>
<p>Aliás para muitos o Natal (e o próprio aniversário) é uma época para melancolia&#8230; Porque não? Se a melancolia existe ela deve ter seu espaço e deve ser vivida.&nbsp;</p>
<p>Então&#8230; Hoje é Natal.</p>
<p>O meu foi feliz. Foi cansativo, muito, muito quente! Estou saindo de uma gripe que me deixou uma tosse horrível que ainda insiste em não me largar, mas meus últimos dias foram muito felizes! Quer saber porque? Bem, não sei dizer. Só sei que, mesmo não pensando no Natal, mesmo não tendo observado seu aspecto pagão com que me identifico mais, eu tenho achado a vida simplesmente fascinante! Com todos seus encontros e desencontros, prazeres e dores&#8230;</p>
<p>É&#8230; Tenho achado a vida fascinante e isso me deixa feliz&#8230; Talvez seja esse o meu segredo de Natal.</p>
<p>Seja qual for seu segredo, ainda que ele não te faça feliz e sim te entristeça, que esse seja um Natal bom para você. Um momento de alegria, de reflexão para dias melhores, de descanso da mente e da alma&#8230; Que seja um bom Natal.&nbsp;</p>
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		<title>Steve Jobs se foi e lágrimas escorrem dos meus olhos</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 00:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca pensei que escreveria um post nessa ocasião pois me incomoda o oportunismo de quem procura se aproveitar das comoções gerais para obter audiência, mas eu também nunca imaginei que a morte de Jobs seria um impacto tão grande para &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/10/05/steve-jobs-se-foi-e-lagrimas-escorrem-dos-meus-olhos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca pensei que escreveria um post nessa ocasião pois me incomoda o oportunismo de quem procura se aproveitar das comoções gerais para obter audiência, mas eu também nunca imaginei que a morte de Jobs seria um impacto tão grande para mim.</p>
<p>Sou usuário de produtos da Apple, conheço a jornada de Jobs desde os primeiros Apples que vi surgir em vitrines aqui no Brasil. Sei que a Web foi criada em um computador Next, empresa criada por Jobs depois que saiu da Apple. Acompanhei a história da Pixar. Sonhei com um Newton. Também lembro da maioria dos erros do Jobs e da Apple.</p>
<p>Sim, eu conheço muito bem a trajetória do Jobs e a admiro muito, mas até hoje era apenas admiração por um homem visionário, perfeccionista e profundamente dedicado que, a despeito de problemas familiares (como ser órfão) superou cada obstáculo que lhe foi apresentado pela vida e foi capaz de transformar a história da nossa civilização como poucos homens.</p>
<p>No entanto não é por nada disso que meus olhos começaram a produzir lágrimas incontrolavelmente. Não se trata daqueles fanatismos &quot;como vou viver sem o Jobs!?&quot;.</p>
<p>A princípio eu não sabia porque estava chorando, simplesmente me senti profundamente emocionado.</p>
<p>Sentei ao lado da minha esposa que também chorava e respiramos por alguns momentos tentando entender nossos sentimentos</p>
<p>Jobs nos deixou nos seus últimos momentos de vida uma mensagem fortíssima: Criar é o sentido da vida.</p>
<p>Ele se agarrou à vida exatamente o tempo necessário para colocar sua criação, a Apple, em um rumo que possa seguir em frente sem ele e, finalmente, deixou sua consciência afundar nos mistérios da morte.</p>
<p>É isso que me emociona, a força para seguir seus sonhos, para construir realidades.</p>
<p>Quero morrer como ele.</p>
<p>Não quero deixar que os obstáculos detenham minhas melhores ideias, quero ser sábio o bastante para identificar as ideias que não são boas.</p>
<p>Cada um reagirá de uma forma à morte de Jobs. Haverá os assustados ou perversos que farão piadas de mal gosto, os inspirados que farão piadas de bom gosto (&quot;<a href="http://twitter.com/gabrieljusto/statuses/121737900281970688" target="_blank" title="Link para o epio original">Do jeito que ele é foda vai chegar no céu, descobrir um jeito de voltar e dizer &#8216;Chupa Bill Gates</a>&#8216;&quot; @GabrielJusto), os histéricos, mas poucos ficarão indiferentes.</p>
<p>A minha reação é essa: uma grande e emocionada reverência e o impulso de seguir seus melhores exemplos.</p>
<p>Adeus Jobs! Bom trabalho!</p>
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		<title>Buenos Aires e Córdoba: um pulinho nos vizinhos</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/08/26/buenos-aires-e-cordoba-um-pulinho-nos-vizinhos/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 02:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[convenção]]></category>
		<category><![CDATA[Córdoba]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei seis dias na Argentina. Fui acompanhando minha esposa na conferência de tradução do IMTT. Chegamos dois dias antes para passear por Buenos Aires com um amigo que também é tradutor e depois passamos quatro dias em Córdoba. Encontrar com &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/08/26/buenos-aires-e-cordoba-um-pulinho-nos-vizinhos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei seis dias na Argentina. Fui acompanhando minha esposa na <a href="http://www.imtt.com.ar/2011conference/front/index.asp?ID=33&amp;Lang=Br" target="_blank" title="7th language &amp; technology conference">conferência de tradução do IMTT</a>.</p>
<p>Chegamos dois dias antes para passear por Buenos Aires com um amigo que também é tradutor e depois passamos quatro dias em Córdoba.</p>
<p>Encontrar com pessoas empreendedoras em qualquer área sempre é fascinante, mas caminhar entre outras culturas é melhor ainda e por isso resolvi escrever esse post. Mas antes vou compartilhar as dicas que fomos aprendendo na breve viagem.</p>
<p> <strong>Dicas</strong></p>
<p>É bom levar uns 500 pesos no bolso, mas não troque seu dinheiro todo pois, pelo menos atualmente, o câmbio lá é melhor (1 real = 2 pesos aqui e a 2.2 lá). Faz diferença se você for pagar tudo em dinheiro o que me parece ser mais econômico que pagar as taxas dos cartões de débido ou crédito.</p>
<p>Em Buenos Aires a maioria dos estabelecimentos tem umas plaquinhas na frente com o câmbio do Dólar, do Euro e do Real (algo que a gente devia copiar no Brasil). Alguns oferecem câmbio de 2.4 para o Real. Se bem que esses são os restaurantes mais carinhos.</p>
<p> O melhor lugar que achei para fazer o câmbio foi no próprio aeroporto (trocamos em Córdoba).</p>
<p>A parte de grana não foi complicada, mas o celular&#8230;</p>
<p>Aliás quem criar um serviço de cartão de crédito ou chip 3G para celular descartáveis vai ficar rico.</p>
<p>O roaming da Oi fica por 4,5 Reais o minuto e, pasme, 33 reais o MB de dados! Mandamos ativar, mas ficamos felizes com a incapacidade deles em fazer a ativação. Como tem bastante WiFi por lá usamos nossos celulares para nos comunicar por Twitter etc.</p>
<p>A última dica é: Ande. A melhor forma de conhecer uma cidade e seu povo é andando, interagindo. Coisa que fiz mesmo sem falar espanhol (o que garantiu muitas risadas aos amigos).</p>
<p>Vou contar só uma&#8230; Fui chamar o garçon e falei &quot;Oi!!&quot;. Uma amiga me avisou que hoy em espanhol é hoje. Não pensei duas vezes: olhei para o garçon e chamei &quot;Hoje!!&quot; <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ah! Não foi a última dica não! Pontos turísticos!</p>
<p>Em Buenos Aires tem que ir na livraria Ateneu que pode não ser mais lúdica e nem maior que a Cultura de Sampa, mas é linda. Há uns 6 quarteirões entre ela e Porto Madero (onde fiamos hospedados) tem uma esquina com um banquinho com a Mafalda do Quino sentada! Um charme! Não fomos a Tangos, achei que era como ir no Scala no Rio <img src='http://www.roney.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  O resto você acha passeando.</p>
<p>Córdoba é uma cidade linda! Ficamos num hotel quase na fronteira dela, mas deu para ir caminhando os 6km até o centro (ela tem uns 10km de diâmetro. O centro é onde parece ter as coisas mais interessantes como praças, um rio que fica dourado antes de anoitecer e uma boa quantidade de bares e restaurantes que fecham por volta de 1h da manhã.</p>
<p>Finalmente&#8230; Como toda cidade há regiões perigosas, mas se você tem costume de andar em grandes cidades do Brasil provavelmente reconhecerá as regiões perigosas das cidades argentinas. O povo é extremamente simpático e me trataram sempre muito bem (melhor ainda em Córdoba).</p>
<p><strong>A Experiência da Viagem</strong></p>
<p>Isso me leva ao que achei realmente ótimo: como o povo de lá parece com o daqui!</p>
<p>Os canais locais de TV parecem muito com os nossos, as lojas, quando não são as mesmas, são bem similares.</p>
<p>Tem excessões, claro, lá todo lugar tem media luna (croissant), todo quarteirão tem um quiosko e os supermercados (enormes) ficam dentro de shopping centers, mas são diferenças cosméticas ou até fruto do clima mais frio e muito seco (eu dava choque em tudo!).</p>
<p>Os jovens nas ruas, sentados nas praças ou nas portas de lojas fechadas, namorando ou conversando em grupos ou em casais (inclusive do mesmo sexo), darks, emos. Olhando desavisadamente parecia uma cidade brasileira no inverno.</p>
<p>Essa semana recebi da <a href="http://www.inovattrix.com.br/" target="_blank" title="Empresa da Biattrix">Bia Quadros</a> um texto interessante (em Inglês) sobre a <a href="http://youarenotsosmart.com/2011/08/21/the-illusion-of-asymmetric-insight/" target="_blank" title="Artigo em Inglês sobre Asymmetric Insight">Ilusão da Percepção Assimétrica</a> que nos faz eleger outros grupos como estranhos e demonizá-los além de nos fazer crer que sabemos muito sobre os outros e que nós mesmos somos muito mal compreendidos.</p>
<p>É isso que aprendemos quando viajamos com a mente aberta: que nossa percepção é assimétrica em relação ao que achamos que entendemos dos outros e que os outros entendem de nós. Para ficar mais claro: é comum ver o adolescente reclamar da falta de responsabilidade e excesso de individualismo dos outros adolescentes. Parece um paradoxo, mas é apenas essa percepção assimétrica: os adolescentes modernos se preocupam em não ser individualistas, mas não conseguem ver isso uns nos outros.</p>
<p>Vejo as rixas contra argentinos em várias ocasiões aqui no Brasil, mas estando lá encontrei um povo que não se parece nada com as imagens negativas que são feitas deles. Certamente o mesmo ocorre com um argentino que vem ao Brasil.</p>
<p>No caso de Brasil e Argentina as distâncias culturais são mesmo bem pequenas, mas já estive na Rússia, na Tunísia onde homens andam de dedinhos atados (aliás os argentinos se beijam na face) e em mais alguns países.</p>
<p>As diferenças culturais podem ser imensas, mas quando somos capazes de olhar para as pessoas além da cultura invariavelmente achamos humanos como nós.</p>
<p>Esse é um bom serviço que a comunicação cada vez mais globalizada está fazendo por nós: mostrar que somos uma única tribo em um território bem pequenininho e vulnerável.</p>
<p>Se vencermos a ilusão da percepção assimétrica podemos nos livrar do peso da tolerância e começar a desfrutar do prazer de admirar a diversidade.</p>
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		<title>Como funciona o Criança Esperança</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/08/06/como-funciona-o-crianca-esperanca/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 01:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[aÃ§Ã£o social]]></category>
		<category><![CDATA[Criança Esperança]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui no Dia da Esperança que acontece anualmente nas sedes modelo do Criança Esperança e finalmente tive a oportunidade de entender como funciona esse projeto. Em primeiro lugar eu nunca soube para que servia o projeto: Ok, eles fazem &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/08/06/como-funciona-o-crianca-esperanca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje fui no <a title="Artigo sobre o Dia da Esperança 2011" target="_blank" href="http://redeglobo.globo.com/criancaesperanca/noticia/2011/08/projetos-em-nove-estados-brasileiros-comemoraram-o-dia-da-esperanca.html">Dia da Esperança</a> que acontece anualmente nas sedes modelo do <a title="Site do projeto Criança Esperança" target="_blank" href="http://redeglobo.globo.com/criancaesperanca/">Criança Esperança</a> e finalmente tive a oportunidade de entender como funciona esse projeto.</p>
<p>Em primeiro lugar eu nunca soube para que servia o projeto: Ok, eles fazem uns espaços Criança Esperança onde elas tem acesso a lazer, livros, aulas de música, dança etc. Mas onde isso as levará e, principalmente, o que eles pretendem possibilitar a essas crianças?</p>
<p>Já começa que o Criança Esperança vai muito além dos espaços, mas vamos começar por eles.</p>
<p>A linha condutora dos Espaços Criança Esperança (quatro no Brasil se não me engano) é criar um ambiente onde elas possam desenvolver sua empregabilidade, ou seja, os esportes, música, dança e outras atividades pretendem lhes ensinar sobre trabalho em equipe, resolução de problemas etc.</p>
<p>As crianças entram lá com 4 anos, quando chegam a certa idade podem se tornar monitoras de outras crianças e atividades. </p>
<p>Além disso eles tem parcerias com algumas empresas como a Coca-Cola que oferece cursos de formação de promotores de vendas e a CEG com projetos similares.</p>
<p>Eu ainda gostaria que essas unidades modelos pudessem ser reproduzidas por outras iniciativas além do Criança Esperança, que é um projeto da Unesco.</p>
<p>Aliás, isso é algo que eu já sabia, mas acho que é pouco divulgado: a Globo faz a arrecadação e é parceira nos espaços Criança Esperança, mas o &quot;dono&quot; do projeto é a Unesco. É ela que recebe toda a verba arrecadada e a distribui entre os espaços e mais de 70 projetos anuais.</p>
<p> Confesso que não vi a <a title="Projetos financiados pelo Criança Esperança em 2011" target="_blank" href="http://redeglobo.globo.com/criancaesperanca/projetos/?regiao=&amp;area_de_atuacao=">lista de projetos apoiados</a> esse ano, mas sei que eles são selecionados pela Unesco e que ela acompanha o bom uso das verbas recebidas e, pela ausência de casos de desvio de verbas me parece que os projetos patrocinados se mantém fiéis ao que se espera de uma ONG (OSCIP).</p>
<p>Ah! Já ia esquecendo! Os espaços Criança Esperança são mantidos por 3 instituições: A Unesco que administra as verbas, uma OSCIP que gerencia e o Estado que oferece as instalações garantindo que toda a verba arrecadada seja aplicada em benefício das crianças.&nbsp; </p>
<p>Só acho que o site oficial não deveria ficar dentro do site da Globo, isso dá a impressão errada de que é ela mesma que investe o dinheiro que arrecada em vez de repassá-lo integralmente à Unesco. </p>
<p>No final das contas fui assistir um dia de atividades especiais para as crianças e saí muito mais bem informado e com uma visão muito mais positiva do Criança Esperança. Me deu vontade de trabalhar voluntariamente ajudando as crianças a aprender a fazer pesquisas na Internet, fazer jornais comunitários online&#8230;</p>
<p><strong>Globofobia</strong></p>
<p>Ao e-piar (publicar no Twitter) esse post vieram dizer que a <a href="http://redeglobo.globo.com/criancaesperanca/noticia/2011/06/entenda-como-sua-doacao-chega-quem-precisa.html" target="_blank" title="Artigo da Globo esclarecendo o caminho das doações do Criança Esperança">Globo desconta o IR das doações feitas o que não acontece pois elas são feitas diretamente na conta da UNESCO</a>, fato declarado pela Globo que não vi contestado em nenhum veículo concorrente da empresa deixando bem claro que trata-se mesmo apenas de boato.</p>
<p>Um dos problemas das fobias é que, impulsionadas pelo ódio irracional, nos levam a criticar o que não existe esquecendo o que poderia realmente ser criticado e melhorado.</p>
<p>Pretendo escrever um artigo sobre o que pode ser melhorado no Criança Esperança. Me parece que teria que ser direcionado à UNESCO, já que ela é quem administra todo o projeto, mas preciso pesquisar antes como ela seleciona e fiscaliza os mais de 70 projetos anuais. Qualquer sugestão nos comentários será bem vinda.</p>
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		<title>Sílvia Wajãpi, um exemplo de auto-estima, cultura e superação</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/07/14/silvia-wajapi-um-exemplo-de-auto-estima-cultura-e-superacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 13:49:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[indígena]]></category>
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		<category><![CDATA[realização]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante como ter cultura é importante, e não estou falando na cultura fria e estagnada dos livros clássicos ou do conhecimento erudito, estou falando da cultura social, em conhecer a história do seu povo e dos pais dos seus &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/07/14/silvia-wajapi-um-exemplo-de-auto-estima-cultura-e-superacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wB-fpw4hx_M"><img src="http://img.youtube.com/vi/wB-fpw4hx_M/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wB-fpw4hx_M">Click here</a> to view the video on YouTube.</p>

<p>É impressionante como ter cultura é importante, e não estou falando na cultura fria e estagnada dos livros clássicos ou do conhecimento erudito, estou falando da cultura social, em conhecer a história do seu povo e dos pais dos seus pais.</p>
<p>Não se trata de tradição, que também é estagnada, e sim de fazer parte da sociedade em que vive e daquela de onde você veio.</p>
<p>A história de Sílvia Wajãpi é um exemplo sensacional de auto-estima, cidadania e humanidade.</p>
<p>Nossa sociedade do cubículo (parafraseando a @<a title="Perfil da Simone VillasBoas no Twitter" target="_blank" href="http://twitter.com/s1mone">S1mone</a>) nos tornou tão hipnotizados pela privacidade que nos desconectamos da nossa própria cultura, nos tornamos individualistas patológicos que não desejam se sentir parte do nosso povo, de nenhum povo.</p>
<p><!-- http://twitter.com/s1mone/statuses/90439085742768128 --><br />
<style type="text/css">.bbpBox90439085742768128 {background:url(http://a3.twimg.com/profile_background_images/256205916/background_1000px.png) #320822;padding:20px;} p.bbpTweet{background:#fff;padding:10px 12px 10px 12px;margin:0;min-height:48px;color:#000;font-size:18px !important;line-height:22px;-moz-border-radius:5px;-webkit-border-radius:5px} p.bbpTweet span.metadata{display:block;width:100%;clear:both;margin-top:8px;padding-top:12px;height:40px;border-top:1px solid #fff;border-top:1px solid #e6e6e6} p.bbpTweet span.metadata span.author{line-height:19px} p.bbpTweet span.metadata span.author img{float:left;margin:0 7px 0 0px;width:38px;height:38px} p.bbpTweet a:hover{text-decoration:underline}p.bbpTweet span.timestamp{font-size:12px;display:block}</style>
<div class="bbpBox90439085742768128">
<p class="bbpTweet">@<a class="tweet-url username" href="http://twitter.com/roneyb" rel="nofollow">roneyb</a> e foi o conceito de privacidade que encerrou o ser humano em um cubículo e tornou possível a evolução urbana no século XX. Curto não<span class="timestamp"><a title="Mon Jul 11 15:15:32 +0000 2011" href="http://twitter.com/s1mone/statuses/90439085742768128">less than a minute ago</a> via <a href="http://www.echofon.com/" rel="nofollow">Echofon</a> <a href="http://twitter.com/intent/favorite?tweet_id=90439085742768128"><img src="http://si0.twimg.com/images/dev/cms/intents/icons/favorite.png" /> Favorite</a> <a href="http://twitter.com/intent/retweet?tweet_id=90439085742768128"><img src="http://si0.twimg.com/images/dev/cms/intents/icons/retweet.png" /> Retweet</a> <a href="http://twitter.com/intent/tweet?in_reply_to=90439085742768128"><img src="http://si0.twimg.com/images/dev/cms/intents/icons/reply.png" /> Reply</a></span><span class="metadata"><span class="author"><a href="http://twitter.com/s1mone"><img src="http://a0.twimg.com/profile_images/1394117748/Simone_Villas_Boas_normal.jpg" /></a><strong><a href="http://twitter.com/s1mone">Simone Villas Boas</a></strong><br />s1mone</span></span></p>
</div>
<p> <!-- end of tweet --></p>
<p>É impressionante saber que mais de duzentas etnias indígenas sobreviveram à colonização (apesar do Jô Soares chamar de descoberta) e que há mais de cem idiomas ainda vivos. A propósito, é uma vergonha eu (e a maioria de nós) não saber que existem 5 troncos linguísticos indígenas. É todo um universo de cultura que está longe do nosso conhecimento.</p>
<p>Tem muita coisa impressionante na entrevisa da Sílvia Wajãpi como as meninas começarem a ter filhos quando mestruam o que é óbvio do ponto de vista biológico e devia nos levar a perguntar o que fizemos com a nossa sexualidade que ela se tornou algo feio que só adultos devem fazer (como fumar, beber, se drogar&#8230;) e porque somos retardados do ponto de vista biológico. Mas essa é uma polêmica para um post enorme.</p>
<p>O mais impressionante nas palavras de Sílvia Wajãpi é o exemplo de força moral, auto-estima, cidadania e superação. Palavras que todos nós devíamos ouvir e procurar realizar em nossas próprias vidas, principalmente no que diz respeito a ter amor por nosso próximo e por nós mesmos através do respeito à nossa cultura e nacionalidade. Pense nisso antes de dizer mais uma vez que &quot;Brasileiro é uma merda&quot;.</p>
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		</item>
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		<title>Crack Destrói &#8211; Site</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/07/14/crack-destroi-site/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 04:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Crack]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[desespero]]></category>
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		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[fuga]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Essa semana conheci o site Crack Destrói, a droga eu infelizmente conheçia pelas histórias que chegam a nós pelo amigo do primo de um colega de trabalho: das drogas modernas é uma das mais cruéis. Pessoalmente acho ruim qualquer &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/07/14/crack-destroi-site/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img vspace="0" hspace="0" border="0" align="middle" alt="Imagem do site" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/07/home_crack_destroi.jpg" />&nbsp;</p>
<p>Essa semana conheci o site <a href="http://www.crackdestroi.org.br/" target="_blank" title="Site com informações sobre a droga Crack">Crack Destrói</a>, a droga eu infelizmente conheçia pelas histórias que chegam a nós pelo amigo do primo de um colega de trabalho: das drogas modernas é uma das mais cruéis.</p>
<p> Pessoalmente acho ruim qualquer coisa que prejudique nosso estado de consciência ou nos coloque artificialmente em outro estado que aparentemente é melhor: assim com foi ruim para Ícaro voar com asas artificiais, atingir um estado de consciência (supostamente) superior por meios artificiais é apenas um passaporte para a frustração com nossa consciência normal.</p>
<p>No entanto o Crack é muito mais mortal e viciante que praticamente todas as outras, mas não preciso reproduzir aqui o que está no site, vou deixar os links para você se informar.</p>
<p>Estou fazendo isso pois percebi que a navegação do site não é muito intuitiva além dele não ser bem otimizado para ser mais fácil de ser achado nos Googles da vida.</p>
<p>Seguem então os links para você se informar:</p>
<ol>
<li><a title="Onde buscar apoio contra o vício em Crack?" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/procureajuda.htm">Crack: Procure Ajuda</a></li>
<li><a title="Como o Crack nos afeta, como é feito" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/entendaocrack.htm">Entenda o Crack</a></li>
<li><a title="Artigos sobre o Crack em jornais, revistas e tv" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/cracknamidia.htm">O Crack na mídia</a></li>
<li><a title="Pesquisas sobre o Crack" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/pesquisas.htm">Pesquisas sobre o Crack</a></li>
<li><a title="Vídeos de conscientização sobre o Crack" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/filmes.htm">Crack: filmes</a></li>
<li><a title="Campanha de conscientização sobre o Crack para rádios" target="_blank" href="http://www.crackdestroi.org.br/spots.htm">Crack: spots</a></li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um dia na Ação Global Nacional</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/05/17/um-dia-na-acao-global-nacional/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 03:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ação global]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Voluntariado]]></category>

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		<description><![CDATA[Até o sábado passado eu não sabia o que era a Ação Global. Nunca tinha ido a um e tinha apenas uma idéia parcial dela. Gente, pessoas, isso é o que faz diferença em tudo, não é? Vendo de longe &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/05/17/um-dia-na-acao-global-nacional/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até o sábado passado eu não sabia o que era a Ação Global. Nunca tinha ido a um e tinha apenas uma idéia parcial dela.</p>
<p>Gente, pessoas, isso é o que faz diferença em tudo, não é?</p>
<p> Vendo de longe a Ação Global é apenas um monte de serviços oferecidos à população. Algo bom, mas que levanta muitas questões como &quot;Porque o SESI, a Globo e outras empresas tem que bancar isso quando o governo devia cumprir esse papel?&quot;</p>
<p>Visto de perto é algo totalmente diferente, é ver de verdade como são as pessoas e descobrir que, voluntários e &quot;povão&quot;, são gente bonita e em franca evolução.</p>
<p>Nós dependemos demais de intermediários para ver uns aos outros. Nos assistimos através das coberturas jornalísticas ou, pior ainda, de estatísticas. É assim que no final ficamos com um povo de um lado que se sente desprezado e de outro um povo que se sente melhor do que os outros.</p>
<p>Mesmo quando nosso governo for muito melhor creio que iniciativas como essa devem continuar existindo.</p>
<p>Vale a pena explicar um pouco melhor o que é a Ação Global.</p>
<p><font size="4"><strong><t1>O que é a Ação Global?</t1></strong></font>
<p><a title="Site da artesã Fávia Ferreira" target="_blank" href="http://www.oatelievirtual.com.br/"><img align="right" vspace="7" hspace="7" border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SDC14541-300x168.jpg" /></a>É a reunião voluntária de diversas empresas privadas ou públicas que reúnem voluntários entre seus funcionários para criar um espaço de aproximação com a população.</p>
<p>A coisa mais importante para qualquer sociedade é um bom ensino fundamental, mas logo depois disso vem a proximidade entre as várias camadas sociais e é isso que acontece em um evento como esse.</p>
<p>São mais de quarenta serviços prestados que vão desde informações de saúde, alimentação e de higiene até acessoria jurídica passando por exames médicos e oportunidades de emprego. Tinha até blogueiras de moda dando dicas para a auto-estima.&nbsp; </p>
<p>Um dos momentos mais emblemáticos foi quando choveu e vários voluntários se juntaram aos outros para jogar futebol. É bom que o futebol não seja a única coisa que temos em comum e que passemos a ter em comum também eventos como a Ação Global.</p>
<p><strong><font size="4"><t1>Casamentos, muitos casamentos!</t1></font></strong>
<p><img align="left" width="175" vspace="7" hspace="7" height="98" border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SDC14535-300x168.jpg" />Pode me chamar de sentimental, mas um dos motivos de ter ficado até o final foi para ver mais de 40 casais se unindo lá! Só faltou ter casais do mesmo sexo, mas tenho certeza que verei isso no futuro.</p>
<p>A beleza disso está no fato de que provavelmente todos eles poderiam ter casado em cartórios comuns, mas me parece que o senso de coletividade contagia as pessoas e lhes dá vontade de contruir futuros. Assim foi com o bombeiro Erik que se fantasia de mosquito da dengue e fez o pedido de casamento ainda caracterizado de mosquito em uma edição da Ação Global.</p>
<p><strong><font size="4">Enfim&#8230;</font></strong></p>
<p> Agora que conheci quero dar um jeito de ser voluntário em edições futuras!</p>
<p>Ai embaixo, da esquerda para a direita, estão Luciana, Flávia (do @oatelievirtual), eu e a @ClaudiaMello. Vou ficar devendo o nome da segunda moça.</p>
<p align="center"><a title="Foto grande" target="_blank" href="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SDC14561-1024x576.jpg"><img align="middle" vspace="0" hspace="0" border="0" src="http://www.roney.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SDC14561-300x168.jpg" /></a></p>
<p align="left"><font size="4"><strong>Mais informações</strong></font></p>
<ul>
<li><a href="http://acaoglobal.globo.com/platb/um-brasil-de-cidadania" title="Blog oficial do evento">Um Brasil de Cidadania</a>: Site oficial</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Massacre de Realengo: O que fazer agora?</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2011/04/11/massacre-de-realengo-o-que-fazer-agora/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 18:06:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu pai passou a infância em Realengo. Isso foi no fim da primeira metade do século passado. Fui lá poucas vezes nos anos 70s e 80s. Depois disso só agora tive contato novamente com o bairro. À distância, mas deu &#8230; <a href="http://www.roney.com.br/2011/04/11/massacre-de-realengo-o-que-fazer-agora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu pai passou a infância em Realengo. Isso foi no fim da primeira metade do século passado. Fui lá poucas vezes nos anos 70s e 80s. Depois disso só agora tive contato novamente com o bairro. À distância, mas deu para perceber como o bairro mudou.</p>
<p>É importante ver que Realengo é mais do que um bairro na periferia do Rio de Janeiro. É um exemplo de progresso pois, no meio da dor e da tortura da mídia, vi um bairro que cresceu muito desde a última vez que estive lá. Vi uma gente que demonstrou cultura e sabedoria para não se entregar ao desespero e ao ódio diante da tragédia que caiu sobre eles e poderia ter caído sobre qualquer um de nós.</p>
<p> A cultura e a sabedoria são instrumentos essenciais para transformar nossa realidade, para suportar melhor as dores do presente e transformá-las (ou superá-las) e construir um futuro melhor.</p>
<p>Infelizmente a mídia não tem demonstrado a mesma cultura e sabedoria que vimos na maioria das pessoas entrevistadas nos primeiros dias e, em vez de nos ajudar a entender o que aconteceu, nos joga em um tornado de perplexidade.</p>
<p>O rapaz que atacou a escola tinha várias características </p>
<ul>
<li>Falava em religião</li>
<li>Provavelmente sofria de esquizofrenia</li>
<li>Era solitário (não tinha amigos e não falava com a família)</li>
<li>Passava tempo no computador</li>
<li>Gostava de jogos violentos</li>
<li>Sofreu bullying na escola</li>
</ul>
<p>No entanto alguma dessas características sozinha implica em um futuro assassino? Ou mesmo todas elas juntas bastam para que a gente tenha razão para temer ou ter raiva de pessoas que as apresentem? Mais importante ainda: isso nos ajudará a diminuir as possibilidades de acontecer de novo?</p>
<p>A resposta ao meu ver é que não. No afã de fazer artigos que prendam as pessoas pela emoção e vendam mais revistas e jornais estamos perdendo a chance de pensar em como honrar a perda dessas vidas tão preciosas! Treze pessoas mortas&#8230;</p>
<p>Conto treze mortes pois, por mais difícil que seja, devemos contar o assassino como uma perda. Ter ódio de pessoas como ele (ou quebrar a casa onde ele morou como alguns tem feito) não nos ajudará a identificar e tratar de outros que podem surgir.</p>
<p>O que nós queremos é ajudar essas pessoas a não chegar ao ponto que esse rapaz chegou. De nada adianta sentir ódio por eles depois que fomos incapazes de ajudá-los.</p>
<p>E quem poderia ajudá-los?</p>
<p>Esse é um grande desafio para a nossa sociedade&#8230; Bem, querer ajudar quem tem uma consciência tão obscura é o primeiro desafio.</p>
<p>Em escolas que mal conseguem prender a atenção dos alunos, em uma sociedade onde o bullyng é considerado engraçado (basta ver as comédias na tv e piadas entre adultos) e uma cultura que não valoriza o exercício de conhecer as próprias emoções encontramos um vazio onde deveriam estar pessoas preparadas para reconhecer os distúrbios mentais que podem levar a desastres como esse e tratá-los.</p>
<p>Está se falando em restringir acesso às armas (e, francamente, acho que a humanidade não devia fabricar armas e ponto final), mas isso não impedirá o surgimento de outras pessoas como esse rapaz.</p>
<p> Fala-se também em aumentar a segurança em escolas, mas, é óbvio, isso também não impede que nossos irmãos desenvolvam distúrbios mentais (e não acho que uma escola deva ser um forte, ela deve ser um parque).</p>
<p>O que pode melhorar nossa sociedade são mudanças de paradigma como:</p>
<ul>
<li>Ria com os outros, nunca dos outros</li>
<li>Quando rir de alguém que seja de você, isso até ajuda a não considerar nossos problemas maiores que nós mesmos</li>
<li>Crianças disputam poder naturalmente (são os instintos animais), mas é nossa obrigação como adultos ajudá-las a se manter longe da crueldade</li>
<li>No mundo animal o mais forte prevalece, no mundo humano quem consegue estabelecer boas amizades consegue construir uma boa vida: ninguém precisa prevalecer</li>
<li>Primeiro nas escolas, depois nas empresas e atendimentos públicos temos que ter psicanalistas treinados não para caçar doenças, mas para nos ajudar a crescer intelectual, moral e psicologicamente. Eles também poderão identificar os raros (menos de 3% segundo ouvi) de casos sérios de distúrbio psicológico</li>
<li>Seja como for, não cabe a mim, a você ou qualquer outra pessoa sem treinamento psiquiátrio e acesso à pessoa, julgar quem é e quem não é normal.</li>
</ul>
<p>Esse artigo é apenas uma voz fraca perdida na multidão de corações perplexos diante da dor por isso é importante que, se você concordar com ele, procure multiplicar essas ideias. Discuta-a com amigos, parentes, outros pais, diretores de escolas e professores. É lá, na escola, que tudo começa, tanto o problema quanto a solução.</p>
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