O mistério de Lady Gaga

Pois é…

Qual é o mistério da popularidade da Lady Gaga?

Primeiro ouvi falar dela, depois ouvi uma música e achei agradável com uma letra que achei fútil (bad romance) e não falo de arte fútil, aliás, mal considero que uma coisa fútil possa ser arte.

Depois ela se tornou um fenômeno pop superando a marca de 6 músicas entre as dez mais etc.

Fenômenos populares dessa magnitude merecem reflexão pois certamente pegaram em algo da nossa consciência coletiva que une boa parte da nossa sociedade. Que algo será esse?

Fui olhar a Lady Gaga (que gosto de chamar de moça caduca em um trocadilho idiota) só em voz e piano pq é a seco que a gente conhece um artista:

Ela é uma boa artista, afinada, voz boa e potente, não canta gritando como várias divas americanas, tem atitude, ela tem muita atitude.

Algo me diz que não é nas letras das suas músicas que está seu segredo, mas no que dizem suas melodias aliadas a um pequeno tempero da sua imagem misteriosa que me faz lembrar de Madona.

Muitas vezes a música fala mais do que as palavras, Zanna Lopes estuda isso…

Vale a pena escutar os hits da Lady Gaga para entender um pouco melhor como estamos nos sentindo coletivamente.

Creio que o som de Lady Gaga encontra aquela pessoa lá dentro de nós que quer superar obstáculos e, curiosamente, vê no mundo torno oportunidades de crescimento e aventura. Tem uma qualidade de emoção que muitas vezes nos falta, um tipo de força que gostamos de nos esquecer que tempos porque ser fraco e se deixar levar é mais fácil ainda que doa mais…

Nossa civilização precisa disso, precisa do Epic Win preconizado pela Jane McGOnigal no TED.

Se ficarmos entregues ao pessimismo patológico não realizaremos nada, felizmente desconfio que Lady Gaga é a continuação de várias outras mulheres que viram nos animar quando estávamos para baixo como

Pat Benatar

Jewel

t.AT.u.

Joan Osborne

Diane Lane em Streets of Fire

Kim Carnes

E claro… Quem não sai da pior fossa ou não supera o maior desafio armado com Bonnie Tyler?

6 thoughts on “O mistério de Lady Gaga

  1. Adorei o texto, mas ouso discordar qto
    à futilidade das letras. Na verdade, elas cantam uma loucura q há muito as pessoas sentem, de um modo geral, uma coisa meio bipolar, meio TOC, meio psquiatria moderna, mas de modo simples e acessível aos ouvidos do Pop. Uma letra q diz ” I want your ugly, I want your disease” tem mais por trás do q uma simples figura psicodélica e descabelada. A menina é consciente do q escreve, veja as entrevistas dela. É muito mais uma critica Às sociopatias q uma rebeldia sem causa para vender discos. Repare tb na letra de Paparazzi, e vc verá um amor poético porém perturbado q a meu ver, possui poucos representantes na música atual. Acho q é por isso q Lady Gaga, cujo nome veio da música Radio Gaga do Queen, faz tanto sucesso. Uma pianista clássica pós-moderna, com uma mega personalidade, adequada ao q se espera nos tempos de hj. Ok, eu amo, talvez pq me veja pouco nela. Mas essas similaridades conversaremos ao vivo.

    • Eu preciso dar uma olhada em como a maioria interpreta as letras dela, se vêem uma crítica ou se identificam justamente porque acham o amor obcessivo normal por exemplo.

      Se bem que, se ela se mostra crítica nas entrevistas, nem é necessário que as pessoas entendam “certo” as letras.

      Vou dar uma olhada nas ideias da Stefani Germanotta assim que puder, mas acredito no seu julgamento :)

  2. Um etnomusicólogo inglês, chamado John Blacking escreveu algo como o artista sintetizar em sua obra a cultura da sociedade em que vive… A música, o cinema, o “boom” de uma “arte digital”, dentre tantas outras manifestações nos ajudam a esclarecer um pouquinho de que contemporaneidade em que vivemos… Considerando o que toca nos rádios hoje… Isso me assusta =S

    • Se for pensar é até meio óbvio, né? Se a obra se torna muito popular é por ter tocado emoções, medos, crenças, desejos comuns.

      Acho isso tudo fantástico! É claro que tem coisas ruins, sempre tem, e é difícil achar o denominador comum entre as diversas tribos, mas minha desconfiança é que estamos entrando em uma era muito mais humana que as demais, mas isso é papo para o MemedeCarbono.com.br ;)

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