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	<title>Comments on: Motivo feio para ser contra o aborto</title>
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	<description>A arte é o ar que a consciência respira</description>
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		<title>By: Roney</title>
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		<dc:creator>Roney</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 23:12:06 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Renata! Sua visita é sempre uma honra!

Este assunto é tão sério e complicado que, por mais que a gente escreva, não dá para dizer que nos estendemos demais, né?

Influenciados pelas emoções acabamos não conseguindo raciocinar direito, mas tenho certeza de que os indivíduos de ambos os &quot;lados&quot; são radicalmente contra o aborto e agem movidos estritamente por bons valores éticos.

O problema é que, arrisco supor, há uma outra intenção agindo por baixo da questão central: a disputa entre o estado laico e grupos fundamentalistas religiosos...

Se o discurso anti-aborto fosse livre de razões religiosas, se ele incluísse a mobilização de trabalho e recursos financeiros de todos os grupos envolvidos para poder instruir e acolher as mães e os filhos eu me juntaria a eles. Não é o que vejo.

O que vejo é a tentativa de impor por lei uma crença e nenhuma preocupação real com cada mulher grávida e seus filhos que, além de uma gestação indesejável, terão que se tornar criminosas ou ceder.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Renata! Sua visita é sempre uma honra!</p>
<p>Este assunto é tão sério e complicado que, por mais que a gente escreva, não dá para dizer que nos estendemos demais, né?</p>
<p>Influenciados pelas emoções acabamos não conseguindo raciocinar direito, mas tenho certeza de que os indivíduos de ambos os &#8220;lados&#8221; são radicalmente contra o aborto e agem movidos estritamente por bons valores éticos.</p>
<p>O problema é que, arrisco supor, há uma outra intenção agindo por baixo da questão central: a disputa entre o estado laico e grupos fundamentalistas religiosos&#8230;</p>
<p>Se o discurso anti-aborto fosse livre de razões religiosas, se ele incluísse a mobilização de trabalho e recursos financeiros de todos os grupos envolvidos para poder instruir e acolher as mães e os filhos eu me juntaria a eles. Não é o que vejo.</p>
<p>O que vejo é a tentativa de impor por lei uma crença e nenhuma preocupação real com cada mulher grávida e seus filhos que, além de uma gestação indesejável, terão que se tornar criminosas ou ceder.</p>
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		<title>By: Renata</title>
		<link>http://www.roney.com.br/2007/12/17/motivo-feio-para-ser-contra-o-aborto/comment-page-1/#comment-387840</link>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 11:54:07 +0000</pubDate>
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		<description>pra mim essa é uma questão complicada. moral e emocionalmente, pra mim, e dentro da minha realidade, o aborto é uma coisa inconcebível. mas acho que a soberania sobre o próprio corpo e a própria vida é uma coisa importantíssima. não acredito que uma lei possa determinar se uma mulher, uma vez grávida, deve ter esse filho ou não. acho que a maternidade é algo especial demais para ser forçado, e acho isso porque sou mãe. sim, há opções, há adoção. ainda assim, me parece uma violência obrigar uma mulher a gestar e parir um filho que ela não deseja. o porquê dessa gravidez é outra discussão. aí entram campanhas informativas, entra uma educação mais consciente e responsável por parte dos pais, entram muitas coisas. proibir por causa da vontade de uma religião, acho uma violência maior ainda, já que vivemos num Estado laico, e a fé é questão profundamente pessoal. o que cada um acredita, não cabe ao Estado determinar. outra questão é aquela discussão econômico-social, nossa velha conhecida: a proibição do aborto por acaso impede que ele aconteça? não, claro que não. mais uma vez, é o poder aquisitivo que determina as opções que você tem: grávidas endinheiradas praticam abortos em clínicas chiques, com acesso à tecnologia mais moderna, sem riscos. grávidas carentes o praticam com curiosas, em clínicas precárias, correndo todo tipo de riscos. é justo?
desculpe se me estendi demais. o assunto me move bastante.
um beijo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pra mim essa é uma questão complicada. moral e emocionalmente, pra mim, e dentro da minha realidade, o aborto é uma coisa inconcebível. mas acho que a soberania sobre o próprio corpo e a própria vida é uma coisa importantíssima. não acredito que uma lei possa determinar se uma mulher, uma vez grávida, deve ter esse filho ou não. acho que a maternidade é algo especial demais para ser forçado, e acho isso porque sou mãe. sim, há opções, há adoção. ainda assim, me parece uma violência obrigar uma mulher a gestar e parir um filho que ela não deseja. o porquê dessa gravidez é outra discussão. aí entram campanhas informativas, entra uma educação mais consciente e responsável por parte dos pais, entram muitas coisas. proibir por causa da vontade de uma religião, acho uma violência maior ainda, já que vivemos num Estado laico, e a fé é questão profundamente pessoal. o que cada um acredita, não cabe ao Estado determinar. outra questão é aquela discussão econômico-social, nossa velha conhecida: a proibição do aborto por acaso impede que ele aconteça? não, claro que não. mais uma vez, é o poder aquisitivo que determina as opções que você tem: grávidas endinheiradas praticam abortos em clínicas chiques, com acesso à tecnologia mais moderna, sem riscos. grávidas carentes o praticam com curiosas, em clínicas precárias, correndo todo tipo de riscos. é justo?<br />
desculpe se me estendi demais. o assunto me move bastante.<br />
um beijo!</p>
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