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Propriedade Intelectual

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Isso quer dizer que você pode usar e adaptar o que acha aqui desde que sempre me dê o crédito de criação e NÃO use comercialmente.

Outro sentimental (eu)

28th, April 2007

Reunião de amigosDá uma lida aqui no blog Bicho Solto e depois continue lendo (é o meu comentário)

Puxa… Isso é algo em que sempre penso, mas acho que nunca cheguei a colocar em palavras.

Talvez não tenha falado no assunto por não saber bem se é uma qualidade, um defeito, uma excentricidade, fruto de carência afetiva ou de uma alma que leva todo mundo muito a sério.

Gosto de pensar que é esta última. Acho que me apego às pessoas porque sempre olho para elas sob todos os aspectos indo do profissional ao emotivo passando por aquelas pequenas particularidades que nos fazem únicos.

A parte difícil disso é viver em um tempo onde os relacionamentos são justo o oposto, mantendo-se superficiais e fugazes.

Sonho um dia descobrir um jeito de juntar todas essas pessoas que passaram por minha vida ao menos umas 4 vezes ao ano! :-)

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A visão geral

25th, April 2007

Aletômetro"Essa merece ir para o seu site, amigo?"

E seguia uma matéria sobre Jornalistas perseguidos na tv Globo.

Antes de mais nada vou logo confessando que meu espírito anda ferido, sei que podemos ser processados se nos atrevermos a levantar nossa voz contra algo que nos parece errado. No passado a tirania era exercida pela força, hoje é pela justiça.

Cada um faz sua parte de acordo com suas limitações e qualidades e os tribunais não são minha arena. Se obrigado a ir a eles irei, é claro, mas não sem um enorme custo emocional.

Posso estar errado, mas acredito que minhas qualidades são mais úteis para tentar formar uma visão geral das origens dos nossos problemas.

Temos que entender a organização do crime, a estrutura da corrupção e a extensão dos tentáculos ocultos de corporações pouco éticas, mas não creio que as causas dos nossos problemas estejam em nada disso. Estes são sintomas e efeitos colaterais da nossa síndrome do espetáculo.

Muitas coisas simples precisam de explicações extensas pois algumas vezes estamos envoltos em tantas camadas de ilusão que fica difícil enxergar a essência.

Estou resistindo a tentação de ir mais a fundo nisso agora, espero não deixar o post muito vago.

O que estou tentando dizer é que posso até falar em algumas coisas práticas neste blog ou no meu site, mas minha causa real é a arte que pode destravar os portões da conciência. Creio que sofremos uma crise de inconsciência ou de consciência ilusória (e espero que isso faça sentido para alguém mais além de mim) que só pode ser curada através da desconstrução de boa parte das nossas convicções.

Mirror MaskEste blog é uma tentativa de desconstruir a imagem através do mergulho em seus reflexos no que chamo de Galeria de Espelhos. Já o meu site, quando escrevo nele, é uma tentativa de mostrar formas de arte que possam exercitar experiências estéticas que estão atrofiadas.

Para mim isso é a visão geral: a visão da nossa essência.

Filed under: Atualidades, Comportamento, Reflexões, Terra | 2 Comments »

Sopro

23rd, April 2007

"Porque a vida merece ser vivida com arte pois sem ela é apenas existência, não é vida e existir não basta…"

Hoje foi o último dia do espetáculo Sopro da Cia Lume de teatro

A companhia é de São Paulo e está fazendo temporada no Rio apresentando 4 dos seus espetáculos e este foi o terceiro. Nas próximas duas semanas eles apresentarão Café com Queijo que, conforme me disseram, é o melhor trabalho deles.

Tenho minhas dúvidas.

Shi-Zen, sete cuias (que assisti das semanas atrás) e Sopro são tão espetaculares que desconfio que Café com Queijo deve ser mais elogiado por ser mais fácil de assistir.

De Shi-Zen vou falar em outra ocasião. Hoje estou sob efeito de Sopro e vou falar sobre ele.

Antes de mais nada a frase que inicia este post não tem muito a ver com o espetáculo, mas com a minha razão de gostar de criações subjetivas como Sopro. A frase, até onde sei, é da minha autoria.

Já Sopro é mais do que uma frase, é uma alegoria da vida…

Bom, cada obra de arte pode ser muita coisa, depende do observador, mas para mim Sopro conta a história do nascimento e espiração de uma vida consciente partindo do início paradoxalmente suave já que a nova vida explode em vez de brotar, mas em Sopro este nascimento é interno e não externo: Do ponto de vista da consciência o nascimento é lento.

Tenho que confessar que morri de sono afinal faz dias que não durmo direito por causa do nascimento dos filhotinhos da minha cadela.

Hummm… Este comentário ficou totalmente estapafúrdio aqui, mas gostei dele.

Sopro é um espetáculo que corre na velocidade lenta da vida e não na febril dança dos estímulos da sociedade do espetáculo. Em Sopro a vida é sintetizada aos seus elementos básicos como medo, alegria, deslumbramento, sexo.

O sexo aliás é um marco no espetáculo (ou eu sou um libidinoso que está supervalorizando a coisa) e foi a chave que me fez notar do que se tratava a criação cênica (Lume é mais do que teatro, é uma experiência cênica) e repassar mentalmente os primeiros 15 minutos sob este enfoque.

A partir do sexo vemos a traumática experiência de atirar nossa criação a um mundo que se mostra diante de  nós como um abismo e - aqui posso estar exagerando na minha interpretação - sentir o tempo se esvair como se o sentido da nossa vida estivesse restrito aos furores da juventude já que, entregues os filhos ao mundo as areias dos tempo nos jogo num turbilhão que conduz a nossa expiração.

Seja qual for a sua experiência com Sopro, entenda-o ou não, somente a experiência estética e o estado de consciência (olhando para dentro serenamente) em que nos coloca já faz desta uma grande obra de arte, pois arte tem que nos despertar e não nos adormecer.

Filed under: Fogo, Teatro | 4 Comments »

Arco Íris

22nd, April 2007

Arco íris

 

 

Não faltam ao redor coisas para nos deslumbrar, nos despertar para o mundo além das paredes de concreto, mas a cada dia menos gente olha para cima, ocupados que andamos olhando para baixo…

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O Deus da Terra e o Deus dos Homens

21st, April 2007

"Sua realidade não corresponde aos fatos"

O Cazuza escreveu isso num contexto totalmente diferente do que apresentarei agora.

Alguém ai discorda que algo vai mal se a nossa realidade, ou percepção da realidade, não corresponde aos fatos?

Quando algo assim acontece a gente ou aceita que nossas idéias precisam ser renovadas ou acabamos psicoticamente rejeitando os fatos como se fossem um tipo de blasfêmia passando a fugir mais e mais do que nos cerca.

Lembrei agora que, no século XVII, chegaram a levar uma família de índios para a Espanha com a finalidade de provar que eles não eram humanos pois o fato da descoberta deles violava a realidade da criação conforme o pensamento religioso da época.

Estou falando nisso tudo porque um dos filhinhos dos nossos companheiros quadrúpedes veio com problemas. O segundo já saiu com o cordão umbilical cortado e respirando estranhamente e, durante a primeira noite, a mãe o matou e comeu deixando uma pequena mancha de sangue no edredon e nada mais.

Fiquei surpreso ao ver como muita gente fica horrorizada com isso! Acham crueldade, triste, chocante… Ora, posso ser meio xamã, meio selvagem, mas triste ao meu ver é enterrar alguém sem doar seus órgãos, é transformar pessoas em dano ecológico (informe-se sobre o impacto dos ceminérios no meio ambiente, que o diga a París da idade média!).

Corrija-me se o raciocínio estiver errado, sim?

  1. Deus criou tudo, incluindo florestas e animais
  2. A vontade de Deus é soberana tanto no céu como na Terra
  3. Tirando os humanos que tem livre arbítrio tudo segue as leis de Deus
  4. A cadelinha está cumprindo a lei de Deus quando reabsorve seu filhinho…

Tá, e a gente vive dizendo que nosso Deus disse isso, que em nossa visão (espírita, cristã, taoista, tudista) a realidade é assim ou assado. Então porque nos chocamos com as leis de Deus?

Dá a impressão que o Deus que  nos inventamos é mais certo do que aquele que definiu as leis da natureza… Talvez sejam dois Deuses diferentes: um que a gente cultua e outro que criou o mundo…

O que nos importa agora? Queremos nos mergulhar na Criação ou ficar apegados às nossas próprias invenções?

Antes que alguém venha me colocar palavras na boca: ao meu ver entre humanos e animais há duas e apenas duas diferenças. A primeira é que somos tão flexíveis e somos capazes de nos adaptar de tal forma que um humano com severas restrições físicas ou mentais continua sendo um indivíduo viável e cheio de potencialidades, então sou totalmente contra práticas espartanas eugênicas ou abortos sob este ou qualquer outro tipo de desculpa. A segunda diferença eu não vou dizer! ;-)

E antes que venham me colocar outras palavras na boca…

Sou contra o aborto em toda e qualquer circunstância, mas não sou arrogante de impor minha moral aos outros e defendo o direito da pessoa decidir se deseja abortar o filho indesejado ou não. Para não ficar dúvida: sou a favor da descriminalização do aborto.

Filed under: Crenças, Fogo | 2 Comments »