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Mirror Mask - O sonho invade as telinhas

30th, March 2006

Mirror Mask é um filme. Dirigido por Dave Mckean e escrito por ele e Neil Gaiman, a dupla responsável por uma das séries de quadrinhos adultos mais cultuada: Sandman.

Não é muito simples falar de um filme como este. A parte fácil é reclamar por não ter entrado em cartaz nos cinemas e da tradução que poderia preservar a fidelidade com algo como Máscara de Espelhos…

Faz uns dois dias que vi o filme - do DVD acaba de ser lançado aqui no Brasil - e passei a noite seguinte tenho um longo e incrível sonho inspirado nele.

A obra de Neil Gaiman é assim para algumas pessoas. Ela se insinua entre as nossas imagens inconscientes, nos leva a regiões da nossa mente que foram esquecidas quando ainda saltávamos de árvore em árvore.

Mirror Mask (Máscara da Ilusão na tradução) é uma fábula moderna com uma heroina adolescente que vive no mundo de sonhos do circo, mas sonha mesmo é em viver no mundo real.

A história não é um mergulho profundo na misteriosa natureza humana, é até algo previsível e trivial, mas… mas…

Bem, tem a fantástica concepção artística de Dave Mckean e um roteiro com pelo menos dois pontos bem instigantes. Um deles é uma cena aparentemente sem sentido, mas muito característica de sonhos e a outra é um jogo antigo de Gaiman que nos confunde entre as fronteiras dos sonhos. Só não falo nelas aqui para não prejudicar o prazer de quem ainda não assistiu o filme.

No final das contas creio que a dupla poderia fazer mais, no entanto já mostraram coragem de quebrar as regras já neste primeiro projeto cinematográfico. Espero que eles voltem com algo na linha de Coraline, mais denso, mais perturbador.

A propósito, virei fã de Stephanie Leonidas, a jovem que faz a protagonista.

Filed under: Cinema & Vídeo, Cultura | 6 Comments »

Lembretes para o dia-a-dia (49): Fundamentalismo ou fanatismo

29th, March 2006

O século XXI continua marcado pelas crenças, umas religiosas, outras políticas…

Fundamentalismo é seguir suas crenças , mitos, moral e ética à risca e literalmente.

O fanatismo é impô-las ao resto do mundo.

Filed under: Crenças, Lembretes, Reflexões | No Comments »

Museu da Língua Portuguesa

28th, March 2006

Ao ver os erros de português tão comuns em propagandas e outros meios a gente abaixa a cabeça e pensa “se não conhecemos nossa lingua, que chance temos de desenvolver nossa cultura e compreender nossos problemas?”

Felizmente aqui ou ali sempre pintam reflexos de esperanças. É um bom cronista que nos brinda com um pouco da nossa história usando de bom português aqui, um museu dedicado a nossa língua ali.

Ainda ontem comentei com um casal de amigos como achamos que hoje é muito pior do que ontem, mas apesar disso agora nos preocupamos muito mais com o nosso tempo e com os problemas a enfrentar do que ontem.

Hoje é sempre, inevitavelmente, fruto dos erros e acertos de ontem, não é?

Aqui vão alguns artigos sobre a criação do museu da nossa língua:
O Globo 1
No O Sapo (Mega portal em Portugal)
O Globo 2
Lusomátria (Portugal)
Artigo no Jornal Nacional (Globo)
No Comunidades.net
No Jornal Digital

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Eletrodependência

27th, March 2006

Acho que esta palavra não existe, mas deveria…

Ontem faltou luz aqui no prédio das 14 até as 2:30 da manhã de hoje.

Céus! Até as 18h deu para ler um pouco mais do Vermelho Brasil, depois os últimos raios de sol nos abandonaram e nem som, nem tv e nem mesmo ver bem o rosto uns dos outros enquanto conversávamos.

Somos uma família conversadora, mas quando deram 22h já estávamos todos morrendo de sono. Dá para entender porque o pessoal no campo e nos séculos passados dormiam e acordavam tão cedo!

No meio tempo, entre as 12 horas de falta de luz, decidi contar os degraus dos onze andares aqui do prédio. Cinco vezes! 8-o

Foi assim que tudo aconteceu.

Chegamos com uma amiga de Sampa e subimos os 11 andares. Ela tinha que descer para ir a um casamento: desce os 11 andares carregando os 40 Kg de malas (sou um cavalheiro e não permitiria que ela as carregasse). Sobe de volta para casa depois de abanar a mão e gritar “Tchau!! Boa viagem!”. Passa o tempo, horas. Nada acontece. Desce de novo para ver se tem algo a fazer já que o porteiro mal entende que precisa expirar antes de inspirar novo fôlego. Nada pode ser feito… Sobe de novo. Duas descidas e três subidas. Arf!

Como somos gente de fibra é claro que isso não nos demoveu de pegar a bicicleta depois do trabalho hoje, ir para um bairro distante uns 12Km para fazer Taekwondo, passar quase duas horas pulando e chutando antes de voltar os 12 Km para casa!

Hoje posso enumerar cada músculo das minhas pernas e glúteos!

E pensar que este post começou em uma  tentativa de falar sobre a nossa dependência da eletrecidade e de como até a década de 80 não confiávamos nela a ponto de dispensar um estoque de velas e opções de lazer durante apagões!

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Adolescente tardio

25th, March 2006

Acontece com você de ter as memórias invadidas por um fato ocorrido décadas atrás? E assim sem qualquer razão? E para piorar algumas destas lembranças são um tanto constrangedoras? ;)

Pois comigo acontece.

Talvez seja por causa do calor ativando uma memória sensorial, sei lá. O que sei é que repentinamente lembrei de um dia de verão, lá nos meus 16 anos quando resolvi visitar um amigo na outra ponta do metrô e fui com um colete jeans sem camisa por baixo. Uma coisa horrível! Devia estar parecendo um integrante do Village People!

Lembro do que me passava pela cabeça. Aquelas coisas de adolescente tardio que deseja ter o seu jeito pessoal. Se fosse hoje tinha colocado um piercing na lingua.

Ao sair de casa estava seguro de mim, mas no caminho a ficha foi caindo: eu estava patético! Tarde demais.

Visitei o amigo e jogamos Jornada Nas Estrelas no PC 500 dele (um computador primitivo que na época era o máximo) enquanto o calor da Tijuca me deixava ainda mais desconfortável.
Mantendo uma distância segura graças a umas duas décadas de afastamento tenho o consolo de ver como aquele moleque Roney, que se valia de artifícios tão bobos para encontrar uma identidade, mas no fundo era uma criança tímida, hoje é um sujeito mais seguro e a vontade com seu jeito de ser.

Deprimente seria notar que continuo sendo o mesmo rapaz taciturno e deslocado daqueles tempos. ;-)

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