Arautos do desespero
30th, December 2004
Eu já falei sobre isso antes, este nem é um bom momento pois estou no meio da transformação deste site em host (papo nerd para outro post), mas recebi um email e não resisti…
É este artigo do Janer Cristaldo que também é colaborador do site Mídia Sem Máscara.
O nosso país está mergulhado em violência, pirataria, desgoverno? Está! Não se pode negar que são grandes os nossos problemas, mas como você enfrenta desafios? Falo dos pessoais e cotidianos mesmo!
Você está em cima da hora então você: 1- grita, arranca os cabelos, dá topada, xinga, quebra tudo e se atrasa mais; 2- respira fundo três vezes, acha o seu centro e encara o problema como ser humano racional?
Tá, nem sempre a gente consegue, mas será que alguém discorda que a opção 2 é melhor?
Pois textos como o No Te Creo ao meu ver só fazem espalhar o pânico que resulta em conformismo desesperado ou em negação dos problemas!
Na boa? Já bastam os desafios que temos a enfrentar, não precisamos de gente que parece ter sido criada em condomínios fechados vendo teletubies e que parece olhar para o mundo com o olhar apavorado de quem não foi preparado para ele!
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Tsunami, Maremoto
27th, December 2004
De tempos em tempos a Terra parece levantar sua voz através da força dos elementos para nos lembrar da nossa vulnerabilidade e impotência diante do seu poder.
No caso do terremoto submarino na Indonésia que agitou as águas do Índico contra a costa da Ásia não precisávamos ficar totalmente impotentes. Havia tempo para avisar a população e impedir mais de vinte mil mortes. Este triste evento, que levou inclusive uma ex-aluna da minha sogra junto com seu filho, antes de mais nada veio expor a fragilidade da nossa suposta era da informação (que preciso insistir mais uma vez que ainda é uma utopia).
Conforme noticiado, o centro de alertas para tsunamis (localizado nos EUA) poderia ter avisado às autoridades, mas não sabia com quem falar!
Existe um programa de alerta para o Pacífico, mas não para o índico, dizem que isso sai caro… Sei… Bem, sou um leigo e talvez a idéia de um post-it colado no monitor com nomes e celulares ou pagers de autoridades seja uma idéia muito simplista.
Um tsunami (veja uma animação) em geral é produzido por um tremor submarino de terra, pode ser resultado da queda de um asteróide também, mas este é bem mais raro! Seja como for a onda se desloca a pouco mais de cem quilômetros por hora o que dá algumas horas para disparar avisos por rádio, tv e outros meios.
Maremotos ou tsunamis são muito improváveis no Brasil apesar de uma hipótese sobre o risco de uma erupção nas Ilhas Canárias.
Não me surpreenderá saber a qualquer momento que não existe nenhum plano de aviso de tsunamis no Índico simplesmente porque foi considerado ruim para o marketing das redes de hotéis.
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Consumismo e a inocência perdida
26th, December 2004
Vinha pela rua na véspera de natal comentando com uma amiga judia de 28 como as crianças na geração dela eram mais inocentes.
Não falo em inocência-igenuidade, mas aquela que nos permitia achar prazer num boneco de batata com palitos espetados, em soltar uma pipa ou em brincar de pique-esconde correndo descalço pela rua.
Ainda esta semana esbarrei em uma jovem mãe caminhando com o filho e a própria mãe. Ela dizia ao menino que “quando eu era criança eu brincava na rua! Não ficava só na frente da TV!”
Também essa semana passei por um dos raros oásis encrustrados nas entranhas das nossas grandes cidades… Cercada por ruas movimentadas tem esta praça e duas ruas silenciosas, crianças brincavam e riam atrás de mim enquanto eu me dirigia novamente para o caos da próxima rua movimentada. Será que elas escaparam e ainda tem a inocência? Temo que não.
Parece que nos últimos 20 anos a indústria descobriu que é fácil influenciar os desejos dos pequenos e que seus pais fazem tudo para deixá-los felizes. Depois disso nossas crianças passaram cada vez mais a precisar da sandalha da Sandi, do tênis do Pokemon, do game do Dragonball ou do poderoso mega-truker que brinca sozinho.
Vivemos em plena era do consumo, a sociedade do espetáculo (continuo insistindo que a era da informação e a cultura do conhecimento ainda estão por vir) e somos levados a nos deixar hipnotizar pelos encantos da mídia e do consumo, sem esforço dos pais as crianças não terão aquele contato saudável com o mundo de verdade que os que tem mais de 25 anos tiveram…
Sim! Afinal a decadência dos governos e da cultura só implica em mais responsabilidades para os pais, tios e amigos. Cabe a nós combater os efeitos nocivos da cultura do espetáculo em nós mesmos e tirar um tempo para contar uma história ou propor uma nova brincadeira na rua!
Bom, tem aquele outro pequeno problema que é a síndrome do medo, mas esta é uma outra história…
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Desventuras em Série - Um mau começo
25th, December 2004
Desventuras em Série conta em 13 partes (das quais apenas 11 já foram escritas) as desventuras dos três irmãos Baudelaire (Violet, Klaus e Sunny) que se tornam órfãos logo nas primeiras páginas do primeiro livro.
É claro que já se criou uma aura de marketing ao redor da coleção que vendeu mais de 18 milhões de exemplares desde 1999. A jogada publicitária é dizer que esta é uma história que você não quer ler pois não tem um bom começo, nem um bom meio e muito menos um bom final.
Mesmo assim estou achando a leitura muito boa! O motivo principal é uma longa história que vou resumir em uma frase: acredito que a boa leitura para crianças é aquela que as defronta com os problemas desmitificando-os.
Os outros motivos são a qualidade literária e também a forma como o autor consegue brincar com diversos conceitos e figuras linguísticas sem subestimar os pequenos leitores.
O autor Daniel Handler escreve sob o pseudônimo de Lemony Snicket e escreveu alguns livros pouco conhecidos para adultos antes de decidir se dedicar a esta série para crianças e se diz surpreso com o sucesso de vendas.
Tem sido uma grata experiência ler um livro bem escrito para variar, até já me arrancou algumas lágrimas! Ah! Mas não pense que é um livro triste! Não é pois os três órfãos sabem erguer os queixos e buscar saídas para os seus problemas com bastante esforço e engenho! Bem diferente de outras histórias que mimam as crianças (como Harry Potter) com soluções mágicas e simples para os seus problemas, mas tudo isso é longo demais para um blog, tenho que falar nisso na sessão de literatura qualquer dia.
Como são livros de leitura rápida logo devo ler os outros, espero que ele consiga manter a qualidade de sentimento do primeiro!
Além disso podemos esperar para breve a adaptação para o cinema.
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Os melhores filmes de 2005
23rd, December 2004
Você por acaso se sente um alienígena quando a tv, as revistas e jornais anunciam os filmes mais esperados do ano? Você olha para a lista e não vê nenhum dos seus filmes?
Eu sim…
Nada contra os chamados sucessos de bilheteria, mas já notou que poucos deles são lembrados 5 anos depois? Nem dá para comparar com filmes muito antigos pois o fenômeno é recente, não deve ter muito mais de 20 anos.
Vou pegar só um exemplo… O Fabuloso destino de Amèlie Poulin é de 2001, você lembra qual foi o grande filme daquele ano (eu lembro e adorei!), mas certamente que Amèlie é um filme muito mais… cativante. E olha que Senhor dos Anéis é o livro da minha vida!
Seja como for, estou falando tudo isso pois minhas espectativas para este ano são (na ordem de ansiedade maior para menor):
- Mirror Mask
- Desventuras em Série
- A fantástica fábrica de chocolates
- Edukators (já em cartaz)
- Guerra dos Mundos
Tem mais detalhes no manal.
A propósito! Me enganei! A grande bilheteria de 2001 foi o primeiro Harry Potter!! Quem diria?
A propósito 2: A lista acima é parcial, pode ser que entre ai outros filmes em terceiro, quarto ou quinto lugares… Só estou seguro sobre os dois primeiros.
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